Escritas

Lista de Poemas

Vida louca


Esta vida é louca
lamentos vivos que sorriem,
nos olhos de crianças em fuga
como bandos de pássaros voando
correndo atrás da vida
que segue soçobrando

vagueia só...está perdida
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QUE

Meu corpo
ansiando pelo outro meio
como uma carta
jamais lida
metade de mim
é fundo,
a outra metade
perdida

Que o amor
se aproxime sem dor
e sem revolta
e deixe meu corpo
sonhar
metade de mim
é amor,
a outra metade
pesar
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saudades

As luzes e enfeites desta minha cidade
despertam com as lágrimas escondidas
nas estrelas cintilantes
são os nossos amores ao céu emprestados
que brilhando na boleia das estrelas
recolhem nossas saudades

saltita no vento um aconchego de menino
e uma canção de embalar rezando baixinho
beija nossas recordações
e escutando essas memorias que partiram
abraçamos os anjos que na noite por nós velam
até que o céu os reclame de novo


olharomar/rosadesangue
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vento

Se o vento me ouvisse,
se o vento sentisse
chamar meu coração
deixaria de pensar
que era chamamento em vão
e responderia em silvos imensos
tão intensos
que não haveria solidão
em nenhum recanto
dos nossos sentimentos

sfsousa/olharomasr


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Não me importaria

Não me importaria
Se as ruas destruídas fossem
E por aí não entrasse

Não me importaria
Se nesta dor
Consenso não houvesse

Não me importaria
Se nesta vida
O sol fosse e viesse

Não me importaria
Se eu na praia te esperasse
E a maresia de volta te trouxesse

sfsousa/olharomar



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uivos

Recolheste ao teu desfiladeiro
uivando por outro lobo
que a tua alma busque
e a minha implorando se esvai
como cometa largado
em rastos de pequenas estrelas
que lentamente se apagam
e nessa viagem do brilho e silêncio
penso nesse desfiladeiro
que tão loucamente procuro
e não encontro
ansiando por nova lua cheia
e o teu uivo enchendo de novo os ares
arrepiantes
e ai estarei perdido em qualquer lugar
para uivar contigo
e escutar de novo
a tua alma em silêncio

sfsousa/olharomar





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Outono


Te envio o Outono a sorrir
Nas folhas de cores vermelhas e sedentas
Nesses teus beijos de céu escarlate
È amor renascendo em ternura
Neste Outono que agora desponta

As folhas tocam o sol,
o fogo carrega seu mel e sua força
e transpira para nós
suas delicias e seus desejos
tuas miragens e teus beijos




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escrevo

Escrevo porque escrevo,
escrevo por que sinto,
não sou árvore nem jardim
apoteose ou clarim,
sou um simples arlequim
que escreve porque escrevo
e se solta para mim,

escrevo porque escrevo
sem doutos conhecimentos enfim
sou um imberbe da poesia
deserdado da rima
mas é assim
ela solta-se e sai
voa, rodopia e cai

e de novo escrevo porque escrevo
me levanto e de passo inseguro prossigo
escrevo e não rodopio
nas palavras buscando alegria
escrevo porque escrevo
letras soltas da minha fantasia



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um pássaro

Um pássaro hoje minha face beijou,
asas de leve batendo,
sua breve brisa me tocou
me contagiando com sua alegria e liberdade

e com um piscar de olhos
suas asas levantou e uma pena me deixa,
pena colorida
as cores do arco-íris aí libertadas
os amores do mundo contemplados
por essa pena órfã de amor
às outras penas arrancada
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Não me importaria

Não me importaria  
de ser só e louco
meu fogo me renegasse

Não me importaria
de ser lúcido ausente
se teu calor me abraçasse 

Não me importaria 
de deixar que teu mar
no meu corpo aconchegasse
 
Não me importaria 
de aguardar tanto tempo 
esse sorriso chegasse 
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Comentários (2)

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joaoeuzebio
2020-08-02

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

marniellyfs
2018-11-11

Que linda poesia,realmente me tocou