Lista de Poemas

NÚPCIAS

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ELA E O MENSAGEIRO!

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O NIILISTA MORREU CONTIGO!

Nos últimos tempos,
depois que tu partiste ao paraíso,
tenho andado tão breve
e tão mínimo,

tão exangue
no fio desta tênue vida
tão confuso, tão desérico
e tão sem abrigo

que,
em meu velho telhado
só têm pousado imensos cardumes
de nadas e de vazios!
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É DIFÍCIL SOBREVIVER!

é difícil sobreviver
neste mundo lotado de imagens
que nos levam a lugar
algum:
e, quando é para vivermos,
sem anteciparmos o dia morto,
um grande e audacioso
amor,
parece
que nos esquecemos que, como a passage
de uma avassaladora tempestade
que passa,
sempre há o risco
perda!
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O SONHO IMPOSSÍVEL!

... bela, sedutora,
simples, surgiu e veio raiando
em minhas vazias
sombras,
injetou veneno
na medida certa para não me matar
em meu coração
e esperança
em minha alma perdida
e ambulante:
depois,
partiu sem se despedir, deixando-me
somente o eco doloroso e estridente
daquele lindo sonho!
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PAISAGEM VAZIA!

... meus tenros sonhos
viraram pesadelos definitivos,
dos quais não consigo escapar
meu meus hábitos
caninhos;
desde os amanheceres,
os dias estão brancos como
folhas frias,
como a alma
deste poeta niilista, a tentar escrever
poesias com seus vazios
encardidos!
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ANIMAL RACIONAL!

A carne é tudo,
a carne sempre anseia novos
corpos, e a mente escolhe como, onde,
com quem e quando será
feito,

seja lá o que venha
a ser feito.

Mas é preciso,
neste paradoxal compêndio,
ter cuidado tanto com o amor puro
como com os impulsos da própria
carne,

pois, quando se acordam
difusos desejos, costuma-se perder o controle
sobre o que estamos
mais viciados:

no amor,
no desejo ou no gosto pelo
autoaniquilamento, como dor de parto
que nos faça sentir vivos
novamente!

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AINDA ME LEMBRO!

Ainda me lembro bem,
depois que ela partiu para longe
escreveu-me uma carta
de amor,
sua caligrafia estava
trêmula e me cheirava, já naquela
minha tenra idade, amor
e poesia:
naquela carta
ela falava de uma dor de saudade
suada, devido ao grande amor
que tivemos em alguns dias
de verão.
Vez em quando,
hoje, ainda me pego em silêncio
com algumas lágrimas descendo
aos olhos
e imaginando
que, se fôssemos mais fores e mais adultos,
ainda poderíamos hoje, e eternamente,
estarmos juntos!
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QUANDO NAVEGUEI TUAS ÁGUAS!

Eu tive um rio,
um rio imenso e de belas
e largas margens,

um rio que me permitia
sonhos, devaneiros, navegações
e todo tipo de viagem;

sim,
eu tinha um rio que
eu amava mais do que tudo
na vida:

hoje eu ainda tenho
e ainda amo este rio que
(com sua morte) ficou em minha mente
para sempre represado!
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ERIÇADO!

Confesso
que fiquei eriçado e todo arrepiado
quando te vi ali naquela
piscina,
com sinais
de alguns mínimos pelinhos
descapados da beira
do biquíni,
com os seios
formando uma covinha
sedutoramente
linda
e com a calcinha
penetrando sua deliciosa
bundinha!
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Comentários (7)

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fernanda_xerez
2018-08-17

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez
2018-02-26

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium
2018-01-09

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez
2017-12-23

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez
2017-12-23

Lindo e provocante!