Escritas

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parente22
Um dia,
Disseste que chegaste ao teu limite. 
E eu concordei e anui. 
Devia ter dito
Que não posso viver sem ti. 
Disseste que já tentamos o que tínhamos a tentar.
Li decisão e derrota,
Fiz a minha revolta,
E quis precipitar.
Escrevi te uma carta de amor
E de despedida, 
E devia saber
Que quando a fosses ler, 
Seria com os teus olhos, 
Não os meus. 
Merda de coração e cabeça
De julgamento, de complicação
De pensamento infinito
Incontrolável.
Só devia ter,
Sei lá.
...
Levado as coisas com mais calma, 
Não é? 
Desde, sempre? 
Não atirar pedras se me sinto atacado, 
Não julgar se o teu pensamento é diferente... 
... 
Oxalá pudessemos um dia.
Voltarmos a nos encontrar. 
Se não acontecer, 
Que pelo menos sintas o carinho, Profundo, 
Que estas palavras
Significam para mim dar. 
Ou talvez este papel fique rasgado, 
Junto aos despojos do passado, 
Duma vida que foi ao ar, 
E nada tenhas ouvido. 
Mas para mim importa dizer,
Desabafar. 
Porque te amo,
Não o consigo dominar 
E apesar de nunca teres ligado muito,
És e serás a mulher da minha vida. 
Que podia muito bem ter sido.
Mas não foi.