rianribeiro

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Poeta amador

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Como eu te amo, querida?

Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.

Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.

É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.

É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
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Poemas

42

O teu amor fez-se semente em mim

O teu amor fez-se semente em mim, trazida pelo vento.

E as tuas raízes atravessaram meu peito, traduzindo-se na chuva.

Nossas almas se tocaram e confundiram-se, como se colocadas ao espelho.

E tu e eu era a mesma coisa, de modo que, a tua fala em mim, era a minha e teu gesto em meu corpo era o meu gesto.

E o nosso silêncio espalhado no mundo, era o jeito mais triste que tínhamos de ser.

Agora, quando as almas não mais se tocam e nao se confundem, quando as rosas não brotam ao fundo, tua fala descansa no meu peito, e tuas mãos abrem-se para o mundo.
163

A todos os amigos

Quero, sim, que me amem, mas que amem sem pressa e sem medo, amem manso, e falem-me com entusiasmo sobre como é linda as flores na primavera. Quero que, me amando, se calem as vezes, e ao me verem triste não se afastem, não guardem nenhuma pena de mim por eu ser sozinho. E que, quando eu divagar, no meio de alguma conversa, não me repreendam nem julguem falso meu amor: outras vozes me chamam do mundo.
215

Assim cansado, assim calado

Assim cansado, assim calado,
foste embora, marido;
Um pouco mais, e preciso:
Não quero a ter ao meu lado.

Indeciso? E posto, sem fim,
Sofreu doído e morno
Tocou-me a flor do rosto;
Morreu em mim.

Teu silêncio é uma espada, amor,
Contra o peito meu,
esse coração que é teu,
padece em dor.

O amor é uma flor amarga, aquém!
Na boca, fere a alma sem dó.
Deixou-me num pranto só,
Como de novo amar alguém?
193

No regresso do mundo

Teus olhos, perdidos entre os meus, vai cortando os nevoeiros, afastando brumas.

Tudo é encanto, e em nós dois vamos nos traduzindo em amor.

No regresso do mundo, podemos descansar um no outro.

E chorar nossa dor pelos mesmos olhos. Amar pelo mesmo coração. E quando partir, ir com os mesmos pés. Morrer pelo mesmo corpo. Sangrar pela mesma pele.
165

Te amava tanto

Te amava tanto que o meu amor por ti era meu alimento.

Te amava tanto que nenhuma espera era longa, nenhuma noite era dolorosa de mais sem tua presença.

Porque eu te amava tanto que a vida era amena. A tua ausência era uma saudade tranquila.

Porque eu te amava eu amava somente a ti. Te amava tanto que não me sobravam palavras para dizer-lhe.
174

Sem título

Recolhe a rosa da roseira no seio miúdo do tronco: Dá amor, nos frutos ja maduros, para consumo dos amantes.
99

um vento suave beira o rio...

um vento suave beira o rio, dentro dos vãos do silêncio.

Tomba os panos da noite aos pés da aurora.

Salta um peixe, desarruma apaixonadamente a paz da hora.
99

Não impeça o teu coração de chamar o meu nome

Não impeça o teu coração de chamar o meu nome quando sentir saudades, nem os teus olhos quando querer os meus.

Nao transcreva em dor o silêncio. Não converta tua sede em desertos.

Dá teu corpo ao fogo, os teus braços como sacrifício, tua alma em cinzas, os teus olhos crucificados...

Eu morro mil vezes mais.
187

Nas janelas do mundo

Ouço gemidos por entre as nuvens. Vozes doces, embriagadas de desejo. São os anjos, tu dirás. São os anjos, quentes, fantasiosos, perdidos em carícias noturnas. Revelando em prazer uma nova linguagem. Mistério santo, mas erótico. Nas janelas do mundo saltam animais no cio.
179

Sobre as asas frias da morte

Com graciosidade esperançosa e doce temperança,
Levanto hastes aos ventos da pampa, rugindo gladios as temerosas rosas, a fulgida perseverança das campas.

Como aurora imaculada e majestosa;
Como flores castas e vívidas,
Sôfregas a derramar a vida sobre a terra dolorosa.

Com grande espada poderosa cerro as garras da morte;
Mas ao rugir bravo leão, entrego aos céus meu coração a sangrar dum corte:

Malditos corvos espreitam-me a sorte, bebendo os vasos da sangrenta ferida, avermelhando em mim os véus da vida sobre as asas frias da morte.
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joaoeuzebio

LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS