Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Fernando Cartago
1 Dia é Primavera!
Bom dia flor do dia!!!!
Este é o primeiro desta estação cheia de cores onde os amores despertam aos mais puros aromas um verdadeiro festival de beleza. Uma criação da magnitude em perfeição da bondade de Deus em dar nos de presente a natural consciência que somos agraciados por podermos desfrutar de todas as maravilhas e que em verdade somos sua imagem e semelhança... Em amor, paz, harmonia, alegria, sabedoria, perseverança. Cada uma destas qualidades entre outras que no exercício de viver de bem e para o bem é o caminho sublime para nos sentirmos parte deste universo, co-responsáveis e responsáveis com todas as possibilidades de evolução se adquirirmos a atitude da cultura do respeito, compreendendo e entendendo que seguimos uma transformação necessária rumo ha um novo tempo a seu tempo... AMAR!!!
(Fernando Cartago)
Cristina Miranda
Tão leve!
Fecha-te em mim!
Do cenário
Aproveitamos a música
Este não precisar dizer nada
Que tem o som límpido
Das primeiras chuvas.
Fecha-te em mim!
Vamos ensinar-nos a dançar
Arrebatar do silêncio
O som límpido do seu olhar
Fecha-te em mim!
Compasse-mo-nos.
O espaço é só nosso
E nós dele,
O momento.
Fecha-te em mim!
E deste Outono,
Desta taça de tantos por de sol alaranjados,
Beberemos a água das folhas adormecidas.
Mais tarde,
Olharemos o céu
E vamos ver o esvoaço dos beijos
Que cabriolam nos beirais
Dos meus,
Dos teus,
Dos nossos lábios.
Fecha-te em mim
E não nos obriguemos senão a nós
E a esta vontade de nos tocarmos
Tal como a noite que toca o dia...
...Leve...
...Leve...
...Tão leve!
Eduardo Silveira
V Atalanta
a borboleta de asas negras
é a mais bela.
Os pássaros, quando cantam,
cantam por ela.
Ao me ver,
fingiu.
Fez que vinha.
Voou,
Passou em todas as janelas,
menos na minha.
Pousou em todos os jardins,
mas o meu não viu.
Cristina Miranda
Tisana
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum"
Eugénio de Andrade
" - Eu vi a terra limpa no teu rosto..."
e ao olhar
tomei dele o gosto
em pequenos goles
como uma tisana
que me aqueceu
por dentro...
" - Eu vi a terra limpa no teu rosto..."
fechei os olhos...
quão perto
ficaste de mim
Cristina Miranda
jan 2011
Alexa Stampp
Nem Tudo
paola_
oco
quem sabe um pouco perdida
levando a vida de forma distraída
mesmo em completa delusão
não ouso uma ação
que me traga alguma satisfação
até meu piscar
tem um certo demorar
sempre torcendo
pra nunca mais acordar
A poesia de JRUnder
Se fosse tão simples
Se fosse tão simples
Se fosse tão simples amar,
Eu te amaria todos os dias,
E prometeria para ti, a lua e o sol.
Entregaria em tuas mãos, as cores das flores
E os aromas das manhãs de primavera.
Se fosse possível apenas amar,
Eu te amaria nos sonhos profundos
E nas noites de insônia.
Velejaria com meu amor em uma estrela cadente,
E lançaria sobre teu corpo uma chuva de beijos e desejos.
Se me fosse permitido te amar,
Eu defenderia esse amor com minhas mãos.
Lutaria até a morte, cavalgando um corcel branco de nuvens.
Para ser teu príncipe, empunharia minha adaga e seria invencível!
Derrotaria dragões e canhões, invadiria castelos,
Subjugaria reis e seus exércitos!
Se soubesse enfim, de teu amor por mim,
Entregaria todas as minhas armas e me renderia aos teus carinhos
Acorrentaria teu coração ao meu e juraria amor eterno.
Me subordinaria a teus olhos, me alimentaria de tua aura.
Sorveria teus encantos para apaziguar toda essa minha ansiedade...
A poesia de JRUnder
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Poesias e Poemas
A Mágica de viver
é um sonho
desconhecido-
pela humanidade
que quer se
conhecer.
A Mágica de viver
é sentir que tem
muitas pessoas
sentindo um
amanhecer.
A Mágica do
anoitecer é
um silencio : entre
outras coisas...
você neste mundo
real sobreviver.
Bem me
interessa...se o que
escrevo neste belo
momento > você
vá entender. OK...
(ademir, O poeta )
( Bem este foi o primeiro escrito ...
poético que aconteceu em 1978 ) *
olharomar
uivos
Sinto que do outro lado do silêncio
outra alma perdida surgirá
e despertará de novo este corpo ausente
como se seu corpo fosse.
Trará nas veias o seu uivo de silêncio
e rasgará meu peito com rajadas de amor
invadindo minhas veias,
a sua alma alcançando a minha.
Mas o meu caminho não acaba aqui
o meu abismo não terá fim,
o desfiladeiro continuará a espera do meu regresso,
mas esta noite, sim esta noite
terei alguém ao pé de mim
uivando juntos á mesma lua,
quando o negro da noite de novo chegar
sfsousa/olharomar
Delonir cavalheiro
FAZER AMOR CONTIGO
simoni_souza0
Luz e Sombra
A água apagando o fogo
Sou o fogo queimando a madeira
O vento levando as folhas
Sou o curso do rio guiando as águas
A terra onde a semente germina
Sou a espada rasgando a carne
O silêncio na noite fria
Sou um vulcão em dia de fúria
O remédio aliviando a dor
Sou suave
Sou intensa
Luz e Sombra
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TU ÉS A MINHA ALMA
És o meu predador
O meu doce anjo lobo
E eu sou simplesmente a tua presa
Abdico-me de mim
No aroma perfumado das rosas
Enquanto os teus braços ceifam águas
Acalmando-as bem longe dali
Num tumulto feito de mim, em ti.
Carla Furtado Ribeiro
ESTÓRIA DE SILÊNCIO
Solene, hierático, intenso
Ora altivo, ora raro, ora denso
De que as coisas se pressentem povoadas
Um silêncio de brisas transpiradas
Pelos corpos de chão, de terra, de semente
E de tudo o que no homem faz presente
O mistério das coisas insondável
A aldeia é rua de memórias apeadas
Bordadas a vidrilhos de luar
Um jardim de angemas perfumadas
De um perfume impossível de expressar
São memórias e visões revisitadas
Em cada pedra, em cada tronco,
Em cada espiga de milho, em cada olhar de desfolhada
Que nos fere de emoção, aldeia amada,
Que nos deixa o coração a soluçar.
José de Sottomayor
O Silêncio ama o amor do Silêncio
A fonte
escorre
gotas simples,
brancas,
transparentes,
na calma
da alma,
derrama murmúrios,
invisíveis,
surdos,
imperturbáveis.
Desenho-te,
em silêncio,
por entre fábulas
e vinhedos,
plácidas folhagens,
doces segredos,
resguardo-te,
serena e plena,
intimamente
íntima,
em mim.
O Silêncio
ama o amor
em silêncio,
assim.
izasmin
Coragem de Amar
É muito corajoso aquele que ama,
Que se sujeita a ter alma com dona,
Que se arrisca aos cotidianos dramas.
A coragem de amar é abrir mão da paz,
Para mergulhar em águas desconhecidas
Sob situações que testam se és capaz
De amar diante de crises infinitas.
É confuso, desafiador.
Não é para qualquer jogador.
É motivo de muito esplendor,
Para mim, é recompensador.
Poema autoral de izasmin
Carla Furtado Ribeiro
TU MINHA ÁRVORE SEM NOME
minha árvore sem nome, história sem tempo,
meu leito de abandono e deserção,
Raiz
adventícia da esplendorosa Primavera em gestação.
Folha
seminal, trifoliada, oval, orbicular, lobada,
folha de ouro, herança de à terra vinculada.
Âmago
de todas as luminescências que me habitam
crepúsculos incandescentes, impossíveis que me invitam.
Mas tu,
agora gota, agora água, agora arco-íris diluído em mágoa, agora,
água-régia
que embriaga e dissolve em aguarelísticas imagens
esta paz cruxiforme das paisagens.
Recantos
de pureza inesperada, são teu berço, teu braço, teu insólito regaço,
meu céu debutante e sem cansaço.
Oh natureza curvilínea,
de cíclicos e solenes retornos sobre a terra!
Só tu,
sempre estas águas, mansamente debruçadas
sobre minhas esquivas margens escarpadas....
-
Carla Furtado, in "Entre o Sono e o Sonho - Antologia de Poetas Contemporâneos"
Nathalia Maciel
3 Dias
Sem sua companhia, meu coração suspira.
Um desafio que me faz esperar,
Ansiando te ver e te ouvir .
Pelas telas nos vemos, distantes, separados,
Mas tua voz, tua melodia, me deixam encantada.
A paixão cresce a cada dia que passa,
Conto os dias ansiosa para que chegue a hora da graça.
No sétimo dia, meu melhor bom dia lhe darei,
Esperando uma resposta que tanto espero ouvir.
Em oração, persevero até lá chegar,
Versos e poemas te farei, sem minha voz falh
samuelthorn
Depressão e a alucinação do mundo virtual
Um círculo tecnológico vicioso
Alimentado pelas nossas mãos
Cada passo que é dado!
Aproxima todos de uma destruição.
Desdenha infeliz felicidade,
Que me agarra e me retorce
Me lançado para perto de máscaras.
Com cada mais gigas, encalhação.
Desdenha rumo a uma ladeira
De um grande pico, que me pica
E salpica um milhão de curtidas,
Dentro de um universo com fim.
Desdenha Tragédia do amor imortal,
Que não coube no virtual,
Mas morreu lá mesmo assim.
Pessoas morrem em silêncio,
Cansados de gritar
Todos com um celular
E nenhuma deu atenção
Chuva intrigante, caiu na rede; virou vagante.
Jamais curtiu ou compartilhou,
Mas por pouco a pouco coube
E redefiniu os mega baites que não vingou,
As mensagens do chat que não chegou.
As redes sociais que fundaram
Uma revolução
Para quem vivi um amor de ilusão.
O fingimento daquilo que não é,
Virou uma moda, uma sensação.
No fundo, de cada foto
Tem pessoas com grande solidão.
Nas redes sociais que de tanto,
Se balançar, adormeceu
Mais de uma vida,
Para nunca mais acordar.
As redes sociais, que lançam na navegação
Grandes marinheiros para alto mar
Entrar, mas dentro desse barco
Existe dois marinheiros e um capitão
Que se chamam, mentira, falsidade e solidão,
E de todos que estão no barco
Eles lançam mão.
A mente de vários se desconectou!
Diminuíram a sua imaginação
O rápido e simples dominou.
O complexo perdeu a sua colocação.
Vivemos num mundo, que tranca,
Sobeja e espanca,
Aqueles que não querem viver nele.
Vivemos uma matrix,
Que ama, protege e aquece
Aqueles que amam viverem assim.
A internet está sendo usada,
Como arma de aniquilação
Muitos não pensam no outro.
Falam palavras ferindo o coração.
Fazendo esquecer que essa vida
Que vivemos, apenas trará nenhum
Momento desse imenso fio
Que conecta o nada com o fim.
Os valores humanos estão sumindo.
A aparência está ganhando posição.
A morte de milhares de pessoas
Viraram motivo de diversão
Parceria de autores, criadores da Obra:
R.J.A Germanny e Samuel Thorn
simoni_souza0
Amor de Almas eterno
Um laço etéreo, noite e dia abraça
Unidos além do tempo, sem barreiras
Dois seres, almas gêmeas verdadeiras
No silêncio, sussuros sem palavras
Entendem - se em profundas alvoradas
Os corações, em sincronia batendo,
Nesse amor, o destino está tecendo
Um elo que transcende qualquer distância,
No universo é a mais pura fragrância
O amor de almas, eterno e divino
Em cada verso no infinito, é o hino
Dois espíritos unidos na jornada
Amor de almas, eterna caminhada
Nas estrelas, essa história se releva,
Amor profundo, que a eternidade atrela.
Mel de Carvalho
voz reflexiva
o gesto repartido dos segundos e minutos
findos
em prenúncios evidentes de
vazio
dedilho o inesperado
a filologia do momento, refervo louros e cascas de alhos
em tons de prata no concavo bronze do caldeirão
de duas patas.
soam as castanholas
um passo doble, um tango argentino, uma sonata…
da parte medial do segmento melódico a voz já tomba
em forma átona
- pronuncio-me in acto póstumo:
belatriz
ninfa duvidosa “seda carmim, botão de rosa”
caminhante sem fim, borboleta errática,
de um estado de alma que se deseja ser
plena existência.
ágape serei da incerteza…
na hora (in)certa, no limiar do gesto
auspicioso gesto
em que tomo minha a fera pela ponta pontiaguda dos cornos
em que me encaixo na embocadura da testa alta da própria besta
e aperto braços por sobre queixada e mandíbula
e a espuma enraivecida escorre os cantos da boca
balanceio quadris ao vento forte
olho a arena num derradeiro vislumbre
exalto a fé
das multidões aficionadas “olé, olé..."
que de pé me aplaudem em palmas
em brados
em interjeições de aplauso: "bis, bis…"
a meus pés agora
a terra envinagrada na tentativa vã de não coalhar o sangue do futuro
o pouco que, incontaminado, me resta da virginal candura
do que fui. do que era…
anátema criatura sou, nesta manhã engano, se não me vejo reflexiva em mim!
em mim própria, toureira e fera...
a lareira crepita ainda.
acordo. que faço afinal aqui?...
Karen
Decreto
E que me deseje até que seu fôlego se esgote
Que faça tudo por mim e não reclame
Que queira meus pés, minhas coxas, meu decote
Deseje meus lábios e os meus lábios
Contrário à inércia, contrário ao que é veloz
Entenda meu tempo assim como os sábios
Nem tão prisioneiro, tampouco algoz
Decreto hoje que requeira meus seios
Que peticione meus líquidos, minhas salivas
Que me tateie assim sem muitos volteios
E descubra as minhas alternativas
Por fim decreto que para sempre permaneça
Aprisionado no recôndito de meu peito
Que jamais ou nunca mais me esqueça
E que me queira, me suplique em seu leito
simoni_souza0
Nostalgia
Conversando com as estrelas,
Saudosa por um tempo
Que escorreu por minhas mãos.
Recordo- me da inocência
De alguns dos meus atos.
Será que eu tinha condições de fazer diferente ou apenas fazer o que minhas crenças me permitiam ?
Não condeno meu passado,
"Escolhas" foram feitas
E elas converteram- se
Em quem Sou.
ana rafael
Apenas o Amor
Não sejam as tuas
Lágrimas
Que o teu
Não seja
O meu silêncio
Que a minha
Não seja
A tua dor
Enfim
Que nada
De um
Seja do
Outro
Apenas o Amor…
Alex Zigar
Por Quem os Sinos Dobram
Outra também é a guerra
Outro também é o tempo
Mas todos com a mesma essência
Afundar navios,
Derrubar homens,
Atirar o pão.
Há uma guerra em meu país
Tão injusta e grave
Como qualquer outra.
Agora o canhão aponta para outro lado
Outra também é a ordem do general
Outro também é o braço pendurado no arame farpado.
Há uma guerra nas ruas,
Nas escolas,
Há uma guerra dentro de nós.
Deus, estou sujo de pó e sangue
Não sei se matei ou se estão me matando.
Importa-me a morte do outro?
Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
Português
English
Español