Lista de Poemas
O INFERNO É O ESPELHO DOS OUTROS, MAS NOSSO MAIOR INIMIGO SOMOS NÓS MESMOS III!
Certa vez eu pensava, diante de uma mata espessa e virgem, à qual viria adentrar, com acalentadas e vãs esperanças, nas angústias que há nas múltiplas fomes, insaciáveis, a nos conduzirem em mortes opacas que há em vidas profusas.
Mesmo quando se adquire uma certa percepção de (in)conscientes gêneses perfidicadas por caminhos incertos, não é suficiente para se evitar pedras de tropeço, ou para se acabrunhar sonhos e desejos inexequíveis.
As certezas das torrentes, e as volutividades do pensamento; os voos das águias, e os grilhões de seus limites; os corações puros, e as mentes dissonantes; as salubridades dos analistas, e os desesperos dos doentes.
Os deuses idolatrados, e os contrafeitos servos; os vicejos dos oradores, e as procissões dos pecadores; as equidades dos juízes, e as condenações dos réus; as quimeras prometidas, e os invernos porvires.
As alegrias dos sorrisos, e as solidões imanentes; as verdades pronunciadas, e as mentiras omissas; as cacofonias compostas, e as harmonias atômicas; os amores sempiternizados, e os dissabores das traições.
As autopreservações inconscientes, e as quedas de egos inflamados; as coragens das estamparias, e as covardias abstrusas; as saudações às manhãs, e as imprecações às noites que chegam; os cernes que nos habitam, e as negações palavreadas.
As celebradas existências, e as efemeridades dos parâmetros em convergências nos mesmos elocutores de imensidades implantadas.
E ao fim, após o apagar das luzes que clareiam as múltiplas formas de atuação em tantos palcos por onde andamos com nossas personificações, a nulidade absoluta de tudo num apagamento sem fluorescências.
Mesmo quando se adquire uma certa percepção de (in)conscientes gêneses perfidicadas por caminhos incertos, não é suficiente para se evitar pedras de tropeço, ou para se acabrunhar sonhos e desejos inexequíveis.
As certezas das torrentes, e as volutividades do pensamento; os voos das águias, e os grilhões de seus limites; os corações puros, e as mentes dissonantes; as salubridades dos analistas, e os desesperos dos doentes.
Os deuses idolatrados, e os contrafeitos servos; os vicejos dos oradores, e as procissões dos pecadores; as equidades dos juízes, e as condenações dos réus; as quimeras prometidas, e os invernos porvires.
As alegrias dos sorrisos, e as solidões imanentes; as verdades pronunciadas, e as mentiras omissas; as cacofonias compostas, e as harmonias atômicas; os amores sempiternizados, e os dissabores das traições.
As autopreservações inconscientes, e as quedas de egos inflamados; as coragens das estamparias, e as covardias abstrusas; as saudações às manhãs, e as imprecações às noites que chegam; os cernes que nos habitam, e as negações palavreadas.
As celebradas existências, e as efemeridades dos parâmetros em convergências nos mesmos elocutores de imensidades implantadas.
E ao fim, após o apagar das luzes que clareiam as múltiplas formas de atuação em tantos palcos por onde andamos com nossas personificações, a nulidade absoluta de tudo num apagamento sem fluorescências.
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VIVER E APRENDER
... se ir vivendo,
como dizem, é ir aprendendo
a sonhar, a amar, á estrada
se verticalizar
e a transar,
entre outras coisas
em tantos leitos e em tantos
ares,
devo dizer
que ir morrendo é fantástica,
triste e angustiantemente
ir desaprendendo,
com a franca e fria
constatação de que tudo isso não passa
sequer de um conto
de fadas!
como dizem, é ir aprendendo
a sonhar, a amar, á estrada
se verticalizar
e a transar,
entre outras coisas
em tantos leitos e em tantos
ares,
devo dizer
que ir morrendo é fantástica,
triste e angustiantemente
ir desaprendendo,
com a franca e fria
constatação de que tudo isso não passa
sequer de um conto
de fadas!
👁️ 193
APOCALIPSE VIVO
... o tempo corre
rápido demais e o trem
chega sempre
atrasado,
tento tomar
um banho sob a lua distraída
e sou flagrado,
tento andar
às ruas e avenidas e as margens
me tragam;
tento então,
ao dormir, descansar e sonhar
e me vêm demônios
desgraçados,
por fim,
tento ligar um ar
condicionado em busca
de alívio e me queimo
por todo lado.
rápido demais e o trem
chega sempre
atrasado,
tento tomar
um banho sob a lua distraída
e sou flagrado,
tento andar
às ruas e avenidas e as margens
me tragam;
tento então,
ao dormir, descansar e sonhar
e me vêm demônios
desgraçados,
por fim,
tento ligar um ar
condicionado em busca
de alívio e me queimo
por todo lado.
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O INFERNO É O ESPELHO DOS OUTROS, MAS NOSSO MAIOR INIMIGO SOMOS NÓS MESMOS V!
A me sombrear em imensidades atormentadas
entre egos que regozijam suas emanações cálidas, me fausto em um deus de enxurradas turvas, a tecer minhas gêneses ominosas em efígies vazias.
Cinjo o céu com colorações ciprestes, e invado a terra com melodias rupestres.
Contenho os rios em minhas margens, e adorno as flores de jardins suspensos aos ares.
Voo como pássaros cibernéticos, e rastejo como serpentes viperinas.
Translucideio os cernes dos ilustres, e verbeio açoites em folhas brancas.
Enredo palavras cândidas em versos incompletos, e engesso o espelho que reflete minha face esquálida.
Exibo a formosa lenda entre as vielas oníricas, e me deito com as virgens de todos os reinos.
Pairo nas tempestades e nas brisas, e esparjo incensos às relvas rasteiras.
Abranjo os cimos dos montes mais altos, e perscruto os segredos do universo e das possibilidades.
Movimento as inércias mais distantes, e bebo dos mares mais esplendorosos.
Acalento esperanças fluorescentes, e esconjuro o porvir umbrático.
E, ao fim, desvaneço-me de meu poder, degenero-me entre meus destroços, e me apago no amanhã em que habita o silêncio sempiterno.
Sem pensamentos artificiais e sem egos ávidos em vidas que nunca houve.
entre egos que regozijam suas emanações cálidas, me fausto em um deus de enxurradas turvas, a tecer minhas gêneses ominosas em efígies vazias.
Cinjo o céu com colorações ciprestes, e invado a terra com melodias rupestres.
Contenho os rios em minhas margens, e adorno as flores de jardins suspensos aos ares.
Voo como pássaros cibernéticos, e rastejo como serpentes viperinas.
Translucideio os cernes dos ilustres, e verbeio açoites em folhas brancas.
Enredo palavras cândidas em versos incompletos, e engesso o espelho que reflete minha face esquálida.
Exibo a formosa lenda entre as vielas oníricas, e me deito com as virgens de todos os reinos.
Pairo nas tempestades e nas brisas, e esparjo incensos às relvas rasteiras.
Abranjo os cimos dos montes mais altos, e perscruto os segredos do universo e das possibilidades.
Movimento as inércias mais distantes, e bebo dos mares mais esplendorosos.
Acalento esperanças fluorescentes, e esconjuro o porvir umbrático.
E, ao fim, desvaneço-me de meu poder, degenero-me entre meus destroços, e me apago no amanhã em que habita o silêncio sempiterno.
Sem pensamentos artificiais e sem egos ávidos em vidas que nunca houve.
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A HERANÇA DE ANA
No escuro espaço
de meu quarto, coleciono pedras,
quedas e destroços
de meus desastrosos
voos;
mas o pior de tudo
é ter de conviver e de amar e beijar,
saudoso, triste e angustiadamente todos
os teus fantasmas que morreram
contigo!
de meu quarto, coleciono pedras,
quedas e destroços
de meus desastrosos
voos;
mas o pior de tudo
é ter de conviver e de amar e beijar,
saudoso, triste e angustiadamente todos
os teus fantasmas que morreram
contigo!
👁️ 145
A NOITE TE AMAVA
Quando morreste,
quebrase o pulso da noite,
e ela se tornou
tão ilúcida e escura com tua
ausência,
que nunca mais
ligou para meus sonhos, para minhas fantasias,
para meus prantos ou para meus amores
ou para minhas dores!
quebrase o pulso da noite,
e ela se tornou
tão ilúcida e escura com tua
ausência,
que nunca mais
ligou para meus sonhos, para minhas fantasias,
para meus prantos ou para meus amores
ou para minhas dores!
👁️ 107
EM UMA NOITE DE SERENO INSÍPIDO
Em uma noite
de sereno insípido,
o marujo dos mares e das eras
abarcou-se, com o corpo hígido,
às vagas de uma flor de
quimeras.
Em meio
ao alvoroço das águas superficiais,
palavras incautas moviam rimas
plácidas,
desejos ávidos
extasiavam corpos cálidos,
e enlaces dádivos polinizavam sonhos
artificiais.
Enquanto isso,
às eructações dos ventos uivantes,
lendas regozijavam com verbos
espuídos,
a hipnotizarem
as retinas cegas dos amantes
com histórias de seus grandes feitos
exequidos.
Até que,
com os novos céus cingidos
por florescentes imagens
encantadas,
acabou o marujo
com a alma estiolada;
e a flor, com as quimeras
multiplicadas!
de sereno insípido,
o marujo dos mares e das eras
abarcou-se, com o corpo hígido,
às vagas de uma flor de
quimeras.
Em meio
ao alvoroço das águas superficiais,
palavras incautas moviam rimas
plácidas,
desejos ávidos
extasiavam corpos cálidos,
e enlaces dádivos polinizavam sonhos
artificiais.
Enquanto isso,
às eructações dos ventos uivantes,
lendas regozijavam com verbos
espuídos,
a hipnotizarem
as retinas cegas dos amantes
com histórias de seus grandes feitos
exequidos.
Até que,
com os novos céus cingidos
por florescentes imagens
encantadas,
acabou o marujo
com a alma estiolada;
e a flor, com as quimeras
multiplicadas!
👁️ 115
O NIHILO ESTÁ MORTO
Clausura
do corpo: êxtases
e desejos em carnes que transpiram
suores e dádivas.
Desvarios
da mente: sonhos em voos
de águia sem rumo, e quedas
em deserto
silente.
Há manchas
na água que cai
molhando
meu medos.
Em meu corpo,
falésias se abrem com os tempos
que passam.
Em minha mente,
sonhos naufragam em eternos
que passam.
Até que,
por fim, à última noite,
tudo passe, e tão somente reste
o anseio de uma alma
angustiada!
do corpo: êxtases
e desejos em carnes que transpiram
suores e dádivas.
Desvarios
da mente: sonhos em voos
de águia sem rumo, e quedas
em deserto
silente.
Há manchas
na água que cai
molhando
meu medos.
Em meu corpo,
falésias se abrem com os tempos
que passam.
Em minha mente,
sonhos naufragam em eternos
que passam.
Até que,
por fim, à última noite,
tudo passe, e tão somente reste
o anseio de uma alma
angustiada!
👁️ 166
MEU CORAÇÃO NÃO BLASFEMA
Sei que não sei amar,
sei que nunca vou aprender a amar
um sapiens,
sei que isso,
essa loucura e essa dor nunca
irão cessar
(não restaram
nem cinzas dos ecos passados
em que estive com
ela);
mas eu quero
que tu saibas que eu tenho me esforçado,
mesmo sabendo que me transformei
inexoravelmente
em meus próprios
precipícios internos, para te dar um pouco
de companhia, sem muita da agonia
e da dor infinita que povoa
minha alma!
sei que nunca vou aprender a amar
um sapiens,
sei que isso,
essa loucura e essa dor nunca
irão cessar
(não restaram
nem cinzas dos ecos passados
em que estive com
ela);
mas eu quero
que tu saibas que eu tenho me esforçado,
mesmo sabendo que me transformei
inexoravelmente
em meus próprios
precipícios internos, para te dar um pouco
de companhia, sem muita da agonia
e da dor infinita que povoa
minha alma!
👁️ 218
MORTE ABRENUNCIADA
Fora por mim
anunciada a última tempestade,
protestaram
os deuses, os demônios, os mitos,
os ídolos e os homens;
e eu te dizia,
acautela-te, Flor de Inverno,
não tardará para que os efeitos de nossas
más escolhas
nos mostrem
o tamanho dos abismos que se esconde
em nossas almas, tão bem escondidos
por nossas palavras e por nossas
máscaras!
anunciada a última tempestade,
protestaram
os deuses, os demônios, os mitos,
os ídolos e os homens;
e eu te dizia,
acautela-te, Flor de Inverno,
não tardará para que os efeitos de nossas
más escolhas
nos mostrem
o tamanho dos abismos que se esconde
em nossas almas, tão bem escondidos
por nossas palavras e por nossas
máscaras!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*