FRIO

FRIO

Me deparo com o frio entrando em minhas entranhas e congelando até a minha alma.
Só o calor do seu corpo me aquece — o cobertor é apenas um detalhe.

O vento é forte e faz ressoar o seu canto, provocado pelo atrito sobre as casas e as árvores.
Vento frio e molhado, que provoca o medo e, ao mesmo tempo, nos acolhe entre braços e cobertores.

A cama quente e aconchegante é um convite a todo instante.
A mesa, posta ao lado da cama, com um bom café e algumas guloseimas, é um prazer a ser apreciado.

Entrelaçados sob o cobertor, contemplamos a paisagem: a floresta, o campo e, ao fundo, o vale com montanhas —
a chuva a cair, o vento uivando sobre elas.

Mais uma vez, me deparo com o frio entrando em minhas entranhas.

Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos

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