Lista de Poemas

🔴 Democracia antidemocrática




Não interessa a ideologia dos vândalos da Praça dos Três Poderes. Que sejam, dentro da lei, punidos. Porém, a sanha punitiva dos petistas arrefeceu, não querem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito: dó ou medo?




O destruidor solitário arrasou o que encontrou pela frente, atrás e dos lados. Quando Antônio Claudio Alves Ferreira foi identificado, os petistas desistiram da CPI. Por quê? Lula foi além, colocou as imagens em sigilo. Por quê? O sujeito filmado exibia uma camiseta com a estampa do Bolsonaro. Curiosamente, a ostentação destoava dos manifestantes e a fúria era burra. A  camiseta parecia dizer: a culpa é do Bolsonaro. O destruidor posou para a câmera como quem comemorava: mamãe, tô na Globo. Tudo foi simbolicamente eloquente, pronto para “sair” no ‘Fantástico’.




Claramente, a “ocupação” era facilmente prevista, no entanto a invasão foi tão fácil que tudo pareceu, inicialmente, uma visita monitorada da terceira idade. Até o guardinha noturno que passa apitando aqui na rua, às três da madrugada, sabia que haveria invasão.




Para desarticular o acampamento, o Governo fingiu dar uma resposta rápida, enérgica e eficaz. Porém, a ação foi açodada e aleatória. Em suma: desastrosa. Saíram “caçando bruxas”, pondo em prática o “atira, depois pergunta”.




“Cui bono” significa “que bom”. A expressão latina exclamativa, basicamente, resume a quem interessa, quem se beneficiou com o caos. Flávio Dino prometeu, assim que assumisse, acabaria com as manifestações. Para se fazer uma omelete é preciso quebrar alguns ovos. Bingo!




Os 900 esquecidos. É assim que as não-pessoas estão “estocadas” na maior prisão em massa da história do Brasil. Culpados e inocentes foram capturados e confinados numa espécie de Gulag (campo de concentração soviético). De qualquer forma, se a triagem for impossível, é preferível um culpado solto ao invés de um inocente preso.




Inicialmente, na pesca de arrasto ideológica, vieram velhinhas que deveriam estar tricotando um casaquinho para o netinho, no entanto foram enquadradas como terroristas. A comparação inevitável: um filme, no qual, numa fila de embarque, são liberados evidentes terroristas, enquanto uma velhinha, aparentemente frágil, é fortemente detida. Hilário! Quando a vida real parece copiar a comédia, que é necessariamente exagerada, algo está errado.
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🔴 Ema, ema, ema, cada um cus seus pobrema 2 — Um novo morador




Bolsonaro exibiu uma caixinha de cloroquina para uma ema do Palácio da Alvorada, é lógico que o animal não aceitou a tentadora oferta, portanto não ingeriu o fármaco. Apesar de ser uma brincadeira, o caso virou um escândalo. No entanto, os bichinhos faleceram na gestão Lula. Mas não é só isso: algumas carpas também pereceram. 




Concluiu-se que as emas e carpas não eram fascistas, nazistas, golpistas e antidemocráticas, então as mortes são um escândalo. Como os animais não são bolsonaristas, a investigação irá até o fim. Como não colou o genocida de seres humanos, o PT e sua militância querem emplacar a narrativa do genocida de animais. 




Mesmo tendo assumido no primeiro dia do ano, o orador de porta de fábrica insiste em transferir a culpa. É claro, tudo isto com a anuência da “extrema imprensa”. Lula utiliza uma estratégia pueril e vitimista de atribuir qualquer responsabilidade para terceiros. Esse estratagema é, claro, para se proteger da própria incompetência.




Josias de Souza, o antibolsonarista profissional que exerce o Jornalismo nas horas vagas, num trabalho de apuração mediúnica, decretou que o assassinato das aves é obra do Bolsonaro. Eu não tenho ideia do responsável, vou ficar sabendo quando sair numa imprensa confiável.




Creio que a flora e a fauna da Presidência da República tenha seus tratadores responsáveis. Essa apelação, conhecida como politização, cabe perfeitamente no diagnóstico de antibolsonarismo psicótico, sintomas detectados em profusão no próprio Josias.




Algumas palavras são empregadas sem sentido, como coringas. O uso indevido talvez seja pela estética ou ignorância mesmo, contudo eu acredito que isso se deva à força do vocábulo. Este texto inspirou o exemplo “genocida” (como se qualquer morte fosse um genocídio). Mas também abusam dos termos “democracia” (como se democrático fosse sinônimo de bom), “literalmente” (supondo-se que literal é tudo que é exagerado) e “genial” (considerando genial o que é bem executado).




Esta não-notícia poderia ser exibida preenchendo espaço no Globo Rural, no entanto foi exibida nas principais páginas de política. Isso não pode ser sério!




Quem matou as carpas e emas da Presidência da República?
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🔵 O anônimo unânime




Ver o Laert Sarrumor nas ruas de Higienópolis e acreditar que vi alguém famoso só poderia significar o auge do meu próprio anonimato. Quando, animado, arrisquei apontar discretamente e cochichar para minha namorada:




— Olha, o Laert Sarrumor! — apontei

— Quem!? — minha namorada respondeu

— Do Língua de Trapo — insisti

— ???




O breve, lacônico e decepcionante diálogo me fez voltar à realidade. Senti um misto de desapontamento e orgulho. Decepção por concluir que eu estava andando com uma garota que certamente conheceria o terceiro eliminado do Big Brother 7; e orgulho por me sentir um intelectual de periferia, desses que assistem ao programa Metrópolis, da “tevè” Cultura.




Decidi tentar novamente, dizendo que era o Laert, integrante do grupo paulistano ‘Língua de Trapo’, músico, ator, escritor... Além de parecer charada, isso ia me fazer parecer mais estranho, tipo esses caras que armazenam o potencial de, a qualquer momento, metralhar um colégio ou cinema.




No entanto, o vexame poderia ter sido muito maior. Se eu possuísse um caderninho de autógrafos ou um celular com câmera fotográfica, a abordagem seria mais agressiva. Nesse caso, o artista, é possível, ficaria surpreso, pois eu seria o primeiro transeunte a tratá-lo como celebridade. 




Cheguei à conclusão de que seria melhor ter ficado calado. Errei ao achar que Laert Sarrumor seria alguém famoso, sendo que esse artista equivalia, em notoriedade, a um figurante de ‘A Praça e Nossa’. 




Esse cara pode ter conquistado o desejo de muitos ricos e famosos, e eu não poderia ter interrompido esta tranquilidade: ele “aparecia” na televisão; ao que parece, morava num bairro legal; e não era importunado por fãs. Eu nunca poderia interromper aquele ilustre anonimato. Laert não pediu para ser reconhecido nas ruas, muito menos às três da madrugada. Ele só queria ser remunerado por sua arte, poder pagar uns boletos e morar em Higienópolis.




Naquele bairro, era mais provável, e digno, encontrar figuras notórias como: Jô Soares, Fernando Henrique ou, pelo menos, Adriane Galisteu. Entretanto, poupei Laert Sarrumor da minha inoportuna aproximação, portanto deixei o obscuro artista seguir em seu habitual esconderijo no meio da multidão.









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🔵 Depois da curva




A Rodovia Fernão Dias já é ameaçadora o suficiente. De madrugada, cercados por uma serra, voltando do Sul de Minas, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Mairiporã ou Socorro, aproximávamos perigosamente da possibilidade de virarmos estatística. Isso quase aconteceu quando, depois de perder o controle, cruzamos a contramão lentamente e aguardamos a colisão de um ônibus.




A mesma sorte não tiveram os integrantes de um Corsa. Logo depois de uma curva fechada, havia um automóvel capotado. A cena nos confrontou com a realidade e trouxe uma sobriedade repentina que parecia ter sido abandonada em uma daquelas cidadezinhas à beira da Fernão Dias. Aproximando do carro com as rodas viradas para o céu estrelado, nenhum sinal de vida, apenas um CD reproduzindo uma animada música da Ivete Sangalo.  A canção pedindo pra “tirar o pé do chão” gerou uma comicidade (vendo o veículo naquelas condições) ao evento, entretanto a possível tragédia recuperava a seriedade necessária. 




Somente com a movimentação e ejeção de um por um, vimos que estavam bem. E a Ivete Sangalo avisando que “levantou poeira”. Eu sempre soube, é claro,  que a cantora baiana não se referia ao acidente, contudo àquela altura, parecia que ela estava narrando musicalmente, e com um soteropolitano jeito de enxergar o mundo, os acontecimentos. Mas aquele otimismo ainda parecia um tanto quanto besta.




O alívio por constatar que estavam todos vivos e incólumes sucedeu-se por sermos tratados com uma frieza que poderia ser atribuída a assaltantes. Rebaixados a piratas do asfalto, o melhor a fazermos era dar o fora daquela curva perigosa. Com o tráfego intenso de caminhões poderíamos ser os próximos a merecer um altarzinho na beira da estrada.




O panorama composto era paradoxal demais para minha mente aceitar: a noite escura e um automóvel de ponta cabeça, sendo “animado” pela trilha sonora da cantora de trio elétrico. O acidente encontrado após a curva da rodovia parecia um capítulo de ‘Além da Imaginação’ ou ‘Arquivo X’, só faltou a musiquinha de mistério e os extraterrestres planejando uma abdução. Mesmo para um sábado à noite, aquilo já era o bastante. Partimos.
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🔴 O choro é obrigatório




Thiago Silva sentou e chorou quando o jogo da Copa do Mundo de 2014 entre Brasil e Chile seria decidido nos penaltis; Gilmar Mendes se emocionou com a perseverança de Cristiano Zanin, advogado do Lula; João Doria tentou chorar, em momento comoção pública, com a primeira aplicação da vacina contra a COVID-19; Ciro Gomes se esforçou para derramar algumas lágrimas, demonstrando toda a sua dor pelas vítimas da COVID-19; Lula ficou em prantos na sua “possessão”. Lula, eterno “posseiro” do Brasil, “possuído”, engatou o discursinho vitimista  e blá, blá, blá; e, agora, Marcos do Val,  num momento Joice Hasselmann, se enroscou em seu próprio discurso e... chorou.




Numa época em que o vitimismo é demonstração de virtude, é muito comum vermos fraquejarem em instantes cruciais. O choro não deixa de ser a materialização de que há uma sensibilidade. Beleza! Mas quando se torna evidente que as lágrimas se negam a escorrer, a encenação fica patética. Cai a máscara. É falso. Tudo fica como um teatrinho escolar mal ensaiado.




Os episódios que eu elenquei foram selecionados para exemplificar quando a firmeza diante do desafio seria muito mais bem-vinda que a mera sinalização de sensibilidade ou, muito grave, a pusilanimidade. 




O que se esperava do Thiago Silva, não era sentar na bola e chorar; pelo contrário, seria o zagueiro exibir uma atitude, mesmo que forçada, de vencedor. No entanto, Thiago fez questão de ficar, no campo, onde todos pudessem focalizar sua suposta sensibilidade, ou fraqueza. 




Tudo isto explica bem porque, após uma derrota, os atletas ficam no gramado, fingindo para o mundo que sentem muitíssimo a derrota. Esse fenômeno pode ser exemplificado quando, num exemplo irreal e exagerado, Honduras perde de oito a zero para o Brasil, e os jogadores hondurenhos caem no gramado, esfregando os olhos, como quem deseja enxugá-los, e ficam estarrecidos com a eliminação.




Verdadeira ou falsa, a lágrima vale votos e,  principalmente no exemplo esportivo, isenção de responsabilidade, como quem diz: minha parte eu já fiz, demonstrei sensibilidade e empatia.
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🔵 Salto ornamental




Eu insistia em chamar de trampolim, no entanto aquilo era só uma base fixa. Eu já havia desbravado todo o parque aquático do Corinthians, apenas restava aquele desafio. Fiquei, durante semanas, analisando cada detalhe da plataforma, a fim de realizar um salto perfeito. Não poderia ser muito difícil, afinal eu já tinha assistido a isso em algumas olimpíadas. 




Decidi subir até a plataforma. Os degraus foram vencidos com confiança e tranquilidade. Entretanto, nos últimos degraus, as pernas, demonstrando vontade própria, quiseram recuar. Meus derradeiros passos deram a impressão de que tudo o que eu via estava em câmera lenta, os gritos e risos, distorcidos. A multidão esperava o meu salto com uma apreensão que aumentava demais a minha responsabilidade.




Descobri, tarde demais, que aquilo era muito alto. A expectativa da “plateia” aumentava. O que era para ser uma discreta e, no meu caso, tímida sondagem, tornou-se uma viagem sem volta. Seria muito vergonhoso fazer o que eu havia planejado: conferir a altura e descer a escadinha. Não poderia recuar. Teria que dar um comum, porém honesto e honroso salto.




Eu não tinha onde segurar, então, a única solução era me lançar em direção àquele tanque d’água. Lembrei do que havia visto na televisão, então, como quem estava acostumado com aquele esporte, fingi um alongamento e, nervoso e com medo, me esticando todo, tomei a posição. Durante todos os procedimentos preparatórios, fiz cara de confiança, para simular que eu sabia exatamente o que estava fazendo; contudo minha mente só perguntava o que eu fazia naquele “poleiro do capeta” pronto para cometer um “suicídio assistido”. Me atirei, como quem se livra de um prédio em chamas. A gravidade faria o resto.




Sem manobras, mas sem desistir, parece que tudo demorou mais que aquele simples pulo. Se a “plateia” esperava um grande salto, decepcionei; porém, se queriam assistir a mais um candidato recuando, também se decepcionaram.




Inclusive estou ciente de que traí as expectativas de quem esperava um final espetacular para esta crônica, porém, só de não refugar já foi uma vitória. Mesmo que pessoal, foi uma vitória.
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🔵 Carro véio







Festa de fim de ano da empresa é sempre igual: o pessoal do operacional encontra a turma do escritório. Desta vez, foi numa churrascaria fina. Sem novidades, seguindo as regras: beber com moderação e ser discreto.




O manobrista, acostumado, naquela região, a estacionar Ferraris, Lamborguinis, Maseratis, Porsches e outras exclusivas máquinas, foi obrigado a guiar o meu esforçado e honesto Gol 86. Tenho certeza que meu carrinho bege foi abandonado numa viela qualquer. Confesso que este pensamento me comoveu, como se meu primeiro automóvel tivesse atributos humanos. Afinal, mesmo sendo a álcool ele “pegou” sem sequer eu precisar puxar o afogador pra esquentar, não me fez passar vergonha (sendo empurrado) e me trouxe até o bairro nobre. Entretanto, não foi desta vez que meu golzinho ficou em boa companhia, ao lado de carrões.




Chegando na churrascaria, tudo certo como previsto: cumprimentos, apresentações e um previsível ‘Amigo Secreto’. Após o desfile de peças de carne e alguns chopes, havia chegado o momento de resgatar o carro nem tão antigo, que me desse o “status” de um excêntrico colecionador; nem tão novo, que merecesse estrelar o pátio da estrelada churrascaria. No entanto, o episódio foi ainda mais embaraçoso do que eu imaginava.




Mesmo me despedindo relativamente cedo, eu fiquei “mofando” na porta, aguardando a devolução do meu bravo carrinho. Apesar de não estar usando o uniforme do porteiro, eu fiquei plantado ali, me despedindo novamente do pessoal operacional, da turma do escritório e da chefia. Eu assisti a um festival de veículos nem tão luxuosos, nem tão..., digamos, exóticos quanto o meu. 




Isso já era humilhação demais, portanto, como se eu fosse o abonado proprietário de um dos carrões dali, resolvi cobrar celeridade do manobrista. Porém, tava na cara que eu só estava naquele ambiente por conta da confraternização da firma. Todos os sinais deixavam mais óbvio que o Gol bege jazia debaixo de uma árvore, numa rua escura.




Finalmente, o barulho denunciou a aproximação do meu transporte. Tranquilo por não ter que atravessar a cidade de ônibus, conferi se o manobrista havia saqueado as balinhas e moedas que transbordavam do console e parti.
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🔴 Lula e os números







Se não fosse a memória do YouTube  (que nunca esquece) seríamos reféns do esquecimento. Lula se beneficiou do acobertamento das suas contradições. Entretanto, a internet veio fazer o que a velha imprensa se negou a fazer: expôr as, sem eufemismos, mentiras de políticos, principalmente as mentiras do Lula.




Quem não vive num Brasil onírico, pelo menos viu o “tutorial” em que o Lula se jacta de mentir com dados inexistentes, gesticulando e virando os olhos como se procurasse argumentos na memória.




Desde o início do... de... disso que foi instalado no Palácio do Planalto, Lula e sua turma já arriscaram números conflitantes. O PT (Partido dos Trabalhadores) e os seus partidos satélites lançam dados aleatórios, na tentativa de reescrever a História. Tudo dando a informação errada de que nos tempos de Lula e Dilma tudo era auspicioso. Com muita ironia: era o Brasil maravilha.




Culpar uma inexistente “herança maldita” é o máximo da incompetência preventiva. No pacote de falácias, a “reconstrução nacional” já foi prometida, inclusive com logotipo. Embora o palavrório marque o território, os números reais contradizem a falácia. Lula sempre faz questão de assumir todo o trabalho sujo. É preciso admitir, ninguém executa isso com maior desfaçatez que ele, portanto com eficácia. Lula nunca deixou os marqueteiros mentirem sozinhos. Como um mestre, ele mostrou o que sabe: a arte de enganar. 




Como um treinador picareta de futebol que diz “eu venci, nós empatamos, vocês perderam”,  o petista se refere a sucessos usando o pronome na primeira pessoa do singular e seus fracassos na terceira pessoa do singular ou do plural.




Lula conta com uma condescendência vitalícia, como se fosse um eterno “café com leite”. É incrível, mas uma suposta intelectualidade (não ideologizada) trata o ex-presidiário com um esquecimento, sendo que seu retorno é atribuído ao eleitor.




O tempo confirmará, com espanto, se fomos governados por um mitômano, por um maluco ou por um psicopata. Talvez o diagnóstico dele mereça várias páginas: ele mente como se não houvesse amanhã e não demonstra remorso ou vergonha, é inconsequente e não aparenta arrependimento. Nele, a mentira é mais evidente que no boneco de madeira Pinóquio.









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🔴 Relações exteriores




A Venezuela vem com a proposta draconiana de, com o Brasil, fazer da América Latina uma grande nação. Só me ocorre comparar esta “oferta” à ‘Loja Bekinho Modas’ propondo uma parceria com a ‘Riachuelo’,querendo formar uma enorme rede de lojas.




Outra comparação inevitável: o Lula está para esse bando de parasitas sul-americanos como o jogador de futebol está para “os parças”. A vitória do “pelego” brasileiro era muito esperada como salvação das péssimas administrações dos “companheiros”. Tão logo foi outorgada a vitória, começou a sanha visando ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).




Vários mandatários da América Latina, com a “coroação” do petista camarada, reorganizaram suas agendas para correr ao BNDES, já que o “parça” tem a “chave do cofre” e é inepto suficientemente para confundir exploração com amizade. Os presidentes de massas falidas vêm como formigas em direção a um pouco de açúcar abandonado.




Vivemos uma anacrônica epidemia de caudilhos latino-americanos. Esses ditadores abusam da propaganda inspirada em (meu Deus!) Joseph Goebbels, porém, contrariando o discurso, administram a miséria. Lula quer se alinhar a isso. O ex-presidiário está ajeitando o que é fácil, porém altamente desvantajoso e perigoso: ser o líder terceiro-mundista.




Da série “siglas cucarachas que não levam a nada”, eis a CELAC (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos). Escorado na agenda nociva,  Lula foi passear pela América do Sul. Saldo: bajulou Alberto Fernández, presidente da Argentina e foi um pouco humilhado por Luis Alberto Lacalle Pou e Mario Abdo Benítez, presidentes do Uruguai e Paraguai, respectivamente.




Definitivamente, deram poderes e um celerado que troca dinheiro por charutos. É preciso detê-lo, rapidamente. No século  XIX, o naturalista Auguste de Saint-Hilaire disse a célebre frase: “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. A analogia é ampla. Faça o seguinte exercício: troque saúva por Lula e seja feliz.



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🔵 Cada um no seu canto







Cheguei no bairro oriental. O endereço era do ‘Sindicato dos Químicos de São Paulo’. Estranho, porém o número era aquele, então só poderia ser ali. Empurrei o portão e encontrei o teatro. O pessoal já estava reunido, então corri para classificar minha tessitura vocal.




“DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI”. Repetindo as notas musicais, fui acompanhando a progressão em oitavas que a maestrina tocava ao piano. Para minha surpresa, fui classificado como barítono, o que ía me colocar junto a uma galera parecida com o Mário Sergio Cortella. Me enchi de orgulho, porém isso não me fazia cantar bem. Era apenas curioso.




A voz, não tão grave quanto a do “baixo” e não tão aguda quanto a do “tenor”, explicava o desconforto para cantar as canções mais agudas, por isso, mais populares. Quanto às dimensões, não me enganei, não deu outra!: de repente me vi num grupinho, afinadíssimo, tipo a “Fat Family”.




O coral com o nome ‘Luther King’ e o repertório me promoveriam automaticamente a uma igreja do Bronx, Brooklyn ou Harlem. Não poderia mais disfarçar, como quem tosse ou desafina no coral da igreja ou da associação do bairro. O nome do coral e a frequência me carregavam da responsabilidade de cantar como o Stevie Wonder ou o Ray Charles.




Durante algum tempo, sem me incomodar, frequentei um território altamente engajado e até um pouquinho “lacrador”, onde eu representava a minoria. Embora sem patrulhamento, devia haver um acordo tácito que estabelecia o politicamente correto. O tal empoderamento nunca foi estético, ou seja, da boca pra fora, o empoderamento era exercido de fato. Nunca fui acusado de carregar uma culpa histórica. Era uma época que não existia essa militância intolerante nem contaminação política, portanto não havia ruptura proporcionada pela ideologia política.




Hoje, nada disso daria certo. O clima de alcaguetagem, a vitimização, a “lacração”, a sinalização de virtude, a ditadura do politicamente correto e a atribuição, sem critério sensato, de dívida histórica, tudo isso tornaria o ambiente insuportável. No entanto, havia amizade, respeito e harmonia. 




“Oh happy days”
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