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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Aparência
Quanta escravidão em nós!
Já nascemos escravos,
Escravos de um sistema inevitável,
Que nos aprisiona até a morte,
Escravidão de faces silenciosas,
Acorrentando nossos sonhos,
Poder irônico sobre nossa falsa liberdade,
Opressão sob a égide de um bem coletivo,
Pessoas se ferem em seus preconceitos,
Subjugadas em si mesmas,
Numa intensa prisão invisível,
Encarceradas em suas ignorâncias,
Insana superioridade fétida,
Excremento de mentes doentias,
Escravizadas em seus vícios.
O relógio gira incansavelmente,
Pessoas seguem suas doutrinas,
Trilhando labirintos ignotos,
Buscando refúgio para não enlouquecerem,
Em meio a tanto conhecimento desconhecido,
Alimentando as massas em suas fraquezas,
Enquanto a beleza das coisas murcham,
Diante dos nossos olhos desatentos.
Séculos diante de séculos,
Dos heróis apenas as memórias insistentes,
E a incerteza de algo que até então valeu a pena,
Numa realidade o tempo todo mascarada,
Levando-nos ao grande matadouro social,
Onde a pobreza e a riqueza não fazem diferença,
Somos reféns da natureza cíclica,
Mutando-se ao bem querer da evolução.
Não somos melhores do que a quem julgamos,
Fazemos parte de um imenso quebra-cabeça,
Tão infinito quanto nossa soberba,
Desfilando uma serenidade entediada,
Buscando o tempo todo transpor nossas fragilidades,
De algo que não temos nenhum controle,
Em suas dissimulações convenientes,
Iguais em tudo nesta umbrática humanidade.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Já nascemos escravos,
Escravos de um sistema inevitável,
Que nos aprisiona até a morte,
Escravidão de faces silenciosas,
Acorrentando nossos sonhos,
Poder irônico sobre nossa falsa liberdade,
Opressão sob a égide de um bem coletivo,
Pessoas se ferem em seus preconceitos,
Subjugadas em si mesmas,
Numa intensa prisão invisível,
Encarceradas em suas ignorâncias,
Insana superioridade fétida,
Excremento de mentes doentias,
Escravizadas em seus vícios.
O relógio gira incansavelmente,
Pessoas seguem suas doutrinas,
Trilhando labirintos ignotos,
Buscando refúgio para não enlouquecerem,
Em meio a tanto conhecimento desconhecido,
Alimentando as massas em suas fraquezas,
Enquanto a beleza das coisas murcham,
Diante dos nossos olhos desatentos.
Séculos diante de séculos,
Dos heróis apenas as memórias insistentes,
E a incerteza de algo que até então valeu a pena,
Numa realidade o tempo todo mascarada,
Levando-nos ao grande matadouro social,
Onde a pobreza e a riqueza não fazem diferença,
Somos reféns da natureza cíclica,
Mutando-se ao bem querer da evolução.
Não somos melhores do que a quem julgamos,
Fazemos parte de um imenso quebra-cabeça,
Tão infinito quanto nossa soberba,
Desfilando uma serenidade entediada,
Buscando o tempo todo transpor nossas fragilidades,
De algo que não temos nenhum controle,
Em suas dissimulações convenientes,
Iguais em tudo nesta umbrática humanidade.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
752
Sol Monteiro
Batalha vencida
Mais uma vitória na prateleira,
Mais curativos no rosto
E, de novo,
Mais uma respiração tomada com gosto;
Com gosto de sangue.
P.s: Para todas as batalhas que a vida nos fez viver, e a força dentro de nós nos permitiu vencer.
Mais curativos no rosto
E, de novo,
Mais uma respiração tomada com gosto;
Com gosto de sangue.
P.s: Para todas as batalhas que a vida nos fez viver, e a força dentro de nós nos permitiu vencer.
192
marcoalvarenga
FACE DE UM SONHO...
Talvez eu seja a parte insignificante de um sonho,
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
160
ROSA ACASSIA LUIZARI
Dualidade
Vítima do algoz é o poema na gaveta.
Poeta cruel, tem em mãos a liberdade do significado.
Autoestima engavetada,
Evitemos o sofrimento da palavra.
Sente amor o poeta.
Poeta decepcionado, poema recuperado.
Poema dono de si
No livro da vida consagrado.
Sem dó, nem piedade
Do poeta desesperado.
Mas o poeta se supera, exala ingratidão
Aprisiona outro poema na escuridão.
Autoestima aprisionada,
Memória de amor engavetada.
Mas a Língua Portuguesa, extasiada,
Não se prende a nada
E adverte o poeta:
-Não conseguiu o que queria
Encontrei abrigo em outra caligrafia.
Poeta que nega o amor é calculista
Favorece o poema itinerante.
Compartilha morfologias, abre novas trilhas
Eterniza, a cada segundo, um novo instante.
LUIZARI, Rosa Acassia.In: Semeando o pólen da vida 2: Poesias - 1ª ed. Pedras de Fogo – PB.
Poeta cruel, tem em mãos a liberdade do significado.
Autoestima engavetada,
Evitemos o sofrimento da palavra.
Sente amor o poeta.
Poeta decepcionado, poema recuperado.
Poema dono de si
No livro da vida consagrado.
Sem dó, nem piedade
Do poeta desesperado.
Mas o poeta se supera, exala ingratidão
Aprisiona outro poema na escuridão.
Autoestima aprisionada,
Memória de amor engavetada.
Mas a Língua Portuguesa, extasiada,
Não se prende a nada
E adverte o poeta:
-Não conseguiu o que queria
Encontrei abrigo em outra caligrafia.
Poeta que nega o amor é calculista
Favorece o poema itinerante.
Compartilha morfologias, abre novas trilhas
Eterniza, a cada segundo, um novo instante.
LUIZARI, Rosa Acassia.In: Semeando o pólen da vida 2: Poesias - 1ª ed. Pedras de Fogo – PB.
272
A poesia de JRUnder
O tempo de uma prece
E imaginando ter encontrado o amor, corria feliz...
Seu coração saltitava em seu peito ofegante,
Chegando a ocasionar gemidos de uma dor prazerosa.
E sonhando com momentos de carinhos e ternura, dançava...
A música vinha de seus sentimentos interiores,
E inundava ser corpo de uma satisfação indescritível.
E da vida, nada mais pedia, imaginava que tudo lhe tinha sido entregue...
Um amor, um alguém só seu, que viveria a seu lado,
Por todo o sempre de quantas vidas houvessem.
E entorpecidas por tantas ilusões, estavam suas próprias razões...
Que não lhe permitiam ver que de amar o amor não vive,
E que a eternidade dura apenas, o tempo de uma prece.
1 316
Sol Monteiro
Para que falar?
Quantas palavras são ditas?
Quantas frases ouvidas?
Quantas letras desperdiçadas
e vogais mal-usadas?
Quantos ´´o que`` desnecessários
e ´´obrigado`` não falados?
Quantos? Quantos? Quantas?
Quantas palavras serão lançadas,
anunciadas,
jorradas,
só por um mero desejo de abrir a boca e usar as cordas vocais para o que é inútil,
fútil,
frívolo,
volúvel?
Quantos? Quantos? Quantas?
Quantas frases serão construídas para um significado ter,
para logo serem extinguidas no universo que é necessário dizer?
Quantas frases ouvidas?
Quantas letras desperdiçadas
e vogais mal-usadas?
Quantos ´´o que`` desnecessários
e ´´obrigado`` não falados?
Quantos? Quantos? Quantas?
Quantas palavras serão lançadas,
anunciadas,
jorradas,
só por um mero desejo de abrir a boca e usar as cordas vocais para o que é inútil,
fútil,
frívolo,
volúvel?
Quantos? Quantos? Quantas?
Quantas frases serão construídas para um significado ter,
para logo serem extinguidas no universo que é necessário dizer?
193
wendel
NAVALHAS NO AVESSO FAZEM O SUSPIRO ENTRECORTAR
Inspiro, bem devagar... fecho os meus olhos, o mundo está escuro. Já não sei mais como é a sua face, e bem de longe ouço seus cânticos, que se desfazem antes de chegar em meus ouvidos. Solto o ar. E com ele um suspiro entrecortado, como se meu avesso soluçasse, de tanto chorar..
575
Rinaldo santo
Do Lápis ao Pó
O vento forte de meus pensamentos,
Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.
Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar
O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel
Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede
O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.
são gonçalo.rj | 2009
https://rinaldosanto.blogspot.com
Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.
Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar
O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel
Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede
O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.
são gonçalo.rj | 2009
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224
paola_
joaninha
fui na cozinha
passar um café
percebi que ela andava apressadamente
em círculos
parecia não enjoar
alternava apenas o sentido
mas sempre contínuo
tentava identificar no que pisava
era apenas um pedaço de vidro
naquele azul infinito
passar um café
percebi que ela andava apressadamente
em círculos
parecia não enjoar
alternava apenas o sentido
mas sempre contínuo
tentava identificar no que pisava
era apenas um pedaço de vidro
naquele azul infinito
420
CORASSIS
Deus me livre

Deus me livre
Deus me livre das sátiras ,não dos risos.
Não me conceda bençãos mas a alegria dos pobres
758
Heinrick
Luto
Não mais restou
Nada porque lutou
Pois não luto;
Somente sinto, observo e escuto
Pessoas mortas ao meu desfavor
Pessoas mortas que se matam
Por cor
Por moeda
Por amor
Amor em morrer, ou talvez prazer?
Na minha mente pessoas mortas a viver
Amar a dor do luto
262
Ricardo Santos de Souza
Atriz dos Sonhos
O teu rosto atua nas minhas noites, você é á personagem do filme,
danças com meus sentimentos com uma habilidade jamais vista antes,
usas e abusas de movimentos sensuais ao jogar a roupa para o auto,
a tua boca na minha, a minha mão te acariciando com força entre a tua nuca e o teu pescoço, a imaginação no seu melhor estágio,
o êxtase toma conta quando começo a beijar o teu corpo com vontade dos pés a cabeça com aquela pausa demorada na região da tua cintura, que delírio!
Opa! Eu sou um diretor exigente, quero que a minha atriz repita incansavelmente esta cena para eu analisar com precisão por todos os ângulos.
danças com meus sentimentos com uma habilidade jamais vista antes,
usas e abusas de movimentos sensuais ao jogar a roupa para o auto,
a tua boca na minha, a minha mão te acariciando com força entre a tua nuca e o teu pescoço, a imaginação no seu melhor estágio,
o êxtase toma conta quando começo a beijar o teu corpo com vontade dos pés a cabeça com aquela pausa demorada na região da tua cintura, que delírio!
Opa! Eu sou um diretor exigente, quero que a minha atriz repita incansavelmente esta cena para eu analisar com precisão por todos os ângulos.
92
wendel
UM POUCO MAIS DE CANDURA AO CRESCER
Palavras afinal, são brinquedos em nossas mãos...
Que amamos
Que nos ferem
Que nos iluminam
Que nos apresentam às sombras
Que nos trazem verdade
Que nos iludem...
E é triste ver, que com o passar do tempo, todo brinquedo em nossas mãos acaba sofrendo com nossa falta de zelo...
Que amamos
Que nos ferem
Que nos iluminam
Que nos apresentam às sombras
Que nos trazem verdade
Que nos iludem...
E é triste ver, que com o passar do tempo, todo brinquedo em nossas mãos acaba sofrendo com nossa falta de zelo...
511
Carlos_Gildemar_Pontes
ALGUMAS COISAS IMPRESTÁVEIS
Eu me iludi porque sou feito de desejos.
Cri num mundo que não existe.
Os ladrões de esperança
compraram as consciências
dos homens de almas pobres.
O amor fez que veio
E se fantasiou de cabelos longos
de alegria e de fantasia de amor.
E eu cri no amor porque o amor não adormece
os sonhos dos infantes.
Eu faço contas e junto coisas imprestáveis.
Tive muitos amores imprestáveis.
Quando arrumo as gavetas da memória
saltam-me poemas imprestáveis,
porque pertencem a um tempo
em que fazer poemas valia alguma coisa
- como ganhar um beijo da menina quieta
que lia poemas e entendia a eternidade
daquele momento.
Eu não troco um poema imprestável
por mil sorrisos falsos.
Cri num mundo que não existe.
Os ladrões de esperança
compraram as consciências
dos homens de almas pobres.
O amor fez que veio
E se fantasiou de cabelos longos
de alegria e de fantasia de amor.
E eu cri no amor porque o amor não adormece
os sonhos dos infantes.
Eu faço contas e junto coisas imprestáveis.
Tive muitos amores imprestáveis.
Quando arrumo as gavetas da memória
saltam-me poemas imprestáveis,
porque pertencem a um tempo
em que fazer poemas valia alguma coisa
- como ganhar um beijo da menina quieta
que lia poemas e entendia a eternidade
daquele momento.
Eu não troco um poema imprestável
por mil sorrisos falsos.
132
Rinaldo santo
Adeus
Quando foi o último beijo,
abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS
niterói.rj | 2009
https://rinaldosanto.blogspot.com
abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS
niterói.rj | 2009
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217
A poesia de JRUnder
Sou esperar
Sou barco no cais, tempestade no mar,
Sou folha no chão, vento vem assoprar.
Sou fera à espreita, o pulo tem hora,
Sou marca do tempo, o momento demora.
Dias que se sucedem em anos que se acumulam,
Flores que nunca florescem, nuvens que nunca flutuam.
A nada se presta o desejo, que não se faz realidade.
Mais nada se espera do amor, que se transformou em saudade.
Folhas de cartas em branco, nunca contaram de sonhos,
Risos em lábios entreabertos, meros espasmos tristonhos.
Alvorecer de esperanças, em céu carregado de chuva,
Rubro que tinge o vinho, sem que se colha a uva.
Sou esperar, sou silêncio
A sombra que brilha na noite,
O calor que antecede o beijo
O estalar do açoite.
949
paola_
ópio
Enquanto estou na cama
Olho para o teto
Ouvindo uma música
De amor
Que não me lembra ninguém
Não acelera meu coração
Não me faz arrepiar
Não me deixa divagar
Mas continuo ouvindo
De novo
E de novo
Até me embriagar
Olho para o teto
Ouvindo uma música
De amor
Que não me lembra ninguém
Não acelera meu coração
Não me faz arrepiar
Não me deixa divagar
Mas continuo ouvindo
De novo
E de novo
Até me embriagar
538
Cristileine Leão
Raios Solares
A felicidade
Não diz respeito
Ao que se têm
Seja prosperidade
Ou
Enfermidade
A felicidade diz respeito
Ao que se pensa
Como se pensa
Estar na presença
Luzir
Quem me contou isso?
O cheiro da grama molhada
Assim que recebeu
Os primeiros raios soLARES.
256
italo2000
Devaneios de um dia escuro
- O que fazer em um dia escuro?
- Ora, devo sentar e olhar as estrelas. Só é possível ver as estrelas em meio a escuridão. Escuridão... Quem me dera também poder ver o brilho numa caixa vazia e obscura. Quem dera poder me apaixonar.
Paixão.
Paixão.
O que é paixão? Ou melhor, o que não é paixão? Paixão não é amor; Quem ama tem o poder de irromper alem das paredes de qualquer caixa com o brilho da inspiração. Quem ama, ama, simplesmente o faz.
- Mas e a escuridão?
- Por que diabos insistir em ser escura?
- O que fazer quando se esta preso na escuridão?
- Bom, só é possível ver as estrelas em dias escuros.
@italo.jose_19
115
Márcio Barbosa
VOCÊ
O seu passo firme, direção
Tua humildade me conduz
Teu sorriso branco, algodão
O teu olhar aceso é luz
Seu corpo é o meu porto, cais
O teu colo aconchego, paz
Seu aroma no vento sopra aqui
O meu sentimento só pra ti .
Márcio Barbosa
Tua humildade me conduz
Teu sorriso branco, algodão
O teu olhar aceso é luz
Seu corpo é o meu porto, cais
O teu colo aconchego, paz
Seu aroma no vento sopra aqui
O meu sentimento só pra ti .
Márcio Barbosa
180
shadowoftheworld
Ser que habita em mim
O ser que habita em mim
Me pega desprevinida a qualquer hora
Veio como um mal súbito ruim
E logo foi embora
Ele é meio desajeitado
Ainda que seja amigável
Meu corpo tomou emprestado
Minha alma tornou amável
Tomou conta de tudo por um instante
Me tirou o ar, também
Tive de tomar um calmante
Sua caminhada era um pouco além
Com um chacoalhão foi embora
Foi um aviso do Universo
E como vai sem demora
Partiu-se sem verso
Me lembrou de algo importante
Me lembrou e foi embora
A tudo que há em um instante
Estive no agora
Me pega desprevinida a qualquer hora
Veio como um mal súbito ruim
E logo foi embora
Ele é meio desajeitado
Ainda que seja amigável
Meu corpo tomou emprestado
Minha alma tornou amável
Tomou conta de tudo por um instante
Me tirou o ar, também
Tive de tomar um calmante
Sua caminhada era um pouco além
Com um chacoalhão foi embora
Foi um aviso do Universo
E como vai sem demora
Partiu-se sem verso
Me lembrou de algo importante
Me lembrou e foi embora
A tudo que há em um instante
Estive no agora
1 067
A poesia de JRUnder
Tortura
E quando quis gritar e correr ao seu encontro,
Vi que em meus pés se haviam criado raízes.
E quando quis pedir para que afinal, ficasse...
Senti que meus braços não poderiam mais te acolher
Porque eu estava enrijecido pela dor,
Paralisado pela amargura,
Inerte por tanto sofrer,
Insensível pelo costume de te amar.
E acenei um adeus com o olhar,
Que você não viu, mas mesmo assim, partiu...
E chorei apenas uma lágrima,
A última gota da minha essência...
988
olharomar
LAGRIMAS
LÁGRIMAS
As lágrimas não se soltando
Aprisionam meu coração
Como um barco sem vento nem cais,
Para sempre acorrentado
E por aqui fico com as minhas lembranças
Em amarras transformadas
A vida acorrentada sem querer
Passa por mim e vai sorrindo para o outro lado
As lágrimas continuam borda fora
Desfeitas nessa onda que te levou
Amando o que virá
Esquecendo o que ficou
186
leilton
Presente de amador
Corre em minhas artérias uma dor insuportável,
Incontornável.
transpira meu corpo arrogância, vaidade,
necessidade.
Oscila a mente, inconsequente,
Carente.
Espirito imaturo, incerto futuro,
Escuro.
E se luz brilha incandescente,
Fogo vermelho, ardente,
Consome passado, esfuma presente.
E se não brilha, impotente,
Morro parado, doente,
Fim, amador decadente!
Incontornável.
transpira meu corpo arrogância, vaidade,
necessidade.
Oscila a mente, inconsequente,
Carente.
Espirito imaturo, incerto futuro,
Escuro.
E se luz brilha incandescente,
Fogo vermelho, ardente,
Consome passado, esfuma presente.
E se não brilha, impotente,
Morro parado, doente,
Fim, amador decadente!
85
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