Lista de Poemas
OS DEMAIS DASEINS E EU
... perderam-se as aves
em seus magníficos voos,
perderam-se
aos mares os bravos navegadores,
perderam-se
aos paraísos os anjos sem juiízo,
perderam-se
às sombras as luzes que lhes tentavam
engravidar com seus afiados
lumes,
perderam-se
às curvas todos os rios com
seus peixes e com suas sereias
lindas,
perderam-se
nos abismos, tudo que o sapines
almejou fazer com seus
brilhos;
perdi-me eu
em cada pedaço dessa loucura toda,
em que vivem como se fossem realmente donos
de todos os destinos!
em seus magníficos voos,
perderam-se
aos mares os bravos navegadores,
perderam-se
aos paraísos os anjos sem juiízo,
perderam-se
às sombras as luzes que lhes tentavam
engravidar com seus afiados
lumes,
perderam-se
às curvas todos os rios com
seus peixes e com suas sereias
lindas,
perderam-se
nos abismos, tudo que o sapines
almejou fazer com seus
brilhos;
perdi-me eu
em cada pedaço dessa loucura toda,
em que vivem como se fossem realmente donos
de todos os destinos!
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A SINFONIA DOS ANJOS
... ouve a mouca sinfonia
dos anjos que se escondem atrás
das moitas,
reais ou cibernética,
e ouve o latido
do cão ao ver a lua
e sente dele a ofegante respiração
como que se quisesse te devorar toda
e nua;
e agora
me dize: onde ficam verdadeiramente
as sombras e as luzes?
dos anjos que se escondem atrás
das moitas,
reais ou cibernética,
e ouve o latido
do cão ao ver a lua
e sente dele a ofegante respiração
como que se quisesse te devorar toda
e nua;
e agora
me dize: onde ficam verdadeiramente
as sombras e as luzes?
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E EU AINDA CONTINUO A TE ZELAR
... contra a rigeza
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
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CADA PEDAÇO!
Só os loucos
e os poetas usam a lua, o sol
e as estrelas para falarem e comporem
sobre o amor
(os cães usa a senciência
e os próprios sonhos, fantasias e impulsos
abnormais com que foi jogado
neste mundo),
pois tanto a lua,
como o sol e as estrela, em franca análise,
não me parecem mais que framentos chorando
lágrimas acesas de solidão
e de dor!
171
AGORA, É TARDE DEMAIS!
Cedo,
seus corações conheceram-se,
apaixonaram-se e se adoeceram,
e buscaram refúgios
em outros céus, em outros mares,
em outros corpos extáticos,
mas sem percebertem
que, ausentes um do outro, tornaram-se
como bonecos de cera que não mais sabiam
respirar, voar ou amar.
Ela morreu
e foi enterrada na foligem da terra;
ele também, morreu, mas não teve
a mesma sorte:
está ainda
a vagar perdido como uma estátua
de sombras, com seu coração totalmente
endurecido!
seus corações conheceram-se,
apaixonaram-se e se adoeceram,
e buscaram refúgios
em outros céus, em outros mares,
em outros corpos extáticos,
mas sem percebertem
que, ausentes um do outro, tornaram-se
como bonecos de cera que não mais sabiam
respirar, voar ou amar.
Ela morreu
e foi enterrada na foligem da terra;
ele também, morreu, mas não teve
a mesma sorte:
está ainda
a vagar perdido como uma estátua
de sombras, com seu coração totalmente
endurecido!
144
POETIZAR
Poetizar
é demonstrar como somos
ultramundanos e hipotéticos
___ contadores
de estórias
e de causos em sinuosos
___ versos;
poetizar é, pois,
fazer arte, compondo [à moldura]
esplêndidos enlaces nupciais
e cruciantes dores
___ de parto,
sem quaisquer
limites, agrilhoamentos
___ ou remorsos.
é demonstrar como somos
ultramundanos e hipotéticos
___ contadores
de estórias
e de causos em sinuosos
___ versos;
poetizar é, pois,
fazer arte, compondo [à moldura]
esplêndidos enlaces nupciais
e cruciantes dores
___ de parto,
sem quaisquer
limites, agrilhoamentos
___ ou remorsos.
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ORIGEM MINHA: ABNÔMALA
... quando
uma dúvida se perpetua,
sabendo
a amada que, como ela sou
e tenho os mesmos
limites, sonhos, fantasias e desejos
de meus semelhantes
o melhor
a fazer é partir,
enterrando
as asas do anjo
que
se te insinua!
uma dúvida se perpetua,
sabendo
a amada que, como ela sou
e tenho os mesmos
limites, sonhos, fantasias e desejos
de meus semelhantes
o melhor
a fazer é partir,
enterrando
as asas do anjo
que
se te insinua!
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A OUTRA PONTA DA CORDA IV
Vivemos
___ à beira do erro,
ao que achamos certo,
___ cosermos:
eis-nos
___ aí a enferma, imanente
e abnormal condição
___ de "sermos".
___ à beira do erro,
ao que achamos certo,
___ cosermos:
eis-nos
___ aí a enferma, imanente
e abnormal condição
___ de "sermos".
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*