Lista de Poemas
O que você pensa da vida na sua opinião e visão
Professor de Geografia, História, Poeta e Pensador
Antonio Raimundo Dias dos Santos
---
O que é a vida na sua opinião e visão?
A vida é um elemento químico e energético, criado por uma química há 14,6 bilhões de anos.
O universo é vida, assim como os seres vegetais e biológicos também o são.
Antes do primeiro Big Bang, também houve uma química.
Podemos pensar que, para acender um fósforo, é preciso oxigênio — então, Bummm! Bummm! — surge a química, surge a vida, nos Big Bangs anteriores aos 14,6 bilhões de anos.
Mas, para ter uma vida, é preciso viver!
Somos corpo, alma e espírito, ou seja, um corpo energético cheio de química — própria ou agregada da natureza e do etéreo.
Esse corpo, além de ser químico, precisa de algo mais: de um horizonte e de uma base, um alicerce para viver.
Então, digo a vós:
Deus é químico, e seus anjos, arcanjos e demais seres celestes são elementos energéticos e químicos que têm poder sobre nós — sobre a oração, a reza, a crença, a esperança e a fé.
Penso que o Deus que habita em mim, habita em você.
Deus nos fez do barro e soprou em nossas narinas, fazendo-nos à sua semelhança.
Primeiro, ele tirou a argila molhada, nos lapidou, e nos deu um espírito, uma alma, fé e esperança.
Charles Darwin, em seu estudo sobre a evolução, afirma que a vida veio do mar, das bactérias e do barro.
Sendo assim, concordo com Deus e com a ciência.
Não somos nada além de um ser biológico e químico neste universo,
filhos de Deus!
CORAÇÃO DE MÃE
CORAÇÃO DE MÃE
Muitas vezes fui preterido e passado para trás. Muitos se diziam: “Sou seu amigo.”
Quando percebia, era apenas um bode expiatório, um trampolim e um salto para algo grande daquele que se dizia amigo.
“Amigo, estou com você”, mas só na minha ambição e empreitada.
O coração do verdadeiro amigo é o de mãe, que tudo desconfia e nada há de passar ou engolir, para proteger sua cria.
Quantas vezes nossas mães disseram:
“Tiraram da sua boca!”
“Deus não! Confia em Deus, que Ele lhe dará a vitória.”
“Paciência, meu filho, ainda verei você recuperando o que perdeu. Tenha fé, paciência e seja confiante. Deus lhe dará a vitória.”
O coração de mãe não falha; o do filho, sim.
O tempo passa, a história fica, e as marcas não desaparecem.
Tenha fé.
— Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
FRIO
FRIO
Me deparo com o frio entrando em minhas entranhas e congelando até a minha alma.
Só o calor do seu corpo me aquece — o cobertor é apenas um detalhe.
O vento é forte e faz ressoar o seu canto, provocado pelo atrito sobre as casas e as árvores.
Vento frio e molhado, que provoca o medo e, ao mesmo tempo, nos acolhe entre braços e cobertores.
A cama quente e aconchegante é um convite a todo instante.
A mesa, posta ao lado da cama, com um bom café e algumas guloseimas, é um prazer a ser apreciado.
Entrelaçados sob o cobertor, contemplamos a paisagem: a floresta, o campo e, ao fundo, o vale com montanhas —
a chuva a cair, o vento uivando sobre elas.
Mais uma vez, me deparo com o frio entrando em minhas entranhas.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
CEREJA
CEREJA
Quando eu vi você pela primeira vez, meus olhos brilharam como o farol de Alexandria, naquele frio inebriante de inverno paulista, com faróis piscando.
Com vontade de comer cereja, sentado no chão, relaxado estava! A tocar uma melodia em forma de canção, neste momento um pensamento me inspirou: seus lábios em forma de cereja querendo devorar e saborear!
Cereja.
PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS
Frio, gélido e quente
Frio, Gélido e Quente
Longe estás de mim,
neste dia frio e gélido.
Meu coração se aquece aos poucos,
quando penso que estarás de volta em poucas horas.
Meu corpo transborda
e se aquece de amor, ternura e paixão,
neste momento —
sempre esperando a hora de repartir.
As águas de um rio podem passar,
mas nosso amor fica na história.
E não tem como apagá-la.
O tempo é frio e gélido,
mas o nosso amor é fornalha:
nem a água do rio que passou
há de esfriar.
O tempo é frio e gélido,
mas o amor…
transcende.
— Antonio Raimundo Dias Dos Santos
Dedicado à minha amada esposa, Zenaide Morais de Andrade,
com amor eterno e calor que nenhuma estação esfria.
Raízes
Raízes
Professor Antonio Santos
Joguei bolinha de gude,
joguei pião,
empinei pipa, papagaio
e capucheta no chão.
Joguei futebol de botão,
de rua, de quadra, de campo —
sem camisa, com alma e encanto.
Subi em pé de goiaba,
caqui, ameixa e umbu,
carambola e pé de amora,
em tardes que não voltam mais.
Andei de bicicleta,
carrinho de rolimã,
brinquei de pega-pega,
mãe da rua e esconde-esconde
até o sol se apagar.
Fui aluno primário,
ginasial, colegial,
cheguei até o superior
com vontade de ensinar.
Nem criança e nem doutor —
apenas um professor, sou:
teu mestre raiz,
desde menino,
com orgulho e com amor.
VINHO
VINHO
Adentrei a porta do seu coração,
que esperava minha chegada
com ramalhetes de flores
e um bom vinho chileno,
para acalmar o palpitar
de suas entranhas.
O susto do prazer
é proporcionado por algumas taças
deste líquido enebriador,
que nos remete
a situações prazerosas.
Precisamos sair um pouco
do nosso eu,
nos aventurar por horas
e nos desligar
do mundo lá fora.
Agora,
o mundo somos nós.
Professor Antônio R. D. D. Santos
Professor de Geografia
VIDA
VIDA
Eu vivo a minha vida e não vivo
a vida dos outros, os outros são outros, a minha vida é só minha, e esta não pertence aos outros. Os outros serão sempre os outros
Outros, vida! Minha, outros!
Vida dos outros! Vida, minha não é a do outro
Vida.
PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS
Brasil brasileiro
Brasil brasileiro
Brasil brasileiro, não nasci no estrangeiro, da diversidade cultural do nosso povo
de solos coloridos e mosaicos florísticos
das matas verdejantes e de laminas d' águas coloridas, do mulato e do caboclo hospitaleiro Brasil brasileiro não nasci no estrangeiro
Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos
ONDE O POETA SE ESCONDE
Onde o poeta se esconde
ONDE O POETA SE ESCONDE
Onde o poeta se esconde?! Se esconde em um ninho, nas entranhas do espinhaço mineiro ao norte e sul da Bahia, dizemos divisa entre estados, onde a cultura predominante é a dos baianeiros, os sotaques ao norte se confundem com o sotaque baiano. As cavalgadas, vaquejadas, reisado e o forró, principalmente nas noites de São João. O gado, porcos, frangos do mato, galos e galinhas e saruê. As roças de feijão, mandioca, andu, maxixe, o pequi do cerrado, temos o doce de marmelo que no passado era abundante, muda trazida de Portugal pelo seu Gregório Morais a a cultura do marmelo aqui em Ninheira está escasso, Temos também o queijo e requeijão mineiro fazendo parte do café da manhã com biscoito de polvilho, temos nas roças produtores de cachaça da boa. Apesar de estarmos numa zona de transição, o polígono da seca, temos como característica peculiar desta região, o cerrado, capoeirão, caatinga e a mata-atlântica. Estamos a uma altitude de mil metros entre as serras como a de Berizal, vale de águas vermelhas, vale do jequitinhonha e o rio Pardo. Nesta época de inverno a laranja jorra dos pés em abundância. No mês de outubro e novembro quando chove, cai tanajuras do céu e o povo fica feliz, porque se trata de uma iguaria que se consome muito nessa região, uma paçoca de tanajura.
ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS.
16/07/2024
14:59 - Ninheira - Norte de Minas.
Comentários (0)
NoComments
Brasileiro, Nordestino (BA), PAULISTANO, SIGNO DE PEIXES, CASADO COM A ZENAIDE, PROF.Geo e Hist
Graduação: Licenciatura e Bacharelado em GEOGRAFIA pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA (2004). CONCLUÍDO. Atualmente é professor de Educação Básica II - titular de cargo efetivo - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (E.E.PROFESSOR JOSÉ DO AMARAL MELLO) 2005 à 2016 e 2014 à 2016 (EE PEDRO ALEXANDRINO). concursado nos dois cargos. Atuou também na pmsp-sme nas emefs da zona norte 2010 a 2013 como contratado no cargo de Professor de Geografia. Tem experiência na área de EDUCAÇÃO (Geografia e História), com estágio na fundap - secretaria de estado da cultura - arquivo do estado (1995 a 1996) setor icnográfico. Possuo também curso de especialização - Lato-Sensu (Formação de Docentes Para o ensino Superior pela Universidade Nove de Julho), ano de 2006 a 2008 (400 H). Cursei 5 anos de Estudos Sociais sendo que optei no 3º ano pela área de História - pela FMU, mas não formado, ano (1992 a 1996).
Português
English
Español