CONEXÃO

Quando o tempo se depara com o despertar sonolento

De sonhos ambientados em imponentes arranha-céus

Ali mesmo onde os pássaros causam inveja aos mortais

Estes olhos que alimentaram rios contemplam horizontes


Dentes que se confundem com as nuvens, cama do piano

Manancial da alma, luz que acalma, fagulha de sentimento

Sentinela do desejo, começo do beijo incipiente, embrionário


Cabelos que se aninham onde os dedos queriam estar, ninho

Paladar que a boca veio aguçar, num acaso do destino, vinho

Seiva que circula entre amontoados de cinza e concreto, vida

 
Matéria que deu forma à perfeição confinada em uma tela

Imagem permeável irrigando veias como corpo do espírito

Tamanho atrito não rompe as barreiras e a sede não finda

É só o lençol de vidro irradiando calor digital aos conectados
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Comentários (2)

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sergios
sergios
2020-02-03

Obrigado, Adna! Estamos sempre em busca de aprimorar nossa expressão, às vezes, acertamos em cheio o coração de alguém....rs

adnamatosmacedo
2020-01-25

amei cada frase e o desenrolar da poesia.