Escritas

Lista de Poemas

Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

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Biritiba-mirim

Biritiba-mirim

Terra das cavernas

da imaginação cavernosa

de quem muito a frequentou

e até hoje volta

para colher seus cogumelos,

os brotos das praças

no dia quente chuvoso.

O cheiro vem sublimado

dos jovens maduros

que sempre encontram

quando vão lá.

Há erva

sob umidade e neon

das pedras que unem

o céu com a terra.

Resquício de espécies

são os chapados

calhamaços perpetrados

da lava de terra

que brota do fundo

do leito das paixões

teima a borbulhar.

Recôndito esconderijo

guarda a maloca

famílias de esporos

gastos antes

da primeira camada

incrustam nas nuances

da diferença de terra.

Cresce cor luz

de amargor do mais

puro tronco de picoína

na veia da veia

dos corredores de terra

arada que agora

está mais perto

do mar que se

vê bem do alto

com as nuvens

psicodélicas que une

as vozes dos montes

ao desfiladeiro inflamado

que cresce por dentro

como úmidos

crescem também

das terras da Jamaica.

Biritiba Marley, 13

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Assim

Assim

Bebe poetisa,

desempola os grãos

rocha ribeirinha,

junta delicada

o aperto da seda.

Ve o alto do morro

entornando o galão

aos céus pedindo

Nosso Senhor.

Dichava as rudes

entranhas das toras

colheitas do bem,

mãos trovadoras

nas costas dão

o nevoeiro denso.

Da pele sebosa

salvam palmas,

a nuvem avoa

veloz afora

transforma a flora.

As ovelhas correm

por esse campo

preciso das crias,

são o verso único

entoado pelo poeta.


Ele vai atrás

igual inspiração,

de crivo na boca

repente cotidiano.

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A bela da tarde


A bela da tarde

Do começo já era curiosidade,

mas como transgredir as condutas

para ter com elas mais prazer?

Cresceu por entre flores transformadas

e viu tudo que queria ser visto,
seu presente são seus sorrisos

providenciais, anima as rodas.
É carinhosa e fugaz, gosta

do contato humano bem quente.

O vento infla, lufa os cabelos
e faz crescer os dos pés

o anoitecer nu arrebol exótico.

A nuvem é uma franja da lua
descuidada, se perdeu na noite

os olhos vacilantes e a cabeça a mil.

Ao banquete o olhar sereno aumenta

com as feições alegres relaxando
a retaguarda de quem é a massa
frente a frente ombro a ombro.

O aniversário da boda da amizade

não deixa nenhum bode atrapalhar

nem ressaca nem o mau-humor,
só fica difícil traduzir o sentimento

de quem vive a vida inteira

junta do porta-retrato do amor

esperando o encontro inesquecível.

Perante o afã do primeiro toque
o olhar foi a última gota
a gotejar e persiste olho a olho
se for mesmo por vontade
última a primeira flor do campo.

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Clava

Clava

Lembra juventude a moral

e a coisa era coisa melhor

longe de tomar coisa por outra,

aurora de tempos gloriosos e vãos

impossibilitados de violência e armas

gerações de drogas substituídas

o jovem real espalharia seu cheiro

e o mundo ficaria jovem de novo.

No contato com a pureza

pensar não fere o brio

flamejando o tronco de comprovação

como legado devir de amor

raiz de erva incessante.

Incrementos ganchos ideais

sabores resinosos antioxidantes

de contornos sorvidos por paz,

seu horizonte de cor brisa

com movimentos de rock

aromas sensibilidade e paixão.

Desviados os olhos viram

o olhar paira no infinito

o sereno da penumbra aleitar.

A volta do boteco do beco

encontra os amigos e o céu

fica mais rico esfumaçado,

fixo fica firme forte

proceder das ruas antigas

uma ideia na cabeça.

A bela infalível atitude

dão vida a obra e o artista

realidade em tons de poro,

o estalo deixa louco

o sistema que erra um.

02/08/2014

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A marcha da pedra

A marcha da pedra

'Glória ao Nome Santo

do Senhor, Aquele

que veio e nos presenteou

com o crivo da Vida Eterna.'


Na correria até metrópole

é pequena, por cada reverência

forma o mestiço africâner

a graça do dia,

língua adormecida

no sonar ruivoriental,

quem quer ver

vê de longe.

Bielaformosa!

Os olhares se prolongam

para a gente encontrando

tornados noite

sob a biqueira,

os abraços prolongam-se

para a gente encontrando

tornado dia

sobrenatureza,

se os beijos prolongam

a gente encontrando

tornados nuvens

sobre as tectônicas.

Marceleza!

Rápida na aurora

vemos a voz do pó,

concorre com a pedra

dia-a-dia carburando

a britadeira de chama,

repique microscópico,

que dure mais

no salto das cinzas.

Chamaleste!

Repente o ímpeto

entre ir e vir

fissura cósmica,

ar de compromisso,

inspira a vizinhança

o comentário viandante,

criança e de idade.

Rochachoque!

O pó ilumina o Caminho.

A cinza cria a História.

O viandante trilha longamente...

O filho aprende

encanto e contemplação

primavera infante,

pitilho mestre

cigarro de areia,

panela de volume,

halo madrugadouro

colina de sinhá,

cachimbo de cartola

imita, faz contato

pra vida continuar.

O cigano acende um

saldando enteados,

seixos existenciais.

Praticundum!

Fumar tudo

pode ser seu fim,

incrivelmente

a mesma pedra

faladora

dita plataforma

da rota augusta,

na boca do crente

vira fé

em nuvens de esplendor.

Miráculo!

Nos faz

perceber e a eternidade...

Nos faz

melhor e a infinitude!

Bom sinal

as cores da fumaça

acelerarem os passos

das pólis do Senhor,

chama seu povo

às vias superiores,

à terra verdejante

corre o suor,

expurga a água,

alma fiel

de uma vida inteira.

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Galeria Retrô

Ao longe sente-se a voz da arte,
o caminho são todo vozes levantadas
feito brasas em contorno de obra.
Tragos e o grande final são
acompanhados de um leve crepitar,
as peles ganham vibração e tocam,
aos sentidos se somam novamente,
cor e cheiro são seu éter.
Seu sangue irriga e traz
uma ideia da profundeza da terra.
Antes de sair da unidade
o desapego é a menor energia,
o horizonte uma seleta de auroras
cercada de espelhos convexos,
o reflexo a substância do ser.
O eco são adornos de rocha
locupletando eus-líricos hermafroditas
para honrar os tons superiores,
um dia que fosse por origem.
Fica fácil seguir os tempos
das colunas vis da engrenagem viciando
a partir das lascas que restam.
07/09
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Ode aos Bons Tempos

- aos Guaragni, Willer, Salvay e Abrahão
Liberta que será também
onde a lembrança
a idade materializa
conquistada no agora
ao domínio dos ares.
A cultura semeada
pelos grandes poetas
da Libertação
[Jesus, Chico, Maísa, Amy, D'Arc]
do ego social o sensitivo
regenerando a resistência
expurgando era ante era
seja mansa
ou de quem se perdeu
quando o leitor se perde
entre a ética e uma moral
nas incompreensões holísticas de Pessoa.
Sacramento com Ciência
Rock e dança tribal
[Brian Jones, Mojo Risin, Hendrix, Janis]
(o Cientista) contra quem não há
provas contrárias
[Leary, McKenna, Alpert, Sacha, Castaneda]
Se perder e viver de plenitude,
perder-se, perder-se e perder-se.
Verdade e auto-experimentação
na Ordem da Unidade,
pensar que agora é
na estrada beata de Sal
sempre algum lugar
poesia todo tempo
seja por motivo ou outros
surreal outrem.
A Geração mesma se encontra
do Espírito mesmo que se perde
sobre a fronte poética declamada
à fumaça boêmia vara a madrugada
toda uma prosa sobre a metafísica
do pensamento
tantos e tantas do dia a dia.
Chuck Pimentinha-Belchior, 21 do 05 do 17
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Ode aos Bons Tempos

- aos Guaragni, Willer, Salvay e Abrahão
Liberta que será também
onde a lembrança
a idade materializa
conquistada no agora
ao domínio dos ares.
A cultura semeada
pelos poetas e mestres
da Libertação
[Jesus, Chico, Piva, Whitman]
do ego social o sensitivo
regenerando a resistência
expurgando era ante era
seja mansa
ou de quem se perdeu
quando o leitor se perde
entre a ética e uma moral
nas incompreensões holísticas de Pessoa.
Sacramento com Ciência
Rock e dança tribal
[Brian Jones, Mojo Risin, Hendrix, Janis]
(o Cientista) contra quem não há
provas contrárias
[Leary, McKenna, Sacha, Castaneda]
Se perder e viver de plenitude,
perder-se, perder-se e perder-se.
Verdade e auto-experimentação
na Ordem da Unidade,
pensar que agora é
na estrada beata de Sal
sempre algum lugar
poesia todo tempo
seja por motivo ou outros
surreal outrem.
A Geração mesma se encontra
do Espírito mesmo que se perde
sobre a fronte poética declamada
à fumaça boêmia vara a madrugada
toda uma prosa sobre a metafísica
do pensamento
tantos e tantas do dia a dia.
Chuck Pimentinha-Belchior, 21 do 05 do 17
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Flores Douradas

Neste dias percebi, meus
mestre era tudo surtador.
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