Meu pavoroso tormento
Em meio aos meus prantos busco conforto para essa tamanha dor que me aflinge e atinge diretamente no peito.
Sem rumo, vagando por pensamentos invasivos, busco no lamento de um amigo o conforto necessário para tentar me distrair dela, a dor.
Ela sempre estará presente mesmo que inconscientemente, desde sempre, e talvez para sempre. Como uma música chiclete daquelas que se repetem sucessivamente no rádio, celular, televisão.
Tento me livrar dessa mágoa que em meu peito se alastra mas ela me persegue.
A luta é diária, tenho ideias contrárias, por mais que eu tente reconhecer meu valor, no final só enxergo as falhas.
Elas falam mais alto e aumentam minha dor, peço desesperadamente por um pingo de piedade para suportar tamanho pavor.
A cada dia uma nova chance de recomeçar, todavia a ansiedade vem e de repente chega querendo me atacar, derrubar, sabotar...
Até então parece estar tudo calmo e tranquilo, mas é passageiro e novamente o pânico vem ligeiro me consumindo por inteira.
Essa luta não está perdida, eu não vou entregar pra você ansiedade a minha mesma que confusa e um tanto quanto feliz, vida.
Sei que irá continuar aqui mas enquanto você não me vencer eu ainda levantarei te enfrentando dia após dia pois sou mais forte do que imagina e se mesmo assim tentar
entrar, chegue e espere no final da fila.
Ariádna Alves
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