Lista de Poemas
ENIGMA XIII
Existo no intervalo da eternidade e do mistério.
No istmo abissal da criação e do recomeço.
A simbiose perfeita em lama deletéria
Miserável no altar divino, tombo e estremeço!
ENIGMA XVII
Teu rosto vibra ao sol e luar,
na conjunção dos astros no céu.
Banhas no brilho da luz, revel
bebes sorrindo o sal do mar.
ENIGMA XXII
Tuas mãos vão percorrendo o corpo,
desvendando segredos sagrados do ser.
E no clímax já alucinados, ofegantes, loucos,
o gérmen quente começa a escorrer.
ENIGMAS
ENIGMA XIX
Tua essência é chama que arde
e acende as fogueiras da paixão.
É fogo que a alma invade
e queima de amor o coração.
ENIGMAS
ENIGMA XX
Quando te vê, a noite escura se cala,
temendo o brilho que te envolveu!
No céu, a linda Jaci fica sem fala
e a flor invejosa morre no gineceu.
ENIGMAS
ENIGMA XVIII
No teu olhar trazes o lume de Orfeu.
Na boca, o bálsamo que vivifica.
Se morto estou, meu lindo camafeu,
o teu beijo quente me ressuscita!
ENIGMAS
ENIGMA XXI
Na penumbra da memória pétrea entrelaço madrigais,
cifrando os ecos de eras passadas, mórbidas e sombrias.
Em hieróglifos, vou tecendo meus versos pictográficos, banais,
afogando-os em mares de angústias e paronomásias frias!
ENIGMAS
PARTIR É PRECISO
Partir é preciso, embora a dor resista,
como um nó que o tempo teima em apertar;
mas a vida, em seu sopro de artista,
molda asas para quem não sabe voar.
Se o adeus pesa além do que o peito aguenta
e o silêncio ecoa em cada despedida,
é porque a alma, mesmo quando dolente
vai construindo os degraus de íngreme subida.
Quem parte leva um pouco do que ama,
e deixa brasa acesa noutra chama,
como quem semeia luz ao se afastar.
E assim, no rito eterno das partidas,
descobre o coração, entre feridas,
que só parte quem nasceu para brilhar.
OUTROS POEMAS
SÚPLICA
Quando a noite estende o véu fechado,
e a dúvida sussurra em voz sombria.
Mostro diante de ti o coração dilacerado
na fé que rompe a treva e traz o dia.
Se o mundo me fere e me deixa atribulado
e se, em mim, a esperança se declina e se esvazia.
Rogo-te, ó Deus, meu consolo esperado!
E a tua justa mão me levanta e me guia.
Não te peço ouro, glória ou poder terreno.
Suplico-te, sim, um coração puro e sereno
capaz de tudo suportar sem me perder.
E, se for da tua vontade, Juiz Supremo!
Expiando-me o pecado, dá-me como prêmio:
Em tua morada para sempre viver!
TEHILLAH
ENIGMA XIX
No teu olhar trazes o lume de Orfeu.
Na boca, o bálsamo que vivifica.
Se morto estou, meu lindo camafeu,
o teu beijo doce me ressuscita!
Comentários (1)
Meu caro Senhor Poeta...Pedro Paiva...Amor - mistério - e a eternidade ... somente o lado feminino consegue decifrar este enigma . Pois é de se amar mesmo este texto. felicidades. feliz ano novo. para ti e tua familia.
Nascido em Altos- PI. Graduado e Pós-graduado em Letras/Português, Ciências Contábeis, Administração de Empresas, Administração Pública. Pedro Paiva é professor de Portugês, Literatura, Redação, Direito, Economia, Contabildiade, Estatística, Empreendedorismo, Administração Financeira e Administração da Produção dos cursos de Administração, Contabilidade, Comércio e Informática. Exerceu os cargos de Gerente de Suporte do Banco do Brasil S.A, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Secretário Municipal de Administração, Secretário Municipal de Educação. Premiado em 1º lugar no I Concurso de Crônicas e Poesias Mário Quintana, promovido pela AABB, de São Paulo. Premiado em 2º lugar no Concurso Mostrando Poesia, promovido pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, campus de Campo Maior PI. Ex-Prefeito. Membro-fundador da Academia de Letras e Línguas Nativas Altoenses - ALLNA, ocupando a cadeira nº 03 que tem como patronesse Josefa de Paiva Macedo. Participação na coletânea CONTOS DE TERROR ALTOENSES. Autor da antologia poética AMOR PRA VIDA INTEIRA (prelo).
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