Lista de Poemas
VELHOS E BONS TEMPOS
... tardes desesperadas
___ de sol,
o cheiro
___ de plástico dos natais,
bolinhos
de chuvas nas noites
___ de sábado,
a carne
tirada da gordura branca
da lata cheirava
___ ao quarteirão,
a primeira
punheta com uma calcinha
___ esquecida no banheiro,
bodoques
e mamonas eram minhas
___ armas,
a cabana
___ foi abandonada,
a cabana
que fiz outrora na infânci
___ perdida,
e não restou,
além da casa fria e vazia,
___ mais nada!
___ de sol,
o cheiro
___ de plástico dos natais,
bolinhos
de chuvas nas noites
___ de sábado,
a carne
tirada da gordura branca
da lata cheirava
___ ao quarteirão,
a primeira
punheta com uma calcinha
___ esquecida no banheiro,
bodoques
e mamonas eram minhas
___ armas,
a cabana
___ foi abandonada,
a cabana
que fiz outrora na infânci
___ perdida,
e não restou,
além da casa fria e vazia,
___ mais nada!
142
DECLARAÇÃO
... nesta manhã
de domingo, silente e fria,
___eu declaro ao mundo:
ouve-me,
___ mas não me creias;
já fui lavrador
de ilusões em terrenos
___ baldios,
já fui compositor
de músicas para ouvidos
___ moucos,
já fui malabaris
___ de belos fonemas vazios,
já fui até anjo
___ a beber demônias escondido;
antes, portanto,
irdes às nuvens, às esquinas
e às encruzilhadas
___ floridas,
por onde,
pelo menos, podereis dizer
que vos amam ou que
___ vos bem querem,
porque,
deste meu anguloso
e angustiante momento ao deserto
___ (que não passa),
nem isso mais,
sem o morrer das faustas luzes
do palco, permitir-me
___ posso.
de domingo, silente e fria,
___eu declaro ao mundo:
ouve-me,
___ mas não me creias;
já fui lavrador
de ilusões em terrenos
___ baldios,
já fui compositor
de músicas para ouvidos
___ moucos,
já fui malabaris
___ de belos fonemas vazios,
já fui até anjo
___ a beber demônias escondido;
antes, portanto,
irdes às nuvens, às esquinas
e às encruzilhadas
___ floridas,
por onde,
pelo menos, podereis dizer
que vos amam ou que
___ vos bem querem,
porque,
deste meu anguloso
e angustiante momento ao deserto
___ (que não passa),
nem isso mais,
sem o morrer das faustas luzes
do palco, permitir-me
___ posso.
138
O SAL DO SER!
... e algo que
se deneminou de ser,
surgiu;
e depois que
surgiumos tudo se tornou
inexoravelmente,
por desconhecida
condenação,
fruto da mente
humana!
se deneminou de ser,
surgiu;
e depois que
surgiumos tudo se tornou
inexoravelmente,
por desconhecida
condenação,
fruto da mente
humana!
181
PSIQUÉS E IMPULSOS
... quase nada sabem,
muito menos que o desejo nos primitivo
e nada mais se trata do que
tentar sempre recuperar
o primeiro prazer;
trazendo-nos
como consequência, se em exagero,
características de loucos assassinos e, se em
contenção, a famigerada características
dos impotenteé
simplesmente porque,
entre o ser-eu e o ser-multidão, Freud,
há um diferença tão grande
que se pode
chegar não se tratar
do mesmo ser e, por inconsciente autodefesa,
não percepem!
muito menos que o desejo nos primitivo
e nada mais se trata do que
tentar sempre recuperar
o primeiro prazer;
trazendo-nos
como consequência, se em exagero,
características de loucos assassinos e, se em
contenção, a famigerada características
dos impotenteé
simplesmente porque,
entre o ser-eu e o ser-multidão, Freud,
há um diferença tão grande
que se pode
chegar não se tratar
do mesmo ser e, por inconsciente autodefesa,
não percepem!
117
A INQUILINA
... a certa altura
(após longo tempo ausentes)
perguntou ela, dramática
e embuscadamente:
"Eu só queria saber
qual a razão de você não falar
mais comigo";
"... porque
és como aquela mulher
[da qual não contou o mito]
ainda mais bela
que Helena,
que quis servir
- honrada e lealmente - a Tróia,
copulando escondida com
promíscuos aqueus!",
respondeu-lhe
ainda chovendo e trovejando
ele.
(após longo tempo ausentes)
perguntou ela, dramática
e embuscadamente:
"Eu só queria saber
qual a razão de você não falar
mais comigo";
"... porque
és como aquela mulher
[da qual não contou o mito]
ainda mais bela
que Helena,
que quis servir
- honrada e lealmente - a Tróia,
copulando escondida com
promíscuos aqueus!",
respondeu-lhe
ainda chovendo e trovejando
ele.
144
A MATA SAPIENS
Silente, a floresta
segue seu curso e não se verga
pelo ser
a nenhuma senciência
e a nenhum capricho, a nenhuma fausta
demência;
por outra,
é fechada e compacta,
embora não a sintamos com nossas
faustas asas,
embora
nos enventemos tantas e tantas
luzes aureoladas.
segue seu curso e não se verga
pelo ser
a nenhuma senciência
e a nenhum capricho, a nenhuma fausta
demência;
por outra,
é fechada e compacta,
embora não a sintamos com nossas
faustas asas,
embora
nos enventemos tantas e tantas
luzes aureoladas.
167
E AO FIM, FOSTE TAMBÉM AO NADA!
Pobre purista
culta:
só se parece mesmo
com um anjo,
quando está em uma
mortalha forçada
de dor, silêncio
e angústia.
culta:
só se parece mesmo
com um anjo,
quando está em uma
mortalha forçada
de dor, silêncio
e angústia.
134
CHAOS THEORY
Dizem que tudo pode mudar,
quando bate as asas uma borboleta;
digo eu que isso e tudo o mais
certamente é mudado
toda vez que o sapiens firma
suas retinas para ver, contemplar,
admirar, imaginar ou pensar
em algo!
quando bate as asas uma borboleta;
digo eu que isso e tudo o mais
certamente é mudado
toda vez que o sapiens firma
suas retinas para ver, contemplar,
admirar, imaginar ou pensar
em algo!
151
A ETERNA
Sob teu céu
voaram esplêndias águias
douradas, todas com asas de ouro
e com cantos idílicos,
todos fortes,
esplêndidos, plácidos, flores,
mitológicos e afloradamente
estáticos;
sobre teu leito
ebúrneo, copulavam contigo diversos
anjos, igualmente incônscios, igualmente marinhos,
igualmente lunáticos e ugualmente
safados;
e agora, sigo eu,
sobre teu túmulo e apenas com a lembrança tua
olvidando-me do sonho que eu te contara
naquela época em que ainda
andavas comigo,
acerda de tua passagem
à outra esfera, deixando-me completamente
abandonado e sozinho no escuríssimo
prédio!
voaram esplêndias águias
douradas, todas com asas de ouro
e com cantos idílicos,
todos fortes,
esplêndidos, plácidos, flores,
mitológicos e afloradamente
estáticos;
sobre teu leito
ebúrneo, copulavam contigo diversos
anjos, igualmente incônscios, igualmente marinhos,
igualmente lunáticos e ugualmente
safados;
e agora, sigo eu,
sobre teu túmulo e apenas com a lembrança tua
olvidando-me do sonho que eu te contara
naquela época em que ainda
andavas comigo,
acerda de tua passagem
à outra esfera, deixando-me completamente
abandonado e sozinho no escuríssimo
prédio!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*