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MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Eu sinto falta


Eu sinto falta 


Das conversas  num canto da sala... diante da mesa
Agora? Nem o telefone toca, só sinaliza
Eu sinto falta, em dias comuns,
da mesa cheia de gente ruidosa,
a recitar  sonoras liras.
Eu sinto falta
da fila do circo, em dias de espetáculo 
era tudo tão alegre: cores, músicas, picadeiro  

Eu sinto falta
das reuniões da escola
e dos dias  festivos
Quem dera eu pudesse...
Rememoro as  repetições cansativas...
Dia das mães, dos pais, dos aniversários
Lembro dos abraços regados a suor e lágrimas
E o que falar dos preparativos para as viagens?
Agora? Parece que a vida carece de sentido
Se todos os dias são iguais, como fazer renascer novos sentidos?

Fátima Rodrigues. Expedicionários,  João Pessoa,  Paraíba, Brasil em 19 de fevereiro de 2024.
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Trouxxana

Trouxxana

Tempo precioso que não se adianta nem se atrasa

O contínuo e completamente alheio do mundo
Passar dos eternamente efêmeros segundos
Deixa-me exacerbadamente desorientada,
Por saber que, transcendentemente, tudo
Se lhe encontra interligado, tal como
Qualquer casa eletricamente estruturada:
Basta, apenas, que um fio fique desafixado
Para toda a luz se deixar substituir pela
Escuridão;
Basta um só segundo a mais ou a menos
Para tudo se deixar substituir por nada;
Tudo em vão.

Deixo-me, ainda, absorvida por uma outra
Escuridão - esta sendo uma característica
Do espaço desconhecido, por uma típica
Incerteza, com que me encontro deparada
Com uma certa frequência.
O ciclo de não ir e o deixar; o que já acabou
Por ir e o que ainda está por vir, de imanência
Escassos. Estes momentos fazem-me viver presa
No pensamento constante relativamente
A todos os momentos que a minha presença
Teve e terá, e que jamais; nunca, 
No tempo de agora tem, no momento tão presente.

E esse presente é o único momento radiante,
Por nada ser tão genuíno como o instante
Nosso e só nosso.
O passado é da fraca memória vítima,
E o futuro é pela fértil imaginação
Sonhado.
E, no entanto, não encontro conforto
No que vivo. Encontro, somente,
No retorno, ou previsão do meu fado
- mas estes são tão soturnos.

Pelo constante medo de matar o que vivo,
Nem sequer a deixar-me viver arrisco.
Deixei-me, de forma inconsciente, capturar
Neste paradigmático e labiríntico limbo.

E não sei como dele me resgatar.
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Trouxxana

Trouxxana

Quero olhar-te; redescobrir-te; conhecer-te

Quero olhar-te; redescobrir-te; conhecer-te
Esse teu tão misterioso e aliciante interior.
Quero-me apresentar aos teus demónios e, até,
Abatê-los, valentemente, se preciso for.

Quero tocar-te, porém, não como tu pensas:
Quero tocar-te sem tato - apenas mera conexão.
Quero beber-te a alma, e, pela voraz saciação,
Se for preciso, devorá-la até à tua existência

Eu quero perder-me na mística dimensão
Que tu és, de olhos fechados e coração
Aberto; quero que partilhemos o cosmos.

Quero a Marte, sem ses, apenas com os nossos
Espíritos fundidos num só - e se for 
Preciso, faço o Sol girar à nossa volta, amor.
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                     Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

DISTÂNCIAS

Entre pétalas penachos
Soltos na brisa serena
Em meio aos risos do sol
Era a rosa e o girassol
A cotovia e o rouxinol

Saudade são leves traços
Que às vezes faz doer

Era orvalho no clarear
Névoa cinza de entediar
Folhas levadas ao vento
Entre estranhos sentimentos
Do frio intenso a judiar

Saudade é indócil pena
Que faz estremecer

A inquietude faz gozar
Mesmo que a lágrima queime
Os olhos por torturar
Era o próximo e a distância
Na inconstância do que não vem

Saudade é poesia
No coração de alguém
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jenniferbarreira

jenniferbarreira

Sementes

Nossas relações se perderam na ignorância,

por falta de conhecimento que se perece. 

Daí que se sentir vazio é o mesmo que estar cheio e não ter com quem se deixar derramar um pouquinho;

Cheio de si para si mesmo.

Despejamos nossos sentimentos em solos inférteis,

colhemos sementes apodrecidas.

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Francisco José Rito

Francisco José Rito

CATIVO

Nas tuas mãos
o poder obliquo da carne
qual destino que passa
sem passar por nós.

Os dois no café
a mesa vazia de certezas
o clarão do teu olhar a incendiar-me.

Vais e vens
entre palavras fugazes
e eu fujo ao toque da pele que delira
como a morrer de rosas.

Assim quero morrer.
Sobre nós cantarei ao universo
trovas de um amor sonhado.

Sobre os meus olhos direi
que foram presas fáceis
à magia dos teus.
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Helder Duarte

Helder Duarte

Maldade

Eis que a humanidade é só morte e maldade.

No coração do homem, não há sinceridade.

Em todo o mundo, todos são agressão.

E das palavras, fazem uma maldição!

 

A sociedade está corrompida totalmente,

O muito sábio em letras é o mais malvado,

tendo o desplante de dizer-se sapiente,

mas nada sabe, nada tem de bondade.

 

Não acrediteis nos homens que prometem,

é só muita mentira, não há nenhuma paz.

As nações contra outras arremetem.

 

Quando disserem agora há paz de verdade,

de repente volta tudo para o tempo atrás,

E mesmo só há má humanidade!
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notthegirlw_

notthegirlw_

Vozes

Vozes, vozes, em minha mente,
Cada uma com um tom, um tormento diferente.
Elas sussurram, elas gritam, elas riem, elas choram,
No silêncio da noite, elas nunca dormem.

Vozes do passado, vozes do presente,
Vozes do futuro, persistentemente.
Elas discutem, elas debatem, elas questionam, elas duvidam,
No labirinto da minha mente, elas nunca saem.

Vozes de alegria, vozes de dor,
Vozes de perda, vozes de ganho.
Elas confortam, elas machucam, elas curam, elas ferem,
Na sinfonia da minha vida, elas nunca se invertem.

Vozes, vozes, por que não se calam?
Por que não me deixam em paz, por que não se acalmam?
Estou cansado, estou exausto, estou desesperado, estou perdido,
Na tempestade das vozes, estou sendo desgastado.

Vozes, vozes, em minha mente,
Cada uma com um tom, um tormento diferente.
Elas sussurram, elas gritam, elas riem, elas choram,
No silêncio da noite, elas nunca dormem.
L.
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Frederico de Castro

Frederico de Castro

Entre dois mares


Entre dois mares flutua um sereno oceano de poentes
Corteses luzidios e tão inexplicavelmente indescritíveis
Alimentam preces embutidas num montão de palavras invisíveis

Entre dois mares o tempo afoga-se numa trilião de desejos egoístas
Esparge cada reflexo dos meus silêncios inefáveis e tão iniludíveis
Tamborila sobre um cardíaco eco que ecoa sôfrego felino e insensível

Entre dois mares navega a solidão decomposta, infrutífera e esbanjada
Expletivo o dia emaranha-se numa tonelada de ilusões quase supérfluas
Ora diz ou desdiz uma atulhada e ociosa colisão de emoções estroinas e arrojadas

Frederico de Castro
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Trouxxana

Trouxxana

Enquanto deambulo numa clara noite

Enquanto deambulo numa clara noite,
Uma curva do mais puro esclarecimento
Atravessa, magicamente, a minha mente,
E torno-me possuidora do teu segredo.

Tu és como a Lua, já que, naturalmente, e
A partir do teu acutilante e belo semblante
Enganas quem te olha inocentemente:
Tu não és crescente; tu és minguante.

Viver constantemente a partir de ânsias
Recalcitrantes é a tua sorte, escrita
Nas estrelas do mundo mais longínquas. 

Eu sempre saberei quem és e quem serás,
E por tal profeta e iluminada prerrogativa,
É que te espero onde, uma noite, chegarás.
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Teka Castro

Teka Castro

Paris

Paris 
Como um horizonte
Vou para a Cidade do Amor.
Interpretar na candura
O sigilismo da lágrima pura,
Que voa,
Nas praças nuas,
Onde ficam os cabarés.
Fazem de Paris 
A cidade Mulher,
Que lilás
Numa flor de liz...

Observações: na época assinava como Rosa Branca.
Essa poesia foi manuscrita em 22/8/1985 e remanuscrita em 7/2/1988
Hoje transcrita para esse site.
Na época ofereci as seguintes pessoas:
Antônio Carlos Cunha Barbosa, Alexandre Capobianco, Sandra Lia Ribas Camargo, Patrícia Indiomara Dornelles Machado, Edimara Antônia dos Santos e sua família, Vera Darci de Biazzi, Maura Aparecida Cassiano, Suely Marques, Wilson Roberto Correa dos Santos e família.
Hoje ofereço aos leitores desse poema com carinho, paz e bem.
Teka Mendes Castro
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rafaeldasilva

rafaeldasilva

🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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renato ferraz souza

renato ferraz souza

MALQUISTA

MALQUISTA

Renato Ferraz

 

Sobre a morte, silêncio!

Ninguém gosta de falar.

Prefere-se que fique quieta.

Enquanto ela dorme, 

a vida tira proveito.

A morte é uma intrusa 

que persegue a vida,

desde que se nasce,

até um dia conseguir vencê-la.

Tenho dúvida se seria melhor

conhecê-la um pouco mais.

Quanto menos se pensar nela,

o presente será vivido melhor.

A morte e a vida, lado a lado,

uma é a sombra da outra e passará,

já a outra ficará.

Quando a morte sorrir,

A vida chorará.

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Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Poemas e Poesias.

"Corrigindo Pensamentos"

Vou corrigir estes meus pensamentos;
pois ele não esta correto com o mundo
que conheço... as veredas desta alma:
está sempre a julgar as guerras e as matanças
de inocentes; não que sou insensivel ao
acontecimentos.

 Meus olhos penetram no mais disforme
 humano, que nas ruas andam... sem teto
 sem comida e sem um banho.

O cheiro destas almas que percorrem tantas
cidades... tomam drogas , fumam cachimbos
 da paz com heroina e cocaina.

Vou concertar minha vida; com olhos de
 um pensador, que passeia nas ruas e nas
 calçadas onde dormem os morinbundos.

Esta sociedade de consumo eterno , não
olham os aflitos... vão para os shopping
 olhar as vitrinis e comprar suas felicidades.

Vou corrigir estes meus pensamentos.
 pois ele não está correto; com esta
 terra cheia de orgulhosos e malfeitores.

Pois nada é tão esclarecedor  como o
 pensar da mente humana; querendo
 ajudar e não ter as devidas condições.

Juro que vou corigir esta mente.
 para todo o sempre.

 Ademir o Poeta.

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renato ferraz souza

renato ferraz souza

O DIA É UMA NOITE QUE ACORDOU

O DIA É UMA NOITE QUE ACORDOU

Renato Ferraz

 

O dia de hoje é a noite de ontem

que dormiu e acordou cedo.

Enquanto ela não desperta,

Nós também dormimos 

e às vezes sonhamos.

Dia e noite são metades 

que compõem o dia inteiro.

No decorrer das horas 

aparece a madrugada.

Ela chega silenciosa e 

Traz consigo o vento frio

que sopra e espalha nossos sonhos.

O propósito do dia é a sobrevivência

O trabalhador sai de casa cedo

para ajudar o mundo a girar.

A carga maior com os impostos mais pesados,

o pobre já sabe que é ele que pagará.

Já se acostumou. 

Quando amanhece, 

com esforço e trabalho começa tudo outra vez. 

Às vezes não dá para saber 

se a noite dorme ou apenas cochila.

De tão rápido que o tempo age.

Pode-se perguntar se dia e noite,

algum é mais importante que o outro.

A resposta, felizmente é não!

Mas o dia já foi, por algum tempo.

Do princípio até os dias atuais

tem sido assim, um novo dia amanhece

uma nova noite acontece o acompanha

e tão rapidamente logo o último do ano.

Liga-se o cronômetro e começará tudo

Outra vez.
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simoni_souza0

simoni_souza0

Chama da Ancestralidade

Na dança eterna do tempo, nós caminhamos, com passos marcados pelos nossos antepassados. Nas veias, o fluir das histórias ancestrais, e nas mentes, o eco dos seus sábios conselhos.

Nossas raízes são como árvores antigas, profundamente entrelaçadas com o solo da terra. A chama da nossa ancestralidade brilha intesamente, recordando - nos a sabedoria dos que vieram antes.

Com gratidão, honramos cada linha de sangue, cada história contada e cada legado deixado. Por suas lutas, conquistas e sacrifícios, somos herdeiros de um tesouro inestimável. 

Que a Chama que nos une jamais se apague, que cada geração mantenha viva a sua luz. Pois somos feitos da essência dos nossos antepassados, e em suas memórias encontramos força e virtude.
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Alcides Reis Junior

Alcides Reis Junior

Ela gosta de Rosas

Ela gosta de rosas, não destas que vem solitárias, 
ela gosta de rosas acompanhada de chocolates.
ela gosta de rosas vermelhas e grande igual o coração dela. 
Grande pois o amor dela é muito grande e cabe em um jardim.
Não neste jardim de canteiro de casa. Se compara com o jardim botânico ou quem sabe um jardim infinito do éden.
Ela gosta de rosas pois a sua beleza combina com sua fragrância.
Ela gosta de rosas pois tem espinhos e espinhos se identifica com ela, pois representa os obstáculos que precisa enfrentar todos os dias com suas dores que só ela sente e sabe.
Ela se identifica com a rosa pois ela é uma rosa linda em um jardim solitário.
Mais ela não seria uma rosa se não tivessem os espinhos.

Alcides Reis Junior
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notthegirlw_

notthegirlw_

Tatuagens

Marcas na pele, histórias sem fim,
Cada uma delas, um capítulo de mim.
Tatuagens que carrego, não apenas na pele,
Mas nas profundezas do ser, onde a luz se repele.

Cicatrizes da vida, tatuagens invisíveis,
Cada uma com suas memórias indeléveis.
Algumas são de alegria, outras de dor,
Mas todas são parte do meu interior.

Como um livro aberto, para quem pode ver,
Minhas tatuagens contam quem eu vim a ser.
Cada linha, cada forma, cada cor,
Fala de um tempo, de um lugar, de um amor.

Tatuagens da alma, cicatrizes do coração,
Cada uma delas, uma lição.
E assim, marcado pela vida, eu sigo meu caminho,
Carregando minhas tatuagens, nunca estou sozinho.
L.
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Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Sobre a Poesia

Como o Sol existe para o dia,
Você existe dentro de mim,
Você me seduz do alto,
Como um navio que navega
Sobre a poesia,
Nada passa a vontade
[nada sublima].

A mudez e a nudez,
Falam mais do que mil
[imagens].
Tanto uma quanto a outra
Insinuam mil miragens...

Como o vento persuade
as ondas do mar,
você existe para mim.
A tua [voz,
A tua [face,
A tua [mão,
A tua [presença,
Todas juntas são sugestivas
Inda de mãos dadas com as lembranças.

Guardo-te como a terra prometida,
Até na memória a tua carícia
Tem o poder de deixar-me entorpecida,
Há um jardim aqui que guarda
A tua rosa mística [rósea],
E uma intenção infinita,
Eis uma malícia definida
Repleta de uma vontade bendita...

05/11/2012
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renato ferraz souza

renato ferraz souza

A ONDA

A ONDA

Renato Ferraz

 

A onda.

A onda anda.

Onde anda a onda?

A onda anda na praia!

Eu ando onde anda a onda,

é na areia da praia que ela anda.

Ela molha os meus pés e se manda.

De onde será, então, que vem a onda?

A onda vem de onde a lua manda.

A lua manda e o mar movimenta a onda.

A areia da praia engole parte da onda.

Tanta onda me lembrou os olhos de Fernanda!

Faz tempo que não a vejo, deu saudade de Nanda!

Oh, Nanda, cadê você, por onde anda? Vem ver a onda!

 

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José Cassais

José Cassais

SOBRE O CHÃO DO RIO GRANDE

Casas de madeira desgastadas pelo tempo 
Com sombras espalhando-se nos cantos do forro,
Sombras combatidas pela luz de uma janela pequena.

(quatro vidros retangulares e não muito limpos,
um deles trincado) 

E a pintura das paredes,
Tão antiga como todas as outras coisas, 
Entreabrindo sob a pele partida vestígios de pinturas 
Ainda mais antigas.

(paredes pintadas de cal colorida nestes tons azuis,
verdes e rosas esmaecidos; um painel delicado 
de pastéis impressionistas erguido
sob a mão de artista do tempo com pincéis de frio,
de umidade, do roçar de braços e costas humanas,
de calor de fogão a lenha, fumaça de lampião,
risos, conversas, gritos... esperas...)

Pobres casas de madeira enegrecida 
Plantadas neste solo do Rio Grande do Sul!

Madeira escura suportando o contato dos pregos enferrujados,
O metal lentamente desfazendo-se, 
Escorrendo pelas frestas o óxido do tempo.

Pobres casas habitadas por pessoas 
Semelhantes às suas casas, 
Entregando-se ao tempo sobre o chão do Rio Grande.

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Kayc Carvalho

Kayc Carvalho

Desde a antiguidade, tinha-se um sentido

Tudo e todos nós precisamos de um sentido.
Não se vive sem buscar um sentido;
Sem nada a que buscar, este se torna sem objetivo.
Aquele que é sem objetivo, tem sua vida sem sentido.

Mas quando lhe é arrancado ou conquistado;
Somente deves achar outro disso;
Ou se tornará vadio e definhado.

Por mais cômodo que seja ter conseguido;
Por mais triste que seja ter tido ele arrancado;
Seu novo sentido você deve buscar.
Este será seu novo objetivo a alcançar.
E seguirá vivendo e buscando o que todos precisamos;
Um objetivo.
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Eliane Fernandes

Eliane Fernandes

Quem sou eu?

Sou a felicidade e a tristeza

Me pergunto qual é o sentido da vida 

Não sei?  mais ainda assim 

Sou tão linda, incrível, amada e principalmente desejada 

Não não, não

Como assim vás acreditar numa palhaçada dessa  

Não sou nada disso estou apenas te contando como eu gostaria de ser 

Quando descobri te conto, ainda é um mistério.

O que é Vida? 

É viver ansiosa e derramar lagrimas de sangue!

Minha vida ganhou um novo significado através de um esporte.

Pois contem o mesmo sentido do futebol

Não hei de para de jogar 

Pois ao longo do futebol só a duas alternativas

Desistir e perder ou ir atras da vitoria  

Irei atras da vitoria ate a morte 

A morte seria justa comigo e injusto com os familiares 

Pois me livraria do sofrimento da solidão, e da angustia,   

Mais ao mesmo tempo iria passar o meu cargo a minha rainha 

E desse cargo não irei dá-lo.......
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WOLF.

WOLF.

Céu e estrelas

Eu te amei
Como amei as fases da lua 
Como amei os quadros de Cícero dias 
 
Te olhei como olhava 
Os quadros de Van Gogh 
Como os olhos de capitu
Como o céu estrelado 
 
Te quis tanto 
Assim como o sol quer a lua
Assim como o mar quer o céu 
 
Te odeio assim como a noite odeia a luz 
Assim como eu me odeio
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