Lista de Poemas
BELEZA ESTEREOTIPADA
Beleza estereotipada
A beleza do seu corpo, e dos seus olhos, é o que importa! Os sentimentos são secundários, e a sociedade, o que pensa, não importa!
Estereótipos são postos e criados na beleza do seu corpo.
Vistos com preocupação por uma camada social que enxerga o que os outros não querem enxergar.
Sentimentos são raros e meros sentimentos; nem toda beleza está posta!!! Se esconde dentro de um ser.
O mundo e a sociedade, mercantilizada pela indústria da beleza, a beleza um mero estereótipo, os sentimentos são secundários.....
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
JUNTOS
JUNTOS
Sinto vontade de você e de estar ao seu lado!
Penso nas horas em que estamos separados
e não vejo a hora de lhe encontrar.
A sua distância impacta na minha contagem: perco a contagem e recomeço!
Uma ponta de ciúmes,
uma ponta de confidências,
uma ponta de verdades nuas e cruas!
Cruas e nuas, do meu medo.
Perder uma partida de xadrez para o desconhecido é complicado, mas perder o que já se conhece é mais complicado ainda.
Direi-lhe: o que te falta, não sou suficiente para teus anseios.
Confidências, verdades nuas e cruas,
as minhas e as suas, discutidas e seladas.
Ah, está próxima… Que bom me sentir à vontade de estarmos juntos.
Que bom estarmos juntos outra vez, todos juntos.
DURÃO
DURÃO
Se olha no espelho… você acha que essa garota vai te querer? Um cara durão, sem beleza e pobre!
Filhinha de madame da cidade, cheirando a leite, canta no coral da igreja, e o pai é doutor! Sua beleza é tanta que os homens se encantam.
Está prometida para um bonitão, um almofadinha da cidade, um tal de Pereira, lá das bandas de Perdeneira! A moça nunca beijou a mão de homem nenhum nesta terra!
A moça é santa — ou vai virar.
Posso ser durão, pobre e sem beleza, e não sou doutor.
Mas tenho comigo uma coisa que nenhum outro tem: coragem, sinceridade e paixão.
E digo a todos neste mundo: essa moça bela é do durão, querendo tomar o leite da moça cheirando a leite.
A LUTA
A Luta
Sigo no meio das multidões defendendo o que acredito:
a queda dos opressores, o estado de coisas negadas, o estado excludente, o estado predador.
Prego e confesso a minha chamada às ruas; meu alvo são os opressores de mentes e de ideais.
Confesso à multidão: estou aqui por vocês e por nós. A epidemia de ódio se alastrou; somos combatentes e precisamos combater o inimigo: o Estado opressor.
O Estado prega a extinção de mentes, de sabedoria e de conhecimento!
Em seu lugar, nasce a máquina — o cérebro chipado, manipulador de mentes e corpos.
Por isso, sigo no meio das multidões defendendo o que acredito:
a queda dos opressores e do Estado caótico.
O TRIGO E A FLOR
O TRIGO E A FLOR
O menino nasce no campo, brota feito o trigo!
Depois de passar pelo vale da morte,
sobrevive.
Não sabe que irá partir para outras terras.
Sua mãe sabe — viu, sentiu e lhe confidenciaram.
O menino não sabe do seu futuro,
do que o espera em outras terras.
Não tem castelos, propriedades nem sonhos.
A vida passa e o tempo amadurece aquele garoto.
O seu garoto cresceu, mãe! O seu garoto cresceu, mãe!
Nunca criou sonhos ou ilusões,
mas sempre ficou inquieto e preocupado com cartas do futuro.
Trariam boas novas?
Um amor que estava por nascer, escondida num castelo,
e que talvez nunca tenha amado,
porque foi enganada e não conhecera o seu verdadeiro amor.
Os muros entre o campo e o castelo caíram,
e surgiu do nada o trigo e a flor.
O menino nasce no campo, brota feito o trigo!
TÉDIO
TÉDIO
O tédio tomou conta de mim.
A mesmice se apropriou dos meus discos e CDs; procurei algo pra escutar e fugir do cotidiano.
Troquei a escuta pelo regar das plantas, pelo cuidar dos cachorros, e me dediquei ao meu bem:
bem feminino, mulher e esposa.
Troquei os meus afazeres pelo simples e bom: o fazer nada com você neste dia chuvoso!
Chuvoso que molha meu corpo e o seu.
O tédio e a mesmice não conseguiram nos vencer.
O fazer nada venceu! Nos encontramos e marcamos uma hora pra não fazer nada!
Corpos seminus, e o nosso filme a passar na tela: TÉDIO.
Tempos que não voltam mais
Tempos que não voltam mais
Que se foram, dos bailinhos na escola e nas festas de adolescentes, regados a sucos e refrigerantes, e um olhar tímido dizendo estou aqui, fica comigo!
do corre corre no recreio ao corredor de acesso ao pátio,
onde o coração pulsava mais forte a espera
dos namoros de intervalo entre adolescentes.
Tempos que não voltam mais,
na saída da escola a ti esperar, para pegar em suas mãos e andarmos juntos até sua casa! Quando o encanto se quebrara ao surgimento da sua mãe, repreendendo nos, corremos em sentido ao contrário pro infinito de nossos quartos
Desconfiança e descaso
DESCONFIANÇA E DESCASO
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos – Professor de Geografia
Vejo nos olhos
e no semblante
de algumas pessoas,
a desconfiança
e o descaso
com o meu ser.
Como se eu fosse o culpado
pelas circunstâncias
que essas pessoas vivem.
Pregam coisas boas,
mas na realidade
fazem outras.
Será ciúme?
Ou inveja
por não serem
o que afirmam ser?
Culpado é o sistema
que nos divide,
que nos fragmenta,
colocando uns contra os outros.
Estamos em estado de alerta,
prontos para revidar
qualquer tentativa
de agressão
ou de suposição do outro.
É o homem devorando
a própria espécie,
em busca de espaço,
de sobrevivência
e de poder.
A maior preocupação
que ele tem
é consigo mesmo;
o outro é apenas
uma configuração
para sua manipulação.
Vivemos a era
do individualismo —
ou do coletivismo,
dependendo das circunstâncias
e dos motivos.
Estamos fragmentados,
à espera de uma cura
que não vem.
São meras circunstâncias.
MAGIA
MAGIA
Quando chego em qualquer lugar, estou sempre a ti procurar
Você se esconde de mim, mas não tem jeito, a qualquer momento a de aparecer,
Quando me dei conta estavas em pé a me paquerar! sorriu com olhos a piscar! seus lábios entre abertos, o sorriso estampado apareceu, aceitei seu piscar e o sorriso
enfeitiçado estou como se fosse uma magia branca
Fico quieto e agradecido, você lembrou que eu existia, que não era apenas um passageiro entre os mundos. Mundos meus e seus, cheguei pra ficar
Pra ficar o tempo que Deus nos permitir! Sim, Deus há de permitir, que não fujas e nem se esconda,
enfeitiçado estou como se fosse uma magia branca
PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS
EXISTÊNCIA
Existência
Eu vou com você por aí, meu bem-querer
O mundo é grande, mas nosso amor é maior do que ele.
Se você for, eu nunca esquecerei.
O mundo é grande, mas nosso amor é maior do que ele.
Leva meu coração e todo o nosso amor.
Nós somos grandes, como o amor.
O mundo jamais nos esquecerá.
O elixir da nossa existência será provado
por casais apaixonados pelo amor e pelo bem-querer.
E todos se sentirão grandes, como o nosso amor.
Em outro mundo nos encontraremos
e saberemos que nos amamos,
no mundo azul.
Professor de Geografia - Antonio Raimundo Dias Dos Santos
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Brasileiro, Nordestino (BA), PAULISTANO, SIGNO DE PEIXES, CASADO COM A ZENAIDE, PROF.Geo e Hist
Graduação: Licenciatura e Bacharelado em GEOGRAFIA pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA (2004). CONCLUÍDO. Atualmente é professor de Educação Básica II - titular de cargo efetivo - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (E.E.PROFESSOR JOSÉ DO AMARAL MELLO) 2005 à 2016 e 2014 à 2016 (EE PEDRO ALEXANDRINO). concursado nos dois cargos. Atuou também na pmsp-sme nas emefs da zona norte 2010 a 2013 como contratado no cargo de Professor de Geografia. Tem experiência na área de EDUCAÇÃO (Geografia e História), com estágio na fundap - secretaria de estado da cultura - arquivo do estado (1995 a 1996) setor icnográfico. Possuo também curso de especialização - Lato-Sensu (Formação de Docentes Para o ensino Superior pela Universidade Nove de Julho), ano de 2006 a 2008 (400 H). Cursei 5 anos de Estudos Sociais sendo que optei no 3º ano pela área de História - pela FMU, mas não formado, ano (1992 a 1996).
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