Escritas

Decreto

Karen
Eu decreto que a partir de hoje me ame
E que me deseje até que seu fôlego se esgote
Que faça tudo por mim e não reclame
Que queira meus pés, minhas coxas, meu decote

Deseje meus lábios e os meus lábios
Contrário à inércia, contrário ao que é veloz
Entenda meu tempo assim como os sábios
Nem tão prisioneiro, tampouco algoz

Decreto hoje que requeira meus seios
Que peticione meus líquidos, minhas salivas
Que me tateie assim sem muitos volteios
E descubra as minhas alternativas

Por fim decreto que para sempre permaneça
Aprisionado no recôndito de meu peito
Que jamais ou nunca mais me esqueça
E que me queira, me suplique em seu leito