Lista de Poemas
EU CREIO
Pode até ser que houvesse
(realmente) aquele grande amor,
que nos regozijávamos em leitos quentes
e em sempiternidades
brancas;
mas houve-nos também
uma ébria, amarga e fatal escolha:
a de nos fazer (em pleno verão)
um sombrio e mortal
in(f)verno.
(realmente) aquele grande amor,
que nos regozijávamos em leitos quentes
e em sempiternidades
brancas;
mas houve-nos também
uma ébria, amarga e fatal escolha:
a de nos fazer (em pleno verão)
um sombrio e mortal
in(f)verno.
205
UM POEMA ANTIGO III
Dizes que não te amo,
que não te quero e que não ligo
para quase para nada
que dizes a mim;
e, de fato,
talvez eu não saiba amar
cá deste meu angustiante deserto interno,
de onde te imagino
(em poesias
escritas às secas areias do cerne)
tão bela e esplêndida
como um feixe de helianto azul
fugido casuisticamente
do destino,
a atravessar-me
[cortantemente] o perfumado silêncio
das solitárias e tristes
noites.
que não te quero e que não ligo
para quase para nada
que dizes a mim;
e, de fato,
talvez eu não saiba amar
cá deste meu angustiante deserto interno,
de onde te imagino
(em poesias
escritas às secas areias do cerne)
tão bela e esplêndida
como um feixe de helianto azul
fugido casuisticamente
do destino,
a atravessar-me
[cortantemente] o perfumado silêncio
das solitárias e tristes
noites.
136
QUERES AMAR EM MIM É TEUS NÃO PRATICADOS IDEAIS!
Pedes-me
palavras dádivas, sublimes e alvas
em um poema de amor,
e digo que não,
e não devias nem
ter pedido uma coisa dessa, logo a mim:
um incorrigível
niilista;
porque tu
não irias gostar de saber
o que está verdadeiramente por trás
de nossas sencientes razões
e emoções,
porque tu
não gostarias de saber
o que as estrelas já presenciaram, distantemente,
de nossas tão espetaculares
como dissimuladas
atuações.
palavras dádivas, sublimes e alvas
em um poema de amor,
e digo que não,
e não devias nem
ter pedido uma coisa dessa, logo a mim:
um incorrigível
niilista;
porque tu
não irias gostar de saber
o que está verdadeiramente por trás
de nossas sencientes razões
e emoções,
porque tu
não gostarias de saber
o que as estrelas já presenciaram, distantemente,
de nossas tão espetaculares
como dissimuladas
atuações.
150
PENSEI, LOGO ERREI!
Pensei
que todos os relâmpagos e que
todas as tempestades de amor tivessem
ficado para trás;
pensei que
podia, enfim, ter um sonho
comungado de bem querer, de fantasias
e de desejo em paz:
ledo engano deste
humano, no pouco que retirou a máscara
com que afogava suas dores
e angústias
e condenava
tudo ao mesmo ponto de origem
e à real condição agora imperceptível
ao sapiens: o nada!
125
POR ENQUANTO NÃO
... quando
eu for só brisa,
ou nem isso
mais;
não orem por mim,
apenas digam ao mundo,
conforme
seus imundos olhares e conforme
lhes convier,
quem fui
neste mundo de loucos.
eu for só brisa,
ou nem isso
mais;
não orem por mim,
apenas digam ao mundo,
conforme
seus imundos olhares e conforme
lhes convier,
quem fui
neste mundo de loucos.
151
EU, ELA E O MAR
Eu olhava de detrás
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
140
UM DIA NÃO MUITO DISTANTE
Um dia não vão mais me achar
e não terão onde mais mirar nada
além de suas paravras voláteis em flocos
de luzes ou sombras;
um dia não irei mais sonhar,
esvaziar-se-á o meu mare não restará
dele sequer alguma brisa
de esperança;
sim,
um dia, não muito distante,
todos os meus desejos, todos os meus segredos
e todas as minhas lucidezes
e insânias
estarão comigo
enterrados em algum desconhecido
e vazio lugar!
e não terão onde mais mirar nada
além de suas paravras voláteis em flocos
de luzes ou sombras;
um dia não irei mais sonhar,
esvaziar-se-á o meu mare não restará
dele sequer alguma brisa
de esperança;
sim,
um dia, não muito distante,
todos os meus desejos, todos os meus segredos
e todas as minhas lucidezes
e insânias
estarão comigo
enterrados em algum desconhecido
e vazio lugar!
195
Comentários (7)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!


Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*