Lista de Poemas
A PAZ É TAMBÉM SEMPRE UMA ESCOLHA
Quando se força
(dos amantes em recorrentes chuvas)
a paz à sublime morada
do silêncio,
acabam-se
as fábulas máculas das frívolas paixões
e cessam-se as essências inventadas
das exíguas ilusões:
apenas flores murchas
e algumas dolorosas e angustiantes
reminiscências
submissas
restam suspensas,
entre a serenidade das longínquas estrelas
e a proximidade da cova
ao chão.
(dos amantes em recorrentes chuvas)
a paz à sublime morada
do silêncio,
acabam-se
as fábulas máculas das frívolas paixões
e cessam-se as essências inventadas
das exíguas ilusões:
apenas flores murchas
e algumas dolorosas e angustiantes
reminiscências
submissas
restam suspensas,
entre a serenidade das longínquas estrelas
e a proximidade da cova
ao chão.
163
O SER É PIOR QUE O INFERNO DE DANTE!
Sigo sendo
aqui o símbolo das sombras
e dos falsos reflexos das retinas
sapiens,
alguns até
me denominam cão do diabo
ou entidade da destruição filosófica
do homem:
e eu aceito
tudo o que têm dito de mim,
e já há muito tempo, pois eu realmente
sinto que tenho sido o averno
ensombrecido
que, em si,
carregam sempre escondido!
aqui o símbolo das sombras
e dos falsos reflexos das retinas
sapiens,
alguns até
me denominam cão do diabo
ou entidade da destruição filosófica
do homem:
e eu aceito
tudo o que têm dito de mim,
e já há muito tempo, pois eu realmente
sinto que tenho sido o averno
ensombrecido
que, em si,
carregam sempre escondido!
115
VERDADES RASGADAS COM PSEUDOVERDADES SAPIENS
A verdade virgem
do Cosmo, uma vez surgida em seu seio,
a abnormidade humana,
jamais,
enquanto esta existir, poderá
novamente estar limpa
e intocada!
do Cosmo, uma vez surgida em seu seio,
a abnormidade humana,
jamais,
enquanto esta existir, poderá
novamente estar limpa
e intocada!
168
ENTENDA QUEM PUDER
Quando a luz
refletida em nossas retinas
transmite dúvidas ou até mesmo
duas respostas
ao que se pensa,
sente ou se diz à estrada,
há uma senciente
rebelião no Universo, que pode
ser comparada à ideia de abundância
de água em um aridíssimo
deserto!
209
INEXORÁVEIS HERANÇAS
Quando partimos,
deixamos sempre dois espaços
de lembranças para trás, nas mentes
e nos corações
daqueles
que outrora nos acompanharam
e disseram nos amar?
Um branco
e um demasiado negro!
175
NEM FORÇA, NEM SUBLIMIDADE
... uns velhos vinis,
uns vinhos também velhos,
as músicas eram clássicos do arco
da velha,
os paus eram velhos,
e havia até um tio no meio,
e pensava ser forte,
mas a força era tão velha e patética,
e velha também era a palavra
que peidava ao vento;
e o Deus dela
sempre falhava, ou era ela
que com ele falhava.
Sem querer
digladiar com Dylan Thomas,
afundei mais de metro
para aguentar uma estética
assim tão fraca
e esquizofrênica;
então deixei
o sublime concerto,
e fui ver as estrelas e as siriricas
que dançavam um funk, um roque,
e comemoram e se masturbavam,
sob o luar,
a vida sob sua autêntica
forma;
e ela, de repente,
surtou.
uns vinhos também velhos,
as músicas eram clássicos do arco
da velha,
os paus eram velhos,
e havia até um tio no meio,
e pensava ser forte,
mas a força era tão velha e patética,
e velha também era a palavra
que peidava ao vento;
e o Deus dela
sempre falhava, ou era ela
que com ele falhava.
Sem querer
digladiar com Dylan Thomas,
afundei mais de metro
para aguentar uma estética
assim tão fraca
e esquizofrênica;
então deixei
o sublime concerto,
e fui ver as estrelas e as siriricas
que dançavam um funk, um roque,
e comemoram e se masturbavam,
sob o luar,
a vida sob sua autêntica
forma;
e ela, de repente,
surtou.
189
COLEÇÃO DE DESTROÇOS
... quanto
mais alto o galho,
mais dura e dolorosa
é a queda:
por esta
estrada em que andamos,
à beira
do erro, sempre andamos;
em amores,
desejos, desterros
e enterros,
sempre
quanto mais pensar acertar
estamos!
mais alto o galho,
mais dura e dolorosa
é a queda:
por esta
estrada em que andamos,
à beira
do erro, sempre andamos;
em amores,
desejos, desterros
e enterros,
sempre
quanto mais pensar acertar
estamos!
158
O GRANDE MAR TEU
Um dia serás
cingido, ó grande Mar,
com o escarro de meus laivos
líquidos póstumos,
quando não
houver mais hóspedes náufragos
às minhas planícies, nem pássaros feridos
a habitarem minhas matas
sombrias.
Ao chegar desse tempo
- de passagem ao frio apagamento -
haverei de deixar tudo, ó Mar dos mitos,
das lendas e das amorosas
contendas,
para ver em tua impetuosa
imensidade, os destroços dos corpos,
corações e almas, que lhe
foram naufragados.
cingido, ó grande Mar,
com o escarro de meus laivos
líquidos póstumos,
quando não
houver mais hóspedes náufragos
às minhas planícies, nem pássaros feridos
a habitarem minhas matas
sombrias.
Ao chegar desse tempo
- de passagem ao frio apagamento -
haverei de deixar tudo, ó Mar dos mitos,
das lendas e das amorosas
contendas,
para ver em tua impetuosa
imensidade, os destroços dos corpos,
corações e almas, que lhe
foram naufragados.
126
ASSUSTADORAMENTE ABRASADOR!
... teu olhar
é uma lâmina de sol,
a cortar
desertos, mares e paraísos
onde brincas, danças
e transas
sob
céus azuis, madrugadas
escuras e luares
crepusculares;
teu olhar
está entre o riso e o pranto
dos que te olham
e entre
o frio e o quentume daqueles
que de amam;
sim,
teu olhar vai além das curvas,
além dos rios, além das
camas,
teu olhar
é, de sol, uma lamina!
é uma lâmina de sol,
a cortar
desertos, mares e paraísos
onde brincas, danças
e transas
sob
céus azuis, madrugadas
escuras e luares
crepusculares;
teu olhar
está entre o riso e o pranto
dos que te olham
e entre
o frio e o quentume daqueles
que de amam;
sim,
teu olhar vai além das curvas,
além dos rios, além das
camas,
teu olhar
é, de sol, uma lamina!
189
É PRECISO VOLTAR A ARDER(SE)!
... para
se abrirem novos caminhos,
para
se pavimentarem novos sonhos
e novos céus,
para
voltar a acreditar que
um grande amor
seja possível
(para foder, não,
para foder é fácil, basta ficar
ao nível do chão e liberar a erstrutura
dos sentidos),
é primeiro
preciso curar-se das profundas
feridas que não se
cicatrizam!
se abrirem novos caminhos,
para
se pavimentarem novos sonhos
e novos céus,
para
voltar a acreditar que
um grande amor
seja possível
(para foder, não,
para foder é fácil, basta ficar
ao nível do chão e liberar a erstrutura
dos sentidos),
é primeiro
preciso curar-se das profundas
feridas que não se
cicatrizam!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*