Escritas

Lista de Poemas

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Luis Rodrigues

Luis Rodrigues

Pedido

que te peço eu?

um ramo noutro ramo
e a voz baixinho junto ao peito
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERO TUDO

Meu amor de ti de ti quero tudo
Quero as nossas horas
De um beijo apressado
Os nossos momentos
De um abraço apertado
Os nossos minutos
De um olhar sentido
Tu e eu não somos fáceis
Somos a tempestade e a calmaria
O sossego e o desassossego
O amor e a paixão
É como se tu e eu fôssemos "só nós"



 
972
6
1
Celso Mendes

Celso Mendes

Poema Abissal

gutural
este grito
aprisionado
lançado
entre o azul-perdido
que persigo
e o negro-nada
que me cala

enquanto a palavra
imersa
fria
aguarda o voo
mas se faz mergulho

(Celso Mendes)
1 147
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Preso ao destino

E tudo volta ao que era, sem nada que acontecesse.
A tarde calma, a eterna calma de que se adormece
Na suposta impressão de quem nada sente,
O grão de pó que pousa na estrada de terra, inerte,

A miragem do que de real existe, indefinida como sempre,
A lua cheia que aparece e depois desaparece indiferente;
-Não viesse o amanhã, eu seria imponderável no que sinto,
Como se uma descoberta nova, fosse o pensamento

E, se sei que existe uma razão para tudo o que acontece,
Até mesmo na inacção ou na vontade presa ao destino
Ainda viajaria de vida em vida, fiel a uma incompleta prece.
"E tudo volta ao que era..." tudo se repete no sonho...

(Na tarde calma, na eterna calma de que se adormece.)

Jorge Santos (09/2011)
http://joel-matos.blogspot.com
715
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natalia nuno

natalia nuno

sexto sentido...

Embaciaram os vidros

ficou a memória confusa

e o caminho mais pálido

já não me arrancam sorrisos

andei léguas com passos indecisos

até chegar ao horizonte tão meu

onde a infância é já só uma fábula

onde os verdes já são pardos

turvo o azul do firmamento

e na penumbra o pensamento.


A manhã me oprime, o sol me ignora

a tarde me cega, logo a escuridão

e logo a aurora a urdir novo dia

e é mais um sonho que se abrevia

caminho já sem meus passos

fora de mim, distante,

amor já não é anseio

já não abraçam meus braços.


Ah...mas o sonho sempre germina!

E o coração envelhece mas não pára de amar

o amor a vida domina

e é sempre ele que ergue do silêncio

e nos vem embriagar...


natalia nuno

rosafogo

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SABOR A TI

As tatuagens gravadas
(...) são emoções de amor
No rico sabor dos teus lábios 

 

754
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

UM DIA PARTIREI

Um dia partirei para longe
Deste mundo sozinha
Mas pretendo deixar
Um pouco de mim no teu ar

750
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Meca e eu

O que importa, na espera,

É a presença em falta, severa,

Pesada como um lastro,

Silenciosa como um claustro

A causa do mal todo...

E espero...que importa,

Curvo ou cansado,

Caneta sem tinta,

Cheque careca,

Invisível céu,

Caaba de Meca

E eu...

O que importa,

São as ilusões,

Dando à costa,

Presas aos anzois

E os sonhos, guardanapos

E nos pratos,

Os restos da tua presença,

À mesa.

O que importa,

É que creio,

No que me encanta,

E no que me sorriu,

Até ficar sem fala,

D'ouvir o olhar sorrir...

(Ah...e o falar dela!)

Joel-Matos (02/2013)

http://namastibetpoems.blogspot.com

2 865
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joao euzebio

joao euzebio

ALEM DESTE MAR

VOU TE BUSCAR EM UM CANTO QUALQUER
DESTA SAUDADE QUE FICOU
DESTE RIO QUE SE DESPEJOU MAR ADENTRO
DESTE PENSAMENTO QUE SÓ ME TRAZ TRISTEZA
DESTA INCERTEZA DO AMANHA
VOU NAVEGAR NESTAS ONDAS QUE SE LEVANTAM
POR CIMA DOS ROCHEDOS
VOU DESVENDAR TODOS OS SEGREDOS DESTE AMOR
VOU SER A COR DO OUTONO
OS POEMAS INACABADOS QUE FICARAM PERDIDOS POR AI
VOU SURGIR DIANTE DOS TEUS OLHOS
COMO UMA LUZ QUE NÃO SE APAGA
VOU CRIAR ASAS E VOAR
VOU SER O LUGAR ONDE VOCE DESCANÇA
VOU TE DAR ESPERANÇA DE UM SONHO MELHOR
VOU SER O VENTO QUE VEM
E QUE LEVA A ALGUEM SUA MAOS INVISIVEIS
SÓ PARA TE ACARICIAR
SÓ NÃO ME VENHA COM LAMENTAÇÕES
DEIXE QUE AS ESTAÇÕES MUDEM
QUE AS FASES DA LUA SE TRANSFORMEM
ALÉM DESTE MAR QUE A TUA ILUSAO CRIOU
POIS SOU APENAS UMA FENDA EM LENDAS
QUE NÃO SE APAGOU.
1 487
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESCURIDÃO

A escuridão que beija a noite
Das almas perdidas no tempo
Que encontram-se na escuridão
Dos seus medos e do silêncio
É necessário libertá-las das trevas
No caminho para a luz, no sono da morte
O julgamento de Deus
Que seja misericordioso na nossa escuridão.
880
6
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Grande é o Panteão dos meus

-Fui dentro de mim entrando, entrei
E vi vestígios do que se já viu
Vi um céu interior e brando, bradei
Aos meus, no brado que se me partiu,

A um sol redondo e a um silêncio estival,
-Ai daquele qu'en seu sonho traga
Desertas preces e marés dest'areal
-Ai daquele qu'en s'us olhos s'afoga,

Ou é um homem de vime envolto
Ou mora junto ao sal da margem
-Há um mar no avesso e um quarto,
Cansados de tanto esperarem,

-Fui dentro deles, escondido
E vi vestígios do que fui e possuí
Antes, sob a tutela do cedo...
Meu coração possuído já não possui,

-Agora carrego, esteiras alheias
E sombras por habituação
Enredo-me nas fantásticas salas
Que, por não serem, minhas são...

(Grandes são, de Deus as casas,
Grande é o Panteão dos meus)


Jorge Santos (02/2013)
http://joel-matos.blogspot.com
772
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

HÁ DIAS E DIAS

Há dias que a morte é lenta como os mantos de lã
Há dias cinzentos que a fome engole o sossego
Há dias que o rosário é negro e dilacera o peito
Há dias que a prece é a revolta aguçada dum estalo
Há dias que são alinhavados por linhas escuras
Há dias que os punhais massacram as veias de sangue
Há dias que só Deus sabe os passos que dei, os erros que fiz
Há dias que a noite afugenta as sombras com o som do sino
Há dias que o poema está escondido, vestido de púrpura
Há dias que a mentira cede e é tocada com um dedo no espelho
Há dias que o nosso silêncio é simplesmente um dia de festa
Há dias que o teu riso, o teu beijo é o melhor do mundo
Há dias que o cheiro a canela, alecrim, alho, gengibre, é amor
Há dias que o delírio é penitente, nas ondas que cantam embriagadas.

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1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NOJO DESTE MUNDO

Sinto nojo deste mundo cruel, para os idosos e crianças
Sinto nojo das mães que matam os seus filhos
Dos homens e mulheres que se matam mutua
Dos homens e mulheres que se matam mutuamente
Sinto nojo dos homens que casam com crianças
E que muitas vezes são maltratadas pela própria família
Sinto nojo dos violadores e dos pedófilos sejam
Padres ou homens comuns, deviam ser todos castrados
Ou capados e fechados no inferno
Sinto nojo dos filhos que roubam os pais
E que os maltratam, sinto nojo e pena dos pais
Que não sabem amar os seus filhos
Sinto nojo de mim própria por virar a cara para o lado
Que mundo é este, que todos nós temos medo de olhar.
1 292
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Alexandre Rama

Alexandre Rama

ONDE ESTÁ O MEU CORAÇÃO???

Um menino caminhando pela rua, passo após passo, de cabeça baixa se depara com uma estrela, ali, sozinha no chão. Ao se deparar com o garoto para à sua frente, ela pergunta:
- Garoto, por que anda olhando para o chão?
O garoto surpreso por ver uma estrela e ainda por cima falante, sem saber ao certo o que responder simplesmente exclama:
- Ah... estrela, estou procurando algo que perdi!
A estrela curiosa pergunta:
- Mas garoto o que você procura com tanta dedicação para simplesmente se esquecer de olhar para cima e para os lados?
O menino sem jeito sussurra uma resposta quase inaudível:
- O meu coração...
- Ah! – exclama a estrela – Mas como você pode ter tanta certeza que ele está aqui no chão?
- Não sei – diz o menino – só sei que preciso procurá-lo. Pois me disseram que quando eu estiver diante dele algo dentro de mim irá mudar e sentirei uma dor aqui no peito que irá completar todo o meu vazio e, assim, poderei amar.
- Mas você já o procurou em outros lugares que não seja o chão. Porque se eu fosse um coração perdido eu estaria com medo e estaria gritando por meu dono.
De repente o jovem garoto percebeu que a estrela não estava de toda errada e que ele havia passado tempo o suficiente procurando o seu coração apenas nas partes mais fáceis de procurar e com o passar do tempo isso se tornou um hábito na sua vida. Mas agora ele compreendia que seu coração não estava no chão e com muita dificuldade ele então ergueu seus olhos para o
céu e naquele instante percebeu que naquele céu tão estrelado e que, talvez nunca tivesse sido visto por olhos tão pequenos, estava o seu coração.
1 235
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Não é fácil a razão ignorar-me

Não é fácil à razão ignorar-me,
Se jamais terá ligado,
O meu exacto nome,
Às sombras do olivado pardo,

(Onde alguém sabe quem sou),
Como me posso eu supor
Autêntico se deveras, vou
De falso ao enganador,

Num salto de leopardo,
-Ainda acredito na razão inacta,
Como uma lenda por acabar,
(Caso haja alguém que a desminta)

Quem mais senão ela pode saber
Quem sou: No fundo, um vulto
Agachado num ermo qualquer,
Vencido num combate inédito.

Como é difícil em mim confiar,
Num gémeo fantasma, demitido
E desprovido do abrigo de ser,
Apenas tapado pálo céu estrelado

E pelo umbigo de um Deus comum
E um outro, sugerido numa outra dimensão,
Escondida em sítio incomum,
Numa frequente ilusão

Não sei se é mais justa a razão,
Ao censurar-me
Como louco, se ao evocar-me,
Como homem são...

Mas não é fácil à razão
De todo ignorar-me...


Joel Matos (06/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
1 218
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1
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Não sei se Meu




Não sei se meu...Pudesse eu, daqui en'diante,
Fitar-me, frente a frente
E reconhecer quem sou.

Semelhante a quem ?
Ao Demo ou a um santo crente?

Estou louco, é evidente,
Mas quão louco é que estou?

É por ser mais poeta
Que gente, que sou louco?

Ou é por ter completa,
A noção de ter tão pouco de gente?

Não sei, mas sinto morto
O ser vivo em que me prendo,

Nasci como um aborto,
Salvo na hora e no tamanho.

Tenho dias de desejar,
Em que tento fugir e me prendo,
Devagar, por debaixo, da baixa porta,

Não aprendo com os erros,

Tenho tantos...

E outros em que fujo,
Muitos em que finjo aprender,
Pra, por fim, me perder,
Nem longos nem curvos, na distância
De um eco.

Farto de fingir vitória.

Tenho dias murchos,
Nem distos nem curtos,
Preso às rochas,
Como as cordas na garganta.

Cujos em que escrevo, não pra mim,
Mas pra outros, tampouco,

Tenho dias de deixar passar
O que sinto,
Em que não creio,
No muito que a mim.. minto,

Tenho dias lisos e frios,
Como o fio da derrota,
E um sonho urgente,suspenso
No mito que em mim crio,


"Não será errado desejar ser gente"
Mas é todavia erro,
Não desejar ser, o que mais importa,

-Gente como outra qualquer, gente
Que passa sem se fazer notar,
à minha humilde e modesta porta...

(nem sei se eu ou outrem
o escreveu ma,s se não for meu, sinto-o
tão como se meu fosse...)

Jorge Santos
2 345
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Fernando Cartago

Fernando Cartago

ME DEIXE SOZINHA

Na música que toca,
no som longiquo.
Me deixe sozinha.
No vento que sopra lento
Nos meus cabelo soltos no rosto.
No passeio noturno, na sorte do canto escondido na
Minha vontade de querer me encontrar.
Uma identidade, um horizonte... Uma forma
Bem particular, mas é uma maneira de na escura
Sala, sozinha ouvir aquela melodia.
Sentir o coração palpitar numa moleza gostosa.
Um casamento único do corpo, da alma, da mente
E quase dormente em pensamentos mantenho me uma
Sobrevivente.
Só quero seu acalento, seu amor, sua luz e nesta fraterna união
Sou audaz em dizer que só você meu Pai que faz sentir paz...
Assim grito com meu peito cheio amor e de dor...
Não me deixe nunca, nunca para atrás.

(Fernando Cartago)
1 236
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

COSTURO OS MEUS SONHOS

Costuro todos os meus sonhos
Bordo todas as lembranças doces
- E desato os nós de toda a minha vida
Espanto do olhar nas fluidas avenidas
Tardes que oscilam nas obscuras vidas
- No limiar dos campos com os seus novelos
Na procura eterna da luz de quem precisa. 

 

781
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ENGANAR O TEMPO

O tempo corre nos retalhos da nossa vida
Dos nossos corpos já fragilizados de dor
Acumula-se na poeira dos olhos sem ver
Embaça os nossos próprios pensamentos
Escondendo todos os sentimentos doces
De cada um de nós, espalhando os medos
Deixando a descoberto os nossos segredos
Marcam para sempre as páginas envelhecidas
Do livro dos nossos sonhos mais perversos
As memórias são um velho espelho abstrato
Porta-retratos escondido na mente pela alma
O tempo marca o rosto de qualquer humano
Engana-se o tempo, mas é ele que nos engana
Cada lágrima perdida no chão é uma esperança
Talvez em cada dor uma pequena doce lembrança.


720
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Simei Lucena

Simei Lucena

A chave do sucesso

Reflexão







Persistimos em olhar para a vida buscando usufruir as riquezas dos

sonhos, nos colocamos mas altos que os próprios pensamentos, elevamos

a desconfiança e o medo,desproporcionando a vida de uma forma abrangedora







Sucesso é ter paciência e saber espera o momento certo, que a vida dará um passo

e te colocara diante de grandes obstáculos para desenvolver grandes desafios gerados pelas conseqüências de nossos atos







A maior gratidão da vida não é ganhar

nada fácil mas transforma o difícil em seu maior trabalho

de superação.







Autor: Simei Lucena (reservados)
1 048
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3
Celso Mendes

Celso Mendes

Incompletudes

já tenho em minha carne
o rangido franco,
frio
e solitário
das horas
indivisíveis.

não mais
me demoro os dedos
sobre o fio da faca
na tangência
de um tempo
que não tenho,

pois que me adormece a luz
nas mãos espalmadas,
privadas de palavras
em um silêncio imortal
que se imprime absoluto.

abasteço,
recorrentemente,
a incompletude desta loucura
com teus olhos fugidios,
insistentemente sádicos

: olhos de amassar maçãs
e envenenar riachos lacrimosos.

e é quando as auroras
se transfiguram
em dias cinzentos
que me doo à chuva.

neste então me voltas,
sob a rama deste ipê,
tal um espectro
entre pétalas violáceas

a me contar
que inda existo.

(Celso Mendes)
1 142
6
Cristina Miranda

Cristina Miranda

Desejo

Penso-te,
Qual cascata de gotas,
Lágrimas emocionadas que te envolvem.

Enquanto os gestos se ajeitam
Ternamente,
Tal como quando se completavam
Ao desaguar naquela baía,
Aquela frase que me deste:
"Adoro amar-te!",
Meus dedos levam-me
A correr,
Célere,
Por cada pedaço de ti.
1 236
6
Fernando Cartago

Fernando Cartago

CAMINHOS

Caminhos cruzados de uma jornada de vida, para diversos pontos de partida.
Em cada norte com muita sorte percorremos um horizonte de experiências,
Nestas idas e vindas nos envolvemos com pessoas cheias de encantos e desencantos.
Absorver o maior brilho de cada alma viva traz a memoria pontos de vista que reluzem
No corpo e o coração inflama.
Esta chama que nasce tímida tempera toda a energia vital, de cada pessoa crédula que
O bem viver está no desprendimento de ser algo, aprendendo e compreendendo
Que viver é a atitude única e simples de estar inteiro(ra), no ponto de partida das diversidades Do universo. Dimensionando o quanto podemos ser pequenos(as), diante a magnífica história
Do conviver... Até escolhermos o sol que nos iluminará e os raios da lua para aquecer nosso orbe interior que é a centelha de vida em cada ser HUMANO aprendendo a caminhar...

(Fernando Cartago)
1 025
6
1
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

O resto do monólogo

Aqui estou, sossegado, escondido,
Longe da vista e dos mistérios
Do existir, de tudo, do mundo.
Aqui estou, sem me fazer notar muito

Nos meus gestos duplicados.
Supondo ter sido tudo dito,
De quando enquanto fecho os olhos
E é num sonho branco que admito

Coabitar sozinho com a eternidade.
Neste inexplicável casulo,
Quase um Confessionário de padre,
Num sossego nulo...

(O resto do monólogo... não irias entende-lo
Nem te servirei eu de consolo ou conselho)
Afinal nada de novo acontece neste mundo velho,
Eu continuo oculto, morando frente ao espelho.

Joel matos (12/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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