Escritas

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Alicia Salvaterra

Alicia Salvaterra

As noites à espera da mãe.

Quando é que a minha mãe vai voltar da casa dos patrões?
Alguém sabe? Não sei.
Ninguém está aqui para me dizer.
Nem mesmo os relógios que marcavam à meia-noite,
me puderiam dizer, 
pois eu não sabia falar com eles. 
Nunca ninguém me ensinara. 

Por isso: 
eu miúda, pequena,
ficava ali só,
à beira da janela 
contando as estrelas 
que escureciam com o tempo.

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Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Reunidos

Moro numa cidade do interior 
do verdejante Médio Vale do Itajaí 
onde as manhãs são saudadas
pelas harmoniosas badaladas
da secular Igreja Matriz 
São Francisco de Assis,
Minha augusta Cidade de Rodeio 
sob as bênçãos do Lunísticio 
e do Solstício de Inverno
onde tenho o meu universo 
poético que tenho por companhia 
a tradição e o Pico do Montanhão 
que reunidos mantém 
inspirado o meu sensível coração 
a espera de viver um romance 
genuíno com amor e paixão.

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agathinha

agathinha

você me faz tão bem…

voce me faz tão bem,
seu sorriso me motiva,
seu olhar me ilumina,
seu abraço me deixa emotiva.

seu toque me desmonta inteira,
seu cheiro me vicia,
isso parece besteira,
mas te ter ao meu lado é uma delícia.

sem precisar te tocar,
eu me apaixonei por você,
sem ao menos te beijar,
já imagino seus lábios doces.

palavras não conseguem descrever
o grande amor que eu tenho por você
textos ficarão guardados
até que um dia uma chance aparecer

independente do meu dia,
seu “oi amor” consegue me animar
ficar sem te ver é tremenda covardia
fico esperando você aparecer para me abraçar.
-A
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Inês

Inês

Águas passadas

Valerá a pena realçar,

Que a água que corre nunca é a mesma

A que passou não volta nunca igual

Nem em talhe, nem teor.

Corre sempre diferente, em lugar distinto

Onde se encontra exatamente não dá para identificar.

Seremos água também,

Vivemos na presença do tempo.

A cada momento, menos um,

Menos vida e mais vida

Um paradoxo existencial.

Somos mais tendo menos para ser

Tendo mais experiência, e menos (tempo) para viver

Como a água, existimos,

Passamos, corremos, vamos andando,

Mais um dia, menos um dia

Em estado diferente,

Desvanecido, ou bem sólido

Compacto, ou inócuo

Convicto, ou dúbio

"Nunca somos, sempre estamos".

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MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Aprendizados do amor


Aprendizados do amor 

Esquecer?
Talvez fosse bom esquecer tudo que foi ensinado, exceto o que foi aprendido lá na dor da ignorância. Lá  onde o aprender salva!
Ter apreço por aqueles aprendizados singelos, amalgamados na vida, como os  aprendizados de parteiras que, com voz suave e mãos ligeiras, abrem caminhos para um ser vir ao mundo.
Incorporar o saber amoroso da mãe, que combina ingredientes vários para saciar a fome de uma criança, que dela depende em sua função materna.
Falo do afeto que transborda pelas bordas do prato. Mas, sobretudo, dos afetos que transbordam no abraço e nas lágrimas que vêm do riso e da dor.
Cato palavras como cato feijão, ha dúvidas se as escolho correto.
 Escolho ? contém colho, e é bom saber que as palavras são plantadas e colhidas em mim.
Quem disse que pequi é melhor que cana-de-açúcar? 
Fiquei em dúvida! Gosto de ambos.
Chorei quando li sobre o calvário do Frei Caneca.
Talvez me compadeça em demasia de um passado que o Brasil não memoriza, pois em muitos dos humanos plantaram a pós verdade. E isso causa incômodo, e o dito no confronto não ecoa. Perde-se no vazio.
Carrego esse fardo!
Mas, também a musicalidade e a poesia.
Em conta-gotas  me vem à música e a poesia,
para depois essas artes me inundarem como as águas de Belo Monte fizeram com as terras indigenas. Embora com efeitos incomparáveis.
De forma absoluta, intermitente, esmagadora, fico plena de letras.
O Rio Cariús nem se fala! Tomo banho em suas águas diariamente, enquanto ele banha com amor as  vazantes que o entornam.
Quando acordo, rio dos sonhos bobos que  me atravessam e conto aqui para meia dúzia de leitores, cujos olhos cansados se entretem, mas ficam a indagar sobre a veracidade dos versos.
Queria conversar por outros canais com cada um desses leitores e, além disso. escutar os seus próprios versos.
Talvez lêssemos juntos os conselhos do Rilke, e caminhando à beira mar recitariamos 
"Vou-me embora pra Pasárgada". 

Fátima Rodrigues,  expedicionários, João Pessoa, Paraiba. BRASI, em 10 de abril de 2024.


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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

O amanhã precisa de você.

Hoje, o sol não nascerá, 
Não haverá orvalho na relva. 
Nenhum pássaro a cantar...
Sequer se poderá sentir a carícia das brisas da manhã.

Hoje não haverá entardecer.
O céu permanecerá cinzento,
O piano ficará mudo.
Nenhuma nova flor enfeitará o jardim.

Hoje não se ouvirão sorrisos, 
Não brotarão dos olhos, lágrimas de alegria
Nenhuma voz cantará.

Volte depressa. O amanhã precisa acontecer...
 

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Odisseia


E passam as horas, desfilam os dias, meses, anos...

Sombras e luzes esculpindo vagarosamente nossas histórias, detalhando gestos, atos, sonhos, pensamentos, ambições, desenganos...

E assim formaremos o que denominamos como sendo nosso viver. A cada segundo seremos novas pessoas, sem que disso nos apercebamos, pois acumularemos mais e mais experiências e com elas, novas formas de ver e agir.

Tornarmo-nos melhores para alguns, piores para outros, iguais para nós mesmos.

Seremos apenas parte da estrutura que definirá a odisseia humana no Planeta Terra.

E transformamos as emoções em lições únicas, partes de um aprendizado sem fim, definindo nossa capacidade de amar e odiar.

E desta forma sonharemos e realizaremos. Sonharemos e nos decepcionaremos.

E partiremos deixando lembranças e talvez algum legado do pouco que fomos, mas levando tudo o que conseguimos entender e aprender.

 

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Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Poemas e Poesias

As Favelas do Brasil 
Se moro em favelas , não importa...
aqui toda arte é bela; todo cidadão tem seu labor ; não são bandidos.
Quando a policia sobe o morro entre ruas e becos estreitos...
vão para matar ou morrer; pois o grande problema que nos afligem é o tráfico de entorpecentes, de armas e sequestros de humanos decentes. Se moro em favelas, não importa... aqui toda criança se esconde por medo de balas perdidas : do bandidos que vivem escondidos nas matas, que circundam nosso bairro e nossa gente. Se moro nas favelas é porque , não temos politicas públicas ...como saneamento e casas dignas de vivermos com decências . Bem... isto acontece desde a época do Império , pois os negros não tinham onde morarem ; viviam em palafitas nos altos morros e em alagados de rios já muito poluentes. Assim é o começo desta história que já vivemos ; a centenas de anos...por que nosso País tem grandes problemas de divisão de rendas , entre pobres e ricos e políticos corruptos indecentes. Ademir o poeta.

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Ataque fatal

 

Sentiu que daqueles olhos chispavam faíscas em sua direção... Aqueles cabelos dançavam ao vento, qual alucinações macabras.

Um perfume sutil de morte ou sorte, inundava sua alma.

Escondeu-se em um quarto escuro até que aquele charme se perdesse na distância e acalmou a paixão, sobrevivendo a mais um ataque do amor.

Da noite, pendia a lua, pregada em um teto de estrelas. A escuridão banhava-se na tênue luz  pasmando-se sombria e o gemer do silêncio feria docemente seus ouvidos...

Poderia enfim adormecer, abraçado à velha e companheira solidão.

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Seus lábios

 

De seus lábios, brotam as palavras, 

Sonora, sonhadas, inquietantes, delirantes...

Nos seus lábios nascem os sussurros, 

Balbuciados, acolhedores, estremecidos...

Os seus lábios são desejos, 

Quentes, cristalinos, volumosos...

 

Dos seus lábios sugo o mel, o néctar que me faz viver

Na espera do “logo mais”, do “em breve”, do “daqui a pouco”, do “novamente”... 

Do sempre e eternamente esperado, beijo de amor...

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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Mulher 2

Toda a mulher se transforma,
numa rosa, quando é bem tratada,
na poesia ela é a mais amada,
no jardim ela é uma linda flor,
nessa flor bem cuidada, ela será amor.
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Thayna Luanna Martins dos Santos

Thayna Luanna Martins dos Santos

Hipocrisia e Indiferença

Em mundo onde só América importa
E quando é o Oriente Médio nada importa?
Um Brasil onde só o Sul tem importância 
E quando é o norte onde fica a relevância?

Oriente Médio não tem valor, ninguém se importa
Quando é a América o mundo inteiro chora, 
O mundo inteiro se volta

Antes que venham falar do estrago
Estou ciente, eu assisti
Mas enquanto a fome ataca o norte do País
Quem se comove com a Pobreza do norte do País?
Todos preocupados com a fome  e o preço do arroz, 
Mas e a fome de nossos irmãos, 
Não tem apreço e nem emoção?

Não é minha obrigação.
È obrigação do governo pagar o "pão"
Mas é nossa obrigação comer só arroz e feijão
E deixar a carne para o irmão?
O estado com maior produção de soja 
Com maior quantidade de gado
Onde povo não tem importância, mas o Sul tem que ser agradado

Para o Norte é obrigação do governo.
Mas para o Sul é obrigação do País inteiro?

Mas que hipocrisia!
Hipocrisia essa a minha de falar a verdade durante o dia
Em um mundo onde só prevalece as mentiras.

Mas e as Mídias?
As mídias não tem nenhuma culpa
Mas as pessoas que delas vivem
Compartilham informações, 
E depois preferem compartilhar desculpas.

Tudo isso para chamar atenção dos irmãos 
E não fazer correção da bondade que levam no coração
Continuem ajudando com emoção
Levando a correlação entre a emoção e a razão.

Será que um dia veremos justiça verdadeira, 
Onde o Norte e o Sul serão tratados da mesma maneira? 
Onde a fome de uns não seja menos sentida, 
E a prosperidade de outros não seja mais querida.

É preciso mais do que palavras, é preciso ação,
Construir um país com mais compaixão, 
Onde cada região tenha seu lugar,
E todos possam igualmente prosperar.

Vamos juntos repensar nossas prioridades, 
Eliminar desigualdades, buscar novas verdades, 
Porque no fim, somos todos irmãos, 
Compartilhando o mesmo chão, e a mesma nação.

 





 

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ariztxx

ariztxx

Meu pavoroso tormento

Em meio aos meus prantos busco conforto para essa tamanha dor que me aflinge e atinge diretamente no peito. 
Sem rumo, vagando por pensamentos invasivos, busco no lamento de um amigo o conforto necessário para tentar me distrair dela, a dor. 

Ela sempre estará presente mesmo que inconscientemente, desde sempre, e talvez para sempre. Como uma música chiclete daquelas que se repetem sucessivamente no rádio, celular, televisão. 

Tento me livrar dessa mágoa que em meu peito se alastra mas ela me persegue. 
A luta é diária, tenho ideias contrárias, por mais que eu tente reconhecer meu valor, no final só enxergo as falhas. 

Elas falam mais alto e aumentam minha dor, peço desesperadamente por um pingo de piedade para suportar tamanho pavor.
A cada dia uma nova chance de recomeçar, todavia a ansiedade vem e de repente chega querendo me atacar, derrubar, sabotar... 

Até então parece estar tudo calmo e tranquilo, mas é passageiro e novamente o pânico vem ligeiro me consumindo por inteira. 
Essa luta não está perdida, eu não vou entregar pra você ansiedade a minha mesma que confusa e um tanto quanto feliz, vida. 


Sei que irá continuar aqui mas enquanto você não me vencer eu ainda levantarei te enfrentando dia após dia pois sou mais forte do que imagina e se mesmo assim tentar
entrar, chegue e espere no final da fila. 

                                                         Ariádna Alves 
 

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Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Floração

Floração poética,
Mais amor do que emoção,
Rosa imortal em esplendor,
Assim sutil me apresento,
Cubro-te com o meu amor,
- o maior sentimento
Pinto a nossa constelação,
- íntima e luminosa
Descoberta e estrelada,
- autêntica
Floração em movimento,
Uma contemplação mútua,
- ao extremo
Do pico do amor tremendo.

Floração extremada,
- externada
Consentida, indiscreta
E assanhada...

Floração perfumada,
- e apaixonada
Por causa dessa paixão
Secreta que tenho por você.

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José Cassais

José Cassais

VISÃO

Penso em Hagar, a que conversava com anjos.

A água escapou-lhe do odre, e ela estava sozinha

No deserto, com o seu tenro filho.

 

Todavia, ela continuou no deserto por muitos e longos anos,

Sobreviveu ao sol escaldante, à sede...

Porque seus olhos foram abertos para enxergar a água

Que escorria, murmurante, da Pedra.

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Portal Manutenção Musical Portal Funk Zs

Portal Manutenção Musical Portal Funk Zs

https://portalfunkzs.blogspot.com/2024/02/2024-sao-misterios-meros-tracos-bruno.html

Na favela quem é é fácil ve quem é coisa ruim, comendo caviar e pros outros arrotando ovo mesquin pra voce tudo de bom e os outros? Tipo sozin vaziozin eles planta o mal na favela voce pra mim, e o qui colher? Diz ae monstrin...Vem ca como a sociedade ainda continua aceitando existir politico, num país fascista é educacao roubo de cellular trabalhador confundi ladrao com mafia caneta tragica leis falha..O vazio é maior que o ego o ter subrepo confundi amor respirar cada dia é pavo ser humano puro horror qual é o seu temor nesse circo mais perto por favor risca fere a fera nó ler linda flor rosa espinho dor...É guerreiro as aprovacoes existi e lembre-se quando estive passando por uma nunca se esqueca nao desisti..

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Celso Ciampi

Celso Ciampi

NÃO SEI NADA

Até penso que sei tudo,
Mas quanto mais eu vivo,
Aprendo que não sei nada,
Sou ainda aprendiz.

A vida ensina muito,
Mas eu não sou bom aluno,
Ando disperso pelo mundo,
Vagando pelos cantos.

Sei apenas o básico,
Não passei de fase,
A vida toda monofásico,
Nem completei minha base.

Mas a vida é professora,
E eu mato as aulas,
Malandro eu não sou,
Pois se fosse aprendia.

Não vejo as maldades,
Também não vejo bondade,
Entro em qualquer roubada,
Escolho mal minhas amizades.

Caio muitas vezes,
Tenho várias cicatrizes,
Cada uma conta sua história,
Que eu não quero ouvir.

Então, não reclamo,
Se as coisas ficam feias,
Pois nelas me meti
Porque sou inconsequente.
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 Luciana

Luciana

Ode a Lua



Ó prateada errante da noite, Teu rosto velado na luz cósmica, Que segredos guardas, musa celestial? Enquanto deslizas pelo vasto espaço, perplexa.

Lua, antiga sentinela das marés, Puxas nossos corações com passos lunares. Em tuas crateras jazem sonhos esquecidos, Ecos dos esquemas sussurrados dos amantes.

Lua, te cansas de crescer e minguar? De crescentes e plenitudes a recuperar? Tuas fases espelham nossa luta humana, Uma dança de sombra e luz emprestada.

Lua, testemunha de incontáveis histórias, De mitos antigos a velas naufragadas. Choraste quando Apolo tocou tua pele, Ou te regozijaste em seu pecado imortal?

Lua, guardiã de juramentos noturnos, Observas encontros amorosos sob galhos. Promessas sussurradas elevam-se a teu rosto, E tu, testemunha silenciosa, sustentas sua graça.

Lua, você inveja o brilho ousado do sol,
Seu ardor ardente, seus raios inflexíveis?
Ou você encontra consolo em seu papel tranquilo,
Uma companheira de prata para cada alma?

Lua, imploro-te, compartilha teu saber, Desvenda os mistérios que acumulaste. Pois em tuas crateras e poeira ancestral, Repousam os segredos do amor, da saudade e da confiança.

Ó lua, eterna viajante do céu,
Eu levanto meus olhos para você e me pergunto por quê.
Talvez você tenha as respostas que procuramos,
No seu brilho tranquilo, antigo e manso.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Para cantar o amor.

Para cantar o amor,

Embriaguei-me de desejos,

Sorvi da luz da lua

Até que a última gota de luar

Se esvaísse da noite.

Despertei em um amanhecer perene,

Iluminei-me de olhares e

Deixei-me bronzear com o calor das paixões...

 

Para cantar o amor,

Cobri-me com mantos trançados em fios de esperança

E desliguei o passar das horas,

Para imortalizar o momento.

Transformei cada saudade

Em novas ilusões,

Que floresceram como realidades virtuosas,

Carregadas com as cores da primavera...

 

Para cantar o amor,

sonhei...

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 Luciana

Luciana

Lembranças que Sangram

Sob o luar, uma vampira se senta sozinha,
Com uma taça de vinho, ela olha para a lua.
Lembranças de sua vida mortal começam a surgir,
Como ondas quebrando na praia, elas continuam a vir.

Ela lembra do calor do sol em sua pele,
Do riso e do amor, da vida que a fere.
Agora, ela é uma criatura da noite,
Vivendo na escuridão, longe da luz.

Ela bebe seu vinho, tão vermelho quanto o sangue,
E pensa na vida que deixou para trás.
Ela era uma vez humana, cheia de vida e amor,
Agora, ela é uma vampira, com a eternidade e a dor.

Ela olha para a lua, tão brilhante e clara,
E sente uma tristeza que só pode suportar.
Ela era uma vez mortal, mas agora não é mais,
Ela é uma vampira, presa no passado.

Mas mesmo assim, ela encontra beleza na noite,
Na quietude, na escuridão, na luz da lua.
Ela bebe seu vinho e lembra de sua vida,
Uma vampira sob a lua, cortada como uma faca
suas lembranças sangram.
causando feridas que jamais iram cicatrizar.


Luciana A. Schlei


www.contodavampira.blogspot.com
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Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Acordeão Incógnito

Um acordeão com detalhes
feitos de prata que veio
da Itália junto com o seu 
dono cruzou o Atlântico
para viver um destino triste 
e ao mesmo tempo romântico 
aqui em Rodeio no nosso 
sublime Médio Vale do Itajaí.

Não é segredo para ninguém
que a freira amada pelo italiano
partiu por causa de uma 
enfermidade desconhecida,
e sem saber do amor dele em vida.

Quando a freira se foi 
para junto do Pai, 
não demorou muito para o italiano partir em seguida sem ter 
declarado o amor dele em vida.

Há quem diga que o acordeão
desapareceu e outros 
dizem que foi roubado,
Um dizem ver e outros dizem 
escutar a voz do italiano
indignado pedindo 
o acordeão ser colocado 
em cima do túmulo dele
para não ser amaldiçoado.

Sei de uns que dizem 
que além do acordeão veem
a freira voando em busca
dele para restituir a paz 
para a alma do amigo
italiano que foi furtado.

Desta história de amor
mal resolvido,
do destino incógnito
deste acordeão,
alguém deve ter escutado 
ao menos uma única vez:
Só sei que não existe 
quem não fique abismado. 


 

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MarceloZin

MarceloZin

No oculto de um olhar

No oculto de um.olhar.

De longe a luz reflete, como  faróis que guiam
Tudo isso se repete, na mente devaneos 
Como sonhos antigos que me perseguiam.

Porque tanta tristeza, pergunto ao meu coração. 
Pois sempre.foi valente com muita destreza 
Logo penso, essas luzes mexeram com minha imaginação..

Quem dera fosse mágico, com poder de criação
Faria um encanto poderoso 
Para poder trazer estas lluzes, para perto do meu coração.

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kalil9898

kalil9898

Sadomasoquismo Pragmático

tomei uma facada mas tô com tesão 
tomei uma facada mas tô com tesão 
tomei uma facada mas tô com tesão 
tô com tesão mas tomei uma facada 
tô com tesão mas tomei uma facada 
tô com tesão mas tomei uma facada

gozei na faca 
sangrei no pau 
esfaqueei o pau 
fudi a faca
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

II-I In a Basement With Bertha Mason

In the shadow of a silent sin, a sense of discord grows within.

Long lost in a tale of old, in silence, my thoughts unfold.

Dreams are shaped by hands not mine, destined for him or the divine.

Evening prayers, a hope for peace, yet bring visions that never cease:

A world designed for you and me, yet from it, my soul yearns to be free.

I learned that kindness is my role, dreaming for others, a part of my soul.

Battles within, a constant fight, fade as I face my inner plight.

A common curse we all bear, my dreams shrouded in a common despair.

Life and death, themes I’d rather not ponder, seeking answers that within me wander.
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