Lista de Poemas
O DASEIN E A COMPOSIÇÃO
... deve-se
aproveitar o luar
para flutuar e em escondidelas
vias pousar,
porque,
do dia ao raiasr
começam logo cedo nova batalha
em meio à luzes
sola,
a cismos,
a perigos e a despudores
vestidos!
aproveitar o luar
para flutuar e em escondidelas
vias pousar,
porque,
do dia ao raiasr
começam logo cedo nova batalha
em meio à luzes
sola,
a cismos,
a perigos e a despudores
vestidos!
117
PESOS E BALANÇAS
Ninfetas e garanhões
a alisarem peles, peitos e genitálias
em seus leitos infames;
anjos e santas
a se consolarem, com sonhos, asas e mãos,
em seus paraísos secretos;
homens-vales,
homens-insones, homens-insanos:
whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis,
mozarts e o esbambal:
Putos, todos putos,
proxenetas, como eu, de palavras
voláteis (vadias) e de oníricos
orgasmos vazios.
a alisarem peles, peitos e genitálias
em seus leitos infames;
anjos e santas
a se consolarem, com sonhos, asas e mãos,
em seus paraísos secretos;
homens-vales,
homens-insones, homens-insanos:
whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis,
mozarts e o esbambal:
Putos, todos putos,
proxenetas, como eu, de palavras
voláteis (vadias) e de oníricos
orgasmos vazios.
132
QUANDO A LUZ SE APAGA
De dentro desde quarto
solitário, mofado e fechado,
quantas vezes
terei ainda de chorar minhas dores
e minhas saudade
por aquela
que partiu tão jovem
e não volta nunca
mais?
solitário, mofado e fechado,
quantas vezes
terei ainda de chorar minhas dores
e minhas saudade
por aquela
que partiu tão jovem
e não volta nunca
mais?
132
AINDA É NOSSO TEMPO!
Há tempos
em que nos sentimos como mortos vivos,
como quem já partira há muito
e se esquecera de deitar,
há tempos
em que nos sentimos solitários
como a lua a brilhar em um céu eterno.
Infinito e cheio de brilhoas longinguazmente
vazios,
há trempo
em que nos perdemos entre sonhos,
esperanças, desejos, sombriedades e estupidedez
humanas,
há também o tempo
em que iremos realmente morrer
nos deitar ao apagamento em que o absolutamente
nada vigora.
Antes porém,
que nos chegue este fatídico tarde demais,
escolhamos um tempo, um canto e um encanto
que nos permita, com sublime amor
e ardente queimor,
nos tocas os lábios
e apaixonadamente nos entregarmos
e nos beijarmos!
em que nos sentimos como mortos vivos,
como quem já partira há muito
e se esquecera de deitar,
há tempos
em que nos sentimos solitários
como a lua a brilhar em um céu eterno.
Infinito e cheio de brilhoas longinguazmente
vazios,
há trempo
em que nos perdemos entre sonhos,
esperanças, desejos, sombriedades e estupidedez
humanas,
há também o tempo
em que iremos realmente morrer
nos deitar ao apagamento em que o absolutamente
nada vigora.
Antes porém,
que nos chegue este fatídico tarde demais,
escolhamos um tempo, um canto e um encanto
que nos permita, com sublime amor
e ardente queimor,
nos tocas os lábios
e apaixonadamente nos entregarmos
e nos beijarmos!
151
SER HORRENDO II
... isso,
compremos carros,
luxuosas casas, vamos para
as praia curtir um céu
___ ensolarado,,
deixemos
um monte de grana
nos motéis da cidade, onde
comemos nossas putas
___ angelicadas;
usemos
nossos melhores ternos
e gravatas, façamos de nossas palavras
uma força para convencimento
___ de massas;
mas não nos
esqueçamos, hipócritas, que o niilista
sempre fala que, enquanto isso,
crianças ainda morrem de fome
___ e maltratadas!
compremos carros,
luxuosas casas, vamos para
as praia curtir um céu
___ ensolarado,,
deixemos
um monte de grana
nos motéis da cidade, onde
comemos nossas putas
___ angelicadas;
usemos
nossos melhores ternos
e gravatas, façamos de nossas palavras
uma força para convencimento
___ de massas;
mas não nos
esqueçamos, hipócritas, que o niilista
sempre fala que, enquanto isso,
crianças ainda morrem de fome
___ e maltratadas!
179
O CONTROLE DA MARGEM
Se continuarmos
a não controlarmos nossas insânias
possessivas, vamos matar
nosso amor,
bem mais que
por uma dolorosa ausência.
Vamos continuar
a enforcá-lo, a feri-lo, a chutá-lo
como a um cão sarnento e a jogá-lo
em algum abismo
cinzento,
até que,
entre as incessantes chuvas de fogo,
não nos reste mais nenhum
sentimento.
114
SER HORRENDO
... os templos
não compreendem as razões
e as loucuras do mundo,
às vezes violadas,
às vezes soterradas em campos
de batalha,
sangue nos olhos,
sangue na boca,
sangue sobre os destroços
que ficaram;
e elas não
entendem, não entendem nada,
às vezes nem choram
as dores que sentem,
elas ainda
não compreendem as insânias
e as atrocidades cometidas
pelos adultos, seus
pais!
não compreendem as razões
e as loucuras do mundo,
às vezes violadas,
às vezes soterradas em campos
de batalha,
sangue nos olhos,
sangue na boca,
sangue sobre os destroços
que ficaram;
e elas não
entendem, não entendem nada,
às vezes nem choram
as dores que sentem,
elas ainda
não compreendem as insânias
e as atrocidades cometidas
pelos adultos, seus
pais!
163
O MOUCO SOM DA BRISA
Brisas.
Brisas.
E cantos de pássaros soberbos
e de anjo azuis
sopram
das praias e dos céus vivos,
carregando
perfumadas flores, com afiados
espinhos encrustrados.
Brisas.
E cantos de pássaros soberbos
e de anjo azuis
sopram
das praias e dos céus vivos,
carregando
perfumadas flores, com afiados
espinhos encrustrados.
126
RAZÕES DO PERDIMENTO
Não vês
o motivo de tanta luta,
de tanta dor
e chuva?
E essa massa cerrada,
e esse corpo delicado,
e esse rosto angelicado,
e essa sublimidade recantada,
que me lembra,
embora sem cor e sem rosto
(daquela minha infância
perdida),
a frágil, eterna e sublime
namorada?
199
O INSTANTE
... há alguém nascendo
em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo
em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo
em alguma concupiscências entre bocas,
corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo
em algum útero ressecado,
há alguém morrendo
em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo
em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo
e exato momento em que me lês
em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas
palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias
e libertinagens desvairadas.
em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo
em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo
em alguma concupiscências entre bocas,
corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo
em algum útero ressecado,
há alguém morrendo
em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo
em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo
e exato momento em que me lês
em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas
palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias
e libertinagens desvairadas.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*