Lista de Poemas
Você é podre.
Espalho sujeira no mundo
Deixo-o muito mais imundo
É a minha humana natureza
Natural agir com tal frieza,
Pra mim Todo laço é frágil
Mas em desavenças sou ágil
Rude, Porem assim quero
Estou falando bem serio,
Isso é a verdade crua ás claras
Tirem essas mascaras das caras
Mostrem suas faces descobertas
E aleguem a sujeira das cobertas,
Sou aquele que dá a cara por vós
Desvestindo a alma com a voz
Sei que não sou o único podre
Ouves-me?, Não estamos sós.
Incrível luz que erradias
Incrível luz que erradias
Com qualidades da alma
As coisas que me dizias
Trazem-me profunda calma
Falar de ti é como definir a felicidade
Simplesmente és bela por natureza
Mas você é palpável, linda deidade
Do seu lado, há mais serenidade
Resumindo seu toque, êxtase
Não cabes em nenhuma frase
Pois esse seu amor é espaçoso
Ao mesmo tempo cauteloso
Me cativas com esse espírito puro
Melhoras minha visão do futuro
Meu deslumbre será duradouro
Pois reluzes como precioso ouro
E ainda assim fico curto
Pois seu encanto é demasiado
Alucina-me, quase surto
Contente, por ser seu amado
Dentro
O tédio me pisoteia e me excita
É nele que me odeio e afago
Renascem emoções extintas
E desabrocho tudo em tintas,
Quase uma transa com o devaneio
Junto com o tesão há um anseio
Pois tudo de mim se mistura
Nenhum dos lados se aturam,
Elevação mental e emocional
Gostar ou odiar, nenhum é ideal
Crie uma justa convivência
Aceite sua própria presença,
Beije e transe com seus lados
Mesmo aqueles que são odiados
Porque depois desse exercício
Entre eles, estarão reconciliados.
Messias persuasivo
Rodeados de infames filantropos
Vestidos de hipocrisia há tantos
Eternamente sobre valoram seus atos
Para o céu sempre criando atalhos,
Espanta-me saber que são exemplos
Para mim representas os piores
Dissimulados constroem templos
Mais veneno pros nossos tempos,
Trilhando a vida como profeta enganoso
Falso e impiedoso, vive o crime doloso
Sua melhor arma, sempre será a fala
Disfarça bem toda a mentira que exala,
Mas sabes o que realmente me mata
Esquece, pois sempre haverá quem te exalta.
Nossa dor
Faça da sua dor uma flor
Do sangue sua rosa
Pinte o seu horror
Angústia orgulhosa,
Sei que não é fácil
Mas não inalcançável
Alma e mente volátil
Sanidade vulnerável,
Pois hoje o normal é isso
Toda depressão Romantizo
Agarro as dores e poetizo
Ócio bastante enfermiço.
Ultimo amanhecer
Pedimos forças para o próximo dia
Em certas noites olhando para a lua
Que no cotidiano não falte empatia
E que nosso amor não sangre na rua
É tão fácil decair à tristeza
Difícil é sair dela
Independente da tua pureza
Algum dia cairá a tua estrela
Mas acredito que tudo isso passe
Pois até a vida é passageira
Mas se por acaso ela falasse
Negaria ser a tal traiçoeira
Ela é apenas uma mãe dura
Que não mede seus castigos
Forçando nossa estrutura
Pra ela, a dor é a única cura
Ao passar dos testes, recompensa
Terás a resiliência mais densa
Tudo é mais um aprendizado
Dia a dia mudarás o que pensas
No fim, a terra será nosso vampiro
A essência esta em todo respiro
Se não gostares, sem problema
Tudo acabará no seu ultimo suspiro
Fria dependência.
Sentimentos tristes, relembrando seu perfume
Sinto o aroma, homogêneo com a fumaça
Eleva-me, como uma ave abrindo asas,
Vejo-te em cada reflexo na rua
Como vicias linda rosa nua
Mas preciso parar, sinto-me regredido
Até perdido, não encontro um só caminho,
Nunca estou sozinho, ao meu lado esta a fiel "nostalgia"
Trazendo mais uma amiga, a perseverante "melancolia"
Mas não me deixam conversar com suas inimigas
A encantadora "superação", e a graciosa "alegria",
Tempo depois, fiquei imune ao fascínio
Nenhuma substancia me enche o vazio
Nem mesmo o vinho de Dionísio
Caindo no vácuo, eterno declínio,
Sinto cada segundo como uma odisséia
Esquecer-te, é como matar o Leão de Neméia
Preciso de tempo, implorarei a Chronos
Sinto-me Atlas, com braços tortos,
Vejo, cada "te amo" era mais um cabresto
Auto-estima não era inteira, nem resto
Lembranças são granizos quebrando meu teto
Chuva de martírio molha-me por completo.
Soneto adeus
Flutuando num eterno limbo
Preso com o Minotauro em seu labirinto
O medo material me persegue
Exausto, que o diabo me carregue,
Procuro uma espada reluzente
Para matar todos os demônios
Mas me corte comumente
Com meus hábitos e ócios,
Vejo meu vicio como Polifemo
Gigante e forte, monstro eterno
Seus passos fazer tremer a terra
Pronto pra matar-me sem trégua,
Escuto o socorro da alma, nada calma
Ao lado do temporal, a ponta da arma... (disparo).
"temporal"= diz respeito às têmporas: osso temporal.
Pretérito decomposto
Quando você a observa de frente
mas não física, nem literalmente
E nada do que você faça
Impossível tira-la da sua mente,
Os lugares onde passávamos o tempo
Onde procrastinávamos no entretempo
Lembra do nosso principal passatempo?
O amor, primeiro, frente a qualquer contratempo,
Verdadeiro sou, ao dizer que não me entristeço
Pra alguns um fim, para nós, um começo
Dizem que na vida isso é um tropeço
Mas amadurece, a dor, é só o preço,
Como diria Cartola, "que sejas bem feliz"
Sei que serás, tua luz sempre afastou o "infeliz"
Neste tempo, te digo, meu caminho já refiz
Pelo menos, não haverá gente cuidando nosso nariz,
Com você, meu dicionário ganhou palavras
Umas literais, outras, metáforas
Agora sem , aprendeu outras mais severas
Revelando-me que as literais, eram efêmeras,
Sejas bem feliz, independente de desamores quaisquer
Beijos e abraços, quem sabe um dia nos volvamos a ver.
Para Nala
Sentes como está tudo diferente, esquisito, inusitado?
Atrás das cortinas, não mais sentimento dissimulado
Sei que assim será por um tempo
Pra recuperar toda aquela confiança, estou atrasado,
Dor no peito lembrar de toda lágrima derramada
Deixa minha alma e sanidade bem desgraçada
Enxergo que possa parecer conversa fiada
Como disse, confiança atenuada, por verdade a ti mostrada,
Verdade minha, que te revelou, não fui suficiente
Que nas ruas da cidade de mentiras, fui indigente
Do ponto de ser um bom par, meu caminho foi divergente
Consciência me xingando, eu mudo, "quem cala consente",
(Levando-nos a um desmoronamento iminente)
Nesse tempo, senti, "dizer a verdade" nunca me ajudaria
Isso, aos poucos extorquiu do nosso mar a calmaria
"O reflexo vira matéria", incrível (puta) teoria
Toda nossa histeria na alegria, fez-se uma total disforia,
Segunda chance dada, juro, não será desperdiçada
"Juro", olha só, que palavra engraçada
Saindo da minha boca, pra você continua válida?
Toda "verdade" agora dita é pálida, nada cálida,
Com fogo destruí a Mona Lisa
Manchei as palavras da profetisa
Fiz Atena ficar indecisa
Espero ter uma linguagem concisa,
Afundei os barcos de Cristóvão e Gama
Todo ouro conquistado virou lama
Comédia romântica, transformei em drama
De biblioteca, virou fliperama,
Céus, pra que tanta referência?
Não sei se entendes o que digo
De todo erro cometido
O pior, foi feito contigo,
Erro que nunca será apagado
Não quero parecer um coitado
De tudo que passamos, deixei cinismo
Cartola, tarde demais, beira de abismo,
Sou sincero, espero que dê certo
Cada um atravessando seu decerto
Se no final, continuar ou afastar
Tudo no fim, irá nos lapidar,
Fiz de mim, de nós, Alcatraz
Privando-me da própria paz
A felicidade diante minha, em cartaz
Mas de perceber isso, fui incapaz.
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