Pedro Paiva

Pedro Paiva

n. 1962 BR BR

n. 1962-06-29, Altos - Pi

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AS ROSAS

Quando soberbas, as rosas são lindas.
Se delicadas, são charmosas.
Belas, as rosas não são vaidosas.
Elas são cheias de ternuras infindas.

Banhadas de orvalhos, abrem as pétalas sorrindo.
Meigas se rendem às blandícies de mãos carinhosas.
Rosas noctívagas, oh, noctívagas rosas! 
pelas noites  perfumes vão espargindo.

Mesmo sendo lindas, têm espinhos as rosas 
e podem ferir os corações incautos, descuidadosos
ao  toque mais sutil e indelicado.

Assim como as rosas também me inclino
às carícias amorosas, ao afago divino
das mãos e beijos cálidos da mulher amada.

 

 

 

 

 

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Poemas

87

ENIGMA XIII

Existo no intervalo da eternidade e do mistério.
No istmo abissal da criação e do recomeço.
A  simbiose perfeita em lama deletéria
Miserável no altar divino, tombo e  estremeço!
 

26

ENIGMA XXIV

Sou laço que não desatas.
Elo forte, visceral paixão.
Quanto mais tentas, mais me atas
às cordas  do teu fero  coração.

ENIGMAS

36

ENIGMA XIX

Tua essência é chama que arde 
e acende as fogueiras da  paixão. 
É fogo que a alma invade 
e queima de amor o coração.
ENIGMAS

42

ENIGMA XVIII

No teu olhar trazes o lume de Orfeu. 
Na boca, o bálsamo que vivifica. 
Se morto estou, meu lindo camafeu, 
o teu beijo  quente me ressuscita!
ENIGMAS

25

ENIGMA XXII

Tuas mãos vão percorrendo o corpo,
desvendando segredos sagrados do ser.
E no clímax já alucinados, ofegantes, loucos,
o gérmen quente começa a escorrer.
ENIGMAS

76

ENIGMA XXI

Na penumbra da memória pétrea entrelaço madrigais, 
cifrando os ecos de eras passadas,  mórbidas e sombrias. 
Em hieróglifos, vou tecendo meus versos pictográficos, banais,
afogando-os em mares de angústias e  paronomásias frias! 

ENIGMAS

35

ENIGMA XVII

Teu rosto vibra ao sol e  luar, 
na conjunção dos astros no céu.
Banhas no brilho da luz, revel
bebes sorrindo o sal do mar.

29

ENIGMA XX

Quando te vê, a noite escura se cala, 
temendo o brilho que te envolveu!
No céu, a linda Jaci fica sem fala
e a flor invejosa morre no gineceu.

ENIGMAS

48

SÚPLICA

Quando a noite estende o véu fechado,
e a dúvida sussurra em voz sombria.
Mostro diante de ti o coração dilacerado
na fé que rompe a treva e traz o dia.

Se o mundo me fere e me deixa atribulado
e se,  em mim, a esperança se declina e se esvazia.
Rogo-te, ó Deus, meu consolo esperado!
E a tua justa mão me levanta e me guia.

Não te peço ouro, glória ou poder terreno.
Suplico-te, sim, um coração puro e sereno
capaz de tudo suportar sem me perder.

E, se for da tua vontade, Juiz Supremo!
Expiando-me o pecado, dá-me como prêmio:
Em tua morada para sempre viver!

 

TEHILLAH

38

PARTIR É PRECISO

Partir é preciso, embora a dor resista, 
como um nó que o tempo teima em apertar;
mas a vida, em seu sopro de artista,
molda asas para quem  não sabe voar.

Se o adeus pesa além do que o peito aguenta
e o silêncio ecoa em cada despedida,
é porque a alma, mesmo quando  dolente
vai construindo os degraus de íngreme subida. 

Quem parte leva um pouco do que ama,
e deixa brasa acesa noutra chama,
como quem semeia luz ao se afastar.

E assim, no rito eterno das partidas,
descobre o coração, entre feridas,
que só parte quem nasceu para brilhar.

OUTROS POEMAS

 

 

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Comentários (1)

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Meu caro Senhor Poeta...Pedro Paiva...Amor - mistério - e a eternidade ... somente o lado feminino consegue decifrar este enigma . Pois é de se amar mesmo este texto. felicidades. feliz ano novo. para ti e tua familia.