Lista de Poemas
AMOR VIOLADO!
Eu te olhava
como um cão escondido,
com medo de ser escurraçado
a qualquer momento,
tu dizias me amar,
mas não a meu lado humanamente
canina;
eu passei muitas
madrugadas sem dormer, sonhando
com uma chance de te amar
sem gosto de dor
ou de lágrimas;
eu beijei tua boca,
entre tuas pernas abertas,
teus seios e tua alma;
eu juro que
tentei de tudo para termos algum
pedaço plantado
na eternidade,
mas acabei mesmo
foi naufragado em meio a um monte
de destroços, de vazios
e de nadas!
como um cão escondido,
com medo de ser escurraçado
a qualquer momento,
tu dizias me amar,
mas não a meu lado humanamente
canina;
eu passei muitas
madrugadas sem dormer, sonhando
com uma chance de te amar
sem gosto de dor
ou de lágrimas;
eu beijei tua boca,
entre tuas pernas abertas,
teus seios e tua alma;
eu juro que
tentei de tudo para termos algum
pedaço plantado
na eternidade,
mas acabei mesmo
foi naufragado em meio a um monte
de destroços, de vazios
e de nadas!
👁️ 105
O SONHO E O DESERTO
Não,
não sei explicar o que é
exatamene o deserto
___ em mim,
mas certamente
não é como op caminho
___ dos pássaros
que imaginam
achar tudo ao meio
___ do nada;
é algo como que,
ao contrário, se pudesse um tudo,
(sonhar, amar num eterno
___ doar-se),
tendo a certeza
de que não podemos perder
tempo, porque no fim
___ seremos nada.
não sei explicar o que é
exatamene o deserto
___ em mim,
mas certamente
não é como op caminho
___ dos pássaros
que imaginam
achar tudo ao meio
___ do nada;
é algo como que,
ao contrário, se pudesse um tudo,
(sonhar, amar num eterno
___ doar-se),
tendo a certeza
de que não podemos perder
tempo, porque no fim
___ seremos nada.
👁️ 167
POR QUE TE PERDI?
Porque te amar
era me mutilar de paz e de sossego,
porque te amar
era como visitar céus e infernos
em dias, respectivamente, de prazer
e de desespero,
porque nunca consegui
vencer os venenos que me aplicaste aos poucos,
nem os fantasmas que criaste
em mim
porque te amar era tão impossível
como tentar acender um sol em uma chuvosa
hiemal e escura madrugada!
era me mutilar de paz e de sossego,
porque te amar
era como visitar céus e infernos
em dias, respectivamente, de prazer
e de desespero,
porque nunca consegui
vencer os venenos que me aplicaste aos poucos,
nem os fantasmas que criaste
em mim
porque te amar era tão impossível
como tentar acender um sol em uma chuvosa
hiemal e escura madrugada!
👁️ 101
EGO
Sem poder escolher
por abnormal nascença,
de minhas senciências neuronais
- entre o real e o imaginário -
inauguro, reinauguro e devasso
todas as possibilidades
para que se tornem
minhas;
com o poder de escolha
que veio depois,
de minhas retinas cegas
vejo tudo que se me
faço tornar meu;
com minha boca afiada
pronuncio tudo que me apraz,
ou não,
do exato ponto,
do qual tudo me pertence.
E tudo isso
que andais a ler
nestes mal traçados versos
por aqui
- e que, por vezes,
até elogias sem muito
deles entender -,
não passa do reflexo
de meu angustiante e degredado
aprisionamento.
O que não podeis ver
é que, dentro, há um grito de desespero
pela impossível libertação
de meu próprio eu:
"Deixem-me sair!"
por abnormal nascença,
de minhas senciências neuronais
- entre o real e o imaginário -
inauguro, reinauguro e devasso
todas as possibilidades
para que se tornem
minhas;
com o poder de escolha
que veio depois,
de minhas retinas cegas
vejo tudo que se me
faço tornar meu;
com minha boca afiada
pronuncio tudo que me apraz,
ou não,
do exato ponto,
do qual tudo me pertence.
E tudo isso
que andais a ler
nestes mal traçados versos
por aqui
- e que, por vezes,
até elogias sem muito
deles entender -,
não passa do reflexo
de meu angustiante e degredado
aprisionamento.
O que não podeis ver
é que, dentro, há um grito de desespero
pela impossível libertação
de meu próprio eu:
"Deixem-me sair!"
👁️ 135
AFASTAMENTO
Afasto-me, vagarosamente,
de teu âmbito nuvem,
e monto vigorosa barreira
para conter-te as faustas dádivas,
as soberbias desvairadas
e as chuvas afiadas;
sim, já não tarda muito
para que não mais te sejas
permitido entrada
às bipolaridades de meus neons
ou aos enegrecidos degraus
de meu cerne degredado;
e te tenhas de ir
a vibrar tua boca e tua mente
encharcadas,
por outros caminhos
e outras esquizofrenias
inauguradas.
de teu âmbito nuvem,
e monto vigorosa barreira
para conter-te as faustas dádivas,
as soberbias desvairadas
e as chuvas afiadas;
sim, já não tarda muito
para que não mais te sejas
permitido entrada
às bipolaridades de meus neons
ou aos enegrecidos degraus
de meu cerne degredado;
e te tenhas de ir
a vibrar tua boca e tua mente
encharcadas,
por outros caminhos
e outras esquizofrenias
inauguradas.
👁️ 143
PURO AMOR!
Eu também
tentei te amar assim,
tão puramente,
e até procurei
a terceira margem para ver
se conseguia este grandioso
feito, creia-me;
mas agora assumo
que o mais provável
é que minhas escolhas,
como as tuas
- e a de todos -,
sejam feitas de onde
deambulamos perdidos,
entre os regozijos da palavra
e os estranhos e ominosos
degredos do cerne.
tentei te amar assim,
tão puramente,
e até procurei
a terceira margem para ver
se conseguia este grandioso
feito, creia-me;
mas agora assumo
que o mais provável
é que minhas escolhas,
como as tuas
- e a de todos -,
sejam feitas de onde
deambulamos perdidos,
entre os regozijos da palavra
e os estranhos e ominosos
degredos do cerne.
👁️ 113
AS VERDADES DO EGO!
Não gosto mesmo
das verdades proferidas pelo ego,
elas são como recusar pecados
regozijando dissimuladas
inocências:
no que se refere às flores,
especificamente,
prefiro, por obviedade,
as sem-nomes e as que ainda
não conheça;
porque já não sonho mais
com as que se me apresentam
nobres e puritanas,
enquanto povoam os discursos
dos menestréis falantes
e pousam, com suas bocetas,
pelas hastes dos tentilhões
passantes.
das verdades proferidas pelo ego,
elas são como recusar pecados
regozijando dissimuladas
inocências:
no que se refere às flores,
especificamente,
prefiro, por obviedade,
as sem-nomes e as que ainda
não conheça;
porque já não sonho mais
com as que se me apresentam
nobres e puritanas,
enquanto povoam os discursos
dos menestréis falantes
e pousam, com suas bocetas,
pelas hastes dos tentilhões
passantes.
👁️ 97
EU SEMPRE TE REPARAVA
Ainda me lembro
de quando estavas ali,
despercebida
- entre flores e cravos -;
ao longe,
teus lábios faziam
graciosas curvas sem que dissesses
uma palavra,
tuas pétalas
bailavam ao vento,
fazendo-me sonhar a nuvem
protegida.
Estranhamente
já se me tornavas vital,
mesmo antes que te percorresse
as sensuais margens,
e me naufragasse na puerícia
de tua alma.
de quando estavas ali,
despercebida
- entre flores e cravos -;
ao longe,
teus lábios faziam
graciosas curvas sem que dissesses
uma palavra,
tuas pétalas
bailavam ao vento,
fazendo-me sonhar a nuvem
protegida.
Estranhamente
já se me tornavas vital,
mesmo antes que te percorresse
as sensuais margens,
e me naufragasse na puerícia
de tua alma.
👁️ 133
PERDI A COR DA NUVEM!
Perdi a cor da nuvem
em que nos abarcamos outrora,
agora sei apenas que há um corpo
sensual e faminto a andar
por aí
- entre mares sedutores,
céus promissores e pedras-de-tropeço
de todas as cores -
a se inebriar a goles
de sonhos, amores e encantos
e outros pássaros
sapiens,
com suas vesanias às mentes,
seus regozijos às bocas
e suas extasiantes espumas
às genitálias.
Sim, perdi a cor da nuvem
em ângulos e caminhos contrários,
sem nunca termos conseguido elucidar
os mistérios de nossos ventos,
chuvas e tempestades.
em que nos abarcamos outrora,
agora sei apenas que há um corpo
sensual e faminto a andar
por aí
- entre mares sedutores,
céus promissores e pedras-de-tropeço
de todas as cores -
a se inebriar a goles
de sonhos, amores e encantos
e outros pássaros
sapiens,
com suas vesanias às mentes,
seus regozijos às bocas
e suas extasiantes espumas
às genitálias.
Sim, perdi a cor da nuvem
em ângulos e caminhos contrários,
sem nunca termos conseguido elucidar
os mistérios de nossos ventos,
chuvas e tempestades.
👁️ 187
VIVER É NÃO PENSAR
Se as coisas não nos são
de outro modo, senão o com que as vemos
com nossas sencientes e cegas
retinas;
por que eu deveria
dar algum crédito ao que regozijam
os filósofos, os religiosos
e os demais menestréis
de plantão,
ou por que deveria
pagar algum tostão que seja,
pelo conjunto a quem chamam
de sabedoria humana?
de outro modo, senão o com que as vemos
com nossas sencientes e cegas
retinas;
por que eu deveria
dar algum crédito ao que regozijam
os filósofos, os religiosos
e os demais menestréis
de plantão,
ou por que deveria
pagar algum tostão que seja,
pelo conjunto a quem chamam
de sabedoria humana?
👁️ 184
Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*