EM UMA NOITE DE SERENO INSÍPIDO
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Em uma noite
de sereno insípido,
o marujo dos mares e das eras
abarcou-se, com o corpo hígido,
às vagas de uma flor de
quimeras.
Em meio
ao alvoroço das águas superficiais,
palavras incautas moviam rimas
plácidas,
desejos ávidos
extasiavam corpos cálidos,
e enlaces dádivos polinizavam sonhos
artificiais.
Enquanto isso,
às eructações dos ventos uivantes,
lendas regozijavam com verbos
espuídos,
a hipnotizarem
as retinas cegas dos amantes
com histórias de seus grandes feitos
exequidos.
Até que,
com os novos céus cingidos
por florescentes imagens
encantadas,
acabou o marujo
com a alma estiolada;
e a flor, com as quimeras
multiplicadas!
de sereno insípido,
o marujo dos mares e das eras
abarcou-se, com o corpo hígido,
às vagas de uma flor de
quimeras.
Em meio
ao alvoroço das águas superficiais,
palavras incautas moviam rimas
plácidas,
desejos ávidos
extasiavam corpos cálidos,
e enlaces dádivos polinizavam sonhos
artificiais.
Enquanto isso,
às eructações dos ventos uivantes,
lendas regozijavam com verbos
espuídos,
a hipnotizarem
as retinas cegas dos amantes
com histórias de seus grandes feitos
exequidos.
Até que,
com os novos céus cingidos
por florescentes imagens
encantadas,
acabou o marujo
com a alma estiolada;
e a flor, com as quimeras
multiplicadas!
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