Lista de Poemas

🔴 Prendam Bolsonaro




A literatura e a psicologia explicam como a vida é insuportável para quem odeia alguém. Odiar  Jair Bolsonaro deve ser insuportável. Prometo que não vou aprofundar minha análise, por falta de capacidade, pois isso caracterizaria mero chute ou análise de boteco; também para não despertar verdades inconvenientes.




Pois bem, Bolsonaro desembarcou e automaticamente despertou o antibolsonarismo psicótico, aquele mau sentimento que aciona a sanha exterminadora e a atribuição dos acontecimentos mais absurdos ao ex-presidente. Os Bolsonaristas também pagam por sua predileção, despertando espíritos ditadores e censores. Acredito que até para mim sobra: onde já se viu, escrever estas coisas! 




O “viés de confirmação” não foi confirmado. Fascista e nazista são acusações que não param em pé e só denunciam o desconhecimento histórico de quem diz. O que deixa os detratores mais desesperados é que para cada desaforo surgem vários memes, piadas, tuítes etc.




É difícil destruir alguém tão popular. Resta boicotar, excluir, estigmatizar e/ou cancelar os bolsonaristas. Eles (a situação) necessitam desesperadamente sinalizar alguma virtude. O “pedágio ideológico” é a falta de autonomia do personagem que abre mão da personalidade para pertencer a um grupo profissional, agrupamento social, região, turminha ou patota. 




Voltando, é muito insuportável, sobretudo para jornalistas, tentar ir contra o fenômeno popular que é o bolsonaristmo. Como alternativa suicida, os jornalistas estão atacando seu próprio cliente, o leitor. O pior, para os jornalistas, é que o público não se importa. Lógico, a ausência de resposta irrita mais. Os jornais, revistas e a televisão veem o reflexo do comportamento insano na queda de vendas e da audiência.




O “vingancinha” tentou demonizar o neologismo “motociata”. Não deu. O “vingancinha” também tentou demonizar o termo “mito”. Não deu. O jeito foi governar o Brasil. Não deu. O “vingancinha” iria pedir ajuda aos chineses. Não deu. 




Hoje, Jair Bolsonaro desembarcou sob uma popularidade explícita. Mesmo com a “Operação Recalque”, ficou evidente quem não é, mas deveria ter sido. 




Com a volta, o presidente das urnas eletrônicas ficou próximo de uma sombra, porém também de um “bode expiatório” a quem culpar pela própria incompetência. E a imprensa poderá esgotar seu estoque de conjunções adversativas.




Prendê-lo e/ou torná-lo inelegível só aumentará sua (Lula)  popularidade. O jeito é desqualificá-lo (Bolsonaro).
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🔴 Grande inauguração

O símbolo de administrações sem realizações é a inauguração de obras e objetos que nem sequer foram construídas e/ou entregues. Exemplos disso são: “outdoos”, siglas e pedras fundamentais. No entanto, o governo federal do PT (Partido dos Trabalhadores), que sempre utilizou este subterfúgio de propaganda, abusou, inaugurando a letra “A”.




Teve festinha de inauguração do letreiro do Ministério da Cultura. Como não havia outra intenção, o evento foi carregado de um simbolismo provocador. Sim, uma resposta a quem não quer corrupção e privilégios. É um recado simbólico de reconstrução da cultura; porém, a realidade é a volta da boquinha. Exemplo: direcionamentos da Lei Rouanet aos artistas amigos (petistas). No fim, tudo fica parecendo o que realmente é: a celebração da sinecura, do refestelar-se do Poder, de ociosos nada criativos. 




A oposição, os maldosos e zombeteiros dizem que o PT, ao instalar a letra “A”, inaugurou sua 1ª obra; entretanto, eu corriijo: essa foi a 19ª obra desse governo.




A inauguração foi pensada para simbolizar uma reconstrução, com a estética dos soldados norte-americanos levantando a bandeira dos Estados Unidos em Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial, em icônica fotografia. Assim como o hasteamento da bandeira norte-americana pelos fuzileiros navais, os petistas sabiam do impacto populista da cena. Mas, aqui no Brasil, a história se repetiu como farsa. O resultado: virou piada.




Na falta de uma agenda positiva, a cerimônia dá a impressão que algo está sendo feito. De fato, algo está sendo feito, mas não beneficia ninguém. Só faz espuma. Num governo movido a impedimentos (CPMI), revogações, proibições, suspensões e todo tipo de destruição, precisa-se acender os holofotes sobre... a letra “A”. 




A solenidade de colocação do letreiro é como a picanha, o café da manhã, a refeição, uma representação, um teatrinho, uma simples figura de linguagem. Os convidados foram brindados por um sambinha esperto. Afinal, já temos o circo, só falta o pão.




Agora vai!







Obs: no site “Gazeta Explosiva”, com imagens.
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🔴 Datena é Boulos, Boulos é Datena

Filmes, documentários e esquetes de humor já mostraram aquele sujeito, na televisão, que fica gritando, indignado, contra os criminosos e as autoridades. Lógico,  esses apresentadores exibem, sempre espumando de indignação, buracos, enchentes, assassinatos e demais mazelas urbanas. Enchentes que são narradas como uma partida de futebol e acompanhadas como em um “reality show”. 




Pois, o mais conhecido deles perdeu o que restava de sua credibilidade. É fácil deduzir que estou me referindo ao melhor narrador das enchentes paulistanas, José Luiz Datena. Ele talvez seja o arquétipo inspirador dos diretores de filmes e humoristas. 




Como sempre apontou a incompetência das autoridades, quando lançava sua candidatura, logo vinha uma sensação de “agora vai” e seu nome logo liderava as pesquisas. No entanto, sempre vinha a desistência, revelando que a candidatura era, na verdade, um “balão de ensaio”. 




Datena é muito bom no que faz e parece inteligente a ponto de ameaçar sair da emissora e entrar na vida pública. A ameaça de candidatura parece uma estratégia para dar um “upgrade” no contrato. Parece funcionar bem.




Para o comunicador se tornar o arquétipo perfeito do apresentador picareta faltava pouco. Denunciador, falastrão, babando de inconformismo e parecendo a solução para todos os problemas, faltava a associação com figuras, no mínimo, duvidosas. Agora não falta mais.




Alguém “vazou” uma filmagem do Datena e Guilherme Boulos tramando uma chapa para dominar São Paulo. Mais, numa trama digna de uma “famiglia” de mafiosos, a estratégia para “puxar o tapete” do Lula. Três detalhes me tomaram a atenção. Um: as, por assim dizer, articulações foram numa bela casa, não num imóvel invadido, que Boulos gosta de chamar eufemisticamente de “ocupação”. Dois: Boulos deixou Datena falar muito. Claro, sabendo do teor comprometedor e da filmagem. Três: como sempre o apresentador desiste, se isso acontecer, quem será o vice-prefeito de Boulos?




Eu nunca me imaginei aconselhando o Lula. Mas, como aprendi nos filmes de máfia, o chefe tem que tomar cuidado com os lugares onde vai, com quem anda e em quem confiar.
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🔵 Mais pesado que o ar e muito velho para voar — Para o alto e avante

Aquele aparelho não inspirava nenhuma confiança. Mesmo sabendo que quaisquer alterações não deixariam muita margem de sobrevivência, afivelei o cinto de, por assim dizer, segurança. O próprio cinto lembrava o pedaço de pano que, mesmo inútil, equipava o ‘Fiat 147’ e o motor causava irritação e pavor, como o motor de uma ‘Brasília’. Esta não foi a melhor maneira de voar, muito menos pela primeira vez.




Com o tempo, nada mais me preocupava nem a abertura do meu lado, onde deveria existir uma porta, nem os comandos replicados à minha disposição. Sim, para minha surpresa, se houvesse uma traquinagem do destino, logo no meu debute aéreo, eu assumiria o cargo de comandante daquela bicicleta voadora. Mas nada poderia ser pior do que quando aquele troço decolou. A partir daí, meu único medo era o aparelho voltar, da Bolívia, carregado de drogas.




Sinceramente, não notei grande diferença entre a decolagem do ultraleve e o meu ‘Gol’ 86 pegando no tranco. Entretanto, o sonho de Ícaro foi honrado mais uma vez. O voo panorâmico numa praia de São Paulo foi sem maiores sustos. Ser o passageiro e a tripulação daquela traquitana, devido a quantidade de ítens inseguros, gerou uma analgesia e conformação, de modo que eu não via mais perigo naquele voo do que ser transportado numa garupa de motocicleta, entre os carros, na Marginal Tietê.




Eu ainda ensaiei uns “ú-hus”, porém isto não foi necessário, pois o próprio piloto, burocrático, transbordava a mesma emoção de quem empurrava um carrinho de pipocas. No fim, a maior aventura foi pagar pelo passeio. O, digamos, “comandante” apenas pilotava aquela geringonça com um motor velho porque queria o meu dinheiro. Obviamente, achei aquilo justo, afinal concordei com o, vá lá, “plano de voo”.




Conclusão, meu primeiro voo não respeitou o cerimonial necessário a algo que não é tão trivial quanto guiar um ônibus. Muito pelo contrário, se o “piloto” tivesse um mal súbito, eu assumiria o manche.




Anos depois, voando numa companhia aérea, olhando a lotação, tive fé que, se o comandante tivesse um mal súbito, a probabilidade de eu assumir o comando da aeronave era praticamente nula.












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🔴 Cisternas e abóboras




O que esperavam? A transposição do rio São Francisco e a picanha viraram cisternas e abóboras, respectivamente. É o governo da escassez e da gambiarra. Pior, a institucionalização do jeitinho brasileiro no seu péssimo significado.




Pois bem, semana passada assistimos a uma sucessão de “jeitinhos” que saíram pela culatra. Lula sentiu-se à vontade, entre a imprensa vassala, e falou mais do que deveria, porém tudo o que sentia. Após a promessa de vingança ao Sérgio Moro, os “aspones” correram para proteger o ídolo; no dia seguinte, a PF (Polícia Federal) descobriu um plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para sequestrar Moro; Lula insinuou que era armação de Moro, contrariando os sabujos; vendo que tudo isso pegou muito mal, informou que estava ruim de saúde, embarcou para o hospital e saiu de cena.




A turma do PT e seus satélites caíram numa contradição constrangedora, dessas que vemos, em filmes, quando uma quadrilha é interrogada sem combinação. Duas coisas ficaram evidentes: pressa e mentira.




A doença contradiz o candidato com “tesão de 20 (anos)” e a “coxa sarada”, segundo um jornalista. Se for verdade, a doença coincide com uma sequência incrível de “abobrinhas” que o presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores) e sua turma dizem e cometem. Sendo coerente com o estelionato eleitoral, o PT prometeu amor, entregou ódio; prometeu picanha, entregou abóbora; prometeu a democracia, entregou a cleptocracia; e prometeu um presidente saudável, ele foi parar no hospital.




A operação “Cavalo de Troia” pode surtir o efeito esperado mais cedo do que Geraldo Alckmin imaginava e por meios diferentes. Para quem acha que Alckmin e Lula são novos melhores amigos de infância, é só recordar as acusações. Quem não se lembra do que Alckmin disse: “Ele (Lula) quer voltar à cena do crime”. Pois é, voltou.




Lula foi o remédio amargo a que muitos recorreram para eliminar Bolsonaro. Embora a opção fosse compatível com a “venda da alma ao diabo”, essa foi a única alternativa para aqueles que não conseguiram empurrar uma terceira via.




Os alckmistas estão chegando.
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🔴 Os ricos também choram — Cabral chorou




Sérgio Cabral foi solto e saiu da prisão com o kit ideal para se vitimizar. Em entrevista ao portal ‘Metrópoles’, disse as palavras mágicas: democracia e fascista. Ele sabe o poder da narrativa. Basta falar “democracia” para mostrar que você quer o melhor para a nação. Com esta palavra, todos sabemos que Sérgio Cabral é um democrata. Quando o ex-governador acusou os outros de fascistas, identificou um inimigo comum (não é ele) e apontou mostrando que o Mal está em outro lugar (não é ele). Esperteza é uma característica comum dos malandros como ele. Tenho certeza, como ele já demonstrou utilizar das palavras-chave do momento, não tardará, o ex-presidiário levantará bandeiras da moda: racismo, homofobia, feminismo etc. Resumindo: sinalizará virtude.




Mas não foi apenas isso, como não poderia faltar, Sérgio Cabral chorou. Tá, foi uma comoção sem lágrimas, mas valeu a intenção. A voz embargada foi sensacional. De qualquer maneira, mais uma vez, ele soube lançar mão de um subterfúgio tão utilizado hoje: o choro. Cabral chorou.




Depois de solto, mesmo com mais de 400 anos de prisão e uma “capivara” com mais de 23 processos, o ex-governador saiu acusando a Justiça. Nessa entrevista, o choro seco de Cabral pôde ter emocionado os muito desatentos e sensíveis, mas em nada lembra o cara que comandou a “Farra dos Guardanapos”. Agora que a “casa caiu”, os outros são fascistas. Injustiçado, Cabral chorou.




É incrível a narrativa copiada e a cara de pau. Entretanto o ex-presidiário saiu “lacrando” como se não houvesse amanhã. Ele deve ter decorado, pois repetiu o glossário necessário para ficar bem na patota. E, lógico, elogiou as pessoas que mandam prender e soltar. Porém, todos quererão se livrar do “abraço de afogado” do Cabral, que chorou.




Mesmo tendo se emocionado em público, Cabral não precisa de nossa solidariedade. Ele deve ter um bom dinheiro no banco, muitas jóias e mora em Copacabana. Mesmo assim, Cabral chorou.




Está picaretagem do Sérgio Cabral poderia passar, e nós não estaríamos rindo dessa cena ridícula.
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🔴 Aquele abraço







O Flávio Dino é engraçado. Toda aparição do ministro da Justiça e da Segurança Pública é divertida. Seria duvidosa sua credibilidade e contribuição se vestisse um colete com a estampa “Posso te ajudar?” No entanto, o bufão é ministro da Justiça. Para quem se pergunta “que contribuição pode sair dali”, eu respondo: entretenimento involuntário.




Como Dino fará, Dilma Rousseff faz falta, não por suas realizações, que inexistem, mas porque, ao contrário dos que eram obrigados a aplaudi-la, causava gargalhadas com clássicos como: “Saudação à mandioca”, “A figura oculta”, “O estoque de vento” etc.




Flávio Dino agride sem abrir a boca. Basta exibir sua carranca para prevermos que vem alguma manifestação negativa. Quando fala, o desacato é natural. Representação ambulante da inversão de valores, ele é “tigrão com o trabalhador e tchutchuca com os bandidos”.




Eu via notícias de gente desavisada (sobretudo estrangeiros) sendo orientada a tomar o caminho da morte. Explico: aplicativos de orientação (GPS), desorientados, “mandavam” entrar à direita, aí você caía numa bocada nada recomendável. Pois, Dino chegou num desses “bairros proibidos” com uma coragem inédita. Como Moisés abrindo o Mar Vermelho, Dino foi, confiante, ao encontro de quem o aguardava. Sem avisar, ele iria de encontro.




Entretanto, em suas aparições mais descontraídas, Dino causa risos, embora seu figurino seja, quase sempre, um acinte. Mesmo com a simples intenção de se divertir ou de participar da vida picaresca, a simples aproximação do ex-governador maranhense é temerária.




O que ele fala ou escreve, principalmente no ‘Twitter’ vem carregado de reação pouco tolerante às críticas, o que mostra sua dificuldade em compreender o diferente e sua impossibilidade de estabelecer relações humanas.




Dino começou o governo demonstrando como será sua conduta. No dia 8 de janeiro, os Três Poderes foram, fácil como faca quente na manteiga, invadidos e depredados. O ministro fez que não sabia de nada e, pusilânime, correu colocar a culpa nos outros. Contudo, até um guardinha de rua desconfiaria que algo assim ocorreria naquele dia ou nos próximos. Apesar de o governo não querer, a CPMI investigará e esclarecerá o caso.




Em momentos mais descontraídos, Dino alegra multidões. Caindo, pulando ou fantasiado de comunista (que ele é), ele mostra o seu valor. Bancando o Rei Momo ou o Chacrinha, o ministro se sai melhor como o Mister Bean brasileiro, sempre metido em situações hilárias.




O Flávio Dino é engraçado. Muito caro, mas engraçado.
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🔵 Chá com cacto







Não foi minha primeira professora, isso é coisa de gente famosa. Na verdade, nem lembro muito dela. Contudo, três alunos e eu fizemos um gesto inédito (para nós): visitamos e presenteamos a incansável docente. Portanto, fomos resgatados do submundo estudantil e alçados ao panteão habitado pelos alunos exemplares.




Por algum motivo ela foi com a nossa cara, mesmo não sendo os melhores alunos. O atendimento privilegiado durante o ano letivo mereceu uma troca justa. Teríamos que superar os péssimos modos, fazendo uma visita e entregando um presente. O momento ideal seria o Dia dos Professores. Nossos insuficientes conhecimentos de botânica e o baixo orçamento nos inspirou a comprar, em vez de um ramalhete de rosas, a planta mais exótica: um cacto.




Cacto não era a planta ideal para presentear alguém. No entanto, era a melhor metáfora para o Dia dos Professores: cuidar, procurando não se machucar. Por mais ofensivo que pudesse ser, o presente era necessário, pois poderia render boas notas. Além disso, mostrava que não éramos a escória daquele colégio e que, procurando bem, naquelas notas baixas, havia algum sentimento... escondido entre os espinhos.




Diferentemente do que todos presumiam, enfrentar a loja de flores foi bem fácil. Aquele vasinho com o cacto fincado parecia nosso.  Chamou nossa atenção, como um cachorrinho numa loja de animais, então compramos a planta.




O presente poderia ser uma caixa de bombons, no entanto o maldito e espinhento cacto tinha uma função nobre: em cima da geladeira ou na estante, o vegetal intimidaria a coitada, toda vez que ela fosse corrigir as nossas provas. A estratégia tinha tudo para funcionar enquanto a nossa “infiltrada” sobrevivesse.




Fazer sala e tomar chá com biscoitos conversando coisas como “esse mundo tá muito louco” e “essa juventude está perdida” foi mais chato que estudar para a prova de Matemática. Para piorar, poderíamos estar jogando bola. Entretanto, o motivo era importante e valia o esforço.




Não sei se foi por causa do vegetal implantado, mas, confirmando a eficácia da chantagem emocional, naquele fim de ano letivo choveram notas boas.
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Foi golpe







Lula é inteligente. Não, ele é esperto. O sujeito usou, na hora certa, a estratégia que funcionou como o “pulo do gato” que, mesmo com toda ajuda, garantiu a volta democrática à “cena do crime”. 




A “cervejinha e a picanha com aquela gordurinha”: o teor e o jeito que foi dito, enganou parte do povo e transferiu votos de uma maneira... Sem medo de errar, acho que até um vegetariano sonhou com a “picanha com aquela gordurinha”, e tudo o que um abstêmio mais quis, era chegar em casa e abrir “uma cerveja geladinha”. 




Essa é a mesma estratégia do estelionatário, que seleciona a vítima identificando alguém ganancioso. De maneira lícita, Lula abarcou um grande número de eleitores, aplicando o estelionato eleitoral, sendo o grande chamariz o “Conto da Picanha”. Depois veio a frase célebre (entre os malandros): “Perdeu,  mané”.




O “escolhido” soube apelar aos anseios da maioria dos brasileiros. O brasileiro se contenta com o necessário e não quer ninguém (Estado) atrapalhando. Isto pôde ser sintetizado neste trecho da musica ‘País Tropical’ do Jorge Ben Jor: 




“Eu tenho um Fusca e um violão 

Sou Flamengo 

Tenho uma nêga chamada Teresa”




Na verdade, a música toda é uma exaltação à brasilidade, dizendo que basta ter nascido aqui para sair da maternidade com uma felicidade congênita. Lula soube apelar a este instinto introjetado em todo “brazuca”. Afinal, aqui é o país do futebol e carnaval.




Já no cargo, Lula espertamente condenou a ingestão de gordura, ou, quando apelou à memória afetiva, gordurinha. Em cima de um palanque imaginário, de onde nunca desceu, ele jogou uma carga de culpa em quem come demais, porque tem gente passando fome. É esta a lógica que essa turma achou para descumprir sua principal promessa: a gordurinha da picanha. Metáfora era uma palavra ininteligível.




Este golpe não se sustenta. O estelionatário teria que fugir. A gangue só se mantém até a partilha do butim. Depois, o malandro some da praça, cada um vai para um lado e começa a delação.




Voltando à apelação. Do mesmo modo, cria-se  uma imagem mental e dá água na boca só de pensar em tomar um café da tarde com pão de queijo na casa da avó. Aliás, Lula falava do café da manhã e das refeições. “Eis o malandro na praça outra vez...”
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🔴 Sai Pedrinho Matador, entra Sérgio Cabral

Sérgio Cabral foi solto e resolveu criar um perfil no ‘Instagram’. Se “instagramer” não for sinônimo de “influenciador”, menos mau.




Estamos assistindo a um processo explícito de reabilitação política. Apesar de ter confessado e sido preso, o ex-governador vestiu a máscara do arrependimento, ou até a ausência de culpa, contando com o efeito Lula. Símbolo do contragolpe à ‘Lava Jato’, Cabral quer voltar aos tempos da ‘Farra dos Guardanapos’.




Condenado a mais de 400 anos de prisão, em sua conta no ‘Instagram’ postou vídeos: indicando literatura antirracista (acertando na tendência sinalizadora de virtude) e malhando (errando ao propagandear uma reabilitação diferente da cobrada).




“Paradoxo do destino” não é título de novela da ‘Record’, mas foi o que aconteceu com Pedrinho Matador. Mataram o célebre matador.




Matando (trocadilho) a curiosidade que alguém com esse nome gera, ele virou ‘youtuber”. Queira Deus que ele nunca seja um “influenciador”. O fato é que Pedrinho dava conselhos para a juventude. Temor inevitável: sabe-se lá quais conselhos vinham de alguém com esse nome. 




No entanto, Pedrinho mudou o cognome. No ‘Youtube’, ele aceitou ser chamado de “Pedrinho Ex-matador”. Como é fácil deduzir, o processo que “batizou-o é irreversível. Portanto, o novo cognome não colou.




O senhor de fala mansa assustava mais que o seu nome, quando descrevia, como se fossem banais, os seus crimes. Exemplos: jogou o corpo do seu primo em um moedor de cana (sem, digamos, sucesso) e mastigou o coração do seu pai. Porém, ninguém pode ousar dizer que está mais seguro e tranquilo quando sabe que está solto um matador que matou um sujeito com o cognome “Matador”.




Agora, ele ficou famoso. E ficará mais! Um filme e um documentário devem ser lançados contando a sua (dele) história. Espera-se que a narrativa não siga a linha “bandidólatra” (idolatria de bandidos), que enxerga os criminosos como “vítimas da sociedade”. Esta visão “rousseauniana” trata o criminoso como um “Robin Hood moderno”.




Em recente entrevista, Cabral, todo bonzinho, disse que “de uma gota fizeram um oceano”. Pode ter sido a “gota d’água”.




Se continuarmos a errar nas referências (ou, literalmente, influenciadores), nós é que estaremos condenados.
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