Lista de Poemas

🔴 Sofista calhorda

Como decifrar a mente doentia de um psicopata? Não um assassino, mas um psicopata que consegue se diluir na sociedade. Para descobri-los é necessário um pouco de observação. Quem ocupa uma posição de destaque, apresentando um comportamento manipulador e sem empatia facilita as coisas.




Lula é um latifúndio dessas e outras características negativas. Esse senhor construiu sua trajetória com mentiras e demagogia. Usou esse poderoso dom de conduzir as massas para  o Mal. Operários, sindicalistas, o povo brasileiro e mundial caíram nas mentiras de um Lula que foi “vendido” como líder, porém não passa de um golpista. Ele evoluiu às custas dos outros, puxando tapetes, iludindo e passando pessoas para trás. Pelo que vejo, ele gosta que saibam que ele é um picareta, mesmo assim caiam na sua lábia, e sente orgulho disso.




Enganou e continua enganando aqueles que insistem em acreditar que o petista histórico gosta de pobres, bem como minorias. Aliás, seu capital político foi construído na exploração desses. Por isso, ele é o “pai dos flanelinhas de minorias”.




Num exercício cruel de imaginar um psicólogo perscrutando a alma atormentada do Lula:




— Dotô, tudo começou quando eu vi esse sujeito 

— Hã... inveja 

— O “Coiso” é mal-educado, grosseiro e misógino

— Sei... projeção 

— Como é que pode, chamar alguém de mito?

— Hum... inveja 

— O fascista e nazista transformou o Brasil num pária internacional 

— Aham... projeção 

— Esse genocida é recebido por uma multidão e chamado de mito

— Sei... inveja

— Ele é xenófobo, homofóbico e racista

— ... projeção 

— A “live” do terrorista reunia um monte de “gado”, diferentemente da minha...

— Entendo... Inveja 

— O golpista negociou a repatriação dos brasileiros da Faixa de Gaza. Ele nem é o presidente!

— Sem empatia. Muito sério...

— Ninguém dá atenção pro que eu digo

— Seu tempo acabou.




No filme ‘Cidadão Kane’, o protagonista era muito poderoso. Contudo, no momento da morte, sua última palavra remeteu-o a uma lembrança singela: “Rosebud” (um brinquedo).




Lula, no momento da morte, poderá revelar toda a fonte de sua inveja, bem como o alvo de sua projeção, pronunciando suas últimas palavras: “Mito, mito, mito...”
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🔴 O homem que falava demais

Enquanto guerras explodiram no Leste da Europa e Oriente Médio, Lula bravateou que resolveria ambos os conflitos com a simplicidade de uma conversa na mesa de um bar e um telefonema, respectivamente. Alternadamente, o nosso presidente ficou viajando o mundo, repetindo a palavrinha mágica “paz”. É lógico que posar de estadista pacifista não tem o condão de parar uma guerra. Mas é essa estética exótica terceiro-mundista que os mandatários europeus tanto gostam.




Pois, agora surgiu a possibilidade real de Lula intervir numa guerra. Vendo que a bravata tem que dar lugar à bravura, destituído deste valor, o enganador lançou mão do coringa da “autodeterminação dos povos”. Ele até telefonou para seu amigo-ditador Nicolás Maduro e inclusive poderia encher a cara, desde que dissuadisse o presidente da Venezuela de atacar a Guiana. Mas Lula é um pusilânime. Se deixarem, ele defende o ponto de vista de todos, tira o corpo fora e ainda ganha o Nobel da Paz.




Ucrânia e Rússia, Israel e Hamas e Guiana e Venezuela, segundo Lula, teriam seus litígios resolvidos com diálogo. Ora, sabendo que, respectivamente, um estava em paz enquanto o outro chegou invadindo, atacando ou ameaçando, essa falácia equivale a querer resolver com conversa a provocação unilateral.




Lula enviou veículos blindados para a zona de conflito. O movimento militar, que lembra a saga de D. João VI e sua corte pelo Oceano Atlântico, durará muito. Desse jeito, a esquerda está sendo bem sucedida em desmoralizar o Exército, que foi rebaixado a distribuidor de cachorro-quente e pintor de guias.




Nicolás Maduro, ditador venezuelano, quer muito anexar a metade petrolífera do território da Guiana. Como se a vontade dele fosse suficiente, fez um referendo simulando democracia. “Coincidência”, a população escolheu como ele previa: sim (invadir a Guiana). É Maduro passando um verniz democrático na sua ditadura. 




O ditador invadirá a Guiana e correrá dos EUA e Inglaterra. A minha idade permite prever o final da empreitada desse celerado: Guerra das Malvinas. Esse louco só sairá carregado.
















🔹 “A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la’. 

(George Orwell)
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🔵 Serviço obrigatório

Não bastasse o serviço militar obrigatório, eu teria que pagar pelo corte de cabelo. Muitos soldados que entraram no salão do quartel saíram sem a antiga personalidade. Aliás, igual a uma penitenciária, essa é uma das primeiras táticas de enquadramento e colocação na nova realidade. Um método de institucionalização.




Não era justo assistir aos cabelos, caspa, piolhos e seborreia dando adeus, acompanhados de minhas raras e amassadas notas. Além disso, eram varridos para o lixo, juventude, sonhos, rock and roll, viagens, lembranças etc.




Entretanto, ali não havia espaço para sentimentalismo bobo nem apego com uma adolescência irresponsável, sem contas para pagar e saudades do cabelo comprido; eram tempos de mosquetão, projéteis e farda. Ah, e de 15 em 15 dias rapelar a cabeça. Lógico, mesmo que o serviço fosse mal feito, era preciso pagar por isso.




No centro da cidade, ponto de ônibus, chamou a nossa atenção o movimento naquele imóvel comercial. Curioso foi que as pessoas entravam com cabelo e saíam com as madeixas curtas, muito curtas ou raspadas. Parecia óbvio, tudo o que precisávamos era de um ambiente adequado para executar o que seria obrigatório. Mas não no espacinho caro e insalubre do quartel. 




Foi com desconfiança e certa timidez que fomos apresentados à escola de cabeleireiros. No começo, foi uma mistura de sensações: o constrangimento por ser um ambiente aparentemente feminino, mas com a recepção de uma bem vinda exceção.




A novidade se tornou a alternativa e a sensação dos militares. O novo endereço era a local obrigatório para honrar o dever nacional. Nossa fiel frequência tornou a ida ao lugar um evento esperado com alguma ansiedade, ou seja, o crescimento da pelagem era praticamente uma contagem regressiva visível para servir de modelo para as alunas. Era realmente empolgante o frisson que aquele “batalhão” causava na escola de cabeleireiros, bem como o cenário da  fileira de soldados esperando o início da aula.




Tudo começou com o temor da submissão como cobaias, mas terminou com a economia de dinheiro e a formatura de soldados, cabos e cabeleireiras.


















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🔴 O incrível caso da mãozinha racista

Recentemente, Anielle Franco, a ministra da Igualdade Racial lançou mão de seu “Super Trunfo” (coringa) racial. A irmã de Marielle Franco arriscou: buraco-negro é racista. A moça virou piada, e o corpo espacial continua da mesma cor.




Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, só aguardou sua oportunidade de “lacração”, carteirada identitária e inversão de papéis, passando de depoente a acusadora. Dedo em riste  na cara, ela atirou o senador para ser queimado vivo, na fogueira imaginária do racismo etimológico, e assim expurgar o preconceito estrutural, por ter dito: caixa-preta. A ministra julgou que essa era a deixa para dar lição de moral. A caixa, até o momento, permanece preta, e a ministra virou motivo de piada.




Bárbara Carine viu o que estava acontecendo e achou que sua vez chegaria. Afinal, o lugar de falar lhe credenciava a dar sua “lacrada”. Naquele dia, a professora da Universidade Federal da Bahia saiu de casa disposta a combater o racismo. Então, como uma “caçadora de Pokémon”, ela esperou um vacilo dos malditos brancos. Mas aquele era um dia anormal, portanto, nenhuma batida policial, nenhum segurança truculento, nada de “playboy” ou dondoca.




Foi quando a professora avistou a escultura de uma mão segurando um tubo de detergente. Apesar de sua mentalidade associar a cena ao trabalho doméstico e, automaticamente, à mão de obra negra, a mão era clara. No entanto, achando que não encontraria outra oportunidade de problematizar algo com repercussão icônica e federal, seguiu com o drama artificial.




Bárbara não se fez de rogada e esbanjou o verniz intelectual: “estereótipo escravagista de manutenção de pessoas negras em espaços subalternizados socialmente”. Sensacional!




O racismo continua, mas a mãozinha racista foi retirada, o que caracteriza o pedido de desculpas a uma turba sedenta por sangue. O que Bárbara fez foi bárbaro.




Quando tudo se torna racismo, o racismo real passa despercebido.
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🔴 Um tribunal muito louco




Na comédia de 1986 Soul Man (pessimamente traduzido para ‘Uma escola muito louca’), o protagonista “se torna negro” para entrar para  a faculdade. Isso já foi feito, na vida real, para aproveitar o sistema de cotas. Pois, o subterfúgio, que sempre foi imoral e vergonhoso, está empurrando Flávio Dino para a mais alta corte brasileira, o STF (Supremo Tribunal Federal).




Entretanto, diferentemente do filme, Dino não rouba a vaga de um negro; ele ocupa a vaga de alguém honesto. Mas o ministro não mudou sua cor (etnia), que sempre declarou ser branca. Tentando encaixar o comunista em alguma minoria, para encerrar a controvérsia e o debate, a ‘Folha de São Paulo’ jogou o “coringa” identitário.




O comunista do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) está se dedicando para compôr a Corte. Por ser um mentiroso notório, Flávio Dino não poupou esforços e acendeu uma vela pra Deus e outra pro Cão. Por falar em Deus, pelas manifestações públicas de religiosidade fugáz, fica claro que sua fé é de ocasião, descartável, não um caminho para se redimir dos pecados. Resumindo: ele se preocupa em ostentar uma “cartilha” cristã, esperando obter seus dividendos.




Debochado e desrespeitoso, o ministro abusou de diversas justificativas obviamente inventadas para não comparecer em investigações dos parlamentares. E é justamente dos senadores que Dino precisa. Como não existe amizade com muitos, e a pressão popular pesa contra, a bajulação e a ameaça devem ser as moedas de troca.




O ministro, segundo opiniões, possui notório saber jurídico; no entanto, segundo sua conduta, não tem reputação ilibada, portanto, não preenche todos os pré-requisitos necessários para o STF. Mesmo contando com a antipatia quase geral, o ministro da Justiça está na iminência de assumir o poder supremo.




Esse é outro exemplo de mau uso do poder. Toda a autoridade que ele exerce foi concedida através de um papel; portanto, como não é congênita, tem que ser ostentada. O que era para ser respeito é medo. Essa personalidade fornece um latifúndio para a Psicologia explorar.




Como um juiz de futebol, Dino foi vaiado antes da partida começar.







🔹 O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.

(William Shakespeare)
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🔵 Sangue, assombrações e notícias falsas

O trabalho da Universidade sugeria uma ideia ousada. Não foi difícil e instigante aprovar a sugestão de garimpar as reportagens sensacionais e sensacionalistas do, então moribundo, jornal ‘Notícias Populares’.




Eu fiquei encarregado de ir até o prédio do jornal ‘Folha de São Paulo’ pesquisar os arquivos do mítico jornal popular e popularesco. Esse jornal era do tipo “espreme que sai sangue, imprensa marrom e/ou sensacionalista”. Essa estigmatização é enganosa porque parte da publicação era deliberadamente absurda, cabendo ao leitor o discernimento.

 

O ‘Notícias’ estampava com destaque na primeira página lendas urbanas, bestas quase mitológicas, acontecimentos impossíveis e manifestações cômicas como se fossem  fatos urgentes. As notícias falsas não sofreram a falsa preocupação política nem a criação do carimbo “fake news” (eufemismo para esconder a censura).




Naquele tempo, a ‘Folha de São Paulo’ ainda merecia credibilidade e uma reverência. Portanto, para quem cursava Jornalismo, aquele edifício da alameda Barão de Limeira era um objetivo. Fui entrando e cada pessoa com quem eu conversava, cada setor por qual passava, eu confirmava o imaginário, bem como as expectativas.




Eu prestava atenção na fotocopiadora, enquanto me “embriagava” com o arquivo do ‘Notícias’ e espiava a movimentação frenética da Redação da ‘Folha’. Manchetes históricas, bem como absurdas, do ‘Bebê Diabo’ e ‘Chupa-cabra’ me mantiveram ocupado, enquanto eram folheadas, e contribuíram para que o tempo passasse rápido e meu trabalho não merecesse esse nome. 




Antes de abandonar o centro da cidade, um refrigerante na padaria ajudaria na recordação de tudo o que acabara de acontecer. Mesmo recém-ocorrido, aquilo já merecia a lembrança. 




À noite, bastaria relatar ao grupo o meu enorme “altruísmo” por ter ocupado a minha tarde selecionando o material do jornal ‘NP’. Na sala de aula, para o trabalho, bastou que eu reproduzisse as matérias do memorável jornal ‘Notícias Populares’ e deixasse sua popularidade falar por si.
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🔴 Marina Silva, a Amazônia e a caixa-preta




Marina Silva resolveu que a palavra composta “caixa-preta” é racista. Desvio de foco, “cortina de fumaça” ou loucura?




Seria desvio de foco se, em vez de combater o racismo real, a ministra atribuísse a uma simples palavra a origem de todos os males.




A “cortina de fumaça” é muito conveniente para esconder a pusilanimidade, enquanto a Floresta Amazônica e o Pantanal ardem em chamas.




A falsa denúncia pode ser um sintoma de loucura. Ultimamente, a ministra andou falando em nanomísseis, irregularidades cósmicas, corredor humanitário (contra mudanças climáticas?) e caixa-preta (racista). As teorias exdrúxulas foram exprimidas com esses termos e sem nenhuma coesão. 




Marina sabe que, simbolicamente, já representa a causa ambientalista. Demonstrando a personificação da Natureza exaurida, espera-se que a esquálida figura diga algo genial. A “intelligentsia” mundial aguarda, com apreensão, a pronúncia sôfrega de algumas palavras de sabedoria. Sabendo dessa expectativa, a ministra do Meio Ambiente diz coisas sem sentido e é aplaudida.




Para as florestas em chamas, talvez a ilustre acreana esteja tomando atitudes heterodoxas: uma reza brava, um arcaico ritual indígena ou uma... “cortina de fumaça”. Como a sorte não considerou o simbolismo da ministra, ela segue culpando os outros.




Simpática, Marina surge exibindo uma presença abstrata, feérica e onírica, mas enganosamente ingênua; não se podia esperar outra coisa, já que circula com desenvoltura por agremiações partidárias, aglomerações e articulações políticas. Gastando a perspicácia, política, ela simplesmente fala o que gostam de escutar. Interpretando o papel de quem preserva o “jardim do planeta”, Marina Silva segue exibindo a aparência de um carvalho centenário, mas seco, ou um moribundo papagaio depenado.




Quase pairando, basta Marina Silva existir e o Brasil terá a chance de desfilar à vontade na COP 28 (28ª Cúpula da ONU sobre o Clima), sua expertise. Bastando ser lembrada, o Brasil servirá de exemplo como defensor das pautas climáticas. Ela é usada como uma “interface” subserviente que defende os interesses do mundo desenvolvido (travas ambientais) e trata nosso país em desenvolvimento como uma eterna colônia. É uma ministra simbólica.
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🔴 A lenda do ditador que virou príncipe [Conto das Arábias]

A figura acima é um exemplo da despreocupação dos jornalistas militantes. Com uma técnica que já foi mais sutil, Bolsonaro se encontra com um “ditador anticristão”, porém Lula se reúne com um “príncipe herdeiro da Arábia Saudita”. O ex-presidente parece ter encontrado alguém desprezível, isso faz dele mesmo um ser repugnante; este, no entanto, teve a nobreza de ser recebido por um príncipe herdeiro. Esta segunda abordagem é digna de constar nas “Mil e uma noites”, bem como, merecer ter o relato do passeio de “tapete voador”. Entretanto, embora as descrições sejam bem diferentes, trata-se da mesma pessoa.




A ironia proposital é para mostrar como o jornalista quer que o texto seja entendido. Mas os respectivos disfemismo e eufemismo não deixam dúvida que a intenção, ao contrário do príncipe, não é nobre.




Apesar de se tratar do mesmo grupo de comunicação, as abordagens atribuíram índoles implícitas opostas ao anfitrião, mas que, claro, colaram automaticamente nas visitas brasileiras. Como é popularmente conhecida a militância, tolerância, idolatria e simpatia da Globo pelo petista, é relativamente fácil perceber a tentativa de manipulação.




Talvez, ansiosos com a ferramenta de que dispõem e querendo militar, os jornalistas militantes escrevem e falam incoerências e contradições gritantes. Exemplos: ”Ele foi muito bem de fato. Mas tão bem, que isso se virou contra ele”, “Selic pode subir, cair ou ficar parada”. Com “temperatura e pressão” normais, isso nunca passaria, porém a internet põe luz, ridiculariza e pereniza a manobra. Com o bordão “a internet nunca esquece”, a estratégia fracassa, sendo exposta e virando “meme” (piada).




Essa dificuldade de se adaptar à internet e comunicar com as imperdoáveis novas gerações, faz com que veículos tradicionais sejam rotulados de “velha mídia”, em detrimento da nova mídia que não é movida a dinheiro nem relações perigosas.




O problema não é ter preferência política, a vergonha começa quando, fazendo questão de se considerar isento, escorrega-se na hora de relatar fatos. Para piorar muito, o jornal ‘O Globo’, em editorial, estimula a censura.










⬛️ Texto com imagens no blog:

Gazeta Explosiva


















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🔴 Alexandre e o Hamas




Qual é a semelhança entre o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) e o grupo terrorista? Sua tirania ensaia uma trégua quando liberta alguns “reféns” com vida. Mas as semelhanças se resumem a isso. É inacreditável, mas o grupo terrorista, que esboçou alguma Humanidade, cumpriu o acordo: libertou reféns em troca do cessar-fogo israelense.




Quando a ministra Rosa Weber, em sua despedida da presidência do Tribunal, fez menção a Alexandre de Moraes, lembrou-me uma telemensagem (dada a breguice e bajulação). O que a ministra disse continha, implicitamente, uma cumplicidade e ironia, porque ambos sabiam que o que era dito não relatava a realidade. Alexandre, em evidente constrangimento, exibia um semblante amarelo, um sorriso nervoso e envergonhado, quase implorando para Rosa encerrar o que ela julgou ser uma homenagem.




Rosa Weber: “Ministro Alexandre de Moraes, companheiro indefectível de andanças, jamais recusou um dos meus convites para visitar unidades prisionais, e me tornou testemunha do apreço que os detentos têm, e as detentas, por sua excelência. Rezamos juntos, convidados pelos detentos de 8 de janeiro, e depois percorremos diversas celas, tanto da Colmeia, quanto da Papuda. E o ministro Alexandre foi aplaudido. Eu, não, ministro Alexandre. Também provou, né [a comida]. Enfim, ministro Alexandre é... insubstituível”.




Ora, embora meu histórico demonstre o contrário, acho que se alguém me ameaçasse com uma faca no pescoço, eu até rezaria o terço para me deixarem viver. Tendo a vida poupada, ainda diria “Deus lhe pague”. Portanto, creio que foi nessas condições que o “Supremo” mereceu as demonstrações de fé: o medo.




No dia seguinte à morte de Cleriston, preso político, Alexandre de Moraes foi condecorado com a Ordem do Rio Branco, por Lula, Mais uma vez, o togado fez o máximo que a culpa lhe permitiu: exibiu um sorriso amarelo. Certamente, uma análise das micro-expressões transbordaria sinais irrefutáveis de conflito entre o que é dito e o acontecido.




Alexandre de Moraes mostra, depois de elevado ao cargo poderoso, uma mudança de índole assustadora, contraditória ao que ele falou e escreveu. Por exercer um poder que lhe foi concedido (portanto, resume-se a um pedaço de papel assinado), não a um poder inato, “Xandão” é um manancial para qualquer psicólogo.




Enfim, para o “Supremo ministro” se igualar ao Hamas, falta o “cessar-fogo”.
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🔵 O segredo




Inventaram um novo nome para o palestrante: “coach”. O nome gringo é apenas para dar uma “gourmetizada” no velho guru de palcos. O”coach” cobra mais caro, mas, no fundo, a essência é a mesma: ao som da musiquinha do Ayrton Senna, surge, no palco, um cara que explica como ele se tornou um sucesso e como ele é demais. Depois de esfregar o sucesso na cara da plateia, ele ainda vende livros. Digo, a secretaria do guru fica com todo o serviço sujo. O guru, assim que terminou sua apresentação, sumiu. De certo, ascendeu à abóbada celeste e agora está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso.




Geralmente, um animadão palestrante pede para você virar para quem está ao lado e afirmar platitudes mentirosas como: Você é um vencedor, você é do tamanho dos seus sonhos ou você pode ser o que você quiser. Isso tudo é besteira. Dizer frases motivadoras pode até levantar a auto-estima, mas encoraja o medíocre a continuar como está. Sinceramente, se alguém que nem sequer conhece o outro, vira para o lado e diz, aleatoriamente, falsamente,  mentiras motivadoras. 




Para estimular a excelência, o controle das situações e a alta baixa auto-estima baixa, sendo sincero, é preciso um tratamento de choque. Eu sugiro virar pro lado e dizer:




— Você e um merda

—?!

— Você é um lixo

— ?

— Tudo o que você fez até hoje foi destrutivo

— ?

— Está na hora de mudar, seu bosta!

— ...




Fim da terapia. Eu me sinto bem melhor, e meu interlocutor recebeu o empurrão que precisava para superar os obstáculos da vida




***




Ainda moleque, num dos meus primeiros empregos, eu trabalhei num depósito de logística. Ou seja, era, pejorativamente, um peão. Pois, certo dia, todos os funcionários se reuniram no auditório para ouvir os conselhos de um palestrante. Como teríamos dicas para o sucesso, certamente descobriríamos como nos livrar daquela empresa.




Diante de uma audiência formada, na sua maioria, por funcionários trajando uniforme cinza e bota preta, o palestrante não precisava se esforçar para parecer superior. Só o gel no cabelo e o paletó já seriam suficientes para humilhar e deixar aquele bando de operários em depressão. O sujeito só podia ser bem sucedido, se bem que aquele parâmetro não desafiava ninguém. 




Como sempre, o guru do sucesso expõe os segredos de sua, pessoal e intransferível, evolução. Após cançõezinhas motivadoras, gritos exclamativos (ú-hu!) e aplausos, voltamos à triste realidade de quem não é um guru motivador nem tem livros para vender.




A conclusão foi que tudo aquilo parecia muito intangível, a não ser que recebêssemos mais ou largássemos o emprego.






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