Lista de Poemas
A CAATINGA E O SAARA
Mangaba e Tâmaras
Que sabor tem o beijo
de mangaba e de tâmaras!
Quando consumida por um sertanejo e um beduíno,
que querem matar a sede, a qualquer preço,
nesta região seca, desértica e de caatinga.
Numa seca de fazer inveja.
No Saara encontramos oásis e tâmaras
para saciar a sede dos beduínos do deserto;
louras e morenas andam pelos caminhos desgastados e erosivos,
por conta das intempéries,
mesmo assim a beleza não se perde
com o calor do sol em suas peles.
Um filete de água aqui
e outro no Saara
saciam a sede.
Mulheres guerreiras e fortes
matam a sede de seus maridos.
Quando chegam em suas tendas
e casas de pau a pique,
belas e majestosas recebem
com sabor de mangaba e de tâmaras
seus maridos!
A quentura nestas regiões
é como o amor de um homem
e de uma mulher.
A mangaba e as tâmaras
são insaciáveis
como um homem e uma mulher!
VIRA CINCO E ACABA DEZ
Vira Cinco e Acaba Dez
Menino vem pra casa, sai da rua já é tarde
Amanhã você estuda bem cedo, tem escola!
Já vai mãe vira cinco e acaba dez, só falta um gol! Calma mãe
Se você não tomar banho, sujo de poeira da rua, e dormir deste jeito, ti dou uma surra.
Sujo mãe! tô não, meu time ganhou, nem me sujei.
Falou moçada amanhã tem mais
Todo dia essa mesma coisa, três dentro, três fora, vira cinco e acaba dez
Esse garoto acha que bola enche barriga de ninguém, enche nada.
Você vai trabalhar!
Sai da rua! entra logo, quer ver uma coisa,
espera que amanhã você vai jogar bola viu!
Nem a lição fez hoje.
Mãe amanhã o Corinthias joga, quero jogar no Corinthians, nós vamos ganhar do adversário, vira cinco e acaba dez!
Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos
Professor de Geografia
UMA PLUMA DANÇANTE
Uma pluma dançante
Danças como uma pluma entre os ventos quentes e frios que se encontram no céu,
levando o calor dos oceanos para o alto,
condensando-se na forma de chuvas d’amor, que caem feito pétalas coloridas sobre o continente,
espalhando pela terra suas cores, perfumes e seu cheiro de mulher.
Enlouquecendo o meu coração e o meu corpo.
Quando as pétalas caem sobre mim, o seu perfume também cai,
derrubando, com o vento, barreiras
e trazendo bons ares e boas-novas.
Tu és a verdadeira pétala, dançando ao som dos ventos.
Ventos, rosas e pétalas: tu és o perfume espalhado pela dança,
feito uma pluma.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
SENTIMENTOS
SENTIMENTOS
Perguntaram-me:
— Estás triste?
Há muito tempo não vejo um sorriso forte em seu rosto.
Poucas vezes roubaram-te um sorriso,
sorte de quem roubou-te este sorriso.
Choraste num passado distante,
será este o motivo?
Se pensas assim,
chorei o que tinha pra chorar.
A fonte secou
e o coração parece que endureceu.
Na verdade,
os sentimentos estão florescendo,
estão apenas escondidos por um tempo.
Somos só sentimentos:
na alegria, na tristeza e no prazer.
Somos sentimentos,
uma alma, uma aura, um corpo, um coração
em comunhão com o espírito,
interligados por fios condutores com o universo.
A energia está em mim, em nós.
O coração bate no sofrimento e na alegria,
porque sou humano
e somos seres celestiais.
Somos sentimentos,
puros sentimentos.
Somos carne e sangue,
pulsando sentimentos.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
SILÊNCIO
Silêncio
Busco no silêncio e no meditar resoluções!
Busco no silêncio e no meditar uma fuga!
Busco! Procuro e reflito no silêncio!
Reflito sobre o meu silêncio, o silêncio!
Reflito e Busco o silêncio!
Silêncio por um instante!
Silêncio
Reflito
Busco o silêncio por um instante.
AUTOR: PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS
PROFESSOR DE GEOGRAFIA
TELECINÉTICA
TELECINÉTICA
Estou bloqueado, minha mente bloqueada, não consigo pensar em palavras ou frases boas!
Que me encheriam de alegria e o meu orgulho seria enriquecido
Não sei onde o controle por telecinética vai me levar, décadas de sofrimento e tortura.
Satélites e antenas a operarem no meu sistema cerebral sem permissão, estou sendo lobomotizado como se o meu cérebro fosse um aparelho de celular um androide
Não permiti, não permitirei, esta é minha luta contra o inimigo da tv que me controla por bases terrestres, satélites é antenas, invadem os meus pensamentos tentando destruir os meus neurônios, roubando sonhos e pensamentos! Em pró de uma sociedade perversa, cruel e mesquinha
Estou bloqueado por máquinas terrestres e e que se encontram no espaço!
Não sou Cristo, nem tampouco Sidartha Gautama! Guru já mais pensei, não tenho tino pra estas práticas
Professo minha crença e espiritualidade nas orações e pensamentos positivos pra combater e aliviar as dores que me causam
pela telecinética.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
Quero você só pra mim
Quero você só pra mim
Quero você só pra mim.
Não quero dividir você com ninguém,
e penso que você pensa a mesma coisa.
Quantas vezes andamos juntos pelo mesmo caminho,
de mãos dadas; em nenhum instante soltamo-las.
O medo tomou conta dos meus sentimentos,
e nos agarramos às histórias do passado!
Nos agarramos, desta vez, fisicamente,
entre árvores e cavernas.
Quero você só pra mim.
Entre árvores e cavernas, subterfúgio do amor.
Quero você só pra mim.
Quero você só pra mim.
No Arraial do Cabo, Porto Seguro,
Praia do Gunga, no Caribe
ou no mar da Austrália.
Quero você pra mim em qualquer lugar!!!
NADA É EM VÃO
NADA É EM VÃO
Ouvi muitas vezes essa frase:
“Este cara vive de ilusão, pensa que é fácil, tudo é fácil.
Vai trabalhar, meu irmão, nada cai do céu.
Você vive de ilusão porque quer!
Põe os pés no chão e segue a luta, em frente, irmão, adiante!”
A minha resposta vem da natureza:
do céu caem aviões, meteoros, meteoritos, granizo, chuva e neve;
às vezes, doações em paraquedas,
para suprir necessidades.
Cai a noite em forma sombria.
Só não cai a minha esperança de um dia melhor.
E só não caio porque estou equilibrado, com os pés no chão,
e sempre tive Deus na mente e no coração,
aquilo que falta a muita gente.
Não sou mágico para ser ilusionista
nem para viver de ilusão.
Por isso, segura essa, meu irmão:
nada é em vão.
Autor:
PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS
Professor de Geografia
O CABRA
O CABRA
Escuto, de longe, um galopar e o relinchar do cavalo.
Um homem estranho a chegar, vestido de roupa de couro.
Vem cá, meu filho, dá um abraço e um cheiro em seu pai.
Quem é esse homem estranho, mainha...? É seu pai.
O que é um pai!!!???
Mainha...
Larga de ser besta, menino!
Você não é filho de cegonha.
Dê um abraço logo e um cheiro.
Credo, mainha, sou obrigado a abraçar este
bode velho?
Este bode velho é seu pai, o homem sertanejo, tocador de gado.
Seu pai, cabra!
Oxê! Um menino cheirando a leite de cabra,
resmungando: toma seu rumo, cabra, e se aprume.
CONVERSA DE BAR
Conversa de Bar
Dizem que, nas conversas de bar, rolam discussões políticas com base no senso comum.
Frase um pouco contraditória, porque, quando três cabeças formadas em humanas saem de um ato ou assembleia e sentam-se à mesa d’um bar, a discussão deixa de ser no campo do senso comum para se tornar uma conversa com base no conhecimento acadêmico.
Poesias e músicas foram compostas por pessoas sentadas à mesa d’um bar,
com conhecimento ou não,
mas que vivenciam o cotidiano.
Os especialistas em políticas e senso comum deixam a desejar, não foram convidados para esta discussão na mesa d’um bar.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
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Brasileiro, Nordestino (BA), PAULISTANO, SIGNO DE PEIXES, CASADO COM A ZENAIDE, PROF.Geo e Hist
Graduação: Licenciatura e Bacharelado em GEOGRAFIA pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA (2004). CONCLUÍDO. Atualmente é professor de Educação Básica II - titular de cargo efetivo - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (E.E.PROFESSOR JOSÉ DO AMARAL MELLO) 2005 à 2016 e 2014 à 2016 (EE PEDRO ALEXANDRINO). concursado nos dois cargos. Atuou também na pmsp-sme nas emefs da zona norte 2010 a 2013 como contratado no cargo de Professor de Geografia. Tem experiência na área de EDUCAÇÃO (Geografia e História), com estágio na fundap - secretaria de estado da cultura - arquivo do estado (1995 a 1996) setor icnográfico. Possuo também curso de especialização - Lato-Sensu (Formação de Docentes Para o ensino Superior pela Universidade Nove de Julho), ano de 2006 a 2008 (400 H). Cursei 5 anos de Estudos Sociais sendo que optei no 3º ano pela área de História - pela FMU, mas não formado, ano (1992 a 1996).
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