Lista de Poemas
ÀS VEZES, É PRECISO SE DESERTIFICAR
Quando sombras,
e as piores, revelam-se nos
cernes,
devemos considerar
o suicídio de nossas fluorescências
neon,
de nossos sonhos
abstratos e de nossas esperanças
exíguas;
como uma silente
solução, para não mais ferir,
a espinhos, lanças e punhais
verborrágicos,
os que ainda ousam,
sublimemente, pintarem o desalinho
com suas cores e inspirações
etéreas.
e as piores, revelam-se nos
cernes,
devemos considerar
o suicídio de nossas fluorescências
neon,
de nossos sonhos
abstratos e de nossas esperanças
exíguas;
como uma silente
solução, para não mais ferir,
a espinhos, lanças e punhais
verborrágicos,
os que ainda ousam,
sublimemente, pintarem o desalinho
com suas cores e inspirações
etéreas.
111
ELA EM MINHA VIDA
É raro
eu não me lembrar
dela;
é raro quando,
ao me recordar daqueles momentos
em que visitávamos juntos
infinitos,
não me correr
uma lágrima dos olhos por ela;
é extremamente
raro eu sorrir, tentar me iludir
novamente com algum amor
colorido,
beijar,
abraçar,
transar
ou qualquer outra
coisa no jardim da vida
sem o impacto
doloroso, angustiante
e intermitente da perda dela!
eu não me lembrar
dela;
é raro quando,
ao me recordar daqueles momentos
em que visitávamos juntos
infinitos,
não me correr
uma lágrima dos olhos por ela;
é extremamente
raro eu sorrir, tentar me iludir
novamente com algum amor
colorido,
beijar,
abraçar,
transar
ou qualquer outra
coisa no jardim da vida
sem o impacto
doloroso, angustiante
e intermitente da perda dela!
99
NENHUMA ASA VÁLIDA
... quem
sonha por demasia
ser puro e forte passarinho,
é certo,
numa hora acaba sendo enrabado
por algum gato
faminto
que habita
os nobres paraísos.
sonha por demasia
ser puro e forte passarinho,
é certo,
numa hora acaba sendo enrabado
por algum gato
faminto
que habita
os nobres paraísos.
163
QUENTE ANOITECER
Sobre o leito,
abraço-te, beijo-te,
e percorro-te ofegante
todas as curvas,
com minhas mãos
- e boca -
a te desbravarem,
todo o corpo;
e, no auge da dança,
transbordo-nos
em incontidos e extáticos
orgasmos.
Às nuvens,
enlaço-te e me entrego
ao sonho,
de um amor
que nunca antes
me houvera,
e que,
mais provavelmente,
nunca mais
virei a sentir
por nenhuma outra lenda,
mito ou sapiens
do caminho.
abraço-te, beijo-te,
e percorro-te ofegante
todas as curvas,
com minhas mãos
- e boca -
a te desbravarem,
todo o corpo;
e, no auge da dança,
transbordo-nos
em incontidos e extáticos
orgasmos.
Às nuvens,
enlaço-te e me entrego
ao sonho,
de um amor
que nunca antes
me houvera,
e que,
mais provavelmente,
nunca mais
virei a sentir
por nenhuma outra lenda,
mito ou sapiens
do caminho.
153
EM SONHO, OUVIRÁS MEU NOME!
Eu sempre disse
a flores, beldades e anjos
que ao meu deserto
adentraram:
cuidado
com o que permitires sentir,
porque me amar
não é nada
fácil:
sou feito de espinhos,
tenho as bordas afiadas como
navalhas,
por eu
ser um niilista humano,
faltam-me, obvilmente, várias partes
que supostamente queiras,
ah, e me viciei
demasiado com o silêncios
de minhas próprias e secretas
tempestades!
a flores, beldades e anjos
que ao meu deserto
adentraram:
cuidado
com o que permitires sentir,
porque me amar
não é nada
fácil:
sou feito de espinhos,
tenho as bordas afiadas como
navalhas,
por eu
ser um niilista humano,
faltam-me, obvilmente, várias partes
que supostamente queiras,
ah, e me viciei
demasiado com o silêncios
de minhas próprias e secretas
tempestades!
140
EM LUGAR NENHUM
... nem aí, nem aqui,
nem numa praia, nem numásítio,
nem do outro lado
do mundo,
nem em lugar nenhum
eu tento voar novamente além das nuvens,
esperançar-me novamente além
do minuto presente
nem mergulhar-me
novamente em algum profundo amor
ou em qualquer outro, do ser,
profundo escuro!
nem numa praia, nem numásítio,
nem do outro lado
do mundo,
nem em lugar nenhum
eu tento voar novamente além das nuvens,
esperançar-me novamente além
do minuto presente
nem mergulhar-me
novamente em algum profundo amor
ou em qualquer outro, do ser,
profundo escuro!
195
A BARCA FURADA
Já ouvi dizer
que certos orgasmos
umedecem até
a alma
que é,
extasiadamente, ofertada
ao concupiscente
leito:
o mais estranho
é que quem me disse isso
não parecia ter nada
além de vazios,
e muito menos
aquilo que tão faustamente
considerava ser, em si,
uma alma.
que certos orgasmos
umedecem até
a alma
que é,
extasiadamente, ofertada
ao concupiscente
leito:
o mais estranho
é que quem me disse isso
não parecia ter nada
além de vazios,
e muito menos
aquilo que tão faustamente
considerava ser, em si,
uma alma.
178
EU DISSE QUE NÃO SABIA AMAR!
Sou egoístico para amar,
confesso,
e isso se dá
em conformidade com a condição
em que fui jogado neste
mundo de coisas;
por isso,
não só quero ser amado,
mas quero
sempre ser amado também
com minhas defeitos,
com minhas metades erradas,
com minhas vesanias vazadas
e com meus caos e com meus tempestades
temperamentais,
com minhas votandes abssais,
com meus desejos absurdos e pervertidos
e com minhas sombras niilisticamente
djacentes,
porque somente
com meu lado bom, heroico, potente,
romântico e gracioso, qualquer uma poderia
se enamorar!
confesso,
e isso se dá
em conformidade com a condição
em que fui jogado neste
mundo de coisas;
por isso,
não só quero ser amado,
mas quero
sempre ser amado também
com minhas defeitos,
com minhas metades erradas,
com minhas vesanias vazadas
e com meus caos e com meus tempestades
temperamentais,
com minhas votandes abssais,
com meus desejos absurdos e pervertidos
e com minhas sombras niilisticamente
djacentes,
porque somente
com meu lado bom, heroico, potente,
romântico e gracioso, qualquer uma poderia
se enamorar!
186
SER: ERROR AND GLORY!
Humanos,
demasiado humanos, condenados
à beira do erro inexoravelmente
estamos,
por isso
que concordo com Fernando
Pessoa quando disse que "pensar
é essencialmente errar!";
mas, querida,
é só sendo humanos que podemos
também dançar, poetisar
e amar!
demasiado humanos, condenados
à beira do erro inexoravelmente
estamos,
por isso
que concordo com Fernando
Pessoa quando disse que "pensar
é essencialmente errar!";
mas, querida,
é só sendo humanos que podemos
também dançar, poetisar
e amar!
142
A LIBERDADE DE LILITH
Quando ela arrombou
a porta rompendo todas
as correntes,
montou no dorso
do vento e saiu, desenhando aos ares
seus sonhos, desejos
e fantasias,
com tal fome
e sede que tudo pôs
ao leito,
onde bebeu e comeu
a se fartar, ora como sublime
puritana, ora como decaída
meretriz;
antes de retornar
a casa onde se sentia
prisioneira,
na vã tentativa de
se recompor do tresloucado espetáculo
de imagens.
a porta rompendo todas
as correntes,
montou no dorso
do vento e saiu, desenhando aos ares
seus sonhos, desejos
e fantasias,
com tal fome
e sede que tudo pôs
ao leito,
onde bebeu e comeu
a se fartar, ora como sublime
puritana, ora como decaída
meretriz;
antes de retornar
a casa onde se sentia
prisioneira,
na vã tentativa de
se recompor do tresloucado espetáculo
de imagens.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*