Lista de Poemas
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Pedro Rodrigues de Menezes
logo serei o que existo
talvez não seja
mais que isto
menos aquilo
produto inteiro
real racional
gramática verbo
verborreico sangue
ponto luz corrente
arde-me o crânio
numa estrada luz
exactidão isóscele
coração para o pão
pele pedra sal e sol
ardem distâncias
o velho e a vela
o povo e o polvo
o braço e o baço
ver é beijar no Porto
mãos cruas que vêem
ensimesmada nudez
pobre infinda miséria
o céu aberto em ferida
sombra terror tremor
logo serei o que existo.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "logo serei o que existo")
Pedro Rodrigues de Menezes
Temazcal
bastou-me o incandescente violino
oblíqua labareda alada explodindo
rompendo o incauto negro véu
para que aos pés descessem
todos os imemoriais caminhos
singular tremor vaginal de terra
esplendoroso e fátuo tambor
absoluta e indigente catarse.
(Pedro Rodrigues de Menezes, Temazcal)
joaoeuzebio
REFLEXOS
REFLETE
A LUZ DA LUA
AS ESTRELAS
QUE NUAS
DE SUAS IDENTIDADES
APENAS
REFLETEM
SEUS SONHOS
QUE VAGAM
PELAS PLANICIES
DE SEUS DESEJOS
QUERIA UM BEIJO
UM ABRAÇO
ME PRENDER
NESTE LAÇO
QUE ME IMPEDE
DE VOAR
TROVEJOU
AGORA
LA FORA
A LUA SE FOI
RESTANDO
PARA NOS DOIS
APENAS O... DESEJO.
Suelem Silva
03:31
Eu ainda aqui acordada pensnado
Como perde esse medo ?
como dizer que sinto sua falta ?
Como faço pra voltar atras de tudo ?
São tantas perguntas sem resposta
a hora ´passar e eu viajando , lembrando seu sorriso
É que sorriso ... Mais lindo que ja vi na minha vida
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Aprendizados do amor
Aprendizados do amor
Esquecer?
Talvez fosse bom esquecer tudo que foi ensinado, exceto o que foi aprendido lá na dor da ignorância. Lá onde o aprender salva!
Ter apreço por aqueles aprendizados singelos, amalgamados na vida, como os aprendizados de parteiras que, com voz suave e mãos ligeiras, abrem caminhos para um ser vir ao mundo.
Incorporar o saber amoroso da mãe, que combina ingredientes vários para saciar a fome de uma criança, que dela depende em sua função materna.
Falo do afeto que transborda pelas bordas do prato. Mas, sobretudo, dos afetos que transbordam no abraço e nas lágrimas que vêm do riso e da dor.
Cato palavras como cato feijão, ha dúvidas se as escolho correto.
Escolho ? contém colho, e é bom saber que as palavras são plantadas e colhidas em mim.
Quem disse que pequi é melhor que cana-de-açúcar?
Fiquei em dúvida! Gosto de ambos.
Chorei quando li sobre o calvário do Frei Caneca.
Talvez me compadeça em demasia de um passado que o Brasil não memoriza, pois em muitos dos humanos plantaram a pós verdade. E isso causa incômodo, e o dito no confronto não ecoa. Perde-se no vazio.
Carrego esse fardo!
Mas, também a musicalidade e a poesia.
Em conta-gotas me vem à música e a poesia,
para depois essas artes me inundarem como as águas de Belo Monte fizeram com as terras indigenas. Embora com efeitos incomparáveis.
De forma absoluta, intermitente, esmagadora, fico plena de letras.
O Rio Cariús nem se fala! Tomo banho em suas águas diariamente, enquanto ele banha com amor as vazantes que o entornam.
Quando acordo, rio dos sonhos bobos que me atravessam e conto aqui para meia dúzia de leitores, cujos olhos cansados se entretem, mas ficam a indagar sobre a veracidade dos versos.
Queria conversar por outros canais com cada um desses leitores e, além disso. escutar os seus próprios versos.
Talvez lêssemos juntos os conselhos do Rilke, e caminhando à beira mar recitariamos
"Vou-me embora pra Pasárgada".
Fátima Rodrigues, expedicionários, João Pessoa, Paraiba. BRASI, em 10 de abril de 2024.
Luciana
um anjo me deu um sorriso
Com a pureza de um amanhecer,
Iluminou meu caminho sombrio,
E me ensinou a viver.
Seu sorriso era como uma melodia,
Tocada no silêncio da noite,
Era a luz que eu precisava,
Para tornar meu mundo mais brilhante.
Ele não tinha asas, nem halo,
Mas seu sorriso era divino,
Era um anjo disfarçado,
Com um amor genuíno.
senti em sua alma algo divino.
Seu sorriso era um presente,
Que guardarei em meu coração,
Um anjo me deu um sorriso,
E me deu uma nova razão.
A poesia de JRUnder
Momento.
Tudo o que me é intrínseco, parece-me único.
Em cada amanhecer, o emanar da luz, o sussurro do vento.
O silêncio... Ah! Como o silêncio me fala aos ouvidos.
Ouvi-lo é como uma leitura de minha essência.
Minuciosa leitura do que sou.
Sinto como se minha vida fosse diversa a este mundo,
Aos valores, aos objetivos e à própria existência.
Não sei bem onde possa encaixar o que do pensamento flui,
Que de modo inorgânico, apresenta-se como uma realidade indivisível,
Uma simetria unicamente ligada ao tempo e a espera...
Esperar, esperar, esperar...
Quanto pode acumular de conhecimentos uma montanha de pedra,
Apenas por sentir o tempo, o vento, a chuva e as sombras das nuvens?
Um conhecimento que abraça seu todo e escreve sua história.
Parte de mim é vida pujante. Parte de mim é pedra.
A vida se esvai por entre as entranhas do tempo,
Em um emaranhado de momentos incompreensíveis.
E minha alma irá procurar talvez um topo de colina,
Ou a placidez das planícies, para que finalmente,
Meio a toda essa guerra e bombardeios, eu seja apenas paz.
simoni_souza0
Almas Afins
Nossos olhos se cruzaram num instante, e o coração soube que era o lar, em cada gesto, um elo constante, a pessoa certa para amar.
Juntos caminhamos, mão a mão, sob o céu estrelado. Encontrei a luz que tanto almejava, na alma afim, a pessoa que me completava.
No vasto mundo, onde o destino gira, seremos um só, num encontro de alma, amor para toda vida.
Magno Ferreira
O Pássaro da praça
Não é o leão, não é o não.
Feroz é o pássaro da praça
Que se empanturra com a desgraça.
O pássaro da praça agita a fauna e garfa a alma
Dos que comem na palma de sua mão:
Quase toda a fauna.
O pássaro da praça causa trauma,
Dirige na escuridão e joga a pedra e esconde a mão.
O pássaro da praça cisca, belisca e atiça a agitação.
Agita porque se explodir ele ganha com a explosão.
Se não explodir ele ganha com a decantação.
O pássaro da praça não é gente não,
Transforma a vida em uma corrida pelo pão.
O pássaro da praça para colecionar castelos
Esfarela a alma da minha aldeia e semeia flagelo.
O pássaro da praça precisa encher o infinito de alpiste
E pra isso: ele mata e desmata para matar a fome que não existe.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Poemas e Poesias
Um Coração sem corpo. Não sei por que razão meu coração não sente meu corpo... pois minha mente corre o mundo , sem ele estar presente. Nada sinto , nada me faz sentir o sangue circular nas minhas veias...parecem que estão secas , como em um deserto sem água nascente. As vezes penso que vivo sem um espirito ; que vive somente por viver sem uma existência. Pois nada sinto , sou como uma pedra que há séculos , não sente uma flor nascer em sua crosta : seca pelo um sol fervente. Não sei então por que meu coração está inerte, e meu sangue não existe. somente meu corpo anda sem um destino neste mundo tão atual e presente. {Ando como um zumbi , me sinto como um homem sem ação}. Ademir o poeta.
Carol Ortiz
BUSCA - Tem dias em que somos tão pequenos! (qdo a alma se parte, nem mesmo a arte salva ...)
Quem sou eu
além de ninguém
sozinha na vida
esperando o trem
sem vintém?
Vinte horas ao dia
de incompreensão
na eterna existência
na dor e solidão
Quem sou eu
além de ninguém
a espera de alguém
que nunca mais vem?
Sei andar pelas ruas
de descaso
com ideias tão nuas
e com imenso acaso
Quem sou eu
além de mim mesma
na hipocrisia,
melodia,
de uma tristeza?
Sou um nada
camuflado
num tudo
embriagado
2024
Shantall Tuiche
Lembra-me
Ela.
No infinito flutua, alma errante a vagar,
Buscando por algo, nos confins do sonhar.
No labirinto do tempo, sem rumo encontrar,
Entre sonhos e realidade, se vê desdobrar.
Em constelações dançantes, o ser se dissolve,
Entre Arcanos e inércia, a paixão se resolve.
O amor, platônico, a alma sublima e envolve,
Num intrincado jogo cósmico, o destino a absolve.
Já sem culpa, vaga.
Entre véus e mistérios, anseia a verdade,
A luz etérea, guia da terna jornada.
Mas a paixão a consome, carnal e encarnada,
Perdida na vasta e imensurável eternidade.
Como chama etérea que nunca se apaga,
Sua essência irradia, nas sombras propaga.
No derradeiro ato, épica saga,
Repete os primeiros versos, como uma lembrança vaga.
Ainda sem rumo, ainda sem nada.
MarceloZin
Voto Secreto
Vi uma tela do seu coração, apreciei e me envolvi, com lágrimas até me expressei, porém logo me perdi.
Tolo coração, pensando em ser feliz, com modesta apreciação, voa como um aprendiz.
Louca paixão, sem entender quase enlouqueci, dor e emoção, quase sempre me esqueci, desta grande empolgação, nada é certo, não sei se mereci.
MPZ
A poesia de JRUnder
Encantamento
Banhara seu corpo em puras e profundas águas do mar,
Tingira seus lábios com o tom róseo do luar...
Carregava em seus olhos o lume das estrelas
E adoçou sua voz com o timbre das brisas da noite...
Eu carregava em meu peito um coração puro e desprevenido...
Luciana
𝓬𝓪𝓻𝓽𝓪 𝓪 𝓶𝓮𝓾 𝓪𝓷𝓳𝓸 𝓭𝓪 𝓮𝓼𝓬𝓾𝓻𝓲𝓭𝓪𝓸
Naquela noite quando clamei por sua aparição
viestes meu anjo da escuridão,
com suas asas negras feitas de couro
me olhastes sem agouro
naquele quarto com janelas de madeira.
o medo do desconhecido te afastaste de mim,
as janelas batiam em uma ventania sem fim.
como sinto sua falta meu anjo de escuridão
No quarto envolto em sombras dançantes,
Senti teus desejos serem como brumas errantes.
Mas o medo que abraça tua mente indefesa,
Fez-me recuar para a noite que nunca cessa.
Rosas negras adornam nosso contrato firmado,
Uma união etérea, além do mundo encantado.
Em meio à vastidão vazia, meu amor prisioneiro,
Ainda ecoa nossa paixão num sussurro derradeiro.
Meu amante sombrio, minha alma entrelaçada ao teu ser,
Sinto tua falta como a lua ansiando pelo amanhecer.
Envolva-me novamente nas asas da escuridão sublime,
E juntos desafiaremos os limites do tempo com um beijo nefasto e intenso.
Luciana A.Schlei
12/04/24
praia grande
dia frio,silencioso,recordações daquele ser ao qual vi ao lado da minha cama na adolescencia,ao qual tanto clamei.
MarceloZin
Palavras ao Vento
Escuro, frio e vazio, como uma madrugada sem lua, na solidão me desprezo, mais sinto saudades sua.
No bocejar do cansaço me embreago, com grande tristeza fico a pensar, tal grande é a lacuna que me indago.
Porque será que as palavras se perdem no vento?, a resposta me assusta, pois sabendo da verdade, o que me resta é um grande tormento.
MPZ
Francisco José Rito
NO LIMITE
alma espartida entre a vida e a morte
entre riso e o choro
entre a vida e a morte
sublime momento em que tudo falta
e tudo sobra. Tudo, menos eu.
alysson_hugo11
Brincando no Jardim
Um coelho saltitante,
Brincando com um patinho
Num dia radiante.
As flores coloridas
Dançam ao redor,
Enquanto borboletas
Voam com fervor.
O sol brilha forte,
O céu e azul sem fim,
E as crianças brincam
Felizes assim.
Desenhe esse cenário
Cheio de alegria,
Com cores vibrantes
E muita fantasia.
A poesia de JRUnder
Mulher
Possui da noite, o frescor
Um certo "que" de segredos.
Luar que brilha em seus olhos,
Certezas mescladas aos medos.
No cimo das madrugadas
O misticismo da vida,
O surpreender dos desejos,
Encontros e despedidas...
Renasce em cada manhã,
Orvalhada de ternura
E radiante de luz.
Aromas de mil flores,
Canções que falam de amores,
Mulher, que me seduz...
Trouxxana
uma coisa de um outro mundo
Situada na região do visível,
Incide nesse teu sereno olhar
E nele reflete o quão incrível
É amar-te.
O cintilante e cândido fulgor
Pertencente à cara e doce Lua,
Desentenebrece qualquer dúvida
E evoca-me que nada é superior
A ser tua, e somente tua.
As sublimes e infinitas marionetas
Do destino e universo, por serem as
Da pura ventura as próprias letras,
Escrevem todas as noites que
Nos pertencemos, para sempre.
Os nossos corações juntos carregam
Todos os universos possíveis, como
Se, desde sempre, se completariam
Pela força do destino, ou do próprio cosmos.
Carol Ortiz
Poeira efêmera
E de repente percebemos que o mundo tem belezas indescritíveis e que somos apenas uma obra do acaso, um acidente, sem razão alguma para ser...às vezes somos demais e não há um canto que a gente se encaixe porque somos muito aquém da harmonia de tudo...
...somos caos presos no silêncio...
2024
MarceloZin
Muralhas
Profundo é o mar de desespero, confesso sem indagar
Pois distante dos meus olhoa, o que me resta é apenas imaginar.
Sorriso vazio trago no semblante, e a solidão insiste em me dominar.
Qual refúgio teria para me esquecer, daquele pensamento de contigo estar.
Logo me esclareço, e já não consigo controlar.
De angústia logo me entorpeço, pois não me esqueço de te amar.
Fúria trago em meu coração, pois só posso sonhar, penso no caminho e logo tropeço, pois impossível para mim é o trilhar.
Vasta é a tortura de minha alma, pois não sei deixar de te amar
Inês
Maio
Querido mês de maio,
Sê-me franco e aberto
Deixa-me ser,
Mas não me deixes ir.
Mantêm-me na essência do tempo
Intercalada entre os momentos mais sós e bem acompanhados
Leva-me aonde o vento sopra,
Mas também para onde o sol renasce
E a flora floresce.
És mês de primavera
Sem alergias
Fazes quase todas as estações do ano
És morno, pouco ponderado,
Pois também tens pouco por onde te estenderes
Além da magia que transmites
E que te permite ser quem queres.
A poesia de JRUnder
Marcas do tempo.
Hoje sinto dores que não sentia.
Minhas mãos não possuem a mesma força e agilidade de outrora, meu corpo já se curva pelo passar dos anos.
Hoje minhas vistas estão cansadas... Já não consigo fixar o olhar no horizonte, como dantes adorava fazer...
Meus passos já não demonstram o vigor de outrora. São curtos, incertos, lentos...
Perco-me em lembranças, com os olhos semicerrados, procurando apenas enxergar o que ficou guardado na memória.
Só não entendo por que esse meu coração insiste em guardar o mesmo amor, o mesmo querer, os mesmos desejos, como se a vida ainda estivesse por florir. Para que tanta esperança, se o tempo não mais permitirá que germinem.
Sou apenas sombra de um passado e marcas do que ficou perdido no tempo. Envelheça comigo coração... Não consigo mais acompanhar o fulgor de seus batimentos...
Caminhe no meu compasso...
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