Lista de Poemas
Sobre as asas frias da morte
Com graciosidade esperançosa e doce temperança,
Levanto hastes aos ventos da pampa, rugindo gladios as temerosas rosas, a fulgida perseverança das campas.
Como aurora imaculada e majestosa;
Como flores castas e vívidas,
Sôfregas a derramar a vida sobre a terra dolorosa.
Com grande espada poderosa cerro as garras da morte;
Mas ao rugir bravo leão, entrego aos céus meu coração a sangrar dum corte:
Malditos corvos espreitam-me a sorte, bebendo os vasos da sangrenta ferida, avermelhando em mim os véus da vida sobre as asas frias da morte.
Levanto hastes aos ventos da pampa, rugindo gladios as temerosas rosas, a fulgida perseverança das campas.
Como aurora imaculada e majestosa;
Como flores castas e vívidas,
Sôfregas a derramar a vida sobre a terra dolorosa.
Com grande espada poderosa cerro as garras da morte;
Mas ao rugir bravo leão, entrego aos céus meu coração a sangrar dum corte:
Malditos corvos espreitam-me a sorte, bebendo os vasos da sangrenta ferida, avermelhando em mim os véus da vida sobre as asas frias da morte.
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Não impeça o teu coração de chamar o meu nome
Não impeça o teu coração de chamar o meu nome quando sentir saudades, nem os teus olhos quando querer os meus.
Nao transcreva em dor o silêncio. Não converta tua sede em desertos.
Dá teu corpo ao fogo, os teus braços como sacrifício, tua alma em cinzas, os teus olhos crucificados...
Eu morro mil vezes mais.
Nao transcreva em dor o silêncio. Não converta tua sede em desertos.
Dá teu corpo ao fogo, os teus braços como sacrifício, tua alma em cinzas, os teus olhos crucificados...
Eu morro mil vezes mais.
👁️ 157
Em meus braços
Em meus braços teu corpo é um silencioso poema:emblema de rosas, folha mansa, ruidosa. De teus cabelos pendem diademas,
Emblema de rosas, pequenos poemas.
Emblema de rosas, pequenos poemas.
👁️ 204
Nas janelas do mundo
Ouço gemidos por entre as nuvens. Vozes doces, embriagadas de desejo. São os anjos, tu dirás. São os anjos, quentes, fantasiosos, perdidos em carícias noturnas. Revelando em prazer uma nova linguagem. Mistério santo, mas erótico. Nas janelas do mundo saltam animais no cio.
👁️ 149
Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo...
Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo,
desmoronando na garganta como enormes folhas secas presas na laringe; engasgando, imediatamente, a boca...
Vai dando voltas na língua, como num festival, como infantes numa ciranda, rodando em éguas e alazões velozes
- dissolve o gosto meio amargo. Diluí o céu em saliva, feito um lavrador preparando a terra para o nome.
De súbito, a pronúncia deste nome, sem timidez surgem na boca rosas, como se ao dize-lo, e de dentro de mim o chamasse minha alma, deitasse em mim mesmo sementes.
desmoronando na garganta como enormes folhas secas presas na laringe; engasgando, imediatamente, a boca...
Vai dando voltas na língua, como num festival, como infantes numa ciranda, rodando em éguas e alazões velozes
- dissolve o gosto meio amargo. Diluí o céu em saliva, feito um lavrador preparando a terra para o nome.
De súbito, a pronúncia deste nome, sem timidez surgem na boca rosas, como se ao dize-lo, e de dentro de mim o chamasse minha alma, deitasse em mim mesmo sementes.
👁️ 185
Calo-te quando te escrevo.
Calo-te quando te escrevo. E no teu silêncio umideço a palavra. Estás como escondida em mim. E no vento inquieta a folha. A noite chega no teus braços e o teu corpo é a lua. Sonho-te assim, morena, para ver-te ainda nua.
👁️ 185
Teu rosto...
Teu rosto - desfigurando a água - de súbito sobe do rio e - ainda escorrendo - entrega-me um beijo frio.
Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.
Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.
Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
👁️ 197
Paixão ardente
Quero sentir
os teus lábios,
embriagados de paixão;
dar-te em beijos
meu coração apaixonado.
Vestir teu corpo;
sentir teu calor;
Morrer de amor ao teu lado.
os teus lábios,
embriagados de paixão;
dar-te em beijos
meu coração apaixonado.
Vestir teu corpo;
sentir teu calor;
Morrer de amor ao teu lado.
👁️ 776
Regresso
Regressa o corpo a terra, a sossegar;
Depois de derramar cólera pelo mundo,
terá na campa seu disprazer profundo,
E um gosto de peixe a boca aguar.
Quem foi valente em vida, a lutar,
diga-me, heroi, se conseguiste?
Que a fera imortal tu feriste;
Ou nos braços de tal foste parar?
Se a muito os homens tentam vencer,
Esse animal, inato e feroz,
quem contra a foice não foi morrer,
À aparição perdeu-se a voz.
- Quem poderá o bicho abater?
Enquanto viver: nós!
Depois de derramar cólera pelo mundo,
terá na campa seu disprazer profundo,
E um gosto de peixe a boca aguar.
Quem foi valente em vida, a lutar,
diga-me, heroi, se conseguiste?
Que a fera imortal tu feriste;
Ou nos braços de tal foste parar?
Se a muito os homens tentam vencer,
Esse animal, inato e feroz,
quem contra a foice não foi morrer,
À aparição perdeu-se a voz.
- Quem poderá o bicho abater?
Enquanto viver: nós!
👁️ 136
Quanta beleza tens, amor
Quanta beleza tens, amor,
És como a rosa singela,
És como as coisas mais belas:
cheia de graça e fulgor.
Quanta beleza tem meu amor,
É como os lírios, é como as flores,
eu em delírios lhe canto louvores:
cheia de graça e fulgor.
Mas conheço tristeza sem fim.
Tão sem fim, minha querida,
Quanta tristeza hei de esperar na vida, quanta tristeza há de esperar por mim?
És como a rosa singela,
És como as coisas mais belas:
cheia de graça e fulgor.
Quanta beleza tem meu amor,
É como os lírios, é como as flores,
eu em delírios lhe canto louvores:
cheia de graça e fulgor.
Mas conheço tristeza sem fim.
Tão sem fim, minha querida,
Quanta tristeza hei de esperar na vida, quanta tristeza há de esperar por mim?
👁️ 161
Comentários (1)
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joaoeuzebio
2020-08-07
LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS
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