Lista de Poemas
pensamento...
escuta meu coração e, a mensagem incessante
que te passa meu olhar a cada instante...
natalia nuno
(sentidos)
que te passa meu olhar a cada instante...
natalia nuno
(sentidos)
👁️ 768
ainda é meu tempo de viver...
parti por não ter chão onde semear sonhos, cerro as palavras na boca, deixo-as na terra adormecida do meu âmago, talvez que as sementes germinem mais tarde em horas de saudade e, docilmente se entreguem em versos chorosos que embaciem os olhos, ou suspendam a tristeza e o vazio do tempo e venham dourar o verde onde a minha esperança cresce... é verão, mas, estranhamente o dia é de penumbra a memória apaga-se lentamente e eu fico de morte ferida, mas ainda vivo, ainda é meu tempo de viver...exausta parti de mãos vazias, levo os desencantos, vou palmilhando o chão e levo por companhia a solidão, voltarei quando fôr lua cheia, se ainda fôr capaz de aprender a primavera, e as folhas em mim caídas voltem a reverdecer em meus sonhos, eu possa moldar de novo as palavras a meu jeito, e nada impeça que me tragam a promessa de ser gaivota na planície...com olhos de madrugada.
natalianuno
natalianuno
👁️ 832
o que ficou para trás...
de repente há um aroma que me recorda o que ficou para trás, e as minhas palavras são as sombras onde me encontro perdida, lá onde a dor é mais forte e me deixa sem norte, sou agora a velhice e ao mesmo tempo a juventude, grito a dor num poema invisível que declamo amiúde, e num golpe de garra saio do silêncio dos versos e continuo a pulsar com uma força que não aceita derrube...e o amor é um agasalho que me cobre e me põe a sonhar...caio assim neste abandono de doçura vestida, adormecida na minha derradeira saudade.
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 818
pensamento....
quebraram-se as nuvens, o chão ficou molhado de giestas, imóveis os pássaros no vidro quebrado dos meus olhos permanecem ainda na memória d'outras primaveras...
natalia nuno
http://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/
natalia nuno
http://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/
👁️ 2
tempos de engano...
continua o vento...
dá gosto ouvi-lo forte nos pinheiros
agora mais lento sobre os cardos roxos,
piam os mochos...
o tempo a fugir e o vento a rugir,
a água dos olhos a verter
e a esperança a querer morrer,
vai o pássaro voando do seu jeito
vai a vida fugindo-me do peito.
é tal o movimento da ave no ramo
que seu canto parece pedir piedade
pedindo paz ao vento,
também eu clamo
mente solta... quero liberdade!
já não há vento que me atormente
nem pássaro desolado a fazer-se ouvir
nem mal que em mim assente...
o vento está de partida,
esquecida de mim, pensamento vazio
olvido a vida, que a vejo a levar-me,
nada, ninguém pode ajudar-me
só não me priva a doce esperança
e o doce amargo da lembrança
natalia nuno
dá gosto ouvi-lo forte nos pinheiros
agora mais lento sobre os cardos roxos,
piam os mochos...
o tempo a fugir e o vento a rugir,
a água dos olhos a verter
e a esperança a querer morrer,
vai o pássaro voando do seu jeito
vai a vida fugindo-me do peito.
é tal o movimento da ave no ramo
que seu canto parece pedir piedade
pedindo paz ao vento,
também eu clamo
mente solta... quero liberdade!
já não há vento que me atormente
nem pássaro desolado a fazer-se ouvir
nem mal que em mim assente...
o vento está de partida,
esquecida de mim, pensamento vazio
olvido a vida, que a vejo a levar-me,
nada, ninguém pode ajudar-me
só não me priva a doce esperança
e o doce amargo da lembrança
natalia nuno
👁️ 3
as mágoas que se prendem...
as coisas do dia a dia
são coisas com que me entretenho
como pequenos frutos que vou colhendo
desde o imenso tempo de onde venho
as lembranças vêm devagar até mim
e a vida parece-me imensa
e por fim, chego exausta ao anoitecer
o silêncio é meu chão e a saudade é
intensa em meu coração
os dias são de colheita, mas nem todos iguais
de mel ou de fel, de sentimentos desiguais
pequenas coisas na memória cansada
o coração nem sempre adormece feliz
e já nada vai mudar
e eu digo, sou a que nunca soubeste amar.
as coisas do dia a dia
são mãos vazias cheias de nada
são a alegria, de quando tudo acontecia
pequenas pontes que não chegámos a atravessar
pouca coisa que escoo calada
pensamentos a fazer de conta que meu céu é de luar
as coisas do dia a dia
são pequenas asas que me ajudam a voar
são de mim o retrato a preto e branco
são meu tempo de criança a brincar
vozes perdidas que consigo escutar
o caminho do rio a quem oiço o eco
que me segue, quando já me perco.
natalia nuno
são coisas com que me entretenho
como pequenos frutos que vou colhendo
desde o imenso tempo de onde venho
as lembranças vêm devagar até mim
e a vida parece-me imensa
e por fim, chego exausta ao anoitecer
o silêncio é meu chão e a saudade é
intensa em meu coração
os dias são de colheita, mas nem todos iguais
de mel ou de fel, de sentimentos desiguais
pequenas coisas na memória cansada
o coração nem sempre adormece feliz
e já nada vai mudar
e eu digo, sou a que nunca soubeste amar.
as coisas do dia a dia
são mãos vazias cheias de nada
são a alegria, de quando tudo acontecia
pequenas pontes que não chegámos a atravessar
pouca coisa que escoo calada
pensamentos a fazer de conta que meu céu é de luar
as coisas do dia a dia
são pequenas asas que me ajudam a voar
são de mim o retrato a preto e branco
são meu tempo de criança a brincar
vozes perdidas que consigo escutar
o caminho do rio a quem oiço o eco
que me segue, quando já me perco.
natalia nuno
👁️ 2
perdida de mim...
perdi-me de mim não sei
só a saudade vem dizer-me
que perdida d'amor me deixei
dia a dia a esvanecer-me.
para mim não existe o hoje
sem tua boca por perto,
o amor traiçoeiro me foge
ergo o sonho, mesmo q´ incerto,
assim ora cantando, ora chorando
tal como dia e noite chora a fonte
pobre louca...
o pensamento delirando
p'lo amor que anda a monte,
sonhando, sonhando,
com beijos da tua boca.
falo com sinceridade
acredito a toda a hora
vem dizer-me esta saudade,
dos suspiros que em minha alma aflora
trago o meu sono sem sonhos
e o rosto sem alegria
os pensamentos medonhos
vagueiam, numa nuvem alva e fria
chegam a mim nostalgias
difíceis de apagar,
passam noites passam dias
sem sono
- olho a estrela polar...
quero escrever um verso mais perfeito
para lembrar o tempo atrás
ao encostar-me ao teu peito
que tão saudosa me traz.
morrer d'amor pouco importa
desfalecer nos teus braços
antes querer-me assim morta
que não ter os teus abraços.
natália nuno
só a saudade vem dizer-me
que perdida d'amor me deixei
dia a dia a esvanecer-me.
para mim não existe o hoje
sem tua boca por perto,
o amor traiçoeiro me foge
ergo o sonho, mesmo q´ incerto,
assim ora cantando, ora chorando
tal como dia e noite chora a fonte
pobre louca...
o pensamento delirando
p'lo amor que anda a monte,
sonhando, sonhando,
com beijos da tua boca.
falo com sinceridade
acredito a toda a hora
vem dizer-me esta saudade,
dos suspiros que em minha alma aflora
trago o meu sono sem sonhos
e o rosto sem alegria
os pensamentos medonhos
vagueiam, numa nuvem alva e fria
chegam a mim nostalgias
difíceis de apagar,
passam noites passam dias
sem sono
- olho a estrela polar...
quero escrever um verso mais perfeito
para lembrar o tempo atrás
ao encostar-me ao teu peito
que tão saudosa me traz.
morrer d'amor pouco importa
desfalecer nos teus braços
antes querer-me assim morta
que não ter os teus abraços.
natália nuno
👁️ 10
posto o coração em desafogo...sonho
dou asas ao sentimento
e toda a trama se desfaz
caída nos braços do esquecimento
a mente em branco
a realidade a rir-se de mim
e eu em paz...
chove a potes,
a emoção cansa-me,
o pulso altera-se
e o sono vence-me,
a recordação convence-me
e vou um pouco mais aquém
pois ela me leva sempre mais além...
frente a frente fiquei
com a frescura da brisa do rio
e ali me deixei...no sonho
ao passar a ponte o céu clareou
ficou limpo, as coisas ganharam cor
ouvi o ulular do vento nas canas
as rolas cantando ao amor
depois um estranho silêncio
o ânimo afrouxa
deixo-me pela saudade arrastar
pego na trouxa
e vou ao rio lavar...
ah...ser poeta é ser ninguém,
ser livre e ser vazio, é como
ser nuvem sem água,
ainda assim chorar de mágoa
ir sempre um pouco mais além
trazer os pensamentos à mão
pintar a vida com alma e coração
neste sonhar que minha alma adoça
não há mal ...que mal chegar lhe possa.
natalia nuno
e toda a trama se desfaz
caída nos braços do esquecimento
a mente em branco
a realidade a rir-se de mim
e eu em paz...
chove a potes,
a emoção cansa-me,
o pulso altera-se
e o sono vence-me,
a recordação convence-me
e vou um pouco mais aquém
pois ela me leva sempre mais além...
frente a frente fiquei
com a frescura da brisa do rio
e ali me deixei...no sonho
ao passar a ponte o céu clareou
ficou limpo, as coisas ganharam cor
ouvi o ulular do vento nas canas
as rolas cantando ao amor
depois um estranho silêncio
o ânimo afrouxa
deixo-me pela saudade arrastar
pego na trouxa
e vou ao rio lavar...
ah...ser poeta é ser ninguém,
ser livre e ser vazio, é como
ser nuvem sem água,
ainda assim chorar de mágoa
ir sempre um pouco mais além
trazer os pensamentos à mão
pintar a vida com alma e coração
neste sonhar que minha alma adoça
não há mal ...que mal chegar lhe possa.
natalia nuno
👁️ 835
tempo sem tempo...
há gestos esquecidos
no tempo perdidos
e sorrisos à distancia
afastados em esquecimento,
numa profunda incerteza
fica a vida uma tristeza,
cresce o lamento...
um resto de amor desliza no peito
desprovido de tempo e de sentido
nem sequer dá um passo
ao encontro dum abraço.
tudo para traz ficou
sente-se agora um estranho cansaço.
já não há saída deste labirinto
saudade...é tudo o que sinto.
natalia nuno
no tempo perdidos
e sorrisos à distancia
afastados em esquecimento,
numa profunda incerteza
fica a vida uma tristeza,
cresce o lamento...
um resto de amor desliza no peito
desprovido de tempo e de sentido
nem sequer dá um passo
ao encontro dum abraço.
tudo para traz ficou
sente-se agora um estranho cansaço.
já não há saída deste labirinto
saudade...é tudo o que sinto.
natalia nuno
👁️ 3
o poema...
poema dirige-se a toda a gente
não traz com ele estranheza
dialoga com o passado docemente
e afirma estar vivo de certeza
por vezes conta uma história
e alarga-se até ao infinito
a partir do vivido a memória
molda, o poema q'nasce aflito
as palavras o vão polindo
cresce o poema com precisão
e como flor se abrindo
-nele o Poeta põe alma e coração!
natalia nuno
não traz com ele estranheza
dialoga com o passado docemente
e afirma estar vivo de certeza
por vezes conta uma história
e alarga-se até ao infinito
a partir do vivido a memória
molda, o poema q'nasce aflito
as palavras o vão polindo
cresce o poema com precisão
e como flor se abrindo
-nele o Poeta põe alma e coração!
natalia nuno
👁️ 2
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!