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AurelioAquino

AurelioAquino

Paisagem marinha

o pescador,
semeando a jangada,
planta um mar pela face
desdobrando a paisagem
as ondas, dançarinas,
no regaço das horas,
molham peixes e sonhos
no vão das demoras
as nuvens, tangendo o céu,
inventando telas,
montam todos os ventos
como para abraçar a vela
o pescador, grávido do tempo,
deixa a eternidade à espera
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pmariabotelho

pmariabotelho

És tu que preenches a nossa alma de paz.

Tu preenches a nossa alma de paz.

O nosso olhar ganha visão periférica 

Tu és poderoso e nós pequenos

Mar e grãos de areia.

Revivemos quase sempre o verão.

Os mergulhos pelo fim da tarde

Quando todos recolhiam a toalha da praia, nós chegávamos. 

Mergulhávamos sem medo nas tuas águas frias

Em cada onda o corpo trespassava o teu por inteiro 

Sensação de liberdade 

Depois, ficávamos ali na areia fina da praia para ver o sol cair no mar

As gaivotas rodopiavam por cima das nossas cabeças

um frenesim faminto de peixe agora migalhas de pão

Não existe alma viva que não te admire e te tema

Que te respeite e admire

Caminhadas e longas conversas sobre a essência das coisas, 

E a essência sempre esteve lá

 

pmariabotelho

04032023 temponovo

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Francisco José Rito

Francisco José Rito

O PRIMEIRO BEIJO

A lua
cerrou as cortinas
e recolheu-se
deixando a noite
à cumplicidade
dos amantes.

As casas
as árvores
a ponte
o rio

todos nos observavam
expectantes.

Não é fácil
disfarçar o embaraço
do primeiro beijo.

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Francisco José Rito

Francisco José Rito

O QUE FUI REINVENTOU-SE

Dói-me o corpo em brasa
de planar sobre a lava quente
do vulcão que sou, em erupção

o que fui esqueceu-se de o ser
nada mais me habita
do que o prazer de levantar voo
quando outros querem manter-me
de pés amarrados à muralha

o que fui reinventou-se
o que devia ao mundo
paguei-lhe com esta vontade de viver
mesmo quando a vida é um saco de nada
atirado para os fundões da incerteza.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Luz de um querer


E sem que se perceba, acontece...
Em meio à multidão, um rosto se destaca.
Ou na convivência de tempos, acontece o olhar diferente,
Uma conversa interessante, uma palavra marcante e tudo se modifica.

Passamos a notar alguém de uma forma especial
e nos surpreendemos por vezes, pensando neste alguém.

Nosso olhar se dispersa do mundo em nosso entorno
e nos distraímos imaginando uma vida a dois...

Como seria?

Essa é a magia da vida, a força mágica do amor.
Instala-se por acaso ou constrói-se com o tempo.

Pode ter início com uma paixão avassaladora ou com a calma da razão.
Uma semente, levada pelos ventos... O solo fértil ou o solo árido que a acolher, decidirá sobre a força da frondosa árvore ou a beleza da delicada flor que irá germinar.

Amar requer cuidar.
Assim construímos o que será do nosso amor.

O fulgor passageiro de uma paixão  ou a luz de um querer infinito.
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AurelioAquino

AurelioAquino

Dos avulsos bólides

dado assim ao espaço
bólide incontroverso
o foguete ilude o tempo
nos espaços que adestra
finca-se no cosmos
como um brinquedo
de perscrutar o infinito
e desmanchar o medo
inventa assim pelo homem
o voo exato do seu rito
de ser cérebro da natureza
apesar de tão contrito
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Lucas Menezes

Lucas Menezes

Brilho efêmero de uma mente reminiscente

I

Não sei o que fazer
Nem a morte da rainha me fez esquecer você
(O amor é como um jogo de xadrez)

II 

Aquele jogo, no domingo
O Flamengo só perdeu porque você não foi comigo
(E você levando o meu amor na esportiva)

III 

A distância era apenas geografia
Eu me senti perto de você até na pandemia
(O amor é uma doença)

IV

Perdi a noção do tempo, espaço e relatividade 
Amar é uma gravidade
(Você foi espacial para mim)
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XCI Jaezes de vida e morte

Cada podre lembrança tira-me o fascínio por esperança,

como o fascínio dos mortos-vivos que me pedem abrigo:

Fiz-me correto ao perdê-los nos prantos,

pois, hoje, mal os ouço enquanto me afundo em planos.

 

Que vaidade duvidosa,

construí-me diante da civilidade e da honra,

tornei-me muito com o pouco que me colabora.

Com poucos momentos lembrei de ti por horas,

fazendo busca das verdades, procurando evidências

nas nuances dos ares.

 

Mas que moribundo é a vida,

sem perigo, me abati, e curado fui-me sem sentir.

É loucura da cabeça humana,

peguei mais dos meus irmãos

e pouco da mãe em eterna oposição.

 

Era por conta dos monstros no caminho,

por conta da vizinhança sem-abrigo,

por fazerem-me de ingênuo em perigo.

Agora mal sobrevivo do luxo entre privilégios,

tenho tanto que me jogo sem um mísero critério.

 

E há quem diga que fácil foi existir,

que não foi sacrificante persistir,

a culpa é minha forma de agir:

Sereno, mas imprudente, apaixonado e carente,

há tempo que mais amo do que me faço insolente,

mas o vício de ter-me aqui possui-me sem me ver persistir:

Quase perto do fim, temo a chacota que vira a mim.

Que os sonhos me tirem da dor, para que eu me recomponha no amor.
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Bianca Lopes

Bianca Lopes

Rotação


Rodei o mundo e conheci muitas pessoas
Diversas histórias inquietantes, nem sempre boas
Ouvi piadas e músicas de todos os tipos
Descansei a cabeça e as pernas em lares desconhecidos

Viajei por corpos e copos e colecionei amores
Muitas promessas entre suspiros, nem sempre dores
Ouvi lamentações e declarações de todas as sortes
Pousei meus lábios entre pernas para atingir pequenas mortes

Ao final dessa jornada, não sei bem o que aprendi
Homens, mulheres, jovens e velhos dementes
Cada um me disse algo importante (que sinceramente esqueci)
Talvez seja hora de fazer tudo novamente
E refazer-me mais uma vez, num lugar diferente.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

FASCÍNIO

De grãos de areia
construo a nossa casa.
De frutos ruivos
visto os nossos dias.
Grão a grão, pétala a pétala,
embriago-me do fascínio
que é viver para ti.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

ÂNSIA

Qual semente esquecida 
anseio um raio de sol
uma leiva macia
uma manhã de bruma
o abrigo de um cômoro
uma cama de trevo
onde me deite contigo
até à metamorfose prometida
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POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

O REMADOR



Rio caudaloso nos mostra um barco,
Dentro de um remador
Que com destreza 
Vence obstáculos.
Um remador,
Ele é pedra pra suportar.
Também traz um coração sensível
Para ouvir a voz do amor
Que se destaca e faz a diferença
Em meio a agitação
Provocada pelo rio caudaloso.

Todos nós precisamos ser 
Como esse remador!
Deixar de, na vida, ser amador.
Aquele que não ama 
Por não suportar a dor.

( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Sou capaz de te deixar viver em paz...

Meu amor, ainda iluminas este lugar,
nem imaginas o quanto é tanto é tanto.
Pelo que foi o nosso amor eu sou capaz,
de deixar-te viver pra sempre em paz.
Nunca te lembras, quando dançavamos na cozinha
ou mesmo a luz da vela,
onde eu acariciava teu corpo cor canela.
ou quando me dizias ao ouvido
"te amo meu querido",
Te expressavas num quero uma flor,
é a flor do teu amor.
Nem era preciso aneis de ouro ou prata
podia ser mesmo um anel feito de lata.
Luxo não era importante,
mesmo sem champanhe ou caviar
o nosso único lema era amar e amar.
Sem dinheiro sabíamos o significado de muita coisa,
e hoje saber que ainda pensas em mim
é mais que suficiente, amo viver dentro da tua mente.

Luzerna, 26.01.2013, João Neves.
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registosdeloucuramenor

registosdeloucuramenor

Dois em Um

Há dois em mim.
Ainda não é óbvio?
Há o que ama e o que mata.
Se a perfeição fosse o equilíbrio, eu era o lado mais pesado de uma balança antiga. Ou melhor… como um soldado americano no Vietnam, até eu me canso de tanta matança.
São 6 meses a semear para 6 meses depois, ceifar tudo à bruta.
Quando amo, faço-o muito devagar, muito levemente.
Quando mato, faço-o às três pancadas como se sempre o fizera.
Vivo pelas minhas mãos e quando morro, morro sem elas.
Sou o melhor amigo do homem sem nunca me tornar no seu cão, e o homem, que se acha deus, não gosta disso. Não é uma questão do que eu acho que sou, é o que eu sempre fui, ou não era óbvio?
Se me queriam diferente que não me quisessem logo ao princípio.
E para além do mais, o que é que reside no meio termo?
Um triste que não sabe fazer nenhum dos dois?
Isso seria tirar a piada toda à montanha russa.
E com que propósito?
Por mais aderência? Mais estabilidade?
É simples…
Desde que seja eu a mandar a casa abaixo, não me importo que ela caía.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

O AMOR É COISA PARA SE PERPETUAR NA ALMA

Se eu te pedisse 
para me resgatares às malhas da insónia
saberias encontrar-me na apatia da noite?

Penso que nem notarias
o desalento das horas mortas
em que o sol nos castiga e se esconde,
negando-se a corar-te as faces.

É mais seguro pensar-te sempre a meu favor
como as rosas brancas que nunca destoam
ou a brisa que refresca a planície sem derrubar os girassóis. 

Prefiro acreditar
que se te rasgasse as paredes do peito
e te arrancasse o coração,
tu continuarias a amar-me
porque o amor é coisa 
para se perpetuar na alma
e não na carne regressada ao pó.

Se eu te pedisse 
para leres este poema
saberias decifrar os meus recados?







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prosa609

prosa609

A Voz

A Voz

Cantos rebeldes 
Em flor de janela e luz
Que se tornam no beijo 
Salgado e entornado nos lábios Azuis cromados 
Onde chamas vontade
De roxo silêncio
Se entregam ao mar negro 
De tão jovem ser voltado 
Para o céu pássaro 
De fogo e vermelho.
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pmariabotelho

pmariabotelho

A ideia

Não seremos o tempo que procuras, muito menos a estrada que te segura. Apesar dos instantes quebrados no nosso sossego, surgiremos mais fortes no amanhecer...
Nem sempre lembradas as palavras corretas e de memória o mecanismo já vai falhando, pois são muitas as dores interiores e as dores maiores de parte incerta.
Saberemos ser o tempo de cada tempo, não precisamos de ti nesse percurso do fim. Haveremos de ser fortes sem armas ou bandeiras hasteadas em glória.
Sem bolsos para aquecer os sonhos, de tudo um pouco há de faltar, tenho a certeza.
Porém, haveremos de construir um tempo louco, sim um tempo doido! Só para nós!
Pois que seja, apenas a ideia e para o bem de todos, apenas uma
feliz ideia
 
pmariabotelho
05042023
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EdithLobato

EdithLobato

Na tarde nublada

Na tarde nublada, a canção preferida,
Está no silêncio que embala meu ser,
Na brisa que corre e na vã despedida,
Dos raios de sol sobre o anoitecer.

No sidéreo espaço a magia contida,
Se espraia no céu até se esmorecer
Eu fico a pensar nesse ciclo da vida
Nascer e crescer, reproduzir e morrer,
Na tarde nublada...

Assim me desato de apegos, ferida,
E se sinto a alma tombar, exaurida,
Modero meu passo para não perecer.
Verdade que sinto a falta de alguém,
Que sinta comigo o mesmo prazer
De ouvi o silêncio que vai e, sempre, vem,
Na tarde nublada...
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EdithLobato

EdithLobato

Eviterno amor

Quando o outono chegar, novamente,
Sobre os campos da vida onde andei;
Ah, eu lamento informar, tristemente;
Lembrança, lembrança eu já me tornei.
 
Parti na distância dos olhos que amei,
E embora lamente esta sorte amarga,
No peito este amor, comigo levei;
Quando a morte pousou sobre mim sua adaga.

Sobre teu leito e teu eterno sono;
Estarei contigo na macies das flores,
Feito corpos amantes em abandono,
Em dia de inverno em laços de amores.

E na, dulcíssima, luz deste amor eviterno,
Grafei estes últimos versos de amor,
Banhados de lágrimas do último inverno.
Para quem tanto amei e amei com ardor.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

UM BREVE SEGUNDO

Um segundo
é o tempo que demora o sorriso
a florescer-te nos lábios

num segundo
as palavras voam-te da boca 
e circundam-me, mandarins coloridos 
cantando ao desafio com os raios de sol
que te arruivam o rosto

um breve segundo
lapso de tempo em que mergulhas
no azul dos meus dedos 
e o teu corpo desabrocha
como as hortênsias de maio.
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Celso Ciampi

Celso Ciampi

NOVA VIDA, MAIS AMOR

Eu trouxe alegria
Lá de onde eu vim,
Saí daqui triste,
Esperava meu fim.
Mas lá encontrei o amor,
Um novo alento.
Minha vida ganhou sabor,
E muito contentamento.

Esqueci o quanto sofri,
Dali em diante mudei,
Todo dia eu sorri,
Então rapidamente voltei,
Para dizer ao mundo:
Eu estou aqui!
Com isso vibrei.

Nada está como antes,
Me esqueci do passado,
De todo meu sofrimento,
Hoje me sinto renovado.

Agora é seguir em frente,
Deixar o vento bater no meu rosto,
Bronzear minha pele no sol quente,
Encher o pulmão de ar puro,
Ser gente novamente.

E desvio dos buracos,
Que querem me engolir,
Neles não caio mais,
Quero mais é subir.

E a vida me sorri,
Me presenteia com amor,
Da mulher que eu pedi
De joelhos ao Senhor.
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Francisco José Rito

Francisco José Rito

ÉS A VIDA A ACONTECER

És a mão que pousa no meu peito
a sossegar-me
qual colo de mãe que embala 
a inquietação que chora.

És os dias que correm desvairados
rumando ao fim da estrada
onde me aguardam os mais belos sorrisos
e o cumprir de todas as promessas.

És o azul que me inunda a cama
azul-céu, azul-pele, azul-felicidade 
és orgulho a florir em cada esquina
és louvor a cantar por toda a parte.

És a vida a acontecer
envelheço ao som das nortadas
do bater de asas das gaivotas
da lamuria de um mar
órfão de barcos e de homens 
qual colo de mãe que chora
órfã de uma inquietação para embalar.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-LXXXIX Jaezes de vida e morte

Que coisa sofrer pelo que não existe, o sinto nas palmas, vejo-me diante de suas garras,

e mal respiro pela dor que faz comigo, fingindo ser coisa do destino.

Os afagos que levei a ti, foram inúmeros, até um único que fez refletir:

Me ansiei pelo desgosto de ter que o criar com outro, apenas por mau gosto,

e agora mal sobra-me peito para o tempo que passa sem trazer cortejos.

Que mania tola de fazer da vida uma eterna caidela,

onde os bons momentos servem de peso para a dor da queda.

 

Aos nórdicos que criam arte apunhalando lagartos com asas,

às vidas que, por tesouros, foram colapsadas, às tristes coisas passadas:

Nunca nos sobra nada. Nem por mérito, nem por pena,

logo será a vez das memórias que perduram intensas.

Imploro por chances que estendam o fim deste romance,

por sorte durante a invasão das ruínas do norte,

que farei por paixão, pondo fim ao dragão que defende seu coração.

E às almas que me seguem caladas, que testemunhem

a tristeza que se disfarça do pouco homem que me escapa.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Amor proibido

Porque será?
que nos amores proibidos
ao fazermos amor nos comemos vivos?
Os amores proibidos,
sempre foram e são amores mais apetecidos.
No amor proibido não há regra, nem lei,
é total loucura é amar sem medida,
mesmo sabendo que essa zona é proibida.
Amar-te assim é a única coisa que sei fazer,
sem este amor proibido irei morrer...

Luzerna, 25.01.2023, João Neves.
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