Lista de Poemas
Despedida
‘Escrito na cidade de são Paulo – SP, em 07 de outubro de 1992,
às 13hs50’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Estava chovendo...
Lágrimas dos teus olhos caiam
Um adeus disperso ao ar
Um sonho, um mundo
Vidas separadas.
A força do apego nos massacrava...
E ela chorava.
A chuva caia,
E as lagrimas daquele rosto
Que não cessava...
Era um adeus. Uma despedida
Um sonho preste a se findar.
Nas águas, que na rua caiam
Nas lagrimas, que mais pareciam:
Dois corações a se afogar.
Rerismar Lucena
Rerismar Lucena
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Reflexo do amor
‘Escrito na cidade de são Paulo – SP, em 19 de dezembro de 1994, às 21hs25’.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Reflexo imaginário
Tormento de te ver,
Correr aos meus braços...
Embaraços.
Te ouço, te desejo, te sinto...,
Projeções de ti em mim.
Espasmos de minha vida,
Querida.
Que em minha alma, a sinto
A busco em meu ser,
Em sonhos te quero:
- Amo você!
Rerismar Lucena
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E, tendo medo, renega a própria existência.
São Bernardo do Campo, 25 jun. 2021 às 00h41
Poema de: Rerismar Lucena
Recebera as mais astutas possibilidades
De talentos, e vísceras pra uma próspera vida.
Recolhe-se ao medo, vives na impropriedade
De circunstâncias que lhes fora atribuída.
Na angústia, do desejo não realizado
No sofrer, da incompreensão desmedida
Na verdade, – dos sentidos emprestados –
Que lhe abstrai, de uma vida sem sentido.
E, na vida, agarra-se ao medo
E, na morte, confessa tê-la perdida
Na idiossincrasia de seus sentidos,
És o tempo que se esgota, em vida.
Renegas a existência, face ao medo desmedido
Pois és seu próprio tempo, improfícuo e finito.
Um tempo que se esvai, no seu eu singular,
De um tempo, só em ti, apercebido.
(Rerismar Lucena, 25 jun. 2021)
“Qual era afinal a sua grande existência? Do inferno da casa para o purgatório do trabalho e vice-versa!”(O Cortiço, de Aluízio de Azevedo)
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Os Pássaros São Livres? [O Arbítrio]
A Liberdade Em Cativo
PARTE III:
PARTE III:
São Bernardo do Campo, 22 Fev. 2021 às 01hs25.
Não existe livre-arbítrio. O que existe é a própria vontade ao alvedrio da subsistência humana. Da luta incessante, do ser pensante, para garantir a sobrevivência material perpetrada pelo intelecto, no qual o arbítrio é servo. Potencializada pela razão, como instrumento da vontade.
No início dos tempos, o ser humano lutava de forma precária por sua existência. O desenvolvimento de seu intelecto ao longo dos tempos, cria a dicotomia entre o bem e o mal, e normas como valores morais para orientar o agir a compulsão da vontade, — que por vezes animalesca e predatória, diante do suplício da existência; da angústia de ser um ser que se percebe e pensa. A ambivalência humana surge das necessidades de sobrevivência. Ao transcender seus limites, ganha relevância e inteligência, se diferencia entre os animais da espécie hominídeo. Distingue-se dos demais, se isola em pequenas comunidades e grupos sociais para garantir sua preservação, seu domínio.
Porém, a evolução da sociedade em grupo cria a provisão do controle de seu impulso lascivo e irracional. E as demais características, já inerentes ao ser, se desenvolve sempre na perspectiva do eu que existe e domina; empenhado apenas na sobrevivência, subjugando os demais. Se antes era a subjugação de um ser físico, com a evolução de suas capacidades inteligíveis, o domínio sobe as esferas do intelecto e do ser-espírito.
Com o avanço dos mecanismos mentais, da capacidade de resolver, compreender e julgar, o ser humano busca dar sentido as coisas, criando regras e dimensões ao universo do pensar fenomenológico. Busca a experiência prática das coisas. A compreensão a partir dos sentidos cognitivos para absorver o conhecimento, e, com isso, implementar padrões de domínio.
Padrão esse desenvolvido sob um conjunto de regras sistematicamente organizadas, com base em pensamentos e ideias interligadas a fatos ou circunstâncias contextualmente elaborados para gerar um teor moral, e assim, criar a percepção artificial do bem e do mal. Focalizam ideias que afiam o pensamento direcionado. Moldam coisas e situações; alteram a essência dos fatos para subjugar o intelecto distraído; à consciência e a personalidade do coletivo.
O ser-espírito é cativado pelos prazeres sensoriais da concupiscência dos olhos, que macula a pureza do coração e os conduzem a soberba da vida. Da beleza e encanto de um mundo aparente, moldado no desejo e na ambição desmedida.
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mateus 6:22)“Para abrir os olhos dos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão.”(Isaías 42:7)
(Rerismar Lucena, 22 Fev. 2021).
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Morfose Temporal
São Bernardo do Campo, 25 Fev. 2021 às 10hs55.
Poema de: Rerismar Lucena
O sempre a devir,
De um sempre já passado.
O sempre começo presente
Em tempo abrupto abstrato.
Abre-se em estase o começo
O ávido passado do encontro
Transtorna a relação de tempo
O êxtase frustro do desencanto.
Em tempo outrora, o vivido
O não acontecer, o presente
Movimento infinito do tempo
Afastado do lugar e do momento.
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A distância é o tempo imaginário.
A ausência, o começo.
A presença, um encontro que ainda está por vir.
(Rerismar Lucena, 25 Fev. 2021).
(Rerismar Lucena, 25 Fev. 2021).
Nota:
Inspirado no livro: “O livro por vir” de Maurice Blanchet.
“Essa distância imaginária (o tempo) em que a ausência (vazio que antecede o começo)
se realiza e ao termo da qual o acontecimento apenas começa a ocorrer, ponto em que se
realiza a verdade própria do encontro (a presença)” (2005, p.13, grifo meu).
se realiza e ao termo da qual o acontecimento apenas começa a ocorrer, ponto em que se
realiza a verdade própria do encontro (a presença)” (2005, p.13, grifo meu).
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O Sono do Corpo
São Bernardo do Campo, 01 dez. 2020 às 11hs34.
Poema de: Rerismar Lucena
Sob os olhos oclusos do tempo e do espaço
Além das abstrações e concretudes da vida
Sob a vigília da alma em seu eterno compasso
Cerram-se os olhos, à carne adormecida.
As diversidades das substâncias que o corpo compõe
Nas conjunções provisórias do ser e não vir a ser um ser
A potencialidade geradora de vida se impõe
Em processos de transformação, regeneração e poder.
Nos fluxos incessantes de renascimento e morte,
Em séries ininterruptas de mutações submetida
O homem perscruta o sentido das coisas e da vida
Sob o jugo do ego e da ilusão, onde a realidade é distorcida.
Como folhas que caem no outono anunciando o inverno que chega
O corpo enfim descansa, sob o prenuncio da colheita do espírito
Nos desígnios de seus mistérios em seu eterno devir.
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A flor da alma se abre, e a vida, em silencio, renasce com a primavera.
"Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
Não há nenhuma novidade debaixo do sol." (Eclesiastes 1:5-9)
(Rerismar Lucena, em 01 dez. 2020)
Sob os olhos oclusos do tempo e do espaço
Além das abstrações e concretudes da vida
Sob a vigília da alma em seu eterno compasso
Cerram-se os olhos, à carne adormecida.
As diversidades das substâncias que o corpo compõe
Nas conjunções provisórias do ser e não vir a ser um ser
A potencialidade geradora de vida se impõe
Em processos de transformação, regeneração e poder.
Nos fluxos incessantes de renascimento e morte,
Em séries ininterruptas de mutações submetida
O homem perscruta o sentido das coisas e da vida
Sob o jugo do ego e da ilusão, onde a realidade é distorcida.
Como folhas que caem no outono anunciando o inverno que chega
O corpo enfim descansa, sob o prenuncio da colheita do espírito
Nos desígnios de seus mistérios em seu eterno devir.
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A flor da alma se abre, e a vida, em silencio, renasce com a primavera.
"Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
Não há nenhuma novidade debaixo do sol." (Eclesiastes 1:5-9)
(Rerismar Lucena, em 01 dez. 2020)
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Clepsidra
São Bernardo do Campo, 17 Nov. 2020 às 21hs30.
(Inspirado em: “Intervalos de Tempo” de Monike Sachie)
Poema de: Rerismar Lucena
Sou como cronógrafo quebrado...
Todas às vezes que tentei alçar voo, estive parado.
Com o ar rarefeito, escasso.
Viajei por montanhas, planícies e imagens
Em busca de sensações sutis, de paisagens
À margem do tempo e do espaço.
Minha bússola apontando horizontes
Eu exaltando as montanhas, os montes
Passando por debaixo de pontes
Onde sei que não me encaixo.
Onde meu relógio perde o compasso
Na estrutura de um corpo dormente.
Meu coração não mais no automático
Talvez já não me seja mais prático
Vibrar quão minúsculo cristal de quartzo.
Fenológicos processos se encerram
Já não habito planícies ou montanhas de ferro,
Cortados por rios de metais pesados de aço.
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Enfim, liberto das amarras do tempo.
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Enfim, liberto das amarras do tempo.
(Rerismar Lucena, 17 Nov. 2020)
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O Substrato da utopia (soneto)
São Bernardo do Campo, 12 jul. 2020 às 22hs40.
Poema de: Rerismar Lucena
Poema de: Rerismar Lucena
Na base essencial, do ser que repousa
A utopia do normal, — do instante;
O substrato da matéria [ir]relevante
Torna-se acerba, e a moral obtusa.
Se algo acontece, a partir de fatores
De uma realidade positiva, agravante
Num relativismo social, constante
Dos confins da eclusa, de tempos motores.
Como domar o futuro Liquefeito
No suster da inflexão da vida
Revirando, árduas feridas?
Se o altruísmo cultural que prospera,
Nada mais é que, o desapontar de uma era
Da infalibilidade de tempos imperfeitos.
Rerismar Lucena
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O néscio do amor
São Bernardo do Campo, 19 jun. 2020. Às 14h50.
Poema de: Rerismar Lucena
Algo que é a causa de outra coisa
Aquilo que não se consegue evitar
Não os temas, porque nada há encoberto
N’aquilo que há de se revelar.
O mundo recobraria clareza
Se o amor, o eterno amor do amar
Sujeitar alguém a alguma coisa
Se se abrasar na vontade vulgar.
Que então, hajas de se saber
No cativo amor se revelar.
Onde habita a cegueira do amor
Na efígie ilusória do amar.
Se pudesse te beijar, agora
Numa experiência sensorial empírica
O néscio do amor surgiria [em chama],
Na sujeição das paixões humana.
(Rerismar Lucena, 19 jun. 2020.)
_________________________
Sujeitar - Submeter; fazer com que se torne dependente ou submisso por meio de violência ou de persuasão.
Abrasar - Transformar em brasa; aquecer muito; queimar.
[Figurado] Ter sentimentos intensos; apaixonar: a felicidade abrasa minha vida; sua paixão me abrasa.
Cativo - Sem liberdade; preso, encarcerado. Seduzido por algo ou por alguém; atraído. Que está sujeito a; obrigado.
Efígie - Representação, imagem de uma pessoa numa moeda, numa medalha.
Empírico - Característica daquilo que se baseia na experiência ou dela resulta. Característica daquilo que é resultado da prática, da observação e não da teoria.
Néscio - Característica de quem não possui conhecimento, capacidade, sentido ou coerência.
Sujeição - Ação de subjugar, de sujeitar alguém ou si próprio; submissão, subjugação, obediência.
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Sujeitar - Submeter; fazer com que se torne dependente ou submisso por meio de violência ou de persuasão.
Abrasar - Transformar em brasa; aquecer muito; queimar.
[Figurado] Ter sentimentos intensos; apaixonar: a felicidade abrasa minha vida; sua paixão me abrasa.
Cativo - Sem liberdade; preso, encarcerado. Seduzido por algo ou por alguém; atraído. Que está sujeito a; obrigado.
Efígie - Representação, imagem de uma pessoa numa moeda, numa medalha.
Empírico - Característica daquilo que se baseia na experiência ou dela resulta. Característica daquilo que é resultado da prática, da observação e não da teoria.
Néscio - Característica de quem não possui conhecimento, capacidade, sentido ou coerência.
Sujeição - Ação de subjugar, de sujeitar alguém ou si próprio; submissão, subjugação, obediência.
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Vontade que instiga o: “Animal de rebanho”.
São Bernardo do Campo, 13 jun. 2020. Às 19h00.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais.
Vontade que instiga o animal,
Desnuda, Incita desejos primitivos.
Concita a mente dormente à perversão
Aduz animalesco atos distintos.
Oh! maculada flor do desengano
Foi-se incutida de ira – ressentimento
Infunde ideias, anseios e tormentos.
Enraivece o homem, do privilégio dos raros.
E, por não poder ser, dilapida as diferenças.
Más inclinações, desmedido instinto de altivez
Abalançamento de valores ou grei de fino trato?
Apenas aumento de reatividade, do manejo!
Alude autorrevelação de emoções motoras
- esperança e medo. Animal de manada, ou
Manifestação socialmente responsável dos disciplinados?
A sociedade oscila entre:
“Animal de rebanho” de Friedrich Nietzsche
“Pretensão de igualdade que, tanto nas línguas como nas artes e nas ciências, falseia
o mundo para enquadrá-lo no previamente entendido. Marcado pela ausência de
pensamento próprio, original, o homem de rebanho tem apenas ideias vulgares”.
o mundo para enquadrá-lo no previamente entendido. Marcado pela ausência de
pensamento próprio, original, o homem de rebanho tem apenas ideias vulgares”.
e “Lógica de rebanho” da revista – Super interessante.
“Os animais nem sempre andam em manadas para aumentar as chances de
sobrevivência. Às vezes, o bando forma-se por puro acaso. Alguns seguem
estratégias impressionantes. Confia na experiência do líder”.
sobrevivência. Às vezes, o bando forma-se por puro acaso. Alguns seguem
estratégias impressionantes. Confia na experiência do líder”.
(Revista: Super Interessante. Lógica de rebanho)
Mas, a imunidade de rebanho nem sempre se aplica, pois existe sempre
uma alcateia travestida no rebanho.
uma alcateia travestida no rebanho.
Rerismar Lucena
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