NEM FORÇA, NEM SUBLIMIDADE
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
... uns velhos vinis,
uns vinhos também velhos,
as músicas eram clássicos do arco
da velha,
os paus eram velhos,
e havia até um tio no meio,
e pensava ser forte,
mas a força era tão velha e patética,
e velha também era a palavra
que peidava ao vento;
e o Deus dela
sempre falhava, ou era ela
que com ele falhava.
Sem querer
digladiar com Dylan Thomas,
afundei mais de metro
para aguentar uma estética
assim tão fraca
e esquizofrênica;
então deixei
o sublime concerto,
e fui ver as estrelas e as siriricas
que dançavam um funk, um roque,
e comemoram e se masturbavam,
sob o luar,
a vida sob sua autêntica
forma;
e ela, de repente,
surtou.
uns vinhos também velhos,
as músicas eram clássicos do arco
da velha,
os paus eram velhos,
e havia até um tio no meio,
e pensava ser forte,
mas a força era tão velha e patética,
e velha também era a palavra
que peidava ao vento;
e o Deus dela
sempre falhava, ou era ela
que com ele falhava.
Sem querer
digladiar com Dylan Thomas,
afundei mais de metro
para aguentar uma estética
assim tão fraca
e esquizofrênica;
então deixei
o sublime concerto,
e fui ver as estrelas e as siriricas
que dançavam um funk, um roque,
e comemoram e se masturbavam,
sob o luar,
a vida sob sua autêntica
forma;
e ela, de repente,
surtou.
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