Lista de Poemas
O SER É PIOR QUE O INFERNO DE DANTE!
Sigo sendo
aqui o símbolo das sombras
e dos falsos reflexos das retinas
sapiens,
alguns até
me denominam cão do diabo
ou entidade da destruição filosófica
do homem:
e eu aceito
tudo o que têm dito de mim,
e já há muito tempo, pois eu realmente
sinto que tenho sido o averno
ensombrecido
que, em si,
carregam sempre escondido!
aqui o símbolo das sombras
e dos falsos reflexos das retinas
sapiens,
alguns até
me denominam cão do diabo
ou entidade da destruição filosófica
do homem:
e eu aceito
tudo o que têm dito de mim,
e já há muito tempo, pois eu realmente
sinto que tenho sido o averno
ensombrecido
que, em si,
carregam sempre escondido!
👁️ 110
O GRANDE MAR TEU
Um dia serás
cingido, ó grande Mar,
com o escarro de meus laivos
líquidos póstumos,
quando não
houver mais hóspedes náufragos
às minhas planícies, nem pássaros feridos
a habitarem minhas matas
sombrias.
Ao chegar desse tempo
- de passagem ao frio apagamento -
haverei de deixar tudo, ó Mar dos mitos,
das lendas e das amorosas
contendas,
para ver em tua impetuosa
imensidade, os destroços dos corpos,
corações e almas, que lhe
foram naufragados.
cingido, ó grande Mar,
com o escarro de meus laivos
líquidos póstumos,
quando não
houver mais hóspedes náufragos
às minhas planícies, nem pássaros feridos
a habitarem minhas matas
sombrias.
Ao chegar desse tempo
- de passagem ao frio apagamento -
haverei de deixar tudo, ó Mar dos mitos,
das lendas e das amorosas
contendas,
para ver em tua impetuosa
imensidade, os destroços dos corpos,
corações e almas, que lhe
foram naufragados.
👁️ 123
SOBRAS
Bem,
vejamos o que resta
de teus anjos, mitos e lendas
que contaste outrora
aqui:
"estilhaços de nadas".
Bem,
agora vejamos o que resta
de teus anjos, mitos e lendas
aí, à tua demente mente
e seco certe:
"nada diferente
do que eu sempre te disse
que restaria".
👁️ 132
UM DIA NÃO MUITO DISTANTE
Um dia não vão mais me achar
e não terão onde mais mirar nada
além de suas paravras voláteis em flocos
de luzes ou sombras;
um dia não irei mais sonhar,
esvaziar-se-á o meu mare não restará
dele sequer alguma brisa
de esperança;
sim,
um dia, não muito distante,
todos os meus desejos, todos os meus segredos
e todas as minhas lucidezes
e insânias
estarão comigo
enterrados em algum desconhecido
e vazio lugar!
e não terão onde mais mirar nada
além de suas paravras voláteis em flocos
de luzes ou sombras;
um dia não irei mais sonhar,
esvaziar-se-á o meu mare não restará
dele sequer alguma brisa
de esperança;
sim,
um dia, não muito distante,
todos os meus desejos, todos os meus segredos
e todas as minhas lucidezes
e insânias
estarão comigo
enterrados em algum desconhecido
e vazio lugar!
👁️ 190
EU CREIO
Pode até ser que houvesse
(realmente) aquele grande amor,
que nos regozijávamos em leitos quentes
e em sempiternidades
brancas;
mas houve-nos também
uma ébria, amarga e fatal escolha:
a de nos fazer (em pleno verão)
um sombrio e mortal
in(f)verno.
(realmente) aquele grande amor,
que nos regozijávamos em leitos quentes
e em sempiternidades
brancas;
mas houve-nos também
uma ébria, amarga e fatal escolha:
a de nos fazer (em pleno verão)
um sombrio e mortal
in(f)verno.
👁️ 199
EU AFIRMO. A ID É A IRMÃ GÊMEA DA VAIDADE E, EMBORA DELICIOSA, PODE TER CONSEQUÊNCIAS DEVASTADORAS
Meu corpo
tem uma consciência diferente
da minha,
meu corpo exige
comida, água e sexo todo dia,
minha mente pede
poesia, filosofia e sonhos todo dia:
neste cenário de guerra
intrínseca, toda luz que se me apareceu
demonstrou-se insuficiente
para me posicionar
melhor quanto a minha inalienáveis escolhas
e suas respectivas consequências
na existencial ponte,
sobretudo
em dias sem a incidência do sol!
tem uma consciência diferente
da minha,
meu corpo exige
comida, água e sexo todo dia,
minha mente pede
poesia, filosofia e sonhos todo dia:
neste cenário de guerra
intrínseca, toda luz que se me apareceu
demonstrou-se insuficiente
para me posicionar
melhor quanto a minha inalienáveis escolhas
e suas respectivas consequências
na existencial ponte,
sobretudo
em dias sem a incidência do sol!
👁️ 161
DASEIN X DASEIN
Não era só Ana.
eu também e todos vós que
me ledes e os que não
me leem;
todos os daseins,
para amarem, relacionarem-se seja
da forma que escolherem se torna um potencial
inimigo,
tendo-se em vista
que todos, consciente ou inconscientemente,
carregam venenos que injeta pensando
ser a medida certa para não matar
o amante ou o amigo!
eu também e todos vós que
me ledes e os que não
me leem;
todos os daseins,
para amarem, relacionarem-se seja
da forma que escolherem se torna um potencial
inimigo,
tendo-se em vista
que todos, consciente ou inconscientemente,
carregam venenos que injeta pensando
ser a medida certa para não matar
o amante ou o amigo!
👁️ 216
UM POEMA ANTIGO III
Dizes que não te amo,
que não te quero e que não ligo
para quase para nada
que dizes a mim;
e, de fato,
talvez eu não saiba amar
cá deste meu angustiante deserto interno,
de onde te imagino
(em poesias
escritas às secas areias do cerne)
tão bela e esplêndida
como um feixe de helianto azul
fugido casuisticamente
do destino,
a atravessar-me
[cortantemente] o perfumado silêncio
das solitárias e tristes
noites.
que não te quero e que não ligo
para quase para nada
que dizes a mim;
e, de fato,
talvez eu não saiba amar
cá deste meu angustiante deserto interno,
de onde te imagino
(em poesias
escritas às secas areias do cerne)
tão bela e esplêndida
como um feixe de helianto azul
fugido casuisticamente
do destino,
a atravessar-me
[cortantemente] o perfumado silêncio
das solitárias e tristes
noites.
👁️ 130
ANDARILHO DAS AREIAS
Com minhas asas
pousado e vazio em minha ilha
desértica,
tentaram dar-me
algum alento, algum sentido
e alguma esperança:
foi um erro
celestial cometido por um anjo
incauto,
que caiu nos mesmos
caminhos de descontrole, de chuvas
de fogo e de lágrimas
incontidas,
advindas
das dores contidas na alma
do moribundo e decrépito andarinho
das areias!
pousado e vazio em minha ilha
desértica,
tentaram dar-me
algum alento, algum sentido
e alguma esperança:
foi um erro
celestial cometido por um anjo
incauto,
que caiu nos mesmos
caminhos de descontrole, de chuvas
de fogo e de lágrimas
incontidas,
advindas
das dores contidas na alma
do moribundo e decrépito andarinho
das areias!
👁️ 177
QUANDO A INSENCIÊNCIA RETORNAR
Cinzenta manhã
do primeriro dia do ano,
tu aguças
meu olfato e atiças meu desejos
pelas eternas sombras
da paz;
todos as temem
de detrás de seus humanos vitrais,
porque não a compreendem em sua essência
não-sapiens,
mas eu anseio
um não-ser, que só pode me pertender
depois que definitivamente
me deitar em seus braços!
do primeriro dia do ano,
tu aguças
meu olfato e atiças meu desejos
pelas eternas sombras
da paz;
todos as temem
de detrás de seus humanos vitrais,
porque não a compreendem em sua essência
não-sapiens,
mas eu anseio
um não-ser, que só pode me pertender
depois que definitivamente
me deitar em seus braços!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*