Lista de Poemas
RAQUEL
Estrela matutina
Camuflada na aurora
Fica ali na alvorada
Sem o pé nunca arredar.
Estrela vespertina
Oculta nessa hora
Pensam que já foi embora
E não conseguem te enxergar.
Noite cobre a luz do dia
Tentam inútil te achar
Estando em companhia
De outras tantas pra contar.
Galileu foi o primeiro
A constatar constelação
Viu que toda estrela brilha
No véu negro da imensidão.
Camuflada na aurora
Fica ali na alvorada
Sem o pé nunca arredar.
Estrela vespertina
Oculta nessa hora
Pensam que já foi embora
E não conseguem te enxergar.
Noite cobre a luz do dia
Tentam inútil te achar
Estando em companhia
De outras tantas pra contar.
Galileu foi o primeiro
A constatar constelação
Viu que toda estrela brilha
No véu negro da imensidão.
👁️ 101
POESIA COTIDIANA
Vejo poesia em quase tudo no dia...
Nas horas duras que se arrastam
Durante o imenso dia,
Teimamos em viver!
Essa vida dura é poesia!
Lutar pra sobreviver!
O sorriso estampa o rosto
Do pai que é torcedor,
Grita junto dos cinco filhos,
Quando o time é ganhador.
Debruçados sobre o muro
Do vizinho perdedor,
Sacaneiam o coitado
Com versinhos sem pudor.
Vejo poesia muito longe das brasileiras academias...
Tem poeta encantador, lá na periferia,
Seu reduto sedutor.
Rima pobre em pouca linha,
Pontuando sem temor.
Escreve pra mocinha,
Versinhos de amor.
Em resposta a investida,
Entrega para o admirador,
Tudo que ele mais queria,
Numa noite de amor.
Vejo poesia no final de cada dia...
Na hora de dormir
Chega o sonho que liberta,
Traz com ele a ilusão,
De uma vida mais honrosa,
Pra parte pouca da população.
Uma vida mais segura,
Ao sair pra trabalhar,
Deixando cheia a geladeira,
Sem deixar nada faltar.
Os pequeninos amparados
Por doutor familiar.
O dinheiro para o remédio,
Pra doença extirpar.
Voltar pra casa própria,
Na comunidade exemplar,
Com televisão e a mesa farta,
Um sofá pra descansar.
Com a sobra das despesas,
Levar os filhos pra nadar,
Com carro vistoriado,
Mais barato do popular.
Aproveitar o sol de domingo
Para o corpo bronzear.
E com as crianças bem cansadas,
A noite ainda namorar.
Nas horas duras que se arrastam
Durante o imenso dia,
Teimamos em viver!
Essa vida dura é poesia!
Lutar pra sobreviver!
O sorriso estampa o rosto
Do pai que é torcedor,
Grita junto dos cinco filhos,
Quando o time é ganhador.
Debruçados sobre o muro
Do vizinho perdedor,
Sacaneiam o coitado
Com versinhos sem pudor.
Vejo poesia muito longe das brasileiras academias...
Tem poeta encantador, lá na periferia,
Seu reduto sedutor.
Rima pobre em pouca linha,
Pontuando sem temor.
Escreve pra mocinha,
Versinhos de amor.
Em resposta a investida,
Entrega para o admirador,
Tudo que ele mais queria,
Numa noite de amor.
Vejo poesia no final de cada dia...
Na hora de dormir
Chega o sonho que liberta,
Traz com ele a ilusão,
De uma vida mais honrosa,
Pra parte pouca da população.
Uma vida mais segura,
Ao sair pra trabalhar,
Deixando cheia a geladeira,
Sem deixar nada faltar.
Os pequeninos amparados
Por doutor familiar.
O dinheiro para o remédio,
Pra doença extirpar.
Voltar pra casa própria,
Na comunidade exemplar,
Com televisão e a mesa farta,
Um sofá pra descansar.
Com a sobra das despesas,
Levar os filhos pra nadar,
Com carro vistoriado,
Mais barato do popular.
Aproveitar o sol de domingo
Para o corpo bronzear.
E com as crianças bem cansadas,
A noite ainda namorar.
👁️ 91
LILIAN
Vida tola!
Como ousa me julgar?
Analisar com simples olhos,
Sem minha alma mensurar.
Na tua arena, vida tola,
O touro bravo dita o medo,
Mas pra quem acredita,
A vitória é do toureiro.
Os calos da labuta
Que marcariam as minhas mãos,
Escondidos estão na alma,
Bem atrás do coração.
O suor que marca no dia,
O esforço do trabalhador,
Meu sorriso estampa o rosto,
Pra não ver a minha dor.
Escolhi pra minha vida,
Cada dia, no ano inteiro,
Ser esperança da família,
Derrotando o desespero.
Como ousa me julgar?
Analisar com simples olhos,
Sem minha alma mensurar.
Na tua arena, vida tola,
O touro bravo dita o medo,
Mas pra quem acredita,
A vitória é do toureiro.
Os calos da labuta
Que marcariam as minhas mãos,
Escondidos estão na alma,
Bem atrás do coração.
O suor que marca no dia,
O esforço do trabalhador,
Meu sorriso estampa o rosto,
Pra não ver a minha dor.
Escolhi pra minha vida,
Cada dia, no ano inteiro,
Ser esperança da família,
Derrotando o desespero.
👁️ 95
NOSSA POUCA FÉ
A dor que paralisa
Desacelera a hora
Observa vagarosa
Os segundos contados
Entre lágrimas sem fim.
A fé era somente desespero
Confundida entre lamentações
Menor que um grão de mostarda
Na água só deu pra nadar
E bem longe observar
A montanha no mesmo lugar.
A dor despreza o tempo
O sol vai e vem
A lua sempre volta
E seguimos parados
Esperando sentados
O presente virar passado
E o futuro nunca chegar.
Desacelera a hora
Observa vagarosa
Os segundos contados
Entre lágrimas sem fim.
A fé era somente desespero
Confundida entre lamentações
Menor que um grão de mostarda
Na água só deu pra nadar
E bem longe observar
A montanha no mesmo lugar.
A dor despreza o tempo
O sol vai e vem
A lua sempre volta
E seguimos parados
Esperando sentados
O presente virar passado
E o futuro nunca chegar.
👁️ 81
A COVARDIA DE SER
Nada é original
Dentro do óbvio
E a massa é conduzida
Desequilibrada
E assustada
Delegando para o outro
A covardia de fazer.
A intolerância não é minha
E o racismo nunca foi meu
Hipocrisia velada
Na singela figura
Do homem mau
Somos bestas sem coragem
Sendo arrastados
Delegando no outro
A covardia de ser.
Dentro do óbvio
E a massa é conduzida
Desequilibrada
E assustada
Delegando para o outro
A covardia de fazer.
A intolerância não é minha
E o racismo nunca foi meu
Hipocrisia velada
Na singela figura
Do homem mau
Somos bestas sem coragem
Sendo arrastados
Delegando no outro
A covardia de ser.
👁️ 95
ELEITOR
Pobre homem que veleja
No mar da especulação
O dedo dono da verdade
Decide o rumo da nação.
Sem poder ficar de fora
Mesmo com a decepção
Escolheu a maior parte
Destino incerto da nação.
Rezo eu escarnecido
Que tenhas tu toda razão
Tomara eu estar errado
Do futuro da nação.
Mas se caso tua certeza
Trouxer desilusão
Não serei eu implacável
Faço parte dessa nação.
No mar da especulação
O dedo dono da verdade
Decide o rumo da nação.
Sem poder ficar de fora
Mesmo com a decepção
Escolheu a maior parte
Destino incerto da nação.
Rezo eu escarnecido
Que tenhas tu toda razão
Tomara eu estar errado
Do futuro da nação.
Mas se caso tua certeza
Trouxer desilusão
Não serei eu implacável
Faço parte dessa nação.
👁️ 104
MUSEU
Museu! O que te aconteceu?
Luzia quase morreu!
Agora é somente cinza,
Faltou a lira de Orfeu.
Existem outros museus...
Cidades cuidem dos seus!
A minha só deu valor,
Quando o que tinha perdeu.
Ficava na beira dos bichos,
Poucos iam visitar.
Agora que é luto do povo,
Que muitos ouviram falar.
Foi providência divina,
O que o fogo destruiu,
Lembrando que o voto queima,
A história, da pátria que pariu.
Luzia quase morreu!
Agora é somente cinza,
Faltou a lira de Orfeu.
Existem outros museus...
Cidades cuidem dos seus!
A minha só deu valor,
Quando o que tinha perdeu.
Ficava na beira dos bichos,
Poucos iam visitar.
Agora que é luto do povo,
Que muitos ouviram falar.
Foi providência divina,
O que o fogo destruiu,
Lembrando que o voto queima,
A história, da pátria que pariu.
👁️ 86
ANA LU
Nas terras lá da china
Um dia o rei plantou
Uma planta de flores lindas
Para encontrar o seu amor.
Aqui perto em São João
Um dia germinou
Uma flor tão colorida
Amor de outro amor.
Muito longe de ser pávida
O teu nome te anuncia
Graciosa na batalha
Até a seca desafia.
Hoje é dia de alegria
Brota Ana da azaleia
O cinza frio se despede
Nesse mês de primavera
Um dia o rei plantou
Uma planta de flores lindas
Para encontrar o seu amor.
Aqui perto em São João
Um dia germinou
Uma flor tão colorida
Amor de outro amor.
Muito longe de ser pávida
O teu nome te anuncia
Graciosa na batalha
Até a seca desafia.
Hoje é dia de alegria
Brota Ana da azaleia
O cinza frio se despede
Nesse mês de primavera
👁️ 109
DEJAL
Desce Mantiqueira,
Sobre pedras, entre beiras.
Desce mansa
Rumo ao mar.
Quem te mira, deseja,
Os pés descalços tocar.
Encontrar a paz benfazeja
Ouvindo pássaros a trinar.
As horas voam, o tempo muda,
Essas coisas de verão.
Chuva forte desce o morro,
Coisa típica da estação.
Corre rápido, vai pra longe...
Não dá pra acreditar!
Há bem pouco parecia
Lugar calmo pra ficar.
Nessa linda cachoeira,
Tenha cuidado pra entrar!
Tromba d'água quando desce,
Tudo pode afogar.
Sobre pedras, entre beiras.
Desce mansa
Rumo ao mar.
Quem te mira, deseja,
Os pés descalços tocar.
Encontrar a paz benfazeja
Ouvindo pássaros a trinar.
As horas voam, o tempo muda,
Essas coisas de verão.
Chuva forte desce o morro,
Coisa típica da estação.
Corre rápido, vai pra longe...
Não dá pra acreditar!
Há bem pouco parecia
Lugar calmo pra ficar.
Nessa linda cachoeira,
Tenha cuidado pra entrar!
Tromba d'água quando desce,
Tudo pode afogar.
👁️ 130
PINTOR
A poesia é um quadro!
Desenhado, escrevinhado,
Chique, rabiscado,
Bruto ou de fino trato.
Retrata a ferida, a cura, a vida.
Retrata o outro, retrata a própria dor.
A poesia é um quadro!
O mesmo entendimento,
A mesma compreensão,
A explícita alma do autor,
Basta pra bom entendedor,
Fingir entender o que disse o pintor.
A poesia é um quadro!
Paisagem sem cor.
O céu, a terra, o mar,
A cor? É pra imaginar...
Depende da alma,
No momento de olhar.
A poesia é um quadro!
Pintura pra preto, pra branco, pra pardo.
Culta ou vulgar.
É pra quem gostar.
Pra quem ousar.
Pra quem pintar.
A poesia é um quadro!
Nele, três verdades:
A minha, a sua e de quem pintou.
O machista se assusta;
A feminista se ofende.
Somente queria mostrar sua dor.
A poesia é um quadro!
O poeta um pintor.
Um desenho bobo para o amado,
Lembrete com rima para o amor:
O feijão está na geladeira
E tem bife na frigideira.
A poesia é um quadro!
A tela um papel amassado;
A caneta um pincel.
Uma licença pra expressar:
A vitória de uma guerra,
Uma letra de música pra cantar.
Desenhado, escrevinhado,
Chique, rabiscado,
Bruto ou de fino trato.
Retrata a ferida, a cura, a vida.
Retrata o outro, retrata a própria dor.
A poesia é um quadro!
O mesmo entendimento,
A mesma compreensão,
A explícita alma do autor,
Basta pra bom entendedor,
Fingir entender o que disse o pintor.
A poesia é um quadro!
Paisagem sem cor.
O céu, a terra, o mar,
A cor? É pra imaginar...
Depende da alma,
No momento de olhar.
A poesia é um quadro!
Pintura pra preto, pra branco, pra pardo.
Culta ou vulgar.
É pra quem gostar.
Pra quem ousar.
Pra quem pintar.
A poesia é um quadro!
Nele, três verdades:
A minha, a sua e de quem pintou.
O machista se assusta;
A feminista se ofende.
Somente queria mostrar sua dor.
A poesia é um quadro!
O poeta um pintor.
Um desenho bobo para o amado,
Lembrete com rima para o amor:
O feijão está na geladeira
E tem bife na frigideira.
A poesia é um quadro!
A tela um papel amassado;
A caneta um pincel.
Uma licença pra expressar:
A vitória de uma guerra,
Uma letra de música pra cantar.
👁️ 125
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joaoeuzebio
2020-10-20
DESPREZO UM BELO POEMA AMAR SEM SER AMADO
Robson Wagner de Souza nasceu no Rio de Janeiro, em 08 de fevereiro de 1970, domingo de carnaval, às 13 horas.
Desde 1983 escreve poesias para conquistar as colegas de turma que apreciavam poesias.
Em 1987 ingressa no Colégio Dom Pedro II, ensino médio, em São Cristovão – Rio de Janeiro/RJ.
Sua vida acadêmica teve início no ano de 2006 na Universidade Augusto Motta, cursando engenharia civil, fazendo somente quatro períodos. Ingressou logo em seguida, ano de 2009, na Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, recomeçando o mesmo curso de engenharia civil, fazendo somente dois períodos.
Em 2011 retorna para Universidade Augusto Motta cursando um período de Arquitetura e Urbanismo.
No ano de 2014 começa a exercer a função de Mestre de Obras, responsável pela construção de dois prédios, na zona oeste do Rio de Janeiro. E logo em seguida, ano de 2015, se forma em Técnico de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Universidade Estácio de Sá.
No ano de 2017 deixa fluir toda sua vocação poética e nunca mais parou...
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