Escritas

Lista de Poemas

AS ROSAS

Quando soberbas, as rosas são lindas.
Se delicadas, são charmosas.
Belas, as rosas não são vaidosas.
Elas são cheias de ternuras infindas.

Banhadas de orvalhos, abrem as pétalas sorrindo.
Meigas se rendem às blandícies de mãos carinhosas.
Rosas noctívagas, oh, noctívagas rosas! 
pelas noites  perfumes vão espargindo.

Mesmo sendo lindas, têm espinhos as rosas 
e podem ferir os corações incautos, descuidadosos
ao  toque mais sutil e indelicado.

Assim como as rosas também me inclino
às carícias amorosas, ao afago divino
das mãos e beijos cálidos da mulher amada.

 

 

 

 

 

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O PODER ENGANOSO DO PECADO

Veste-se o pecado com luz sedutora,
prometendo prazer e falsa liberdade.
Suscita no homem a glória vã e  enganadora,
para semear em seu caminho a iniquidade.

Qual fruta que se mostra  à  vista encantadora,
Oculta  o amargor do fel, da dor e da vaidade;
Afasta o homem da glória sã e redentora
para prendê-lo nos laços feros da maldade.

Assim, por  gozo breve, troca-se  a verdade.
O  escravo infiel nega e trai o seu Senhor!
E a soberba  se levanta onde morre a   humildade.

Da  mentira contumaz, enfim, cai o véu sedutor;
E o mal já esvaído dá lugar a bondade
E vence ao vencido: Cristo, o Redentor!
(TEHILLAH)
 

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O SANFONEIRO

              Milton, pé de forró e puxador de fole, percorria toda a vizinhança desde as Mangabeiras até às Barras do Gameleira tocando em festas e matinês. Sujeitinho do tipo franzino, canelas de seriema. 
       Era tal qual um sibito. A voz estrídula e desafinada se contrapunha a habilidade dos dedos finos e magricelas no acordeão de oito baixos que o pai lhe presenteara quando Milton ainda era criança tamanho fosse o talento do capetinha no manejo da sanfona.
      A fama de Milton logo se espalhou por toda a redondeza. Não demorou muito para correr o boato de que o sanfoneiro Milton tocava em duas festas ao mesmo tempo. Tal era a fama do Milton que curiosos de todos os cantos dos Altos de João de Paiva vinham para o São Joaquim só pra ver o Milton tocar o fole. Alarmados com o que viam e ouviam não tinham dúvida: tamanha habilidade no manejo do acordeão só podia mesmo ser coisa do cabrunco com quem o Milton, segundo as más línguas, tinha feito um pacto de sangue. 
       Certo dia, Venancim, caixeiro viajante e tomador de pinga, resolveu tirar essa história a limpo. De passagem pela Canabrava dos Delmiros e do São Pedro dos Fortes, se juntou aos colegas Ciço Badoso e Pedro Fortes e foram ao Jatobá ver o cumpade Milton que naquela noite tocava por lá.  
       Chegando ao local do adjunto, os três resolveram confirmar se era mesmo o 'cumpade' Milton quem estava animando a festa. Os três pés-de-valsa entraram no salão, cumprimentaram o tocador e até pediram pra Milton tocar o forró a ema gemeu no tronco do juremá e só depois disso resolveram descer lá pras bandas das Mangabeiras onde outro arrasta-pé rolava solto.
        Ao se aproximarem do lugarejo, de   longe, viram o terreiro apinhado de gente bebendo, fumando e conversando enquanto, lá dentro do barracão de palha, lotado de dançarinos, o fole gemia num soluço bem parecido com a tocada do 'cumpade' Milton. 
       Porquanto estranhassem bastante aquela batida e como já viviam cismados com a história do 'empautamento', resolveram tirar as provas dos noves. Entraram no salão e, quando viram que o Milton estava tocando, ficaram acabrunhados e os três pés-de-valsa, que costumavam chamar atenção de todos nos arrasta-pés da região e adjacências pela maleabilidade, malemolência, requebros e gingas corporais na arte da dança, naquela noite foram para casa se recomendar a Deus já que tinham visto e conversado com o capeta encarnado num dos tipos do sanfoneiro.
       Por muitos anos ficaram se perguntando qual daqueles entes era o Milton e qual deles era o dito cujo.
 
Comentários do autor:
      Este é um conto verossímil cujo enredo foi-me narrado pelo saudoso amigo Ciço Badoso que o conheci nas minhas andanças pelos rincões altoenses e com quem tive a grata satisfação de compartilhar saudáveis e pujantes laços de amizade. 
     Já o Pedro Fortes, latifundiário e morador da localidade São Pedro, foi um homem benquisto, conhecido, respeitado e admirado por todos os moradores do povoado São Pedro e das localidades vizinhas. Em sua residência costumava receber a todos com distinção, prestimosidade e gentileza. 
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LUA DE MEL

Ó, lua de mel, 
me leva pro céu
pra gente fazer amor!
Ó, lua, luar, clarão,
me tira do chão!
Contigo eu quero fazer amor
numa nuvem de algodão.

AMOR PRA VIDA INTEIRA
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PARTIDA EXCLUSA

Segura-me as mãos, ó divina musa!
Pela noite túrbida que escurece
do viajor - a sorte, do peregrino - a prece
na hora triste da partida exclusa.

Ilumina-me a trilha incerta e oclusa.
Ao turbilhão infernal a alma desce.
Em muda dor se cala e se estremece
no festival das esperanças obtusas.

Lá onde a glória mundana e profusa
ao lodo e à lama se junta e se efusa
na decomposição dos elementos.

Prolixo o sono. A alma inerte e difusa
da existência vária, ambigua e confusa
descansa, em paz, do humano sofrimento.


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CANÇÃO DA CHUVA I

Chove chuva no coração árido
de minha Altos querida!
Regando as barbas do velho Surubim,
leva na enxurrada rios de vida!
Pelos campos e plantações,
por vales e grotões
o líquido de vida escorre.
E o sertanejo impávido,  valente
vendo a chuva cair, alegre, ele sente
a esperança renascer.
Com fé, finca a enxada no chão
e a mãe-terra feliz, sorridente, 
vai retraindo o dorso
e abrindo o ventre
pra receber a semente
do novo amanhecer!

 

 

 

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A NOIVA

      Era final de tarde. Maio em flor! Os paus-d’arco coloridos se envergavam ao látego da brisa melodiosa e concupiscente, espalhando por todo o vale que se estendia para além da vista, o aroma suave de flores silvestres. 
       No cenário celestial e caprichosamente florido, tudo conspirava em favor daquele casal de amantes. No horizonte, o crepúsculo da tarde promovia um espetáculo de luz e de beleza que, aos poucos, ia dando lugar aos clarões frouxos e azulados da lua que já despontava na linha turva do nascente.
       - Já é tarde, meu amor! Preciso ir – disse Doninha. Ver-nos-emos, amanhã.
       Foram vários anos de romance e de encontros amorosos até que uma disputa por terras colocou as duas famílias em pé de guerra e de rivalidade, marcada por uma série de mortes e de assassinatos que se sucediam uns após os outros.
      Fabrício, pressionado pela família, que temia vê-lo assassinado pelos rivais, viajara para longe de Doninha e a jovem não suportando a ausência do amante, encontrou na loucura uma forma de sublimar a solidão.
       A partir daquele dia, Doninha não falava com mais ninguém, nunca mais fora vista nas festas e nos adjuntos, não reconheceu mais as amigas. Reclusa na sua torre de marfim, Doninha sonhava todos os dias com a volta do noivo.
      Alguns anos mais tarde, Fabrício retornara às Porteiras Velhas e seu maior desejo era encontrar a amada, apertá-la nos braços, beijá-la sofregamente e tomá-la como esposa. 
      Naquele dia, o povoado se preparava para uma grande festa. No baile, Fabrício encontrou a amada que há muitos anos não saía de casa, mas que ao saber da volta do noivo, resolveu ir ao baile. Dançaram a noite inteira, beijaram-se, amaram-se, trocaram juras secretas de amor e ternas promessas de casamento.
      No dia seguinte, Fabrício era só felicidades. Curiosos, os familiares indagaram-no o motivo de tamanha alegria e enquanto todos ouviam, atônitos, Fabrício contar, com riqueza de detalhes, o reencontro com Doninha, uma voz solene veio lá de dentro da camarinha:
       - Isso só pode ter sido um sonho, meu filho, pois Doninha morreu há mais de dez anos!
       E foi só então que contaram para Fabrício que, depois da partida dele, Doninha enlouqueceu, permanecendo por mais de dez anos trancada em casa. Durante esses anos todos, não falou com mais ninguém, alimentava-se mal, não se asseava mais, vivia isolada na sua torre de marfim até que, até que, num belo dia de sábado e para espanto de todos, Doninha amanhecera lúcida e disposta, tomara banho e fora à feira dos Altos de João de Paiva. 
       Sorridente, feliz e incontida, Doninha cumprimentava a todos. Voltou a reconhecer a todas as amigas e abraçava a todas que via num daqueles momentos em que a saúde costuma visitar o doente na véspera da morte e a sanidade retornar, brevemente, aos loucos, externando uma lucidez impressionante.
       Era mês de maio – os pais de Doninha, que há muitos anos não saiam mais de casa para nada, vendo que a filha estava curada, resolveram ir à novena de Maria na casa de parentes da família. Doninha não fora alegando que ainda estava se recuperando da insanidade, mas que os seus pais ficassem tranquilos que ela já estava curada. 
       Convencidos, então, da cura da filha, os pais foram agradecer a graça alcançada. 
       Enquanto os pais estavam ausentes, Doninha tomara banho, perfumara-se toda, cobrira com pó de arroz as faces angelicais, passara batom nos lábios e, em seguida, se vestira de noiva. 
       Estava linda e radiante e ali no altar que a fantasia tresloucada lhe permitiu idealizar se untou com o óleo que havia comprado na feira dos Altos de João de Paiva e pôs fogo no próprio corpo, dando fim a uma vida de longo sofrimento e de interminável abstinência amorosa para gozar na ‘eternidade’ as bodas nupciais.
       Desolados que ficaram com a tragédia, os pais de Doninha se suicidaram e o resto da família sumiu da localidade sem deixar paradeiro.
       Fabrício, enlouquecido, chorava copiosamente, gritava e, em desespero, se batia todo, recusando-se a acreditar naquela história dos diachos e descabida e só se convenceu da verdade quando, chegando ao cemitério, mostraram-lhe o jazigo onde Doninha, sua amada, estava sepultada.
  
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A MULHER DE BRANCO

       Assombrados que viviam os moradores do Batalhão com a estória da mulher que virava porca nas noites de lua cheia, contam que, quando as luzes da usina se apagavam, às dez horas da noite, uma visagem, uma assombração, alma penada, coisa do outro mundo, talvez, ficava vagando da estação ferroviária até o pontilhão do Clarindo.
       Era de jeito que ninguém mais saía de casa só de medo de dá de frente com aquela visagem. Diziam até que se tratava da besta-fera que, segundo as santas Escrituras, iria correr pelo mundo a fora sem descanso no final dos tempos, que tinha sido solta pelo “dito cujo”, lá das profundezas do inferno, para devorar os cristãos batizados.
      Naquele tempo, poucas eram casas da cidade que tinham um televisor COLORADO RQ - símbolo de riqueza, luxo e mordomia. Nosso tio Domingos Padeiro (que Deus já o levara do nosso meio) era um dos poucos homens ricos da cidade que abria as portas do seu bangalô para os desafeiçoados assistirem televisão e, por este motivo, todas as noites costumávamos nos deslocar de nosso humilde lar na Rua São Benedito até a residência dele na rua São José.
      Enquanto os adultos conversavam dentro da casa, lá fora, na rua, sob a lua cheia, brincávamos de roda, ciranda, cirandinha, balacondê, de pera-uva-maçã-salada mista, de boca-de forno e demavé de si e nem percebemos que as luzes da usina do Seu Cleofas haviam se apagado.
       De dentro da casa uma voz materna nos avisava de que já era chegada a hora de irmos embora. Descemos, então, pela Rua São José. Os grânulos de areia pareciam brilhantes refletindo a luz do plenilúnio devasso e sedutor que se debruçava sob o céu límpido e transparente numa orgia inefável e concupiscente.  As casas dormiam embaladas por uma canção etérea que a brisa tênue da noite cantarolava sob a regência do luar bêbedo e sonolento se espreguiçando nas nuvens.
       Todo esse cenário de encanto e magia foi, aos poucos, dando lugar a uma escuridão profunda e tenebrosa dos mangueirais que cobriam a residência daquela figura esquálida e nojenta do lobisomem que havia corrido atrás do Rocha.
       Finalmente, chegamos aos trilhos já com o coração saindo pela boca de tanto medo e para piorar ainda mais aquele quadro de terror, meu jesuscristinho, a mulher de branco, a alma penada, a coisa do outro mundo, a besta-fera. A mensageira do maldito descia pelos trilhos na direção do Clarindo.
       Por um bom tempo, ficamos parados e sem movimentos. Fizemos, várias vezes, o pelo sinal da santa cruz naquela devoção piegas e ingênua que costuma se manifestar sempre nas horas de angústia e medo, acompanhada dos rogos e das invocações ao nosso anjo da guarda, implorando que ele nos protegesse das garras aduncas e afiadas da besta do Apocalipse.
       De repente, Jorginho, menino traquinas (que se acha na glória do Pai), sem titubear, decidiu seguir o fantasma da mulher de branco.
       Acompanhei-o. À medida que íamos nos aproximando do pontilhão, ouvíamos arfados e gemidos que não eram de dor, mas de prazer. Devagarzinho, fomos encostando e em meio à luz fosca e sem brilho do luar macilento, alcoviteiro e conivente que cochilava entre as nuvens, pudemos avistar dois corpos que, avidamente, se lambuzavam feitos animais famintos e vorazes, rolando no cimento frio e cúpido do pontilhão.  
       Diante daquela cena sobrenatural, Jorginho não hesitou. Jogou o facho de luz da lanterna naquela coisa do outro mundo e que, ali, debaixo do pontilhão do Clarindo, se enroscava pelo chão que nem dois bichos no cio e, para a nossa surpresa (valha-nos Deus!), saltou, na nossa frente, uma muleca fogosa, aparentando de 13 para 14 anos de idade, nua como tinha vindo ao mundo, fungando que nem um bicho enfezado e deixando à amostra os grossos lábios de farta vulva que começava a se cobrir com uma espessa babugem de pelos e de onde dava pra ver escorrendo, entre as pernas, um líquido esbranquiçado e viscoso que se assemelhava a leite derramado.
       Após aquela noite, a mulher de branco nunca mais foi vista e houve até quem dissesse que foram graças às missas encomendadas e as orações feitas em intenção daquela pobre alma penada, condenada a vagar pelo mundo em remissão dos pecados cometidos em vida.
       Anos mais tarde, todo mundo ficou sabendo que a mulher de branco era uma muleca sapeca, moradora do bairro, vizinha nossa, morena, magra, voz díssona e estrídula, cheia de aleivosia e sensualidade e que costumava se encontrar todas as noites com um velho e conhecido magarefe dos Altos de João de Paiva e que tinha a fama de ser mulherengo e a pecha de  desencaminhador de donzelas desvalidas e que costumava atacar suas presas bem naquela horinha em que toda a sensibilidade e reinações da carne surgem à flor da pele, deixando as fêmeas inseguras, desprotegidas e sem defesa ao ataque e às investidas do macho sedutor.




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A PASSAGEIRA

                          Entrou no carro e, por um breve momento, senti um longo arrepio perpassar-me o corpo inteiro. Estranhei aquela frieza mórbida, brusca e repentina, porquanto a noite estivesse quente e abafadiça.
       Em silêncio, sentou-se no banco do carona e calada permanecera durante toda a viagem. Dúvida atroz, meu Deus! Era a Doninha? Podia jurar que sim! Mas agora, olhando de pertinho para aquela figura decrépita, velha, enrugada, muda e silenciosamente fria, sentada bem ali do meu lado, no banco do carona, a dúvida tomou-me de sobressalto.
       Eu desço ali – aquela voz oca e fúnebre retiniu nos meus ouvidos como um raio disparado de densa nuvem em noite de tempestade.
      No céu carregado, os trovões ribombavam anunciando o início de um aguaceiro que não tardou muito para desabar, acompanhado por um temporal violento e assustador, obrigando-me a fechar as janelas do corcel que, impetuosa e furiosamente, galopava na estrada prateira cheia de lombadas e de estrias e foi, então, que senti um cheiro acre e nauseabundo de flores que fedem a defunto misturado com a catinga azinhavrada de carniça podre.
      - Eu moro ali – disse-me, apontando com o dedo longo e magricelo para um lugar deserto, solitário e descampado de onde mal se avistava alguma coisa.
       Naquele mesmo instante, deu para ver um raio saindo de uma nuvem escura numa violência tão grande que rasgou o chão, fazendo levantar um redemoinho de água, poeira e pó. Nas palmas dos coqueirais, o vento rugia feito lobos-guarás e o grito do rasga-mortalha estrondava que nem estampido de canhão na guerra e o tempo se encerrou numa manta negra, pintando um cenário de medo e horror.
        No dia seguinte, fui à visita de sétimo dia, levando os familiares de dona Di, uma velha macrobiótica que bateu as botas na cidade de Altos, mas que fora enterrada no cemitério do distrito da Prata.
       Chegando ao local, alguns aspectos me pareceram bastante familiares. Lembrei-me da noite passada e, por um momento, como num insight, surgiu bem nítida à minha cabeça a imagem daquela mulher de cabelos baços, sujos, quebradiços e desgrenhados, de olhos fundos, com faces ocas e de rosto escaveirado que havia descido ali.
       Arrepiei-me todo quando, de repente, entre as sepulturas, vi encravada na lápide de uma delas, a imagem de uma jovem vigorosa, forte e saudável, mas que, em muito, me lembrava à passageira da noite anterior.
       Um tremor espasmódico tomou conta do meu corpo e um frio de morte, correu-me pela espinha dorsal, quando fui informado, por moradores da região, que a jovem da lápide era a noiva lá das Porteiras Velhas que, numa noite de maio, enquanto os pais estavam ausentes, se vestira de noiva, untara o corpo com óleo e ateara fogo ao próprio corpo, tamanho  o  desgosto por não desposar o noivo amado.




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ENIGMA XXIV

Sou laço que não desatas.
Elo forte, feral paixão.
Quanto mais tentas, mais me atas
ao centro do teu coração.

ENIGMAS

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Comentários (1)

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ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2025-12-31

Meu caro Senhor Poeta...Pedro Paiva...Amor - mistério - e a eternidade ... somente o lado feminino consegue decifrar este enigma . Pois é de se amar mesmo este texto. felicidades. feliz ano novo. para ti e tua familia.