Lista de Poemas
Olhos que devoram (Tua Foto)
Eu tomo um gole
Um gole que me engole.
Sigo por entalhos de letras não proferidas
Sofrendo por amores escondidos
Por desejos entorpecidos
E indecisões ancestrais.
Hoje vivo de sobras
Envolto em sombras
Armazenado em nuvens
Subtraindo tua imagem de uma era digital.
Ainda sofro
Quando me fitas
Inerte em fotos abstrais.
Mamífero carnívoro, selênico.
Vivo entre amontoados de sons não proferidos
Atormentado por amores escondidos
Cheio de vontades desiguais.
Essa luz na tela dos teus olhos
Meteoros rompendo o nitrogênio
Roubando meu oxigênio.
Teu corpo é labirinto
Tua imagem é espólio de uma realidade virtual
Fruto do furto de uma era digital.
Eu tomo outro gole...
Teus olhos me engolem.
Um gole que me engole.
Sigo por entalhos de letras não proferidas
Sofrendo por amores escondidos
Por desejos entorpecidos
E indecisões ancestrais.
Hoje vivo de sobras
Envolto em sombras
Armazenado em nuvens
Subtraindo tua imagem de uma era digital.
Ainda sofro
Quando me fitas
Inerte em fotos abstrais.
Mamífero carnívoro, selênico.
Vivo entre amontoados de sons não proferidos
Atormentado por amores escondidos
Cheio de vontades desiguais.
Essa luz na tela dos teus olhos
Meteoros rompendo o nitrogênio
Roubando meu oxigênio.
Teu corpo é labirinto
Tua imagem é espólio de uma realidade virtual
Fruto do furto de uma era digital.
Eu tomo outro gole...
Teus olhos me engolem.
👁️ 271
Entre Copos e Goles
Às vezes murmuro
Se por acaso
O que me ilude
Seria essa sua eterna inquietude
Ou esse gole que alucina.
Às vezes me pergunto
Se porventura
O que me ilude seria
Essa casa de portas abertas e
Idas sem volta
Ou seria essa vida de honrada baderna.
Mas ainda lembro
Que você sempre foi a mesma
Mesmo entre meus tropeços
E atropelos.
Às vezes exclamo
Se por acaso
O que me ilude seria
Essa sua eterna inquietude
Ou seria
Esse bar
Essa mesa...
Esse gole que me engole.
Se por acaso
O que me ilude
Seria essa sua eterna inquietude
Ou esse gole que alucina.
Às vezes me pergunto
Se porventura
O que me ilude seria
Essa casa de portas abertas e
Idas sem volta
Ou seria essa vida de honrada baderna.
Mas ainda lembro
Que você sempre foi a mesma
Mesmo entre meus tropeços
E atropelos.
Às vezes exclamo
Se por acaso
O que me ilude seria
Essa sua eterna inquietude
Ou seria
Esse bar
Essa mesa...
Esse gole que me engole.
👁️ 247
Quando a distância é grande se vive de saudades
Ontem notei que essa paixão
Anda tão devagar e a vida tão veloz
Que as vezes parece que o tempo vai nos atropelar.
Hoje definitivamente
Entrego os pontos
Já não me atiça
Teu feitiço.
Hoje decididamente
Entrego os pontos
Não lembro
Se foram teus olhos ou o teu jeito de me olhar.
Mas, hoje definitivamente
Entrego os pontos
Os fortes e os fracos.
Já não sei
Desenhar teu rosto
Já não sei
Desamarrar teus cadarços.
De que adianta o amor
Se esse fere e
Me serve seu ódio
Seu desprezo.
Melhor seria ter teu desprezo
Q esquecer teu beijo.
Hoje fiz e desfiz.
Hoje eu vejo que o teu desejo
É mais cruel que o teu desprezo.
Anda tão devagar e a vida tão veloz
Que as vezes parece que o tempo vai nos atropelar.
Hoje definitivamente
Entrego os pontos
Já não me atiça
Teu feitiço.
Hoje decididamente
Entrego os pontos
Não lembro
Se foram teus olhos ou o teu jeito de me olhar.
Mas, hoje definitivamente
Entrego os pontos
Os fortes e os fracos.
Já não sei
Desenhar teu rosto
Já não sei
Desamarrar teus cadarços.
De que adianta o amor
Se esse fere e
Me serve seu ódio
Seu desprezo.
Melhor seria ter teu desprezo
Q esquecer teu beijo.
Hoje fiz e desfiz.
Hoje eu vejo que o teu desejo
É mais cruel que o teu desprezo.
👁️ 303
Me reconheço (Contaminado)
A fraqueza me invade
Enfermidade
Respira em mim.
Eu arrisco ou ainda tento...
A fome agora
Consome...
Outrora quem era um nobre homem.
A fraqueza me invade
Reside no meu corpo...
As vezes poeta outras vezes louco.
Não há mais resistência
Meu corpo agora é carência.
Minha dor é por essência desigual.
Duelo não há mais.
Hoje nasce uma simbiose...
Sou um poeta
Que cai e se levanta
Que corre e tropeça
Nos próprios versos.
👁️ 340
Pandemônio (esboço)
Meu adeus
Aos poemas que rasquei
E aos que não vomitei
Que reste uma estrofe
São fragmentos que não se pode apagar.
Meu adeus
A quem me protegeu de mim mesmo
Que reste lembranças
Que fique o que a morte não consegue matar.
Aos poemas que rasquei
E aos que não vomitei
Que reste uma estrofe
São fragmentos que não se pode apagar.
Meu adeus
A quem me protegeu de mim mesmo
Que reste lembranças
Que fique o que a morte não consegue matar.
👁️ 604
Solipoetas
Estamos esperando
O sol nascer
Com um leve tom de poesia
Estamos esperando
A tarde cair
Com um leve som de poesia
Estamos esperando
À noite surgir
Com um pesado grito da poesia
Estamos esperando
A poesia mulher
A mulher poesia
Esperamos
Os últimos poemas
Como se eles fossem eternos.
O sol nascer
Com um leve tom de poesia
Estamos esperando
A tarde cair
Com um leve som de poesia
Estamos esperando
À noite surgir
Com um pesado grito da poesia
Estamos esperando
A poesia mulher
A mulher poesia
Esperamos
Os últimos poemas
Como se eles fossem eternos.
👁️ 771
Entre Delírios e Devaneios
Subindo a escarpa
Da realidade
Entre folhas e capas
Da minha insanidade.
Esse silêncio desfavorável
Roubou-me um grito
E quase foi junto
Minha vida e liberdade.
Essa insanidade temporária
Restaurar-se a cada dez minutos
Agora cansei de ser tantos, muitos.
Fujo de mim mesmo
Minha insônia me serve
Poesias por debaixo
Da porta.
Da realidade
Entre folhas e capas
Da minha insanidade.
Esse silêncio desfavorável
Roubou-me um grito
E quase foi junto
Minha vida e liberdade.
Essa insanidade temporária
Restaurar-se a cada dez minutos
Agora cansei de ser tantos, muitos.
Fujo de mim mesmo
Minha insônia me serve
Poesias por debaixo
Da porta.
👁️ 611
Adultério
Sendo pedra a poesia
Vou afiando minha rima
Navalhando tua falta
Que me preenche por inteiro.
Tendo como inimiga
A eterna morte e a breve vida
Vou me camuflando
E habitando outro mundo.
Tendo a poesia na minha cama
Mas sendo pedra a poesia
Vou adulterando
Por agora outra sussurra no meu ouvido.
Vou afiando minha rima
Navalhando tua falta
Que me preenche por inteiro.
Tendo como inimiga
A eterna morte e a breve vida
Vou me camuflando
E habitando outro mundo.
Tendo a poesia na minha cama
Mas sendo pedra a poesia
Vou adulterando
Por agora outra sussurra no meu ouvido.
👁️ 666
Surto Poético
Sou
Sol
Solidão.
Sou
Mar
Mareação.
Sou
Terra
Terremoto.
Sou
Vento
Ventania.
Sou
Pó
Poesia.
Sol
Solidão.
Sou
Mar
Mareação.
Sou
Terra
Terremoto.
Sou
Vento
Ventania.
Sou
Pó
Poesia.
👁️ 1 330
Comentários (2)
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reudes
2020-08-30
Eu que agradeço, por ler.
_tuliodias
2020-07-13
Raimundo, seus escritos são lindos, toca. Obrigado por compartilhar!
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