Lista de Poemas
CIO DA TERRA
Quem mais conhece a dor senão a terra
Que com lágrimas de pranto orvalha a noite
Que dos ventos zombeteiros agüenta açoites
Pelo vai-e-vem do Sol que não se encerra
Jaze encantada por este garboso leviano
Que toda manha abre sorrisos de promessas
E de seu ventre aberta a madre atravessa
Sua pureza sem pudor desvirginando
Mas já a tarde foge o Sol pra além dos montes
E o seu calor vai dissipar em outras paragens
E a sua amante entrega ao frio e ao abandono
Mas de madrugada quando ele volta no horizonte
Ela deixa o luto e de cetim põe a roupagem
E por todo o dia faz amor em rito insano
Que com lágrimas de pranto orvalha a noite
Que dos ventos zombeteiros agüenta açoites
Pelo vai-e-vem do Sol que não se encerra
Jaze encantada por este garboso leviano
Que toda manha abre sorrisos de promessas
E de seu ventre aberta a madre atravessa
Sua pureza sem pudor desvirginando
Mas já a tarde foge o Sol pra além dos montes
E o seu calor vai dissipar em outras paragens
E a sua amante entrega ao frio e ao abandono
Mas de madrugada quando ele volta no horizonte
Ela deixa o luto e de cetim põe a roupagem
E por todo o dia faz amor em rito insano
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MARCOS DA ESTRADA
às vezes a historia já se perdeu no tempo
Ou então foi o tempo se perdeu na historia
Mas não importa o que nos serviu de alento
Vivemos cada momento, fazendo dele a glória
E analisando hoje o que realmente somos
Vemos ainda muito do que sempre fomos
E na nossa trilha vamos deixando os marcos
De tudo aquilo que sempre fomos de fato
Há uma nostalgia no viver da gente
Em achar que tudo podia ser diferente
Se lá no passado assim não tivesse sido
Todavia, lá eu já era quem eu hoje sou
E fiz tudo conforme o meu ser desejou
Assumo meu delito : Fí-lo porque qui-lo
Ou então foi o tempo se perdeu na historia
Mas não importa o que nos serviu de alento
Vivemos cada momento, fazendo dele a glória
E analisando hoje o que realmente somos
Vemos ainda muito do que sempre fomos
E na nossa trilha vamos deixando os marcos
De tudo aquilo que sempre fomos de fato
Há uma nostalgia no viver da gente
Em achar que tudo podia ser diferente
Se lá no passado assim não tivesse sido
Todavia, lá eu já era quem eu hoje sou
E fiz tudo conforme o meu ser desejou
Assumo meu delito : Fí-lo porque qui-lo
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MELHOR AMOR
Prefira mais as pessoas que te amem enquanto fores interessante do que aquelas que prometem te amar enquanto você viver. Estas últimas são mais românticas e até sinceras, mas às vezes, pelo rigor da promessa que fizeram, querem acabar com a sua vida antes do tempo.
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VIRADA DE MESA
Eu pago a DESO, mas minha água é impura
Meu esgoto é o rio, minha praia em penúria
E pago o INSS, mas a saúde não funciona
Previdência é utopia, hospitais tão em coma
Eu pago IPVA, mas só há estradas acabando
Só buracos, remendos e pedágios chegando
Eu pago o IR, mas a segurança não há
Só cargos em comissão, pra ninguém trabalhar
Jovens sem empregos e os concursos vetados
Gabinetes repletos de filhos e apadrinhados
Escola pública falida, mas repasses às privadas
Dá-se bolsas e Pró-Unes, deixe a turma calada
Rouba-se a iniciativa, dando-se a bolsa preguiça
Traz retorno em votos , ou se recolhe a linguiça.
Depois se pergunta: por que estão revoltados ?
Por políticos vendidos a um governo safado.
Meu esgoto é o rio, minha praia em penúria
E pago o INSS, mas a saúde não funciona
Previdência é utopia, hospitais tão em coma
Eu pago IPVA, mas só há estradas acabando
Só buracos, remendos e pedágios chegando
Eu pago o IR, mas a segurança não há
Só cargos em comissão, pra ninguém trabalhar
Jovens sem empregos e os concursos vetados
Gabinetes repletos de filhos e apadrinhados
Escola pública falida, mas repasses às privadas
Dá-se bolsas e Pró-Unes, deixe a turma calada
Rouba-se a iniciativa, dando-se a bolsa preguiça
Traz retorno em votos , ou se recolhe a linguiça.
Depois se pergunta: por que estão revoltados ?
Por políticos vendidos a um governo safado.
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DIAS DE TREVAS
Brutos e rudes, mas eram de fato irmãos
Na caçar mastodontes, no afugentar um leão
No cavar de uma gruta, no acumular provisão
No acender da fogueira e no cuidar do ancião
Almas cruas, intrépidas, mas de maldade vazias
Febre de ganância ou posse, por ali não existia
A árdua defesa da vida, em todo tempo os unia
A lua, os rios e os montes, da natureza a poesia
Hoje são os predadores de seres vivos assombrados
Répteis, mamíferos e peixes, todos jazem dominados
O céu, montanhas e mares, tudo está conquistado
Do macro ao nano intangível, tudo decodificado
Hoje se escondem nas rochas, de concreto e pré-moldado
Não mais das feras medonhas, grande terror do passado
São câmeras e armas automáticas, em um alerta acirrado
Os monstros não vêm de floresta, moram na casa ao lado
Na caçar mastodontes, no afugentar um leão
No cavar de uma gruta, no acumular provisão
No acender da fogueira e no cuidar do ancião
Almas cruas, intrépidas, mas de maldade vazias
Febre de ganância ou posse, por ali não existia
A árdua defesa da vida, em todo tempo os unia
A lua, os rios e os montes, da natureza a poesia
Hoje são os predadores de seres vivos assombrados
Répteis, mamíferos e peixes, todos jazem dominados
O céu, montanhas e mares, tudo está conquistado
Do macro ao nano intangível, tudo decodificado
Hoje se escondem nas rochas, de concreto e pré-moldado
Não mais das feras medonhas, grande terror do passado
São câmeras e armas automáticas, em um alerta acirrado
Os monstros não vêm de floresta, moram na casa ao lado
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FLOR À MULHER
Aplausos às mulheres queridas
Lindas musas, encantos do verão
Também às cansadas, às sofridas
Amados adornos de outra estação
Às mulheres oprimidas,
Sem direitos e sem voz,
Maltratadas ou abatidas
Em injustiça vil e atroz
Às mulheres que lutam,
Resistem e que buscam
A igualdade de raça ou cor
Milenares guerreiras
Nessa luta altaneira
A vocês: esta flor
Lindas musas, encantos do verão
Também às cansadas, às sofridas
Amados adornos de outra estação
Às mulheres oprimidas,
Sem direitos e sem voz,
Maltratadas ou abatidas
Em injustiça vil e atroz
Às mulheres que lutam,
Resistem e que buscam
A igualdade de raça ou cor
Milenares guerreiras
Nessa luta altaneira
A vocês: esta flor
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VI NOS TEUS OLHOS
Eu vi nos teus olhos
A fragilidade de meu ego
Neles também, quão doce é a esperança
Eu vi nos teus olhos
Que o amor é feito de encantos
E que saudade é apenas a busca de novos sonhos
Eu vi nos teus olhos
Que a amargura pode ser apagada
E que na ilusão reside alentos pra todas as almas
Eu vi nos teus olhos
O despontar da primavera
Que ao verão apaga e tinge de flores a mais tórrida terra
A fragilidade de meu ego
Neles também, quão doce é a esperança
Eu vi nos teus olhos
Que o amor é feito de encantos
E que saudade é apenas a busca de novos sonhos
Eu vi nos teus olhos
Que a amargura pode ser apagada
E que na ilusão reside alentos pra todas as almas
Eu vi nos teus olhos
O despontar da primavera
Que ao verão apaga e tinge de flores a mais tórrida terra
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BORBOLETA
Às suas chagas esqueça
Cure e apague as feridas
Pois onde a dor se cultiva
Não há espaço pra vida
Saia já da sombra e do canto
Apague o pranto e a dor
Esqueça os seus desencantos
Plante e cultive uma for
Ponha sapatos de veludo
Roupas lindas, multicores
Seja a rainha da festa
Deixe a borboleta o casulo
Saia ao encontro das flores
Encha de vida a floresta
Cure e apague as feridas
Pois onde a dor se cultiva
Não há espaço pra vida
Saia já da sombra e do canto
Apague o pranto e a dor
Esqueça os seus desencantos
Plante e cultive uma for
Ponha sapatos de veludo
Roupas lindas, multicores
Seja a rainha da festa
Deixe a borboleta o casulo
Saia ao encontro das flores
Encha de vida a floresta
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JÁ VI ESTES OLHOS
Já vi estes olhos em uma outra pessoa
Que da luz dos meus olhos o tempo roubou
Sua célica graça em minha alma ressoa
E a saudade dos olhos que já me encantou
Trazes nestes olhos, eternas lembranças
Do jorrar de carinhoque já me embalou
Ressurge a magia, renasce a criança
Que na luz destes olhos, um dia sonhou
Já vi estes olhos em outros olhos
Olhos festivos, de graça e prazer
Já vi estes olhos em outros olhos
Cuja ternura não dá pra esquecer
Que da luz dos meus olhos o tempo roubou
Sua célica graça em minha alma ressoa
E a saudade dos olhos que já me encantou
Trazes nestes olhos, eternas lembranças
Do jorrar de carinhoque já me embalou
Ressurge a magia, renasce a criança
Que na luz destes olhos, um dia sonhou
Já vi estes olhos em outros olhos
Olhos festivos, de graça e prazer
Já vi estes olhos em outros olhos
Cuja ternura não dá pra esquecer
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LOUCURAS DE AMOR
Me tenhas, oh meu amor, e me possuas
Com toda a forca com que puderes me envolver
E não te importes se esta ilusão é cega ou nua
Ou se noutras águas possa amanhã se dissolver
Para que trocar deste momento a magnitude
Por incertezas de desventuras do porvir
Se já tens em tuas mãos a plenitude
Do amor e veneração que tenho a ti?
O amor nem sempre é sano e sensato
Às vezes loucura, desvairo a estarrecer
Do viver, estes momentos são os marcos
Que dão à vida todo o sabor de se viver
Com toda a forca com que puderes me envolver
E não te importes se esta ilusão é cega ou nua
Ou se noutras águas possa amanhã se dissolver
Para que trocar deste momento a magnitude
Por incertezas de desventuras do porvir
Se já tens em tuas mãos a plenitude
Do amor e veneração que tenho a ti?
O amor nem sempre é sano e sensato
Às vezes loucura, desvairo a estarrecer
Do viver, estes momentos são os marcos
Que dão à vida todo o sabor de se viver
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Comentários (2)
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2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
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