Ode a Lua
Luciana
Ó prateada errante da noite, Teu rosto velado na luz cósmica, Que segredos guardas, musa celestial? Enquanto deslizas pelo vasto espaço, perplexa.
Lua, antiga sentinela das marés, Puxas nossos corações com passos lunares. Em tuas crateras jazem sonhos esquecidos, Ecos dos esquemas sussurrados dos amantes.
Lua, te cansas de crescer e minguar? De crescentes e plenitudes a recuperar? Tuas fases espelham nossa luta humana, Uma dança de sombra e luz emprestada.
Lua, testemunha de incontáveis histórias, De mitos antigos a velas naufragadas. Choraste quando Apolo tocou tua pele, Ou te regozijaste em seu pecado imortal?
Lua, guardiã de juramentos noturnos, Observas encontros amorosos sob galhos. Promessas sussurradas elevam-se a teu rosto, E tu, testemunha silenciosa, sustentas sua graça.
Lua, você inveja o brilho ousado do sol,
Seu ardor ardente, seus raios inflexíveis?
Ou você encontra consolo em seu papel tranquilo,
Uma companheira de prata para cada alma?
Lua, imploro-te, compartilha teu saber, Desvenda os mistérios que acumulaste. Pois em tuas crateras e poeira ancestral, Repousam os segredos do amor, da saudade e da confiança.
Ó lua, eterna viajante do céu,
Eu levanto meus olhos para você e me pergunto por quê.
Talvez você tenha as respostas que procuramos,
No seu brilho tranquilo, antigo e manso.
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