Lista de Poemas
ME TOCASTE
Me tocaste
Nos meus sonhos
Como se teus sonhos
Me beijassem
Me tocaste com a luz
Que te ilumina
E meus olhos perseguem
Me tocaste com esse ar
Sereno e só
Nas rimas dos teus versos escondidos
Tocando de leve
Me amaste
Com uma parte de ti
Que procura
Uma breve e doce loucura
Com teus versos de amor
Me tocaste
Viajo através do sonho
Viajoatravés do sonho,
ocorpo coberto de gotas de chuva
merecordam lágrimas acabadas de cair
lágrimasque se vão perdendo neste dia que não existe
sãolágrimas que não se esquecem
eos corações devolvem
Doce Outono
Viajo por países deti distantes
procuro teus cheirosem vão
corro por aí semdestino
e me fascino
por esse amor quesei que nasce em ti
e em folhas deOutono se desfaz
Que me chega cedodemais
e me aproxima do teucalor de Verão
passo a mão pelaPrimavera dos teus cabelos
e o Inverno apertadose desvanecendo
breves abertas medeixa
É Outono
e neste reviver
as estações procuramo teu olhar
que no Outono parou
e mesmo não querendo
com suas folhascaídas me envolveu
e de leve me tocou
De mansinho
devagarinho
como uma flor adesabrochar seu véu
pulsando seu sangue,
esvaindo seu fel
regando suas pétalasde orvalho
com néctar de sabora mel
em teu perfumetransformado
Me condeno
Vem amor, vem
deixa o prazer fluir
por entre teus braços
aconchega tua cabeça
em meu regaço
que em prazer e dor
me satisfaço
percorrendo esse teu corpo
ao qual me condeno
Me condeno a amar-te
até que a lua se desfaça
e reparta seus segredos de amor
por esse teu corpo
de insaciável prazer
de arrepiante veneno
e cada vez que despertes
me obrigues a amar-te
...eu assim me condeno
Me condeno
Vem amor, vem
deixa o prazer fluir
por entre teus braços
aconchega tua cabeça
em meu regaço
que em prazer e dor
me satisfaço
percorrendo esse teu corpo
ao qual me condeno
Me condeno a amar-te
até que a lua se desfaça
e reparta seus segredos de amor
por esse teu corpo
de insaciável prazer
de arrepiante veneno
e cada vez que despertes
me obrigues a amar-te
...eu assim me condeno
Não me importaria
Não me importaria
de ser louco e só
e meu fogo me renegasse
Não me importaria
de ser lúcido ausente
se teu calor me abraçasse
Não me importaria
de deixar que teu mar
no meu corpo aconchegasse
Não me importaria
de aguardar tanto tempo
e esse sorriso chegasse
Um pássaro
Um pássaro hoje minha face beijou
asas de leve batendo
uma breve brisa me tocou
sua alegria e liberdade me contagiou
com um piscar de olhos
suas asas abriu
e uma pena me deixa
pena colorida
as cores do arco-íris aí libertadas
os amores do mundo contemplados
por essa pena órfã de amor
às outras penas arrancada
E neste outro lado da janela
sobre a qual estou debruçado
das saudades me despeço
esse pássaro de cores brilhantes
brilhou nos ares e se foi
em fumo de pesar que não dói
deixando sua alegria e amor aconchegados
E ao longe,
do outro lado dessa janela
pela qual repartimos nossos olhares
me arrepio de seu pio deslumbrante
tal silvo estridente
que só meus sentidos perseguem
e em saudades acabam
O rio Douro na sua foz
Quis sentir no corpo o poder das brisas edas marés,
embarquei nas asas do sonho
e tropecei na foz do Douro
eram cerca das 14:15
dum qualquer dia de verão
O vento tocando as águas
refreia a vontade do rio entrar no mar
parece que vai recuando
sem a certeza do seu beijo
ter tocado as águas verdes e salgadas
Parei nesta avenida da Foz
poiso de quem quer não sentir, não pensar
olho as pessoas passeando, a pé, debicicleta
deixando o corpo voar
esentir esta maresia
que sempre nos desflora
trazendo nosso destino no vento
Nesta beira rio
aproveito o silêncio das águas calmas ebrilhantes
uma estátua ao fundo
deasas recolhidas
me faz sentir porque não levantamos voo
quando a dor nos abraça
Os barcos estão refugiados noutro cais
do outro lado do rio
e sigo a marcha cadenciada de alguém
que passa por mim
em direcção à foz
até que não a consigo enxergar
Os minutos passam
espero uma chamada
que me acorde para a realidade
e desbloqueie os sentidos
Aqui faz calor
as gaivotas pairam sem esforço sobre oleito do rio
e mo emprestam
gozo como se ele fosse só meu
e eu o tentasse agarrar
na vã ilusão de poder acolher os seusamores
as suas vidas desacompanhadas
e enviá-las com esperança até à foz
Paira uma sonolência
que me obriga a fechar os olhos
e a reviver o passado
sinto o corpo e a alma abertos
esperando que alguém me toque
e me faça sentir
acordando essa sensibilidade que nosimobiliza
A praia ali tão perto
e eu imóvel
sem conseguir lá chegar
é o vento que não me deixa entrar no teumar
e me devolve ao rio
nas ondas serenas e doces
das suas marés adormecidas
Já fui lua
Já fui lua em teu redor
pétala brilhante
em rosa de sorrisos frescos,
já bebi teu sonho
imerso em todos os néctares
plenos de cor
e sedentos dum beijo
Já senti teu corpo
rasgando as cores do arco-íris
e no prazer que nos inventa...voei
Eu te amo
Eu te amo com a força das tempestades e das marés
Te amo com o silêncio das madrugadas
Eu te amo com a alegria de quem é presente e não se foi
Te amo com o passar dos tempos que não registo
Eu te amo com esta alegria que não se acaba
Te amo com este sabor de sal em olhos não desbravados
Eu te amo na viagem destes raios de sol que de tão quente nos arrebata
Te amo com todas as consequências e todas as virtudes
Eu te amo como és, simples e inocente, dolorosa de tanto amar
Te amo mesmo doendo de tanto querer
Eu te amo sem rede em salto de equilibrista destemido
A vida nas nas tuas mãos…eu te amo
Comentários (2)
Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou
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