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AurelioAquino

AurelioAquino

Ventanias

dentro de mim
há um vendaval em curso
que venta pelos dias
todo meu discurso

traze-lo controlado
no vão da vontade
é leva-lo abraçado
no vão da liberdade

os verbos soltos ao vento
inventam a paz pela alma
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C. A. Afonso

C. A. Afonso

Confissão

Aqui autor me confesso
Que pequei muitas vezes
Por palavras e silêncios,
Porque os meus gestos
Não revelaram as emoções
Que os pensamentos tiveram,
E trouxe dias negros em mim
E manhãs que anoiteceram.

Pequei pelo que disse
E pelo que omiti,
Deliberadamente pequei
Por não ter escrito o amor
E, talvez, nunca o dizer,
Deixar morrer essa flor
Sem nunca lhe dar de beber.
Por isso à memória,

Que não me seja cruel,
Me deixe escrever a estória
Em palavras de papel.
Palavras ditas pequenas
Entre os lábios e o ouvido,
Essa emoção que teima
Dar à vida outro sentido.

01.06.2020
C. A. Afonso
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXVI Jaezes de vida e morte

À direita, em um sonho, avistei-me como um conto.

Convenciam-me da mentira, dando-me a chance da reconquista.

Vi-me buscar as paixões levadas, fiz uso de feitiços e sensatas palavras.

A busca do fim nunca foi assim, foi sempre o oposto do sonho:

Emergindo das fraquezas, sequelas dos traumas,

lembrando-me das ideias que perdi nesta alma.

Cumprindo vidas, largando sonhos,

fascinado pela inquisição dos assombros,

quase vi-me junto aos mortos.


Era cinza e era vida, eram almas corrompidas

que se deveras em mim pensassem,

eu serviria de inspiração à arte:

Felizardo os irmãos que, com os deveres

postos em mãos, mal lembram do coração,

dando à verdade uma cova, ao Deus serve de prova.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXVIII Jaezes de vida e morte

Não é a alma ou o corpo que me traz,

o instinto me empurra

para onde não me encontro mais.

Nunca ouvi sobre o que falavam,

temo ser quem os ânimos os tiraram.

 

Não tive mais problemas desde a vida que tirou de mim.

Estar ou não, não me importa mais, ainda assim,

recomendo a todos uma vida como quem por baixo vê o céu,

sem paz e sem fim.

 

Já fiz de Cartago meu lar,

Insatisfeito, mas encantado:

já me perdi nisto uma vez,

e de novo acredito no acaso.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXIV Jaezes de vida e morte

Perdi tudo que me deu o mundo,

corri para o fim a fim de dizer-lhes muito:

Pouco respeito, muito castigo,

por que fazer de mim perda

de um tempo infinito?

 

Se só perdoo para que me perdoe,

por fazer de mim mais do que pretendi quando nasci,

por sofrer estando na média, por chorar na morada,

e mal engolir a comida que é dada.

Falando assim, até soa ter sentido o que fazem por mim.

Até mostro perceber, sem querer, que meu maltrato é mais

por dizer do que por viver.

 

Queria ir-me sem ter que escrever, mas é ingratidão

que me puxa o chão. Pelo menos, por honestidade,

digo como as coisas são, temendo não ser digno

de um fim ainda com paixão.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

A Morte não é nada é apenas uma simples troca de morada

"A Morte não é nada
é apenas uma simples troca de morada"
Apenas passei pró outro Mundo,
que dizem que é a morado do defunto.
Contínuo a ser pra ti tudo aquilo que és pra mim.
Trata-me como sempre me tratas-te,
fala-me como sempre me falaste.
Nunca mudes o tom da tua voz,
pra um triste ou solene clamor,
Continua rindo e falando-me de amor.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo,
que eu rezarei aqui do meu jazigo contigo.
Fala muito de mim, mas sem realçar nada,
diz apenas que era forte como a pedra duma calçada,
O amarrilho da união não se quebrou,
só jogamos às escondias e tu não me encontrou.
Não estou longe meu tudo, minha amada,
estou no fim dessa que foi a nossa estrada.
Imploro a Deus pra que fiques bem
e tu reza por mim também.
Quando a brisa soprar forte, receberás um beijo meu,
com o mesmo vento, quero sentir na minha face um beijo teu.
Até já meu amor...

Luzerna, 10.02.2023, João Neves.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

E ASSIM NASCE O POEMA

A bruma
polvilha de prata
a melancolia da noite

a saudade entra
pela janela aberta
a soluçar queixumes 
ao ouvido do poeta

e assim
inevitavelmente
nasce o poema.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Me gusta En espanol

Me gusta la poesía y no sólo.
Amo la musica.
Me encanta la vida.
Me gusta la naturaleza,
Me encanta el mar y su belleza,
la arena y el sol, las rochas y sus colores
me encanta el cantico de las gaviotas,
y de los mas ferozes predarores.
Aprendo de la sabiduría de los mayores.
Admiro a los animales y si los observamos
aprendemos a ser más humanos.
Amo la paz, la tranquilidad, la calma,
porque mis pensamientos ya me bastan
de lo tanto que son agitados.
Me dá rabia la mentira, creo que por mucho que nos hiera
la verdad es siempre la mejor manera.
Odio la traición, la deshonestidad, la futilidad.
Amo a las personas que sonríen con los ojos.
que muestran todos los pensamientos
y sentimientos a través de sus miradas,
me encanta vivir sin pensar en águas pasadas.

Lucerna, 01/03/2023, João Neves.
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joandersonsouzast

joandersonsouzast

Super Mulher

Mulher encantadora,lutadora, desbravadora ,empoderada;
Mulher que vai a luta de madrugada;
Mulher que vai em busca do pão de cada dia,
que alimenta suas crias.

Mulher enprendedora batalhadora, cheia de graça;
Mulher que não gosta de conversa fiada.

Mulher mãe,
mulher pai,
mulher filha;
Mulher mulher;
Mulher chefe de familia.

Mulher que não se limita e segui firme na caminhada da vida;
Mulher que não se limita;
Mulher mulher que sabe o que quer.

Mulher que passa por cima do vitimismo, da fragilidade, do machismo, da desigualdade,
e vai em busca das suas conquistas e sua felicidade;
Mulher mulher; mulher; Super mulher.

                                                               

                                                                                   Autor: Joanderson Souza
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Tiago Bernardes

Tiago Bernardes

O monstro

Tudo é cinza, o mundo bicolor
esperanças perdidas num vale de dor
Outrora ria, sentia minha vida
um sopro divino, um dom do Senhor.

Saudades eu tenho, dum tempo remoto
dum lugar longínquo, de um simples menino
que vivia o momento, jogava pião
corria, brincava, não via que havia
bem perto dali, um ser temeroso, esperando o momento
que, sem piedade, sem dó, faria daquilo
uma vil nostalgia; lembranças de quando havia alegria.
O monstro é famoso, temido por todos, pelo sol pelo vento.
Isso mesmo, amigo, seu nome é o tempo.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XC Jaezes de vida e morte

Quando não esteve por perto,

afundaram-me nesta Terra sob concreto.

Temos nos sentido sozinhos com o outro na mente,

vítimas da inevitável saudade de sermos carentes.

 

Não quero viver o vendo por baixo,

mas sinto-me perder a vitalidade fundindo-me a um corpo renovado.

Os rancores perambulam, mas o instinto está fresco.

Minhas vítimas se acumulam enquanto perco meu preço.

Imoral por escolha, deixo a sanidade para as próximas folhas.

 

O tempo volta a me regredir, colando-me a culpa que pode.

O fascínio que sinto por não perceber, pela discussão do que está para acontecer,

do que virá de um tiro ao acaso, de um amor infindável,

é deslumbrante o inimaginável.

É o que faz desta alma esquecer do melhor que posso,

restando-me a vida como chance de mais um encontro.
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Moacir Luís Araldi

Moacir Luís Araldi

Voz da natureza


O rio que brinca em mim
É infantil
É límpido 

Águas saudáveis
que nem sei poluir 

Coaxam as rãs animadas
A voz humana silencia
Sento-me à sombra marginal
extasiado a observar:
- Náiade não há - 

A voz da natureza
muito tem a nos ensinar.
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Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Creio!

Quanto mais te vejo quando estou dormindo acredito encontra-la quando eu estiver acordado.
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Bianca Lopes

Bianca Lopes

Voo noturno

Hoje enquanto passeava entre as nuvens
Logo antes do amanhecer
Observei uma estrela solitária

Seu brilho provavelmente vinha de muito longe
E encantei-me pela estrela
Era a última testemunha da noite

Olhamo-nos por alguns instantes
Observei como era pequena aos meus olhos
E, no entanto, como era grande a distância que percorria

Indaguei-me: "Como terá me achado tal estrela?"
A que deveria eu o prazer de sua visita?
Perguntei à estrela se havia gostado de mim
A estrela riu baixinho e nada disse

À medida que fui caminhando em direção ao dia
A estrela foi ficando mais e mais tímida
Fiquei chateada e achei que ela não me quisesse ali
A estrela me consolou

Contou-me uma história para eu dormir
Antes que ao dia eu chegasse
Disse que já era tarde 
E por isso precisava partir
Disse que toda manhã cedo faz este
Espetáculo para se despedir

Cantou-me canções de ninar 
Até que sua voz se calou
Soprou seu encanto pela Terra
Que acordava
Sobre a cabeça de uma menina
Que sonhava

Hoje enquanto passeava pelas nuvens
Logo antes do amanhecer
Namorei uma estrela solitária
E observei-a desaparecer
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allycia

allycia

Se eu morrer amanhã

Se eu morrer amanhã, 
Eu te deixei algumas poesias escritas. 
Se eu morrer amanhã, 
Estranhamente morrerei contente de me encontrar num estado de paixão diferente do usual, 
Se eu morrer amanhã, 
Saiba que te comprei flores, que te escrevi cartas, que te escrevi canções, te desenhei, te fotografei, te memorizei, te fiz ser o quadro mais lindo que um dia não pintei. 
Se eu morrer amanhã, 
Saiba que dentro de mim, 
Parecia que eu sempre te amei. 
Que te conhecia de uma outra vida,
Que tínhamos uma conexão bonita,
Que os pássaros cantavam todas as vezes que nos via. 
Se eu morrer amanhã, 
Te deixei memórias boas, 
Memórias que talvez você nem saiba, 
Mas mudou minha experiência enquanto vivi. 
Se eu morrer amanhã, 
Espero que tenha curiosidade de saber como te vi, como te achei incrível desde o dia que eu te conheci.
Se eu morrer amanhã, espero que te vejam do mesmo jeito que vi, 
Mas se não, 
Eu te prometo que mesmo do outro lado da vida, 
Ainda sim, vou me sentir viva toda vez que minha alma poder encontrar com a sua. 
Se eu morrer amanhã, 
Saiba que eu te escrevia muito mais, 
Te escreveria tanto,
Faria-te um livro, 
Com teu nome na capa,
E teu sorriso também.

21.02.23
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cam_004

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A tristeza em mim!

Como posso explicar isso! A solidão me chamou? Ou eu que fui atrás dela?

Nunca pensei que seria uma mulher solitária, triste e criando uma doença em mim mesma. Os problemas da minha vida tornaram isso possível, a vida adulta, os problemas familiares, os problemas pessoais e profissionais, sempre estiveram aí para dar um soco na minha cara, foi aí que a tristeza tomou conta de mim, a tristeza me abraçou e me fez pensar que com ela eu me sentiria melhor, apenas piorou, porque a tristeza chamou a solidão, depressão, e a ansiedade que me fez cavar um buraco tão profundo que nem se quer o raio solar se atrevia a entrar, tudo era escuro e do nada surgiu o medo que me fez desistir de tudo, e eu tive medo

Medo do lugar escuro onde eu estava.
Medo de mim mesma
Medo do mundo
O medo chamou o suicídio que fez-me pensar que a vida não é mais importante pra mim e insistiu tanto que eu desistisse dela.
No último momento da minha vida, apareceu um raio de luz no buraco onde eu estava, que me trouxe coragem de tentar sair e não desistir, tentei tanto que no meu último suspiro cheguei ao topo.
Me deparei com  maravilhas que eu não conseguia enxergar antes
 Fiz da ansiedade a tranquilidade, fiz da tristeza a alegria, fiz da solidão o acolhimento, e a companhia e  depois disso apenas vi as coisas no lado positivo e é uma bola gigante de aço que já não me persegue mais.

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Quando eu me for desta vida.

Quando eu me for, não faça de minha lembrança sua tristeza, porque sempre desejei ser o seu motivo de alegria. Não lamente a saudade que virá, porque só sentimos saudades daquilo que foi bom.
Lembre-se de mim nos nossos momentos felizes. A vida nos deu esse presente: Momentos inesquecíveis para serem lembrados.
Quando eu me for, não se preocupe em cultuar restos mortais. Quero estar presente em sua memória. Meu corpo acabará, mas eu continuarei aqui. Onde você me relembrar.
Não nos veremos, não nos falaremos, mas talvez ainda venhamos a sorrir juntos. Tenho certeza de que poderemos nos perceber. Faça as coisas a seu modo, eu não precisarei de mais nada que seja físico ou matéria. Não se preocupe com orações. Apenas fale. Eu te ouvirei.
Você continuará viva, então não deixe de viver, um só segundo. Nossa história já terá sido escrita e nenhuma página mais irá modificá-la. Não se preocupe com o que poderia ter sido diferente. O que foi e como foi é o que realmente importa.
Não permita que eu me sinta culpado por sua eventual infelicidade. Seja feliz e tente entender e perdoar, com calma, com serenidade.
Talvez exista um lugar em outra vida, e eu estarei lá, esperando por você, sem pressa, porque o tempo deixará de ser uma marca na minha existência.
Quando eu me for, estarei cumprindo mais uma etapa. Um desígnio. Será assim, nada mais.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

O primeiro sorrir


O que representa o primeiro sorriso de uma criança?

Se não existe o conhecimento sobre o bem e o mal, se não existe o conhecimento sobre a malícia, sobre os bens materiais, sobre o certo e o errado?

O primeiro sorriso de uma criança nada mais representa do que seu primeiro contato com aquilo que aprenderá a denominar como sendo:  Felicidade.

Uma criança sorri, por puro, ingênuo e espontâneo sentimento de felicidade.

E por que esse sorriso com o passar dos anos, vai ficando mais raro, mais difícil, mais distante de nós?

Porque aprendemos com a vida, que existe bem e mal, a inveja, o rancor, o menosprezo, a fome, a miséria, as necessidades materiais, o desconforto, as desilusões e tantas coisas mais...

Olhe para uma criança a dar seus primeiros sorrisos, e procure onde perdeu os seus...

A pureza do primeiro sorrir se perde, conforme perdemos a pureza de ser. Quando nos afastamos do espiritual para nos tornarmos materialmente, humanos.
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AurelioAquino

AurelioAquino

Vindouro transeunte

o futuro
é um grande conchavo
entre as brechas do presente
e as ranhuras do passado
larga-se no tempo
pela força dos braços
como um encontro lúdico
da força de seus laços
nesse tramitar intenso
nos autos das demoras
deixa-se estar processo
na justiça das horas
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Delírios da saudade


“Ouço passos pela casa, mas estou só!
Atravessam a sala de estar
E começam a subir as escadas.
Encolho-me sob as cobertas. Sinto gelar-me a espinha.
Agora, ouço caminhar pelo corredor. 
Para em frente a porta do quarto...
Está trancada, mas a casa toda está!”
 
Toda noite, é assim...
Deito-me... Esqueço de mim
E penso somente nela.
Por vezes, subindo a escada, 
Em outras, olhando à janela.
 
Chega a deitar-se ao meu lado, 
Sinto o colchão ceder...
Posso sentir seu perfume
Suave, me envolver.
 
Delírios da saudade, 
Pesadelos das lembranças.
Sei que jamais a verei, 
Mas nunca perco a esperança...
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXVII Jaezes de vida e morte

Dentre incontáveis dias, vivo mais um sob melancolia.

Lembrando dos privilégios que me envergonho,

meu peito rasga por medo de um sonho.

Vivo com o que tenho, sofrendo como se o perdi,

e cogito perdê-lo agora mesmo,

e finjo uma raiva que não tenho por ti.

Que inferno vivo no céu, queimo sob o que me abriga,

me desolo por mania.

 

Os fantasmas que me pertencem

são só fatídicas vítimas impotentes,

perdidas em caminhos rentes,

que por mim perderam a mente.

Assim vivo acompanhado por quem

me perturba por bom grado:

Na alegria me convence da tristeza,

até que na amargura me convence da loucura,

e assim por diante, até que o assuma.

Como eu poderia deixar de chorar por ti,

se desde sempre es tu que me viu dormir?
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXV Jaezes de vida e morte

Carregado independente do desejo,

mais aprendo sem nenhum apreço.

Temos vivido diferente,

sem que nada deixe de terminar fatidicamente.

 

Nossos pais perderam a cabeça ao longo dos anos,

nos tratam como exceções de rivais assombrando o cotidiano,

que rebatem o mundo independente de tudo,

fazendo do intelecto ainda mais oculto.

 

Nada acontece desde que me parei no tempo,

salvo as ordens que me gritam a todo momento:

Reviva a vida sem agonia,

perceba-se no caos em harmonia.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Leva-me ao infinito mas não me deixes cair

Faz-me sentir, faz-me vibrar,
acaricia meus sentidos,
sem medo, sem temor,
Que minha quimera apaixonada,
nunca deixe de pensar.
causando-me no corpo o desejo de continuar.
Sem parar um só único momento.
eu quero ter a felicidade de te sentir,
acreditar em ti, disfrutar-te com amor.
Que as tuas carícias satisfaçam todo meu ser,
desde o romper da aurora ao anoitecer,
quero que me leves ao infinito, 
mas por favor não me deixes cair.

Luzerna, 15.03.2023, João Neves.
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Dennis de Oliveira Santos (Sinnedos)

Dennis de Oliveira Santos (Sinnedos)

Tornar-se o que é

Destilo o corpo e espírito
Sem fórmula a priori.
Torna-se o que é
Na construção
E reconstrução,
Nas cicatrizes
Que agridem
A epiderme...
De 0 a 1000
Nas raivas
Que silencio,
Nas caudas dos erros
Que temo,
Mas insisto em reviver.
Existem dias em que
A boca não prova
Dos sedativos
Do mundo ao redor.
Tornar-se o que é
No exercício
De manter a consciência limpa,
Provar vinhos antigos,
Ser substancia
Que caminha na imperfeição...
Degustar paixões inebriantes
E receber em segundos
As necessidades e fatos
Que apodrecem
O mundo.
Mas converter o
Duro material
Em uma inspiração vertical
Que dê sentido ao corpo
Para levantar todas as manhãs
E persistir nas marcas
Nunca superadas.
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