Lista de Poemas
Vitupério
Humanidade servil tão bárbara,
Criatura de emoções paralelas,
Escravas da falsa superioridade,
Submissa carne em desalinho,
Abatida ao golpe da mortalidade,
Iludidas em seus bordões viciosos.
Hipócritas sem cor de única raça,
A podridão do corpo não tem nacionalidade,
Não tem status diante do que o consome,
Apenas ossos e pó ao esquecimento,
Da beleza e feiura sem diferenças,
Deitadas ao solo friamente.
Tantas antipatias disfarçadas,
Sorrisos sem sorriso verdadeiro,
Caridade cheia de facas afiadas,
Altivez de pessoas vazias,
Exalando seus monstros infernais,
Repletas de cortesias vãs,
Escaninho da maldade sob olhos famintos,
Escrupuloso ósculo da conveniência,
Tratados afagados de aleivosia.
Amigos mórficos a desgraça aparente,
De palavras ociosas ao oculto,
Jogando lama na confiança latente,
Santificando seus burburinhos suicidas,
Vítimas do próprio infortúnio,
No grande labirinto de prelúdios.
Criatura de emoções paralelas,
Escravas da falsa superioridade,
Submissa carne em desalinho,
Abatida ao golpe da mortalidade,
Iludidas em seus bordões viciosos.
Hipócritas sem cor de única raça,
A podridão do corpo não tem nacionalidade,
Não tem status diante do que o consome,
Apenas ossos e pó ao esquecimento,
Da beleza e feiura sem diferenças,
Deitadas ao solo friamente.
Tantas antipatias disfarçadas,
Sorrisos sem sorriso verdadeiro,
Caridade cheia de facas afiadas,
Altivez de pessoas vazias,
Exalando seus monstros infernais,
Repletas de cortesias vãs,
Escaninho da maldade sob olhos famintos,
Escrupuloso ósculo da conveniência,
Tratados afagados de aleivosia.
Amigos mórficos a desgraça aparente,
De palavras ociosas ao oculto,
Jogando lama na confiança latente,
Santificando seus burburinhos suicidas,
Vítimas do próprio infortúnio,
No grande labirinto de prelúdios.
👁️ 219
Volúpia
Tanta sexualidade sob este silêncio,
Nobreza de um corpo ardente,
Aos gritos na imensidão de um olhar,
Gostos perceptivos do erudito amor,
Imitando o sol e a lua em suas rotações,
Contrações do cobiçoso desejo,
No ávido mar em virações,
Beijando a beleza afeita de carinho.
Tanta impetuosidade em melódicos tons,
Afinada ao maestro que a conduz,
Ária de musicalidade sequiosa,
Flutuando além do tempo,
Versos íntimos absconsos,
Declamados ao tácito prazer,
Cadencioso momento em poesia,
Simétrica feminilidade vertida.
Nobreza de um corpo ardente,
Aos gritos na imensidão de um olhar,
Gostos perceptivos do erudito amor,
Imitando o sol e a lua em suas rotações,
Contrações do cobiçoso desejo,
No ávido mar em virações,
Beijando a beleza afeita de carinho.
Tanta impetuosidade em melódicos tons,
Afinada ao maestro que a conduz,
Ária de musicalidade sequiosa,
Flutuando além do tempo,
Versos íntimos absconsos,
Declamados ao tácito prazer,
Cadencioso momento em poesia,
Simétrica feminilidade vertida.
👁️ 229
Decadência
A vida é uma matemática,
Somos números exatos,
Num complexo sistema,
Resultado de uma combinação infinita,
De um lugar para outro sucessivamente,
Semente de outras sementes,
Vida de outras vidas desconhecidas,
Programadas para nascer e morrer,
Iguais a todos os astros celestes,
Em seus roteiros energéticos.
Somos energia materializada,
Herdeiros da fragilidade da matéria prima,
A qual surgimos a partir do primeiro,
Assumindo formas e características distintas,
Ao ambiente da nossa existência,
Expostos as flutuações do tempo e do espaço,
Diminutas criaturas presunçosas.
Corremos para nascer e morrer,
Seguindo o relógio que não se atrasa,
Deixando rastros numa estrada infinita,
Percebendo a humana flor,
Despetalar-se sob as estações,
Murchando aos poucos até fundir-se a terra,
Num abraço inevitável reencontro,
Esperança de uma sabedoria enigmática,
De que haja uma continuidade ao nosso desejo,
Além da eternidade das estrelas que possuímos.
Existir é um desafio no pensamento primitivo,
Uma revolução de evoluções divergentes,
Feedbacks em espirais surreais,
Espelhando os colapsos seculares,
Interjeições de seres inteligentes,
Sintaxes biológicas em exaustão.
Somos números exatos,
Num complexo sistema,
Resultado de uma combinação infinita,
De um lugar para outro sucessivamente,
Semente de outras sementes,
Vida de outras vidas desconhecidas,
Programadas para nascer e morrer,
Iguais a todos os astros celestes,
Em seus roteiros energéticos.
Somos energia materializada,
Herdeiros da fragilidade da matéria prima,
A qual surgimos a partir do primeiro,
Assumindo formas e características distintas,
Ao ambiente da nossa existência,
Expostos as flutuações do tempo e do espaço,
Diminutas criaturas presunçosas.
Corremos para nascer e morrer,
Seguindo o relógio que não se atrasa,
Deixando rastros numa estrada infinita,
Percebendo a humana flor,
Despetalar-se sob as estações,
Murchando aos poucos até fundir-se a terra,
Num abraço inevitável reencontro,
Esperança de uma sabedoria enigmática,
De que haja uma continuidade ao nosso desejo,
Além da eternidade das estrelas que possuímos.
Existir é um desafio no pensamento primitivo,
Uma revolução de evoluções divergentes,
Feedbacks em espirais surreais,
Espelhando os colapsos seculares,
Interjeições de seres inteligentes,
Sintaxes biológicas em exaustão.
👁️ 168
Perversidade
Pulsam na terra os traços mórbidos,
Pena secular aos dissímeis mortais,
Humana disparidade da morte,
Tocaia silenciosa do preconceito,
Entrincheirados nas esquinas do ódio,
Trazendo no coração suas confluências,
Forjada em dor e sangue.
Escravos, de escravos da soberba,
Sarcasmo da fragilidade em mãos vazias,
Ao manjar ignorante de vermes famintos,
Ínfimas criaturas encarniçadas,
Castigadas ao próprio fastio,
Transbordante de si no precipício.
Uma a uma seguem em chamas,
Atormentadas em seus infernos contraditórios,
Anjos demoníacos travestidos de compaixão,
Afogando-se no vômito de suas mentiras,
Suicidando-se nos paradoxos de uma falsa vida,
Túmulos atemporais de tolos.
Há um grito em cada canto,
Ecoando aos surdos transeuntes,
Agitando suas bandeiras desconexas,
Buscando abrigo em suas prisões,
Repletas de escórias sociais libertinas,
Escondidas em suas casas falidas,
Enquanto a existência os punem.
Pena secular aos dissímeis mortais,
Humana disparidade da morte,
Tocaia silenciosa do preconceito,
Entrincheirados nas esquinas do ódio,
Trazendo no coração suas confluências,
Forjada em dor e sangue.
Escravos, de escravos da soberba,
Sarcasmo da fragilidade em mãos vazias,
Ao manjar ignorante de vermes famintos,
Ínfimas criaturas encarniçadas,
Castigadas ao próprio fastio,
Transbordante de si no precipício.
Uma a uma seguem em chamas,
Atormentadas em seus infernos contraditórios,
Anjos demoníacos travestidos de compaixão,
Afogando-se no vômito de suas mentiras,
Suicidando-se nos paradoxos de uma falsa vida,
Túmulos atemporais de tolos.
Há um grito em cada canto,
Ecoando aos surdos transeuntes,
Agitando suas bandeiras desconexas,
Buscando abrigo em suas prisões,
Repletas de escórias sociais libertinas,
Escondidas em suas casas falidas,
Enquanto a existência os punem.
👁️ 176
Floração
Desabrochou a flor da lua em seu fulgor,
Asilo apaixonado do amor,
Perfumado círio celeste,
A beijar sua alma cheia de afeto,
Abraçada ao infindo amar,
Na plenitude de tua adorada face.
A noite admirada com teus encantos,
Cativou as estrelas e te deu asas,
A voar guiada pelo vento,
Ouvindo as confissões mais belas,
De cada coração desperto,
Nos desejos a suspirar.
De cada brilho do olhar,
Gotejava versos de rimas profundas,
Tocando a eternidade comovida,
Invisível caminho da felicidade,
Estampada em laços de ternura,
Jurando fidelidade a íntima carne.
Entreabriu-se o paraíso aguardado,
Fervorosa nupcia silente,
Ameigando a volúpia ansiosa,
Nos corpos ardentes impolutos,
Suave idílio de pétalas copiosas,
Nobre rosa de juras envanecidas.
Asilo apaixonado do amor,
Perfumado círio celeste,
A beijar sua alma cheia de afeto,
Abraçada ao infindo amar,
Na plenitude de tua adorada face.
A noite admirada com teus encantos,
Cativou as estrelas e te deu asas,
A voar guiada pelo vento,
Ouvindo as confissões mais belas,
De cada coração desperto,
Nos desejos a suspirar.
De cada brilho do olhar,
Gotejava versos de rimas profundas,
Tocando a eternidade comovida,
Invisível caminho da felicidade,
Estampada em laços de ternura,
Jurando fidelidade a íntima carne.
Entreabriu-se o paraíso aguardado,
Fervorosa nupcia silente,
Ameigando a volúpia ansiosa,
Nos corpos ardentes impolutos,
Suave idílio de pétalas copiosas,
Nobre rosa de juras envanecidas.
👁️ 304
Brilhante
Beleza radiante encantadora,
Eis o teu nome murmúrio em meus lábios,
Que tantas vezes tocaram os teus,
Sorrindo com os olhos,
Tão cintilante tesouro guardado,
Ao primeiro encontro notado,
Feito estrela de primeira grandeza.
O silêncio deste poema declama teu nome,
Versos da saudade que a rima do tempo,
Ornado de inspiração celeste carnal,
Recriou o desejo a nós concebido,
Tocando o infinito dos nossos corpos,
Interpretando o amor em sutilezas,
Inocência perdida da timidez vertente.
Ardendo em nossos beijos ávidos,
O pensamento grato deleite da memória,
Escreveu o livro plácido romance,
Cuja pena ímpeto alento,
Grafou no coração páginas confessas,
Audaciosa Loucura vivida.
Eis o teu nome murmúrio em meus lábios,
Que tantas vezes tocaram os teus,
Sorrindo com os olhos,
Tão cintilante tesouro guardado,
Ao primeiro encontro notado,
Feito estrela de primeira grandeza.
O silêncio deste poema declama teu nome,
Versos da saudade que a rima do tempo,
Ornado de inspiração celeste carnal,
Recriou o desejo a nós concebido,
Tocando o infinito dos nossos corpos,
Interpretando o amor em sutilezas,
Inocência perdida da timidez vertente.
Ardendo em nossos beijos ávidos,
O pensamento grato deleite da memória,
Escreveu o livro plácido romance,
Cuja pena ímpeto alento,
Grafou no coração páginas confessas,
Audaciosa Loucura vivida.
👁️ 207
Resquício
Sim, existo!
Meu coração sente o teu calor,
Percebendo-te além,
Nesta calmaria dos desejos,
Suave tentação aprazível abrigo,
Grata feminilidade selvagem,
Reservada ao íntimo confidente,
Laços surreais da afinidade.
Tua onipresença beija minha vontade,
Penosa saudade que me atina,
Aos epílogos transcendente de nós,
Eternos afrescos poéticos,
Estampados em nossas almas,
Enquanto dorme a noite silente.
Sim, Existo!
Sob o teu olhar que nos recria,
A cada memória evocada,
Feito a mais bela canção,
Sussurrada pelos teus lábios,
Poetizando baixinho a grandeza do amor,
Desenhada em nossos corpos sedentos,
Minúcias esculturais do querer absoluto,
A divagar pelo impetuoso infinito,
Revérbero instinto que nos pulsa.
Meu coração sente o teu calor,
Percebendo-te além,
Nesta calmaria dos desejos,
Suave tentação aprazível abrigo,
Grata feminilidade selvagem,
Reservada ao íntimo confidente,
Laços surreais da afinidade.
Tua onipresença beija minha vontade,
Penosa saudade que me atina,
Aos epílogos transcendente de nós,
Eternos afrescos poéticos,
Estampados em nossas almas,
Enquanto dorme a noite silente.
Sim, Existo!
Sob o teu olhar que nos recria,
A cada memória evocada,
Feito a mais bela canção,
Sussurrada pelos teus lábios,
Poetizando baixinho a grandeza do amor,
Desenhada em nossos corpos sedentos,
Minúcias esculturais do querer absoluto,
A divagar pelo impetuoso infinito,
Revérbero instinto que nos pulsa.
👁️ 225
Consubstanciação
O manto de areia meu último retiro,
Causticante estio mira meu destino,
Este purgatório onde meus olhos sangram,
Expiação do meu espírito maculado,
Abraçado ao chão vertiginoso refúgio,
Vultuoso caos de altivez entorpecida.
Meus sonhos se foram no meio da noite,
Revolutearam como pétalas ao vento,
Sentenças do perdido amor no temporal,
Feito páginas amareladas pelo tempo,
Imagem irônica do meu ser em pergaminhos,
Poeira imortal da minha plenitude.
Rasgaram-se as velas da minha caravela,
Findou-se minha aventura humana,
Naufraguei antes de aportar no cais,
Sufocou-se nas águas sombrias a beleza,
Realeza da vida que me animava,
Protegida sob a pele complacente,
Imenso fim de faces imprevisíveis.
Pereceu o juízo oclusa razão,
Num tudo repleto de nada,
Igual as nuvens que vem e vão,
Testemunhando o amor e o ódio,
Assumindo formas espaçadas,
Tal qual nossas dúbias emoções.
Causticante estio mira meu destino,
Este purgatório onde meus olhos sangram,
Expiação do meu espírito maculado,
Abraçado ao chão vertiginoso refúgio,
Vultuoso caos de altivez entorpecida.
Meus sonhos se foram no meio da noite,
Revolutearam como pétalas ao vento,
Sentenças do perdido amor no temporal,
Feito páginas amareladas pelo tempo,
Imagem irônica do meu ser em pergaminhos,
Poeira imortal da minha plenitude.
Rasgaram-se as velas da minha caravela,
Findou-se minha aventura humana,
Naufraguei antes de aportar no cais,
Sufocou-se nas águas sombrias a beleza,
Realeza da vida que me animava,
Protegida sob a pele complacente,
Imenso fim de faces imprevisíveis.
Pereceu o juízo oclusa razão,
Num tudo repleto de nada,
Igual as nuvens que vem e vão,
Testemunhando o amor e o ódio,
Assumindo formas espaçadas,
Tal qual nossas dúbias emoções.
👁️ 180
Despertar
Cessei de viver uma vida postiça,
Fadada a tanta melancolia,
Revirando os escombros da alma,
A caminhar perdido na ilusão,
Enlaçado taciturnamente ao caos,
Banhado de lágrimas copiosas.
Não desejo mais tantos eus,
Clones mórbidos promíscuos,
Flertando na paranoica escuridão,
Aos beijos com a apaixonada solidão,
Risonha em seus contrastes,
Ao lado do inverso amor,
A oferecer suas pobres migalhas.
Deixo o túmulo para os mortos,
Onde sepulto minha loucura,
Este óbito há tanto desejado,
Na esperança da felicidade,
Feito a tímida alvorada,
Que mansamente faz girar o tempo,
Feito eu e minha esperança,
No grande círculo da vida.
Fadada a tanta melancolia,
Revirando os escombros da alma,
A caminhar perdido na ilusão,
Enlaçado taciturnamente ao caos,
Banhado de lágrimas copiosas.
Não desejo mais tantos eus,
Clones mórbidos promíscuos,
Flertando na paranoica escuridão,
Aos beijos com a apaixonada solidão,
Risonha em seus contrastes,
Ao lado do inverso amor,
A oferecer suas pobres migalhas.
Deixo o túmulo para os mortos,
Onde sepulto minha loucura,
Este óbito há tanto desejado,
Na esperança da felicidade,
Feito a tímida alvorada,
Que mansamente faz girar o tempo,
Feito eu e minha esperança,
No grande círculo da vida.
👁️ 195
Primeiro beijo
Pousei meus lábios nos teus,
Meu sensível coração curvou-se,
Ao calor embevecido deleite,
Tremor suave libido exaltado,
A fresca flor beijada.
Entreabriu-se o amor solene,
Ao gentil encanto da castidade,
Obsequioso fascínio instigado,
Pleno sorriso do olhar,
Inquieto refúgio evidente.
De tal inocência o fino véu,
Descortinando no céu o luar,
Retrato da alma arraigada,
Suspirando nos braços de eros,
Indelével afeto evocado.
Meu sensível coração curvou-se,
Ao calor embevecido deleite,
Tremor suave libido exaltado,
A fresca flor beijada.
Entreabriu-se o amor solene,
Ao gentil encanto da castidade,
Obsequioso fascínio instigado,
Pleno sorriso do olhar,
Inquieto refúgio evidente.
De tal inocência o fino véu,
Descortinando no céu o luar,
Retrato da alma arraigada,
Suspirando nos braços de eros,
Indelével afeto evocado.
👁️ 183
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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