Lista de Poemas
LIMÃO AZEDO
Olhei mais de mil vezes a folha em branco, depois que vi e também ouvi
Cada frase sua musicada no ouvido, o som preferido de agora em diante,
O sorriso dominante e o último retrato, para o caso de você querer postar,
Ali perto da cama, antes de dormir, rezar, talvez, é incerto, me acomodar.
Tenho respirado muito ar puro, além desse muro, é tanto pó, é tanto mal
Que a alma não merece, esquece não de me ver, torço para não chover,
Só não pode querer mais que eu, já me convenceu, talvez, queira adotar,
Qualquer cantinho serve, a minha verve voltou, dela não lembrava mais,
Deixa eu mexer no cabelo, fazer um apelo para que vivamos dias de paz,
Que sejam águas tranquilas, que sejam vilas com famílias todas do bem,
Quem sabe eu seja o trilho para você correr sem medo, um limão azedo,
Que você adoçou, remoçou, já não tem perigo, só um amigo ao seu lado.
Peguei toalhas para o banho, se quiser companhia, não tenha vergonha,
Tá todo mundo dormindo, eu nem estou pedindo, mas, adoraria o convite,
Agora não tem pé descalço e não tem percalço que não se possa reparar,
Que não falte pão na mesa e, que a certeza do perdão nos ensine a amar.
Cada frase sua musicada no ouvido, o som preferido de agora em diante,
O sorriso dominante e o último retrato, para o caso de você querer postar,
Ali perto da cama, antes de dormir, rezar, talvez, é incerto, me acomodar.
Tenho respirado muito ar puro, além desse muro, é tanto pó, é tanto mal
Que a alma não merece, esquece não de me ver, torço para não chover,
Só não pode querer mais que eu, já me convenceu, talvez, queira adotar,
Qualquer cantinho serve, a minha verve voltou, dela não lembrava mais,
Deixa eu mexer no cabelo, fazer um apelo para que vivamos dias de paz,
Que sejam águas tranquilas, que sejam vilas com famílias todas do bem,
Quem sabe eu seja o trilho para você correr sem medo, um limão azedo,
Que você adoçou, remoçou, já não tem perigo, só um amigo ao seu lado.
Peguei toalhas para o banho, se quiser companhia, não tenha vergonha,
Tá todo mundo dormindo, eu nem estou pedindo, mas, adoraria o convite,
Agora não tem pé descalço e não tem percalço que não se possa reparar,
Que não falte pão na mesa e, que a certeza do perdão nos ensine a amar.
👁️ 348
ALGODÃO DOCE
Quando risos se mostram e encostam em bocas felizes, poderíamos definir como êxtase?
Quem sabe seja apenas um ponto de vista, uma pista do quanto tem sido bom o convívio,
De como é possível deixar coisas para trás, consentir em que o novo estabeleça seu lugar,
Já passei do tempo de ter pressa, essa coisa de olhar eu deixo ganhar corpo naturalmente.
Agora que bateu fundo, não posso negar, já presto atenção, acompanho cada movimento,
Seguro a excitação e aguardo correspondência, uma freqüência agradável, a sintonia fina,
Aquela coisa divina que surpreende os sentidos, que torna as nuvens familiares, os bares
Já não se resumem aos copos cheios, sua companhia ilumina tudo, tão bom te encontrar.
Percebo o barulho da chuva no asfalto, o seu salto pode escorregar e, talvez seja a deixa
Para um abraço mais demorado, para ver incinerado esse cuidado, vejo as asas baterem,
As roseiras tremerem enquanto seguimos à fronteira e você diz quem terá o passe livre,
Quem beberá a cuba libre, gim, uísque, tanto faz, solta a música que o show será nosso.
Sempre acordo cedo e, mesmo com tudo revirado, a sensação é da mais perfeita ordem,
Os cães fingem que mordem, eu finjo que doi, você respira tranquila, sua cara é de paz,
Dá tempo de preparar um café, de repassar a vida, constatar que a espera foi justificada
Por este rosto dão doce, meu algodão doce, pode levantar, já aprendi a sonhar acordado.
Quem sabe seja apenas um ponto de vista, uma pista do quanto tem sido bom o convívio,
De como é possível deixar coisas para trás, consentir em que o novo estabeleça seu lugar,
Já passei do tempo de ter pressa, essa coisa de olhar eu deixo ganhar corpo naturalmente.
Agora que bateu fundo, não posso negar, já presto atenção, acompanho cada movimento,
Seguro a excitação e aguardo correspondência, uma freqüência agradável, a sintonia fina,
Aquela coisa divina que surpreende os sentidos, que torna as nuvens familiares, os bares
Já não se resumem aos copos cheios, sua companhia ilumina tudo, tão bom te encontrar.
Percebo o barulho da chuva no asfalto, o seu salto pode escorregar e, talvez seja a deixa
Para um abraço mais demorado, para ver incinerado esse cuidado, vejo as asas baterem,
As roseiras tremerem enquanto seguimos à fronteira e você diz quem terá o passe livre,
Quem beberá a cuba libre, gim, uísque, tanto faz, solta a música que o show será nosso.
Sempre acordo cedo e, mesmo com tudo revirado, a sensação é da mais perfeita ordem,
Os cães fingem que mordem, eu finjo que doi, você respira tranquila, sua cara é de paz,
Dá tempo de preparar um café, de repassar a vida, constatar que a espera foi justificada
Por este rosto dão doce, meu algodão doce, pode levantar, já aprendi a sonhar acordado.
👁️ 294
MMA
Nesta guerra de provocações, convido para que escolha as armas,
Quem sabe as marcas se tornem medalhas e somente sobreviver
Não signifique necessariamente a vitória, motivo de estupefação,
Há quem morra de prazer com sorriso nos lábios, sábios negarão.
No underground, apenas um round na base do ground and pound,
Próxima técnica será surpresa, cartas na mesa, veja a esperteza,
O aparente domínio não significa extermínio, exerce um fascínio,
A montada é gigante, tipo de elefante, bastará enxergar adiante.
Na situação adversa, quem tira um coelho da cartola, faz escola,
Se não pede esmola, ficará na sarjeta, escapou feito um cometa,
Segure essa treta, abriu a gaveta, agora é salve-se quem puder,
Se queria uma colher, ganhou o prato cheio, é só partir ao meio.
Se tem pegada mais forte, posicione o quadril, derrube o arredio,
Caindo com a guarda passada, é só evitar a raspada com o suor,
Trabalho incessante, é deixar o adversário inoperante, só faturar,
Mesmo o bicho mais bravo, engole o travo e dará os três tapinhas.
Quem sabe as marcas se tornem medalhas e somente sobreviver
Não signifique necessariamente a vitória, motivo de estupefação,
Há quem morra de prazer com sorriso nos lábios, sábios negarão.
No underground, apenas um round na base do ground and pound,
Próxima técnica será surpresa, cartas na mesa, veja a esperteza,
O aparente domínio não significa extermínio, exerce um fascínio,
A montada é gigante, tipo de elefante, bastará enxergar adiante.
Na situação adversa, quem tira um coelho da cartola, faz escola,
Se não pede esmola, ficará na sarjeta, escapou feito um cometa,
Segure essa treta, abriu a gaveta, agora é salve-se quem puder,
Se queria uma colher, ganhou o prato cheio, é só partir ao meio.
Se tem pegada mais forte, posicione o quadril, derrube o arredio,
Caindo com a guarda passada, é só evitar a raspada com o suor,
Trabalho incessante, é deixar o adversário inoperante, só faturar,
Mesmo o bicho mais bravo, engole o travo e dará os três tapinhas.
👁️ 279
NOVEMBRO
É novembro, eu nem me lembro da última vez que respirei assim aliviado,
Que me vi extasiado com uma foto onde noto que a felicidade deva estar,
Onde também possa desalinhar o cabelo de quem encontre por lá, ah, vá,
Não se dê por desentendida, menina atrevida, conheço sua sede de amar.
Eu quero um mar de ondas que desvendem o seu corpo, esse seu porto
Onde quis ancorar, mal posso esperar para pisar na terra bendita e aflita,
A fome dita qual velocidade empregar para varrer, o território peremptório
Ousei percorrer da forma mais descabida, em cada subida senti o prazer.
Você sabe entregar mais do que foi pedido, ainda aturdido, quero voltar,
Desde o início, seria esse um indício que isto nunca iria parar, até varar,
Trinta noites de férias, etéreas como as nuvens que se movem e morrem
Enquanto escorrem as últimas gotas de suor que o vento veio arrefecer.
Agora as águas dissolvem o atrito e o que foi dito como um grito irá soar,
Ressoar como promessas descontentes, que não aprenderam a esperar
De dezembro a outubro, neste rosto rubro por bobagens que vivo a dizer,
Pelos feriados, todos planejados para que você não consiga me esquecer.
Que me vi extasiado com uma foto onde noto que a felicidade deva estar,
Onde também possa desalinhar o cabelo de quem encontre por lá, ah, vá,
Não se dê por desentendida, menina atrevida, conheço sua sede de amar.
Eu quero um mar de ondas que desvendem o seu corpo, esse seu porto
Onde quis ancorar, mal posso esperar para pisar na terra bendita e aflita,
A fome dita qual velocidade empregar para varrer, o território peremptório
Ousei percorrer da forma mais descabida, em cada subida senti o prazer.
Você sabe entregar mais do que foi pedido, ainda aturdido, quero voltar,
Desde o início, seria esse um indício que isto nunca iria parar, até varar,
Trinta noites de férias, etéreas como as nuvens que se movem e morrem
Enquanto escorrem as últimas gotas de suor que o vento veio arrefecer.
Agora as águas dissolvem o atrito e o que foi dito como um grito irá soar,
Ressoar como promessas descontentes, que não aprenderam a esperar
De dezembro a outubro, neste rosto rubro por bobagens que vivo a dizer,
Pelos feriados, todos planejados para que você não consiga me esquecer.
👁️ 259
MORADA
Eu não entendo as voltas que a vida dá e que você aumenta
Enquanto tenta explicar porque prefere fugir do que buscou,
Do que a vida generosamente concedeu sem cobrar por isso.
Coisas são como são, pessoas tomam decisões e, às vezes,
Criam distâncias seguras, alimentam ilusões, adiam perdões,
Trancam em porões os melhores sonhos de vida e liberdade.
Quem poderá impedir as piores escolhas e o cair das folhas,
Que cresceram ainda outro dia e que os ventos carregaram?
Eu já não preciso de consolo e nem busco aconselhamento,
Enquanto este perfume se dissipa no ar, sem deixar feridas,
Mantenho vivas as convicções quanto ao gostar de ser feliz.
Abraço minha sorte como quem vê o céu azul todos os dias,
Sabendo que cultivar o amor é vê-lo invadindo este espaço,
Criado por você, mas, que não me impediu de ir em frente.
Quem ousará dizer que não tentei encher de brilho o olhar,
De quem veio de tão longe e agora sabe que mora comigo?
Enquanto tenta explicar porque prefere fugir do que buscou,
Do que a vida generosamente concedeu sem cobrar por isso.
Coisas são como são, pessoas tomam decisões e, às vezes,
Criam distâncias seguras, alimentam ilusões, adiam perdões,
Trancam em porões os melhores sonhos de vida e liberdade.
Quem poderá impedir as piores escolhas e o cair das folhas,
Que cresceram ainda outro dia e que os ventos carregaram?
Eu já não preciso de consolo e nem busco aconselhamento,
Enquanto este perfume se dissipa no ar, sem deixar feridas,
Mantenho vivas as convicções quanto ao gostar de ser feliz.
Abraço minha sorte como quem vê o céu azul todos os dias,
Sabendo que cultivar o amor é vê-lo invadindo este espaço,
Criado por você, mas, que não me impediu de ir em frente.
Quem ousará dizer que não tentei encher de brilho o olhar,
De quem veio de tão longe e agora sabe que mora comigo?
👁️ 312
MORTE ANUNCIADA
Um dia eu vou morrer de tanto pensar, de tanto escrever,
Até dei de tocar, cismei de cantar e não consigo entender,
Se está tudo bem, sem mais, porém, ponho tudo a perder,
São ciclos disformes, vazios enormes, começou a chover.
É tanta inundação, tanta embarcação cortando as ondas,
Por onde andas, meu bem, meu amém termina em você,
Minha linda, a dinda que todo mundo sonhou, aí fechou,
Só dá um alô, que eu passo um café, venha hoje, se der.
Uma noite irei ressuscitar, por cansar de morrer e sofrer,
Até levantar uns trocados, assustar no halloween, enfim,
Está tudo bem, vamos pegar o trem e pedir uma cerveja,
Chame o garçom, mande encher a mesa, bora lá beber.
Quando cansar de loucuras, vamos falar bem mais sério,
Moramos no mesmo hemisfério, hora do namoro render,
Quero tanto ser pai, gêmeos, mesmo boêmios, pode ser?
Fica assim não, vai dar tudo certo, já podemos começar?
Até dei de tocar, cismei de cantar e não consigo entender,
Se está tudo bem, sem mais, porém, ponho tudo a perder,
São ciclos disformes, vazios enormes, começou a chover.
É tanta inundação, tanta embarcação cortando as ondas,
Por onde andas, meu bem, meu amém termina em você,
Minha linda, a dinda que todo mundo sonhou, aí fechou,
Só dá um alô, que eu passo um café, venha hoje, se der.
Uma noite irei ressuscitar, por cansar de morrer e sofrer,
Até levantar uns trocados, assustar no halloween, enfim,
Está tudo bem, vamos pegar o trem e pedir uma cerveja,
Chame o garçom, mande encher a mesa, bora lá beber.
Quando cansar de loucuras, vamos falar bem mais sério,
Moramos no mesmo hemisfério, hora do namoro render,
Quero tanto ser pai, gêmeos, mesmo boêmios, pode ser?
Fica assim não, vai dar tudo certo, já podemos começar?
👁️ 277
NOVOS PAPÉIS
Quando o amor precede um desejo, o beijo fica muito melhor,
Seu corpo reconhece quem conquistou e quem se aventurou,
O coração não esquece quem cativou e o fez bater mais forte,
Quanta sorte por conhecer, explorar e perder todas as rédeas.
Já não precisa de convite, se quiser grite ou chore de prazer,
Só não espere que eu vá parar, mesmo querendo descansar
Um impulso virou seu mundo, respire fundo, basta se render
Enquanto se contorce, torce para que o momento não acabe.
Seu olhar perdeu a inocência, o caminhar vai com indolência
Onde a coragem alcança, seu lado criança, aquele tão bonito,
Por vezes anda descalço, abraça o perigo e segue sem rumo,
Sem pensar que cada escolha trás uma consequência, e daí?
É mesmo hilário esse acesso de loucura, a cura com desdém,
Tanta vida vivida pequena e onde sua voz sumia, dizia amém,
Agora segura, não atura desaforo de ninguém, vai mais além,
Provoca a cena, convida à figuração, quem já foi protagonista.
Seu corpo reconhece quem conquistou e quem se aventurou,
O coração não esquece quem cativou e o fez bater mais forte,
Quanta sorte por conhecer, explorar e perder todas as rédeas.
Já não precisa de convite, se quiser grite ou chore de prazer,
Só não espere que eu vá parar, mesmo querendo descansar
Um impulso virou seu mundo, respire fundo, basta se render
Enquanto se contorce, torce para que o momento não acabe.
Seu olhar perdeu a inocência, o caminhar vai com indolência
Onde a coragem alcança, seu lado criança, aquele tão bonito,
Por vezes anda descalço, abraça o perigo e segue sem rumo,
Sem pensar que cada escolha trás uma consequência, e daí?
É mesmo hilário esse acesso de loucura, a cura com desdém,
Tanta vida vivida pequena e onde sua voz sumia, dizia amém,
Agora segura, não atura desaforo de ninguém, vai mais além,
Provoca a cena, convida à figuração, quem já foi protagonista.
👁️ 290
CONEXÃO
Quando o tempo se depara com o despertar sonolento
De sonhos ambientados em imponentes arranha-céus
Ali mesmo onde os pássaros causam inveja aos mortais
Estes olhos que alimentaram rios contemplam horizontes
Dentes que se confundem com as nuvens, cama do piano
Manancial da alma, luz que acalma, fagulha de sentimento
Sentinela do desejo, começo do beijo incipiente, embrionário
Cabelos que se aninham onde os dedos queriam estar, ninho
Paladar que a boca veio aguçar, num acaso do destino, vinho
Seiva que circula entre amontoados de cinza e concreto, vida
Matéria que deu forma à perfeição confinada em uma tela
Imagem permeável irrigando veias como corpo do espírito
Tamanho atrito não rompe as barreiras e a sede não finda
É só o lençol de vidro irradiando calor digital aos conectados
De sonhos ambientados em imponentes arranha-céus
Ali mesmo onde os pássaros causam inveja aos mortais
Estes olhos que alimentaram rios contemplam horizontes
Dentes que se confundem com as nuvens, cama do piano
Manancial da alma, luz que acalma, fagulha de sentimento
Sentinela do desejo, começo do beijo incipiente, embrionário
Cabelos que se aninham onde os dedos queriam estar, ninho
Paladar que a boca veio aguçar, num acaso do destino, vinho
Seiva que circula entre amontoados de cinza e concreto, vida
Matéria que deu forma à perfeição confinada em uma tela
Imagem permeável irrigando veias como corpo do espírito
Tamanho atrito não rompe as barreiras e a sede não finda
É só o lençol de vidro irradiando calor digital aos conectados
👁️ 428
GÊNESIS
No princípio era só eu, abrindo os olhos, aprendendo a amar, a ver
Porque havia luz, havia paz, eu sentia o ar, o mar, um lar nascer
E se ele não tinha forma, como a terra que também era vazia,
Precisou Deus fazer tudo luzir, a solidão se despedir, primazia,
Aquecer o coração, desenhar o firmamento, por um momento,
E já era paraíso aqui, quando aquela barriga cresceu, na certa
Existiu aquela mulher entre você e eu, que fez a descoberta,
Que deixou os traços, aqueles braços abertos para mim, enfim,
A terra já havia sido criada, já tinha o sol, já tinha a lua, estrelas,
E ao vê-las, sorriu a natureza, aves, peixes, conheci a beleza
Representada à imagem, à semelhança divina, nesta menina,
Nathalia, Ná, Naná, Lia, não importa, a porta da casa abria,
A vida em festa te recebia, para morar e ganhar o alimento,
Teu sustento no seio que eu primeiro amara, tomara para si,
No jardim, plantas e frutos a surgirem, a florirem, a sorrirem,
A repetirem, como o Criador, que era bom, o som do seu choro,
Que acalentei no colo, que vi crescer neste solo e comemoro,
Hoje, sempre, meu presente, agora, como Deus, posso descansar.
Porque havia luz, havia paz, eu sentia o ar, o mar, um lar nascer
E se ele não tinha forma, como a terra que também era vazia,
Precisou Deus fazer tudo luzir, a solidão se despedir, primazia,
Aquecer o coração, desenhar o firmamento, por um momento,
E já era paraíso aqui, quando aquela barriga cresceu, na certa
Existiu aquela mulher entre você e eu, que fez a descoberta,
Que deixou os traços, aqueles braços abertos para mim, enfim,
A terra já havia sido criada, já tinha o sol, já tinha a lua, estrelas,
E ao vê-las, sorriu a natureza, aves, peixes, conheci a beleza
Representada à imagem, à semelhança divina, nesta menina,
Nathalia, Ná, Naná, Lia, não importa, a porta da casa abria,
A vida em festa te recebia, para morar e ganhar o alimento,
Teu sustento no seio que eu primeiro amara, tomara para si,
No jardim, plantas e frutos a surgirem, a florirem, a sorrirem,
A repetirem, como o Criador, que era bom, o som do seu choro,
Que acalentei no colo, que vi crescer neste solo e comemoro,
Hoje, sempre, meu presente, agora, como Deus, posso descansar.
👁️ 327
DRA. MONICA VIANA
Quando os anjos dormem os passarinhos fazem silêncio,
Eu me arrependo dos pecados que cometi e peço perdão,
Olho esta expressão tão desgastada e ainda apaixonada
Como da primeira vez que serviu, tinha traços de criança.
O rock como atitude, a virtude de não se dar por vencida,
Destemida como heroína em fúria, mãe cuidando do filho,
Estudando a lição, preparando o coração, tantos milagres,
A oração como início, solo propício ao dom, pode realizar.
Não há tempo para lamentações, consolações para dores,
Flores que renascem na alma enferma, querendo se curar,
Um mero instrumento que por si só jamais poderia realizar
As obras que foram sopradas e que agora se fazem ouvir.
A música celeste inunda as salas, as mãos firmes operam,
São filhos que esperam, que rezam, nós somos pequenos,
A grandeza divina é impenetrável, inefável vê-la realizar-se,
É tão lindo o seu manto, um avental branco escrito médica.
Eu me arrependo dos pecados que cometi e peço perdão,
Olho esta expressão tão desgastada e ainda apaixonada
Como da primeira vez que serviu, tinha traços de criança.
O rock como atitude, a virtude de não se dar por vencida,
Destemida como heroína em fúria, mãe cuidando do filho,
Estudando a lição, preparando o coração, tantos milagres,
A oração como início, solo propício ao dom, pode realizar.
Não há tempo para lamentações, consolações para dores,
Flores que renascem na alma enferma, querendo se curar,
Um mero instrumento que por si só jamais poderia realizar
As obras que foram sopradas e que agora se fazem ouvir.
A música celeste inunda as salas, as mãos firmes operam,
São filhos que esperam, que rezam, nós somos pequenos,
A grandeza divina é impenetrável, inefável vê-la realizar-se,
É tão lindo o seu manto, um avental branco escrito médica.
👁️ 434
Comentários (2)
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sergios
2020-02-03
Ania, querida! Muito obrigado pelos carinhosos elogios, apesar do tanto que me falta melhorar e que sigo em busca. Tenhas dias lindos e inspirados!
ania
2020-02-03
Poeta, bom dia! Obrigada pelo carinhoso comentário ue me ensejou teus versos ler. Li alguns, e todos a alma me tocaram pelo lirismo, pela sensibilidade, parabéns! abraços, ania..
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