rianribeiro

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Poeta amador

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Como eu te amo, querida?

Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.

Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.

É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.

É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
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Poemas

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Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo...

Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo,

desmoronando na garganta como enormes folhas secas presas na laringe; engasgando, imediatamente, a boca...

Vai dando voltas na língua, como num festival, como infantes numa ciranda, rodando em éguas e alazões velozes

- dissolve o gosto meio amargo. Diluí o céu em saliva, feito um lavrador preparando a terra para o nome.

De súbito, a pronúncia deste nome, sem timidez surgem na boca rosas, como se ao dize-lo, e de dentro de mim o chamasse minha alma, deitasse em mim mesmo sementes.
214

Calo-te quando te escrevo.

Calo-te quando te escrevo. E no teu silêncio umideço a palavra. Estás como escondida em mim. E no vento inquieta a folha. A noite chega no teus braços e o teu corpo é a lua. Sonho-te assim, morena, para ver-te ainda nua.
214

Acolá, no mundo...

Acolá, no mundo, os amigos contam essa história: flui um rio, vestido de um venusto airoso lençol cristalino, que se estira tombando para abocanhar a bacia de marfim oceânica. E o mar em sal é de uma mulher muito bela e quem se deitar com o rio se deita também com ela.
136

Em meus braços

Em meus braços teu corpo é um silencioso poema:emblema de rosas, folha mansa, ruidosa. De teus cabelos pendem diademas,
Emblema de rosas, pequenos poemas.
231

Aos amigos distantes

Quanto amor vos guardo;
Quanto amor tem por mim?
Lança a minha fronte, oh amados:
Teu amor é ruim!

Ouço calado e soluço,
Vosso amar precioso,
Mas dá palavra o desuso,
De cunho amoroso.

Amais a quem, e a quê?
Se vosso amor é assim tão breve,
Faz de conta o querer.

Amais os ricos e o dinheiro,
Vossa peleja assim se acerta.
Oh, amigos, desordeiros.
232

O amor que deflagrou a rosa...

O amor que deflagrou a rosa, desabrochou-nos em flor e em pomo, encerrando a semente encarcerada no chão fecundo da alegria etérea.

Imagino que agora iremos despertar para o futuro e, brevemente, aperceber-se do fruto da vida que floresce nos recônditos bosques da alma.
104

Desertos

Diz que o dilúvio foi suscitado por uma mãe que perdeu o filho; diz que antes disso não havia tristeza no mundo. 
245

Teu rosto...

Teu rosto - desfigurando a água - de súbito sobe do rio e - ainda escorrendo - entrega-me um beijo frio.

Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.

Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
223

Regresso

Regressa o corpo a terra, a sossegar;
Depois de derramar cólera pelo mundo,
terá na campa seu disprazer profundo,
E um gosto de peixe a boca aguar.

Quem foi valente em vida, a lutar,
diga-me, heroi, se conseguiste?
Que a fera imortal tu feriste;
Ou nos braços de tal foste parar?

Se a muito os homens tentam vencer,
Esse animal, inato e feroz,
quem contra a foice não foi morrer,

À aparição perdeu-se a voz.
- Quem poderá o bicho abater?
Enquanto viver: nós!
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Quanta beleza tens, amor

Quanta beleza tens, amor,
És como a rosa singela,
És como as coisas mais belas:
cheia de graça e fulgor.

Quanta beleza tem meu amor,
É como os lírios, é como as flores,
eu em delírios lhe canto louvores:
cheia de graça e fulgor.

Mas conheço tristeza sem fim.
Tão sem fim, minha querida,
Quanta tristeza hei de esperar na vida, quanta tristeza há de esperar por mim?
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joaoeuzebio

LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS