Escritas

Lista de Poemas

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

VIDA DE DESENCANTO

⁠⁠Não há mais sepulcros
Não há mais sonhos
Não há mais encanto
Não há mais rosas
Não há mais pétalas
Não há mais amor
Não há mais desejo
Só há sombras
Só há lágrimas
Só há vácuos
Não há manhãs
Não há noites
Não há mel
Nesta vida curta
De tantos desencantos.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Uma dor que

Carregamos no peito uma dor
Um estranho, uma sombra, sem nome
Um grito pálido sem brilho
Sem sentido palavras vazias ao vento
Carrega-nos um estranho nas costas
Sem nome sem nada, vazio
Perdido, esquecido de dor.








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António Castela Fonseca

António Castela Fonseca

Teu toque Teu Amor

Quando o amor é verdadeiro ele não se esconde
une os dois corações e aclama a uma paixão ardente
que nos vai enchendo numa cumplicidade saudável no tempo

Sentindo o teu toque nas minhas mãos
onde o teu cheiro entrou porta a dentro
fazendo-me desejar-te ainda mais

A tua voz suave e meiga cantou nos meus ouvidos
as palavras foram ditas num breve instante
em que nos procurámos com o nosso olhar sincero e meigo

Ouvindo o sussurrar do teu silêncio
escutando as tuas doces palavras
Quero amor que me sintas em toda a essência do meu ser
na nossa intimidade
ao longo de todos estes anos de respeito no amor
que nos uniu e une.

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Mia Rimofo

Mia Rimofo

PENSAMENTO MEU

É no silêncio das rosas
Que se faz poesia
___...__
São as rosas que nos deslumbram todos os dias
___...___
É só o amor das rosas que nos faz florir
___....___
As rosas brotam nas saudades que sentem
___...___
É no caminho
Que fazemos, que crescemos
__...__
São os sonhos que nos fazem viajar
__...__
São as cores que Deus pinta que dão cor à vida
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

POÉTICO

Os olhos são poesia
O amor um verso
Os sonhos um versar
O desejo um soneto
Neste meu poético sentimento.
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eliane_ramos

eliane_ramos

Solidão.

Quando choro
Me consolo
Minhas dores fizeram com que eu fosse forte
E quando derrubada ao chão
Fui obrigada a construir pontes
S o z i n h a

Quando feliz
Me alegro
Por mim mesma,
me orgulho
Me aconselho
Me abraço

Em meio a coisas falsas
Se torna difícil identificar o que é real

Solidão, eles nomeiam
Mal sabem eles
Que estar consigo mesmo
É a companhia mais pura e bonita
Que existe.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

OS LOBOS

Lobos à escuta no escuro do tempo
Iluminados por dentro aos olhos do mundo
Pacientes, tolerantes da morte anunciada
Purifica-nos o corpo, a mente, as palavras
As emoções lançadas no mar do nosso sentimento
Visitantes do mundo, lugar onde mora o coração
Onde temos o dever de observar, crescer, amar
Sofrer, sentir e esquecer manter sempre a porta
Aberta sem medo da incerteza do nosso novo despertar
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOU POESIA

A poesia corre-me quente nas veias
Como o rio foge com fome para o mar
Os versos são sangue, as prosas alma
Os sonetos corpo, o poema sentimento
Juntos são um palpitante coração em poesia
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Rasguei a pagina de minha vida


Eu não virei a página da minha vida,
eu simplesmente rasguei-a,
tive medo de sentir vontade de a ler de novo,
"recado"
Nunca se peguem demais ás pessoas,
pois pensem bem, na escuridão,
até a nossa própria sombra nos abandona...

Luzer, 23.07.2013, Joao Neves.
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sebastiao_xirimbimbi

sebastiao_xirimbimbi

Algo que tenho sentido

Algo que tenho sentido;
Tenho sentido a mente pesada e o meu coração partido.
Fiquei sentido, sem sentido
ao ver o teu corpo deitado naquela cama sem os sentidos.

Mãe; fiquei com o coração rasgado, amargurado e magoado
Ao ver o teu corpo duro e congelado

Mãe; já levantei tantos pesos pesados, mas nenhum deles pesou mais que o peso do teu corpo morto
Nada é tão pesado quanto o peso de não te ter por perto
Nada pesa mais que essa saudade que carrego no peito
Nada pesa mais que a obrigação de aprender a viver com a dor de qualquer jeito

A minha alma está mais fria.
O corpo fraco, e a mente sombria 
A minha vida já não parece ser minha 
Sinto tanto a tua falta minha Braquinha.

A saudade e a tristeza apoderaram-se de mim.
A solidão; parece um buraco sem fim.
O luto; fez de mim um prisioneiro de mim.
Tenho sentido que ainda preciso de ti para cuidar de mim

Estou preso em pensamentos,
de cada momento;
Vivido no dia do teu falecimento.

Não entendo o porquê que tinha que ser um maldito cancer; maldito!
Mas ainda assim aceito, e respeito pois foi a decisão do Divino

Tenho sentido a alma cansada, e tido pensamentos sombrios
Tenho sentido a tua falta, e os dias mais cinzentos e frios
Saudades mãe; saudades de ti, tem esse teu filho!

Algo que tenho sentido.


Por: Sebastião Xirimbimbi
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SANTO NATAL

Natal é tempo de celebrar
O nascimento do menino Jesus
Que o espírito natalício preencha
Os nossos corações com amor
Paz, alegria e generosidade
Um santo e feliz Natal”
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NO PEITO

No meu peito existe um vazio
Feito em solidão num momento frio
Construí um muro alto, feito de fragas
Rodeadas pelas sombras escuras
No meu peito enganado
Fechei a tanta ilusão
Cansada de ser subjugada
De tanta tristeza que trago cá dentro
Resolvi dar ao mar, o sol e a lua
Uma porta aberta no meu peito
Abracei as ondas neste mar azul profundo
Era tão forte a saudade
Que a tristeza que tinha de mim
Desapareceu com as ondas na areia do mar.
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Lagaz

Lagaz

A mulher de ontem

Poucas coisas me agradam
e dão prazer
Aos meus amigos ,digo
Não sejam tolos a ponto
de saber tudo
O direito ao erro
é universal
E a mulher de ontem
Uma clave de sol
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

FLORIR NO PEITO

⁠Quero florir 
No teu peito 
Amar-te 
Entre todas as rosas
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Lagaz

Lagaz

Quando

Quando a vida
não é mais vida
é sofrimento
E o desejo
não é um desejo
mas ironia
E quando um beijo
é só mais um beijo
de despedida
E amar
quando for só amar
uma palavra
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

O BRILHO DOS TEUS OLHOS

Amar é ter o brilho dos teus olhos
Amar é querer estar sempre contigo
É sofrer à distância
É ter a necessidade de gritar
O teu nome e escrevê-lo nas as árvores
Amar é sentir este fogo por dentro
É inflamar o coração deixando-o em brasas
Amar é sentir-te sempre em todas as partes
Amar é desejar os teus lábios salgados
É delirar com as carícias e sonhar contigo
É acordar a pensar no teu sorriso
Mesmo num dia de frio e nublado.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DEZ

No começo éramos dois à mesa
Primeiro nasceu o Nuno
Mais tarde o João
A seguir a Carolina
E chegou a Joana
A Malfada apareceu
Entretanto chegam a Margarida e a Maria
No fim chega o António
Eramos já dez à mesa
Tanto barulho, alvoroço e animação
Hoje somos menos à mesa
Mas em dias festivos já somos mais que dez
Entre noras e genros, é só alegria e satisfação.
No começo eramos apenas só dois.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DEIXA-ME

Sorrir, amar, sentir
Fugir deste tempo
Dá-me amor
Esperança, liberdade
Desejo, paixão
Um gesto de carinho..!!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

IMORTALIDADE

O sangue frio das palavras
Corria no seu corpo já morto
Morto nos adereços em poesia
Na saudade de castrado sentimento
Epígrafe de oráculos em poema
Num mar que afoga as dunas da mente
Os dedos tocavam o lume de cinzas
Na lama dos alicerces da sua casa
Lírios plantados em soluços ainda vivo
Num abandono das palavras já mudas
Silêncio em melancolia, saliva dos lábios
Morde a imortalidade, imobilidade de si.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PEDAÇO TEU

És um pedaço de mim
Solta-te para a vida
Vem para os meus braços
Rasga-me enquanto me tens
Nas madrugadas desta noite
Trazendo toda a alvorada
Procurei-te dentro dos meus olhos
Todo nu sem reservas
Para partilhar deste pecado
Só nosso, com sofreguidão
Da imensidão dos teus carinhos
Sou um pedaço teu e tu és meu
Meu amor de sabor a rio Sabor
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DESLIZAS AMOR

As tuas mãos deslizam
- Sobre a minha pele
No calor do verão
- Entre os ventos outonais
- Acalentando o meu refugio
E o teu toque umedece
- A minha alma
Nos sons que ecoam
- Uma eternidade inteira.
Quero perder-me
- Nas curvas do teu sorriso
Onde deslizas no meu corpo e eu no teu.


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Alberto de Castro

Alberto de Castro

DE OLHOS FECHADOS

Estou de olhos fechados,
mas não estou dormindo.
Estou escutando os risos
das crianças brincando no parque.

Estou de olhos fechados,
mas não estou cego.
Estou escutando o som dos corações
que emanam as suas vibrações.

Estou de olhos fechados,
mas não estou morto.
Estou sentindo a brisa quente
que transpassa os raios de sol
e aquece a minha mente.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SORVO DE SAL

Caminho entre as águas que correm
Pelas margens deste meu rio de fragas frias
Da nossa triste esperança no sobressalto
Do teu corpo, da magoada saudade sentida
Nesta ferida aberta no meu peito, onde o sal
Que queima a carência no desejo esquecido
Na mente, deste mar de pupilas desatentas
No desencontro encontrado, sombra da noite
Sem remédio, da seiva de uma gota trêmula
Que a luz magoa a saudade, raiz exposta já de alguém
Na transparência das águas, que correm de novo para o mar
Onde já não sorvo o sal do choro que já não me levanta.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

FICO A PENSAR

Fico a pensar
Nos nossos momentos
Afinal a vida sem ti não é nada

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