Teu rosto...

Teu rosto - desfigurando a água - de súbito sobe do rio e - ainda escorrendo - entrega-me um beijo frio.

Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.

Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
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