Lista de Poemas
Descobriram o Brasil?
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta seus nobres,
Herança de reis pobres,
A saquear o Brasil.
Navegai naus portuguesas,
Levai os mercenários,
Corruptores larápios,
Filhos lusitanos bastardos,
Nem de longe varonis.
Navegai naus portuguesas,
Jogai nas águas os clérigos,
Borrões maquiavélicos,
Santos do pau oco,
De santidade ensandecida.
Navegai naus portuguesas,
Trazei de volta nossas riquezas,
Devolvei nossas belezas,
Que suas gentes corrompeu.
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta a corrupção,
Que aflora e mata,
Os brasileiros refém de quem?
Navegai naus portuguesas,
Neste mar imaginário,
Revelai o mandatário,
Deste patriotismo as avessas.
Navegai naus portuguesas,
Em suas águas afogai,
Estes políticos bossais,
Que nos assalta a dignidade.
Levai de volta seus nobres,
Herança de reis pobres,
A saquear o Brasil.
Navegai naus portuguesas,
Levai os mercenários,
Corruptores larápios,
Filhos lusitanos bastardos,
Nem de longe varonis.
Navegai naus portuguesas,
Jogai nas águas os clérigos,
Borrões maquiavélicos,
Santos do pau oco,
De santidade ensandecida.
Navegai naus portuguesas,
Trazei de volta nossas riquezas,
Devolvei nossas belezas,
Que suas gentes corrompeu.
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta a corrupção,
Que aflora e mata,
Os brasileiros refém de quem?
Navegai naus portuguesas,
Neste mar imaginário,
Revelai o mandatário,
Deste patriotismo as avessas.
Navegai naus portuguesas,
Em suas águas afogai,
Estes políticos bossais,
Que nos assalta a dignidade.
👁️ 494
Dinheiro
Denários,
O que teu poder esconde?
Vida e morte em teu rastro,
Lágrimas, suor e sangue,
Alegria, tristeza e embaraço,
E das trocas injustas o laço.
Serpenteia entre os séculos,
Com suas mãos de duas faces,
Afagando as premissas da bondade,
Enquanto o mal sorrateiro sorri.
Dos sonhos aos pesadelos,
Segue a barca do inferno,
As margens do paraíso,
Nos umbrais da consciência;
Em seus mundos capitais.
Denário em pátrias multiformes,
Obscura flor em jardins estranhos,
Estulta justiça embotada,
Visões fronteiriças do bem e do mal,
Peneirando homens.
Peneirando homens.
👁️ 693
Desafogo
Última projeção da fantasia,
A luz do palco se apaga,
Levantei os olhos,
Mirei timidamente as estrelas,
Há um outro lugar,
Entre as estações,
Álibi perfeito de mim,
Neste tempestuoso sentir.
Do lado de fora a viagem termina,
Aparência de duas distrações,
Fúria intacta da ilusão,
Neste inverno doloroso,
No frio beijo deste desalento,
Na penumbra de minha face.
Não há ninguém na rua,
Neste lugar sombrio,
Esquinas ignotas,
Entre sombras silenciosas,
Negro da noite,
Em súplicas estigmatizantes,
Do grito do amor imortal,
Nas plagas da perfídia.
A luz do palco se apaga,
Levantei os olhos,
Mirei timidamente as estrelas,
Há um outro lugar,
Entre as estações,
Álibi perfeito de mim,
Neste tempestuoso sentir.
Do lado de fora a viagem termina,
Aparência de duas distrações,
Fúria intacta da ilusão,
Neste inverno doloroso,
No frio beijo deste desalento,
Na penumbra de minha face.
Não há ninguém na rua,
Neste lugar sombrio,
Esquinas ignotas,
Entre sombras silenciosas,
Negro da noite,
Em súplicas estigmatizantes,
Do grito do amor imortal,
Nas plagas da perfídia.
👁️ 734
Mulher
Há tanta prosa sem prosa,
Que nos lábios endossam,
As que não sabem ser mulher,
Em seus jeitos, trejeitos e desjeitos,
Querendo o que não se sabe,
Sabendo do que não se conhece.
Há tantos choros escondidos,
Em seus ais no meio da noite,
Pesado açoite em seus labirintos,
Corações famintos de liberdade.
Há tantas mulheres em seus silêncios,
Pedindo socorro em seu olhar,
Enquanto manuseiam tempestades,
A cada sentimento sentido.
Há mulheres de todos os tipos,
Governando seus mundos e submundos,
Em suas conversas controversas,
As vezes sã, outras vezes absurdas,
Mas que são vozes....
Ecoando pelo mundo.
Há tantas mulheres que são surdas,
Que levam surra da vida,
Por amar de menos ou amar demais,
Se contorcendo em suas penas,
Discorrendo entre o bem ou mal.
Há muitas mulheres discordantes entre si,
Há muitas mulheres...
Exemplares, malditas e benditas,
Cada qual em seus ensaios,
A vida em soslaio,
Aguardando o enredo final.
Que nos lábios endossam,
As que não sabem ser mulher,
Em seus jeitos, trejeitos e desjeitos,
Querendo o que não se sabe,
Sabendo do que não se conhece.
Há tantos choros escondidos,
Em seus ais no meio da noite,
Pesado açoite em seus labirintos,
Corações famintos de liberdade.
Há tantas mulheres em seus silêncios,
Pedindo socorro em seu olhar,
Enquanto manuseiam tempestades,
A cada sentimento sentido.
Há mulheres de todos os tipos,
Governando seus mundos e submundos,
Em suas conversas controversas,
As vezes sã, outras vezes absurdas,
Mas que são vozes....
Ecoando pelo mundo.
Há tantas mulheres que são surdas,
Que levam surra da vida,
Por amar de menos ou amar demais,
Se contorcendo em suas penas,
Discorrendo entre o bem ou mal.
Há muitas mulheres discordantes entre si,
Há muitas mulheres...
Exemplares, malditas e benditas,
Cada qual em seus ensaios,
A vida em soslaio,
Aguardando o enredo final.
👁️ 582
Sinestesia
Ajoelhado ao céu apresto,
Súplicas de mim pesado libelo,
Do coração intrínseco desvelo,
Deste penar tão funesto.
Dor n'alma demais indigesto,
Destes olhos arrependimento vertê-lo,
E no corpo esperança aquecê-lo,
Renunciando a tudo confesso.
Da vida a bonança,
Cujas paixões posso,
Feliz morte no amor enlevo.
Deixarei algures a lembrança,
Do bem que fiz endosso,
Riqueza bendita daqui levo.
Súplicas de mim pesado libelo,
Do coração intrínseco desvelo,
Deste penar tão funesto.
Dor n'alma demais indigesto,
Destes olhos arrependimento vertê-lo,
E no corpo esperança aquecê-lo,
Renunciando a tudo confesso.
Da vida a bonança,
Cujas paixões posso,
Feliz morte no amor enlevo.
Deixarei algures a lembrança,
Do bem que fiz endosso,
Riqueza bendita daqui levo.
👁️ 536
Apanágio
Fecho os olhos...
Um movimento seduzindo o tempo,
A beleza dos seus passos precisos,
Música do seu sorriso a me envolver,
Lentamente meu corpo segue as ondas,
Num profundo mar de intensidade,
Sensualidade desperta de nós dois.
A alma dança abraçado a felicidade,
Versejando o amor em seus contrastes,
Imerso ao adágio universal do eu,
Tom desta sinfonia de traços nobres,
Atributo enamorado da razão.
Um movimento seduzindo o tempo,
A beleza dos seus passos precisos,
Música do seu sorriso a me envolver,
Lentamente meu corpo segue as ondas,
Num profundo mar de intensidade,
Sensualidade desperta de nós dois.
A alma dança abraçado a felicidade,
Versejando o amor em seus contrastes,
Imerso ao adágio universal do eu,
Tom desta sinfonia de traços nobres,
Atributo enamorado da razão.
👁️ 505
Guerra
Guerra!
Guerra?
Terra de tantas eras,
Em suas batalhas épicas,
Tréplicas em réplicas sangrentas,
Almas magentas em corpos marcados,
Maculados, dilacerados e degradados,
Inoculados de ódio no coração selvagem.
Guerras em tantas guerras, onde a mãe terra;
Ouve os gemidos dos seus filhos,
Estribilhos ensurdecedores ao vento,
Espalhando o lamento dos apátridas,
Em suas rogações silenciosas,
Enquanto os fratricidas vorazes,
Segregam escarnecendo do amanhã.
Batalha sem vencedores,
Trazendo aos seus horrores,
A vitória numa derrota sem fim,
Para os que se vão e os que ficam,
Em seus paralelos de dores,
Entre a vida e a morte.
👁️ 676
Intolerância
Negro!
Negroooo...
Negro?
Funesto?
A violência não tem cor,
Mas causa dor,
O preconceito não tem raça,
Não tem pátria,não tem classe,
Mas tem nome,
Faz sangrar por dentro,
Todos os dias desta vida de espinhos,
Ao caminhar sob olhares fatigantes.
É um mal silencioso,
As vezes gritantes,
Entre aplausos velados,
Disfarçados de repúdio,
Mas cheios de ódio.
Quem são seus irmãos?
Quem são seus amigos?
A serpente punge metodicamente,
Em suas atalaias étnicas,
Elitismo decáido colérico,
Intolerâncias absurdas,
Da moral afetada dos falsos juízes.
Aos julgadores jazem os vícios,
Em seus corpos fúnebres,
Amordaçados no livre arbítrio,
Vermes vorazes da consciência,
De preceitos vazios.
Quem sois ao cair da noite?
Qual é a sombra que te reveste?
Poeira é o que somos,
Nada restará após o último suspiro,
Mas ainda sim,ufanos.
Sirlanio Jorge Dias Gomes
Negroooo...
Negro?
Funesto?
A violência não tem cor,
Mas causa dor,
O preconceito não tem raça,
Não tem pátria,não tem classe,
Mas tem nome,
Faz sangrar por dentro,
Todos os dias desta vida de espinhos,
Ao caminhar sob olhares fatigantes.
É um mal silencioso,
As vezes gritantes,
Entre aplausos velados,
Disfarçados de repúdio,
Mas cheios de ódio.
Quem são seus irmãos?
Quem são seus amigos?
A serpente punge metodicamente,
Em suas atalaias étnicas,
Elitismo decáido colérico,
Intolerâncias absurdas,
Da moral afetada dos falsos juízes.
Aos julgadores jazem os vícios,
Em seus corpos fúnebres,
Amordaçados no livre arbítrio,
Vermes vorazes da consciência,
De preceitos vazios.
Quem sois ao cair da noite?
Qual é a sombra que te reveste?
Poeira é o que somos,
Nada restará após o último suspiro,
Mas ainda sim,ufanos.
Sirlanio Jorge Dias Gomes
👁️ 483
Convergente
Vívidos laços de amor atesto,
Alma e corpo vertente,
Eternidade de querer confesso,
De te amar loucamente.
De nós o ocaso reluzente,
Cujo querer em si modesto,
De todo se fez inocente,
Desta pureza fiel gesto.
Repousei na esperança,
Pleno sentir em desejo perene,
Manto imortal da lembrança.
No casto amor sobrevivi,
No tempo estampei,
A alegria de tê-la amado plenamente.
Alma e corpo vertente,
Eternidade de querer confesso,
De te amar loucamente.
De nós o ocaso reluzente,
Cujo querer em si modesto,
De todo se fez inocente,
Desta pureza fiel gesto.
Repousei na esperança,
Pleno sentir em desejo perene,
Manto imortal da lembrança.
No casto amor sobrevivi,
No tempo estampei,
A alegria de tê-la amado plenamente.
👁️ 754
Je t'aime
Te amarei,
Infinitamente,
Na verdade do teu olhar,
No amor sorrindo em tua face,
Como se fosse a primeira vez.
Te amarei,
Na tua fidelidade,
No seu desejo
No tempo infindo,
Que não nos envelhece.
Te amarei no enamorar-se,
Ao acordar todas as manhãs,
Perceber que ainda me amas,
Mesmo no murchar da juventude,
Que insiste em seu perfume.
Te amarei na imperfeição,
Também no perdão,
Dos desentendimentos da vida,
Que mesmo as vezes doída,
Nos fortalece.
Te amarei todos os dias,
Mesmo na hora da morte,
No meu pensamento estarás,
Pois saberei que te amei,
Levo comigo a rosa do triunfo.
No jardim da luz a plantarei,
Aguardarei o reencontro,
Na vívida esperança da fé,
Fruto da minh'alma cativa,
Liberta em teu querer.
Infinitamente,
Na verdade do teu olhar,
No amor sorrindo em tua face,
Como se fosse a primeira vez.
Te amarei,
Na tua fidelidade,
No seu desejo
No tempo infindo,
Que não nos envelhece.
Te amarei no enamorar-se,
Ao acordar todas as manhãs,
Perceber que ainda me amas,
Mesmo no murchar da juventude,
Que insiste em seu perfume.
Te amarei na imperfeição,
Também no perdão,
Dos desentendimentos da vida,
Que mesmo as vezes doída,
Nos fortalece.
Te amarei todos os dias,
Mesmo na hora da morte,
No meu pensamento estarás,
Pois saberei que te amei,
Levo comigo a rosa do triunfo.
No jardim da luz a plantarei,
Aguardarei o reencontro,
Na vívida esperança da fé,
Fruto da minh'alma cativa,
Liberta em teu querer.
👁️ 765
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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